Fogo Contra Fogo
7 Olhos atentos
Notas iniciais
*Ponto de vista do agente Rod Dawes.
"O que faremos a seguir, senhor Dawes? Estamos de mãos atadas!" disse o novato quando entramos no Diner.
"Primeiro: Você pode me chamar de Rod, garoto." eu disse como se não me preocupasse com a nossa situação. Na verdade, eu não me preocupava mesmo. "Eu sou seu parceiro, não seu chefe." Concluí.
Escolhi um lugar para me sentar ao balcão e pedi logo meu café expresso. Sabia que precisava reduzir a cafeína, mas eu era louco pro café. Porém, fiquei meio relutante quanto à qualidade... Eu nunca havia estado naquele Diner antes, no centro da cidade de Marietta. O novato agente Tyler se sentou ao meu lado e pediu café com leite e fritas. Estranhei o pedido dele, mas não comentei.
"Estou mesmo preocupado com o caso..." ele disse retornando ao assunto. "Não obtivemos nenhum sucesso até agora."
"Não é verdade." Rolei os olhos. "É só manter os olhos bem atentos. Não é o primeiro caso que fico encurralado, e se quer minha opinião, esse não é dos piores."
"Como assim, não é verdade?" perguntou ele com tamanha incredulidade que sem querer aumentou o tom de voz despertando a atenção de algumas pessoas no recinto. Lancei para ele um olhar reprovador e o vi se encolher, acanhado, em seu lugar. "Desculpe." ele disse baixinho, suas bochechas corando.
Respirei fundo antes de responder.
"Nós conseguimos sim algumas informações para o caso. Você que não vê." eu afirmei com um dar de ombros.
"Como o que? Interrogamos quase a vizinhança inteira e não houve sequer uma testemunha próxima ao local do crime. Tudo o que temos é um homem gordo e aturdido que perdeu a mão e que acha que ouviu o nome do suposto criminoso." disse ele ferozmente. "Adam..." ele cuspiu o nome como veneno em sua boca.
"E isso não é um bom começo?" perguntei.
"Como isso pode ser um começo?" indagou ele serrando o punho sobre o balcão.
"Temos um suspeito bastante considerável. Foi preso aos dezessete anos por assaltar uma loja de peças de informática para impressionar a namorada e..."
"E isso é tudo o que temos da ficha dele!" interrompeu-me ele o que me deixou bastante tenso.
"Escute aqui, garoto! É melhor você começar a relaxar, porque eu não quero ter que fazer isso para você. Por que você não começa a analisar mais o caso antes de começar a dar chiliques, hein? Você está aqui para que, afinal? Para desvendar um caso e pegar um criminoso, ou para me dar dor-de-cabeça com suas evidentes crises de TPM?" Explodi de repente. Notei um desconfortável silêncio no lugar. Aos poucos, vi com clareza que Tyler estava pálido, e me encarava com os olhos saltados. Eu estava a uns vinte centímetros de distância dele, com os dentes cerrados e uma postura ameaçadora.
Soltei o ar que havia prendido e recuei para um pouco mais longe do novato, relaxando o corpo e me concentrando em respirar regularmente para oxigenar a cabeça.
Após dois minutos em silêncio, a garçonete levou nossos pedidos. Tyler agradeceu a funcionária enquanto eu tomava meu café envergonhado demais para dirigir a palavra a qualquer pessoa...
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