Notas iniciais
Então galera, mais uma vez peço desculpas pela demora. Esse capítulo é um capítulo um pouquinho diferente. Ele será repetido, porém em pontos de vista diferentes. Este aqui, está no ponto de vista do meu querido Rod, onde vocês estarão acompanhando um pouquinho da investigação...

*Ponto de vista do agente Rod Dawes.

"O que faremos a seguir, senhor Dawes? Estamos de mãos atadas!" disse o novato quando entramos no Diner.

"Primeiro: Você pode me chamar de Rod, garoto." eu disse como se não me preocupasse com a nossa situação. Na verdade, eu não me preocupava mesmo. "Eu sou seu parceiro, não seu chefe." Concluí.

Escolhi um lugar para me sentar ao balcão e pedi logo meu café expresso. Sabia que precisava reduzir a cafeína, mas eu era louco pro café. Porém, fiquei meio relutante quanto à qualidade... Eu nunca havia estado naquele Diner antes, no centro da cidade de Marietta. O novato agente Tyler se sentou ao meu lado e pediu café com leite e fritas. Estranhei o pedido dele, mas não comentei.

"Estou mesmo preocupado com o caso..." ele disse retornando ao assunto. "Não obtivemos nenhum sucesso até agora."

"Não é verdade." Rolei os olhos. "É só manter os olhos bem atentos. Não é o primeiro caso que fico encurralado, e se quer minha opinião, esse não é dos piores."

"Como assim, não é verdade?" perguntou ele com tamanha incredulidade que sem querer aumentou o tom de voz despertando a atenção de algumas pessoas no recinto. Lancei para ele um olhar reprovador e o vi se encolher, acanhado, em seu lugar. "Desculpe." ele disse baixinho, suas bochechas corando.

Respirei fundo antes de responder.

"Nós conseguimos sim algumas informações para o caso. Você que não vê." eu afirmei com um dar de ombros.

"Como o que? Interrogamos quase a vizinhança inteira e não houve sequer uma testemunha próxima ao local do crime. Tudo o que temos é um homem gordo e aturdido que perdeu a mão e que acha que ouviu o nome do suposto criminoso." disse ele ferozmente. "Adam..." ele cuspiu o nome como veneno em sua boca.

"E isso não é um bom começo?" perguntei.

"Como isso pode ser um começo?" indagou ele serrando o punho sobre o balcão.

"Temos um suspeito bastante considerável. Foi preso aos dezessete anos por assaltar uma loja de peças de informática para impressionar a namorada e..."

"E isso é tudo o que temos da ficha dele!" interrompeu-me ele o que me deixou bastante tenso.

"Escute aqui, garoto! É melhor você começar a relaxar, porque eu não quero ter que fazer isso para você. Por que você não começa a analisar mais o caso antes de começar a dar chiliques, hein? Você está aqui para que, afinal? Para desvendar um caso e pegar um criminoso, ou para me dar dor-de-cabeça com suas evidentes crises de TPM?" Explodi de repente. Notei um desconfortável silêncio no lugar. Aos poucos, vi com clareza que Tyler estava pálido, e me encarava com os olhos saltados. Eu estava a uns vinte centímetros de distância dele, com os dentes cerrados e uma postura ameaçadora.

Soltei o ar que havia prendido e recuei para um pouco mais longe do novato, relaxando o corpo e me concentrando em respirar regularmente para oxigenar a cabeça.

Após dois minutos em silêncio, a garçonete levou nossos pedidos. Tyler agradeceu a funcionária enquanto eu tomava meu café envergonhado demais para dirigir a palavra a qualquer pessoa...

Notas finais
E quanto ao próximo capítulo? É uma surpresa... Alguém especial irá aparecer e trará algumas explicações para a história, ou talvez a deixe mais confusa, mas podem ficar relaxados, tudo será esclarecido no desenrolar das coisas. Um beijo a todos e sejam pacientes :*