Notas iniciais
Peço desculpas pelo mini capítulo anterior. O desânimo drena minha criatividade. Este também não é dos maiores, mas espero que seja o bastante por enquanto. Se me permitem dizer, tenho pensado um pouco mais no rumo da fic e embora o ritmo esteja cada vez mais lento (o que me faz lamentar com sinceridade no coração), não é um caso perdido. Bom, aproveitem a leitura.

*Ponto de vista de Rod Dawes

Encarei a mansão à minha frente. Tive que esticar o pescoço e estreitar os olhos para conseguir ter um vislumbre do topo da construção. Era uma bela mansão feita basicamente de tijolos avermelhados e calcário localizada na Riverside Drive com vista para o Rio Hudson, logo atrás de mim. Subi alguns poucos degraus parando na porta da frente e toquei a campainha.

Pouco tempo depois, uma figura loira, de baixa estatura, me encarou com adoráveis olhos castanhos. Devia ter pouco mais de vinte anos.

"Pois não?" disse ela avaliando-me com um olhar desconfiado. Uma de suas mãos repousava em sua cintura enquanto a outra sustentava o peso do corpo na batente da porta da frente.

"Sou o agente investigativo Rodney Dawes." mostrei a ela meu distintivo preso ao bolso interno de meu casaco.

"Como posso ajudá-lo, sr. Dawes?" perguntou inclinando a cabeça levemente para o lado.

"Eu gostaria de fazer algumas perguntas." declarei com formalidade profissional.

"Pois faça." ela cruzou os braços sem desviar os olhos de mim.

"Se a senhorita não se importar, eu acho preferível que possamos conversar em algum lugar menos exposto." fiz um gesto amplo em direção à rua de modo geral. Ela hesitou um pouco, mas por fim, me deu passagem convidando-me para entrar.

Assim que entrei vi pelo interior da casa que se tratava de uma construção antiga. Não que parecesse velha, pois estava em perfeito estado, mas os móveis e a decoração em si pareciam ter pelo menos três gerações. A moça me guiou até uma sala de recepção que ficava ali mesmo no primeiro andar, não muito longe da entrada. O lugar era todo ocupado por uma mobília escura e polida, mas ainda assim era um ambiente bem iluminado e arejado, por conta das grandes janelas espalhadas.

Enquanto nos acomodávamos, vasculhei o local com os olhos procurando por qualquer pista que me fosse útil, como porta-retratos, correspondências, talvez até revistas de moda. Qualquer coisa que tivesse ligação com Loreanne Garrow.

"Bom, aqui estamos." ela disse sentando-se em uma poltrona em diagonal com a minha. "Pode começar."

"Primeiramente, como eu devo chamá-la, senhorita...?"

"Michelle." ela disse rápida e secamente. "Michelle Garrow."

"Muito bem, srta. Garrow."eu disse procurando algo em outro dos vários bolsos internos do meu casaco. "Conhece este homem?"

Ela franziu o cenho ao encarar o homem na foto que eu estava mostrando. Balançou a cabeça após certo tempo, provavelmente na tentativa de reconhecê-lo.

"Eu deveria?" ela perguntou, claramente confusa. Suspirei.

"Na verdade, confesso que eu não esperava que o conhecesse, mas não custou nada perguntar." declarei sem esconder o meu desânimo e guardei a fotografia. Peguei outra logo em seguida.

"Então, se não foi este homem, o que o trouxe até aqui, agente Dawes?"

"Ela." estendi a segunda foto e vi a moça empalidecer quase imediatamente. "Loreanne Garrow, sua irmã, para ser mais preciso. Dada por desaparecida há dois anos."

Michelle engoliu em seco. Ao perceber que ela não diria nada, prossegui:

"Acredito que Loreanne tenha uma pista importante para o caso em quem estou trabalhando e eu tinha fortes esperanças de que você pudesse me dar alguma dica de seu paradeiro. Talvez ela tenha entrado em contato recentemente, enviado uma correspondência, ou dado um telefonema..."

A moça se remexeu, seu corpo ficando cada vez mais tenso. Suas mãos se moviam em gestos nervosos que eu julguei até como ansiosos, mas eu só não compreendia o porquê. Meus instintos me disseram que eu estava falando com a pessoa certa.

"Se soubéssemos onde ela está, agente Dawes, creio que a esta altura ela já não estaria mais em sua lista de desaparecidos." Sua voz se tornou grave de repente e eu percebi que ela lutava para se manter firme.

Guardei a foto e com outro suspiro me pus de pé. Michelle se levantou logo em seguida.

"Bom, você está certa." declarei com uma falsa lamentação em meu tom. "Mas como eu disse anteriormente, srta. Garrow, não me custou nada perguntar. Se tiver qualquer informação sobre ela, por favor, mantenha-me informado."

Eu estava prestes a entregar a ela meu cartão quando uma voz se pronunciou atrás de mim:

"Não será necessário, sr. Dawes." virei-me prontamente para encará-la. "Estou bem aqui." disse Loreanne.

Notas finais
Gente, os que continuam a acompanhar a fic, obrigada mesmo pela fidelidade. São tempos difíceis. O que será que o Rod vai fazer a seguir? E a Lori? Se quiserem, podem deixar suas opiniões, sugestões, especulações... rs Beijos ;*