Fluorescent Adolescent

2 Cigarette Smoke


Notas iniciais
Oi, eu estou repostando esse capitulo por motivos que nele havia muitos erros e eu preferi repostar, novos capítulos apenas quando voltar para casa, que vai ser na segunda feira. Muito obrigada e boa leitura. E também gostaria de agradecer aos já 8 leitores. PS: Esse capitulo não esta muito completo e detalhado por motivos que escrevi pelo celular durante 3 madrugadas. Dei o meu melhor espero agradar a vocês.

Acordo com a velha batendo repetidamente em minha porta.

–Oh, pare eu já acordei- resmunguei em um volume auto o suficiente para que ela escutasse e parasse. Mas acabo me surpreendendo por ser respondida por uma voz masculina, a voz do meu pai.

–Querida? Posso entrar?

Isso não havia sido uma pergunta levando em conta que ele foi entrando sem eu ao menos responder

–Já que não espera eu ao menos responder, não pergunte se pode ou não entrar. — Não estou de bom humor por um motivo um tanto óbvio, o meu primeiro dia no colégio sendo que estamos na metade do semestre.

–Não seja tão rude.

–Não finja que se importa.

–Eu me importo, tanto me importa que queira saber como conseguiu isso?- Ele estava com um cigarro na mão, no mínimo a velha foi fofocar com ele.

–Acordou com um sentimento do tipo, "fui ausente nos últimos anos vou fingir que me importo, ótima maneira seria mexendo nas coisas de minha filha!".

–Não mexi em suas coisas, você o deixou junto ao bilhete para Glória, para onde você foi sem ao menos avisar e me responda sobre isso. -Ele fica balançando o cigarro em minha frente.

–Quanto à velha te cobrou pela informação?

–Não a chame assim.

–Sermão não, você nunca ao menos percebeu os dias seguidos que eu passei fora e quer cobrar um dia que eu saio avisando. — Falo dando ênfase no avisando. — E sobre isso. — Pego o cigarro de sua mão o levando até atrás de minha orelha. — Eu fumo faz meses, você me vê tão pouco que nunca ao menos sentiu o meu cheiro ou passou tempo suficiente em casa para notar bitucas de cigarro nos cômodos.

–Eu trabalho para te sustentar, não diga que eu não me importo.

–Saia do meu quarto eu estou atrasada.

–Irei te esperar no carro.

–Eu, como sempre, não preciso de você.

–Você nem ao menos sabe onde fica o colégio, você tem 20 minutos.

Ele me deixou sozinha, ia tomar uma ducha, mas previ que o tempo seria insuficiente. Me vesti como de costume agradecendo por esse colégio não exigir o uso de uniformes. Em uma bolsa com chaves, minha carteira e meus cigarros e coloquei também um fichário que estava na mesa de meu quarto.

Na bancada da cozinha havia uma garrafa térmica com café e outra com chá, depois de certa procura entre os armários encontrei um copo térmico com tampa onde despejei café, fui até a fruteira onde peguei uma maça que seria meu café da manha.

Meu pai me aguardava em frente ao apartamento, bem onde havia beijado o ruivo, eu tinha me esquecido totalmente do ocorrido da noite anterior, ele era bom no que fazia, mas não tinha a menor vontade de repetir o acontecido, coisas boas assim devem ser únicas. Senhor Will buzinou me induzindo a entrar no carro.

–Esta mais bem humorada?

–Adoro quando usa seu tom de sarcasmo comigo, me sinto importante.

–Quando você se tornou tão dramática?

–Eu também gostaria de saber, estou ficando enjoada de mim mesma.

–Eu não me enjoo de você, mesmo que esteja um tanto dramática.

–Quando ficou tão doce?

–Eu sou um doce.

–Doce como um limão, delicado como um coice de cavalo.

–Fico feliz que já esteja com menos raiva de mim.

–Não estou com raiva, apenas não quero ir para mais um colégio onde será a mesma coisa, gente mesquinha e se tiver alguém interessante não vou me aproximar já que logo vamos embora, de novo.

–Dependendo de como as coisas vão correr daqui para frente na empresa a gente vá ficar por mais um tempo.

–Quando vai me falar o que é a tal empresa?

–Chegamos.

–E como eu disse que seria... Colégio de gente rica que acha que tudo o que é bom e importa é si mesmo.

–Seja simpática, nem todos são assim. Você não é assim. — Definitivamente eu não sou assim, gosto de coisas novas sem frescuras, sem me importar de onde vem. -Irei vir te buscar, me ligue no horário que sua aula acabar.

–Ok. — Peguei em minha bolsa um cigarro quando estava levando até a boca meu pai me censura.

–Sem cigarros, e lembre-se de dar uma chance.

Eu vou em direção ao grande portão sigo na direção que uma placa indica “SECRETARIA". A tal secretaria é grande existe uma extensa bancada com cerca de quatro mulheres ao telefone ou anotando algo, ao lado de uma grande porta de madeira nomeada “DIRETORIA"? Existe uma mesinha com uma mulher ruiva de mais de 40 anos que me observa desde que entrei no local, vou em direção dela.

–Boa Tarde, sou a aluna nova Melissa Gandear.

–A diretora, Sr. Jesper avisou sua chegada ela a espera em sua sala, só um instante que irei anuncia-la. — A ruiva em instantes vai e volta até mim. — Pode entrar senhorita Gandear.

Entro na sala que vem logo após a enorme porta de madeira e me deparo com uma mulher um tanto mais velha, devia estar na faixa dos 50, ela me observava absorvendo cada detalhe.

–Sente-se, eu sou a diretora Jesper. — A obedeci, sentando em uma cadeira de couro o que resultou em alguns ruídos desagradáveis. — Bom, como a senhorita deve saber já estamos no meio do ano letivo. — Assenti. — Para você conseguir estar a par de tudo o que esta acontecendo nas aulas, terá que se juntar a um grupo de apoio todos os dias depois da aula, pelo menos nas primeiras semanas.

Não mesmo, eu já não aguento aulas normais e agora aulas extras? Nem pensar.

–Não sei se será preciso, sou uma aluna muito aplicada. — Que ela acredite nessa mentira, amém.

– Veremos o seu desempenho nas provas da próxima semana, e aqui está a sua janela de aulas. — Disse me entregando um papel em que me dizia: aulas, professores e salas. Minha primeira aula vai ser física, oh que ótima. Sentiram a ironia?

–Muito obrigada, onde fica a sala 7D?

–Moura ira te acompanhar até lá e lhe mostrar os principais locais do colégio como o ginásio, refeitório, biblioteca...

A ruiva qual me anunciou é a tal Moura, ela me guio até um corredor que existiam seis portas que em cada uma delas existe uma placa dizendo o que é, como, biblioteca, as piscinas, o ginásio de esportes e a sala de música. Depois me guiou até outro corredor que me explicou que as salas iam de A até o G do 1 até o 9 como a 7D e me indicou que indo reto mais um pouco chegaria até o refeitório.

Fui em direção a minha próxima aula que era com o Senhor Philippe ele assim como a maioria dos professores de física é gordo, com bigode e quase calvo. Ele me fez passar pelo mesmo constrangimento de sempre 'A Aluna Nova', teria duas aulas com ele seguidas. A sala era grande cabiam uns 40 alunos as mesas eram separadas em dupla, me sentei com uma garota de cheiro doce, que me fez passar mal. Todos ali eram quase iguais, eu me sinto um elmo em meio a essas pessoas, no fim da primeira aula avisei ao professor que iria ao banheiro, apenas esqueci de avisar que não voltaria ainda hoje.

Fui conhecer a escola, passei em varias salas e depois ainda do refeitório existe um pátio com bancos de praça e um pouco depois uma área cercada e abandonada e exatamente para lá que eu fui, acendi meu cigarro, coloquei meu celular para despertar um pouco antes da próxima aula e coloquei meus fones. Fumei 1, 2, 3... Vários cigarros, quase uma carteira inteira o que me fazia lembrar que tinha que comprar mais. Minha música é interrompida por alguém tirando meus fones, virei em segundos pensando ser a mala da diretora ou algo assim, eu não estou afim de mais aulas extras, mas era somente uma garota, ela sentou do meu lado.

–Me empresta o isqueiro? Acho que perdi o meu. — Passei para a garota ela usou e me devolveu. Ficamos em pleno silêncio.

–Sou Christina.

–Legal.

–Não vai dizer o seu nome?

–Não.

–Eu irei descobrir.

–Tanto faz. — Me levantei, faltavam poucos minutos para a próxima aula que seria de inglês, e ela me seguiu entrando na sala seguida por mais 40 alunos e um professor de meia idade que deve escrever um romance que nunca será publicado.

–Que diabos é este cheiro de cigarro. -Ele fingiu uma crise de tosse. — Eu exijo que os alunos que estão com esse fedor se retire de minha aula.

Continuei intacta no meu lugar, enquanto Christina e outros seis alunos saíram da sala o professor rondou a sala a procura de outros infratores e não se direcionou até mim. Ele não me fez passar pelo constrangimento, mas me lançou olhares negativos como se soubesse que eu também estava cheirando a cigarro, mas quis me poupar por ser o meu primeiro dia.

Notas finais
Espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar pois isso é muito importante para mim. Beijinhos de luz e até o próximo.