Flowers For My Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa leitura *-*
Entrou no apartamento relativamente grande, batendo a porta atrás de si com força. Suas lágrimas rolavam livremente por suas bochechas coradas devido ao frio que fazia do lado de fora. Kouyou foi quase que correndo até o quarto, adentrando o mesmo e jogando-se na cama.
Sentia-se muito mal. Sua cabeça já estava latejando, seus olhos inchados, o enjôo voltando. Porque era assim toda vez que brigava com seu amado. Ainda mais por escutar palavras tão duras. Palavras que nunca imaginou ouvir de Shiroyama por ter simplesmente contado o que tinham para um amigo. E o pior. Para Ruki, companheiro de banda e amigo de anos.
Havia fraquejado, mas Takanori o conhecia há tantos anos. Sabia que o apoiaria e, principalmente, não contaria para ninguém. Por isso contou para o pequeno vocalista. Mas ao contar o fato para Aoi, ele simplesmente se irritou. Irritou-se a ponto de gritar coisas horríveis para Uruha. Coisas que fizeram o mais alto chorar como uma criança, como não fazia há muito tempo.
Flash Back On
- Como eu posso confiar em você depois de fazer isso, Takashima? – Falou Yuu com tom irritado, aumentando seu tom de voz.
- Mas, Yuu... Ruki é nosso amigo, nos conhece há tanto tempo. – O loiro tentou explicá-lo, mas o outro não fazia nenhuma questão de ouvir.
- Chega, Kouyou. Eu não posso mais confiar em você. – Falou finalmente, com a voz falha, mostrando que a qualquer momento poderia começar a chorar.
Flash Back Off
Uruha voltou a chorar mais forte ao lembrar-se da cena de mais cedo. Por que aquilo havia acontecido com ele? Talvez devesse ficar quieto e não ter contado a Matsumoto sobre tudo.
AXU
O sol batia no rosto angelical do loirinho. Este abriu os olhos lentamente, sentindo-os arder. Olhou para o relógio vendo-o marcar 6 horas. Bocejou, coçando os olhos. Sem nem um pouco de animação levantou-se, indo até o banheiro onde tomou um banho demorado.
Após vestir uma calça jeans, uma regata e um casaco fofo, por causa do frio, pegou o cachecol, o celular e a carteira e saiu de casa. Foi com sua moto até o prédio da PS Company.
Chegou rapidamente até o estúdio da banda, encontrando Kai e Reita conversando. Os dois olharam para o guitarrista, arregalando visivelmente os olhos. Uruha olhou-os, franzindo o cenho.
- O que? – Perguntou encomodado com o olhar dos dois.
- Você levou um soco, Uruha? – Perguntou Reita, levando um tapa na testa por Kai.
- Não seja grosso, Kira-kun. – Repreendeu o líder, logo olhando para Uruha. – Mas o que houve, Uru?
- Nada... – Respondeu baixo, virando-se, indo pegar sua guitarra.
Os dois se entreolharam, concordando em não tocar mais no assunto. Não queriam pressionar o amigo.
AXU
O ensaio não estava como o normal. A tensão na sala era sentida a distância. Aoi não parava de encarar o outro guitarrista e este somente tentava fugir dessa observação, se sentindo cada vez mais triste. Além disso, muitas notas estavam saindo erradas de ambas as guitarras.
- Intervalo, gente. – Falou Yutaka calmamente, cansado dessa situação toda.
Todos suspiraram, guardando seus instrumentos e preparando-se para sair, comer algo quem sabe.
- Rei? – Chamou Kai em tom baixo, aproximando-se do baixista.
- Hum?
- Fale com o Aoi, certo? – Pediu docemente, vendo Akira assentir.
Aoi, Reita e Kai preparavam-se para sair, mas ouviram a voz desesperada de Ruki. Viraram-se para trás e logo arregalaram os olhos. Takanori estava segurando os ombros de Takashima que parecia ter desmaiado.
AXU
Uruha abriu lentamente os olhos. Sentiu uma luz bem clara tomar conta de sua visão, fazendo-o fechar os olhos novamente. Voltou a abrí-los lentamente até se acostumar com a iluminação. Olhou para os lados não reconhecendo o local.
Tentou sentar, mas sentiu um peso em sua barriga. Olhou para esse “peso” encontrando fios pretos por cima do lençol que o cobria. Sorriu levemente, levando uma das mãos até o cabelo do moreno, começando a acariciá-lo. Percebeu que no braço havia uma agulha que levava até o soro. “Devo estar no hospital.” Pensou ele.
Ouviu o menor ronronar com o carinho que recebia na cabeça. Sorri ainda mais ao ver o quão adorável aquele ser era. Ele levantou lentamente a cabeça, arregalando os olhos ao perceber que recebia o carinho de Uruha.
- Você está bem, Uru? – Perguntou o moreno visivelmente preocupado.
- Acho que sim... – Respondeu com a voz fraca já que havia ficado muito tempo sem falar. – Onde estamos e há quanto tempo eu estou aqui?
- Estamos no hospital há algumas horas já... Você desmaiou nos braços do Ruki e quando chegamos aqui o médico achou melhor deixá-lo dormir.
O loiro apenas sorriu levemente, ainda sem cessar o carinho no cabelo do mais velho. Este o olhou, correspondendo tristemente o sorriso.
- Kou... – Começou o moreno, porém nesse mesmo instante os outros membros do the Gazette entraram no quarto, preocupados com o loiro.
- Acordou finalmente! – Falou o líder, aproximando-se do loiro. – Está se sentindo melhor? – Perguntou afobado, querendo logo uma resposta.
- Calma, Kai-chan. Eu estou melhor sim. – Respondeu calmamente.
- Você assustou a gente! – Falou o vocalista em tom de repreensão. – Quis matar a gente, é? O Yuu quase que teve que ser internado junto! – Falou rapidamente, fazendo tanto Aoi quanto Uruha corarem.
Reita após entender o que estava acontecendo para os dois guitarristas estarem assim, somente sorrindo para Uruha. Este somente suspirou, abaixando levemente a cabeça.
- Eu já estou bem... Não se preocupem. – Sorriu forçadamente, o que não passou despercebido por nenhum dos amigos.
AXU
- Uruha, o médico já te deu auta. Só disse que precisa se alimentar direito e descansar. E nada de fortes emoções. – Falou Reita.
- Fortes emoções? – Perguntou confuso, enquanto levantava-se da cama.
- Sim. O médico disse que provavelmente você desmaiou por estresse ou cansaço psicológico, por estar passando por algum problema ou algo do tipo. – Explicou enquanto levava o guitarrista até a porta.
- Ah... – Abaixou novamente o rosto, mas logo o balançou para tentar afastar os pensamentos impróprios. “Nada de fortes emoções.” Repetiu em sua mente.
Os dois loiros sairam do quarto encontrando todos sentados, menos Ruki. Este havia saído para avisar ao empresário de que ficarão uma semana em descanso por causa da recaída de Uruha.
- Bem, então... Uma semana de folga para todos descansarem. – Falou Kai. – Principalmente você Uruha.
- Pode deixar. – Sorri levemente.
- Yuu, leve o Kouyou para casa, por favor? – Pediu Reita.
Aoi temeu, porém concordou com o baixista. Uruha ao ouvir o que Akira pediu só pode concordar. Sabia que não estava em condições de ir embora sozinho e sabia que Kai iria embora com Reita.
AXU
A ida até a casa do loiro foi silenciosa e constragedora. Aoi prestava atenção na rua enquanto Uruha olhava as coisas pela janela. Depois de alguns minutos chegaram até seu destino. O carro parou enfrente ao grande prédio onde Kouyou morava.
- Kou... Podemos conversar? – Perguntou Aoi receoso.
- Não. – Respondeu simplista, recebendo um olhar indagador do outro. – O médico disse que não posso ter fortes emoções. Conversamos daqui a uma semana. Quando os ensaios voltarem.
Uruha saiu rapidamente do carro entrando no prédio. Deixando para trás um Aoi com os olhos marejados e mãos tremendo pelo choro contido.
AXU
Ao chegar em casa, Uruha foi direto para seu quarto e deitou-se na cama. Conseguiu pegar no sono rapidamente. Provavelmente o efeito do remédio que tomara no hospital não havia passado completamente.
AXU
O sol adentrou o grande quarto, fazendo com que Takashima acordasse de seu sonho lentamente. Este se sentou na cama como de costume e esfregou os olhos em um gesto infantil e tipicamente dele.
Olhou para o relógio e viu que marcava 10 horas. Da manhã.
- Nossa, dormi tanto. – Falou para si mesmo.
Quando foi levantar-se percebeu algo diferente em sua cama. Havia uma flor amarela. Não sabia exatamente qual, mas era linda. Sorriu abertamente, pegando-a. Logo percebeu que havia um bilhete junto a ela. Pegou-o, começando a ler.
“Sabia que a flor amarela, não importando qual seja, significa um pedido de desculpas?
Eu fui tão idiota com você, anjinho. E queria que você me perdoasse. Por tudo que eu disse.
Eu perdi a cabeça, não sei porque. Não me importa que todos saibam, porque o que importa é que eu te amo demais.
Desculpe seu namorado idiota...
Yuu.”
Kouyou sorriu o máximo que pode, sentindo uma pequena lágrima correndo por sua bochecha. Rapidamente limpou-a. “Eu tenho o namorado mais perfeito do mundo.” Pensou, rindo baixo.
Foi andando até a casa, até chegar no telefone para ligar para seu amado. Ao chegar onde queria avistou outra flor. Só que dessa vez branca. Era delicada e bonita. Logo pegou, já com um sorriso no rosto.
“Kou-chan,
Sabia que as flores brancas significam reconciliação?
Eu quero estar bem com você, loirinho.
Se eu estiver perdoado apareça aqui em casa, não me ligue.
Eu te amo, meu lindo.
Yuu.”
Uruha sorriu ainda mais que pode, saindo correndo. Pegou o celular e a carteira rapidamente, saindo porta a fora.
AXU
Kouyou tocou a campainha do apartamento de Shiroyama. Estava apressado e o moreno estava demorando em abrir a porta. Quando Aoi abriu a porta só sentiu um corpo contra o seu, apertando-o fortemente.
- Calma, koi. – Falou carinhosamente enquanto apertava o corpo maior que seu em um abraço.
- Me desculpa por ter contado sem te falar antes... Eu... Queria que nossos amigos soubessem... Eu sei que errei, me desculpa. – Falou, sentindo as lágrimas correrem por suas bochechas.
- Está tudo bem. Eu errei em ter brigado com você, tudo bem? – Afastou-se levemente só para secar as lágrimas no rosto do outro.
Aoi segurou com as duas mãos o rosto do loiro, aproximando os lábios. De início o beijo foi carinhoso e calmo, mas logo se tornou mais intenso e apaixonado.
Após alguns minutos o ar foi necessário e o casal afastou-se levemente. Os dois com sorrisos bobos no rosto.
- Tenho mais uma coisa para você. – Falou Aoi.
- O que? – Perguntou curioso olhando para o namorado.
- Vou pegar. – Sorriu, dando um selinho demorado em Uruha.
Yuu foi em direção ao quarto enquanto Uruha ficou na sala, sorrindo sozinho bobamente.
AXU
Depois de alguns minutos Shiroyama voltou com algo escondido em suas costas. Kouyou olhou-o curioso.
- Mostre-me, Yuu-chan. – Pediu, ainda mais curioso fazendo Aoi sorriu pela infantilidade de seu companheiro.
O moreno tirou uma flor, mas especificamente uma rosa, cor-de-rosa, das costas. Uruha sorriu abertamente, olhando para a flor bela sem espinhos e com algumas gotículas de água em suas pétalas.
- Sabia que flores cor-de-rosa significam amor? – Falou Yuu sorrindo docemente, vendo o sorriso de Takashima tornasse ainda maior, um brilho de felicidade instalando-se em seus olhos chocolate.
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