Flower Girls

3 Daisy vira vegetariana.


Notas iniciais
Pessoal... Eu não pude me conter. Estava tão ansiosa para saber o que achariam deste terceiro capítulo que tive que postar hoje mesmo kkk. Eu adorei escrevê-lo, para mim foi muito divertido. Espero que vocês gostem, mas nada de se acostumar, hein? Dois capítulos em um dia só é para quando eu estou de bom humor kkk. Aproveitem! XOXO >_

Conseguimos sair do quarto sem sermos notadas. Passo 1 da missão “Encontre o BTS” completado com sucesso. Andamos uns dois corredores nos esgueirando, totalmente encostadas na parede, para depois, concluirmos que isso era desnecessário e ridículo. Então, passamos a caminhar como pessoas normais, apenas indo para lá e para cá, sem nenhuma segunda intenção. Pelo menos era isso que estávamos tentando mostrar. Daisy parecia mais uma desesperada. Era como se estivesse procurando por comida depois de ficar um mês inteiro sem nem uma migalha de pão.

Foi meio difícil convencê-la no começo. A mesma estava receosa, e repetia o tempo inteiro que iria pagar algum mico na frente deles. Mas, não sei se cheguei a mencionar, eu tenho uma lábia muito boa. Resumindo, pela situação em que nos encontramos, ela aceitou.

Estávamos andando calmamente pelo corredor, conversando sobre coisas banais como seriados de televisão favoritos, ou com qual bicho de pelúcia dormimos abraçadas. Qual é? Meninas entre 16 e 17 anos são proibidas de dormir abraçando um bichinho? Eu gosto do meu unicórnio Steve ok? Enfim, quando estávamos virando em outro corredor, empurrei Daisy para trás com força, e me escondi atrás da parede, ao seu lado.

– O que foi qu..? – Ela ia questionar, mas eu tampei sua boca com uma das mãos. E a nojenta foi lá e lambeu-me para poder falar normalmente.

– Ai, credo! Parece até cachorro! – Sussurrei enquanto limpava a mão cheia de baba na bainha da camiseta.

– O que aconteceu? – Perguntou, sussurrando dessa vez, e ignorando completamente meu comentário.

– Rap Monster. – Sussurrei ainda mais baixo, como se ele pudesse estar escutando nossa conversa, e apontei para o local onde estávamos indo antes, indicando que o mesmo estava lá. Ele estava bebendo água, e pareceu não notar nossa presença. Daisy fez um sinal de compreensão e tentou espiar, colocando metade da cabeça para fora da parede. Ficou alguns segundos nessa posição e logo em seguida se virou para mim.

– Ele está indo embora. É agora ou nunca! – Falou enquanto começou a segui-lo discretamente, sem que o mesmo percebesse. Fui atrás dela, sem muitas opções restantes.

Durante o trajeto, ele virou a cabeça para trás algumas vezes. Seus instintos provavelmente gritavam para ele, dizendo que ele estava sendo perseguido. Na primeira vez em que ele virou a cabeça, empurrei Daisy para dentro de uma porta qualquer, descobrindo logo em seguida que era um tipo de almoxarifado, cheio de materiais, caixas de som, instrumentos, e até mesmo produtos de limpeza. Na segunda vez, Daisy me puxou para dentro de outra porta, que descobrimos ser o lugar de descanso das maquiadoras ali presentes. As mesmas não ficaram muito contentes com nossa “visitinha”, já que acabei tropeçando em um dos múltiplos colchões espalhados pelo chão, e caindo em cima da barriga de uma moça que parecia ter a mesma idade que a minha tia Cleide. Desculpe titia!

Já na terceira, e última (aleluia!), vez que ele se virou, empurrei Daisy para a saída mais próxima, pensando que seria apenas uma porta comum, mas era uma escada, e bem movimentada por sinal. Meu empurrão foi tão forte, que a mesma saiu rolando escada abaixo, mas não sem antes, ter certeza de que eu cairia junto com ela. No meio do “caminho” quase atropelamos nosso manager. Sim, ele estava lá, mas pareceu não se importar com a tentativa de homicídio. Caímos sentadas no meio do espaço entre as escadas, e só para disfarçar, ficamos alguns segundos conversando. Como se fosse a coisa mais normal do mundo conversar no meio de uma escadaria cheia de gente. Fazer o que, não somos normais.

Depois disso, levantamos apressadas e subimos correndo toda a extensão que havíamos traçado “rolando”. Por sorte, nenhuma de nós tinha se machucado. Ao chegarmos à porta, não avistamos Namjoon. – Dããã! É óbvio que não. Achou que ele ficaria esperando vocês terminarem sua cena trágica na escada? Minha consciência disse isso, e eu jurava que, se ela algum dia se materializasse na minha frente, eu a socaria, e muito. Eu e Daisy seguimos por um caminho qualquer, torcendo para ser o certo, e logo avistamos o mesmo, entrando no que parecia ser um refeitório. A menina de cabelos rosa choque andou em direção à porta de vidro, deu uma espiada, soltou um gritinho estrangulado, e veio até mim novamente.

– Não dá para nós entrarmos lá. – Falou com certo desespero na voz.

– Por quê? –Questionei visivelmente atordoada.

– BTS. – Ela falou, mas da sua boca nenhum som saiu.

– Aigo! Deixa de besteira! Veio até aqui para que então? – Perguntei. – Tente fazer eles ao menos te notarem.

– Ai meu Deus do céu! Não dá! Não estou pronta! Estou? Não, não estou! Ou será que...? Não, não dá! Ai, eles estão tão perto... Vou desmaiar. Vou morrer. Por favor, vá ao meu enterro. Não, eu prefiro ser cremada! Jogue minhas cinzas no... – Ela começou a falar de um jeito tão rápido e embolado, que tive muita dificuldade de acompanhar seu raciocínio. Então, antes que ela pudesse terminar o que quer que estivesse dizendo, lhe dei um fraco tapa no rosto.

– Se acalme menina! – Falei e a mesma me olhou incrédula.

– Você acabou de me bater? – Ela perguntou, logo em seguida semicerrando os olhos já pequenos.

– Foi para o seu próprio bem. – Retruquei. E antes que você pudesse dizer “Sovaco”, a mesma já se encontrava em cima das minhas costas, puxando meu cabelo. – Endoidou é? – Perguntei cambaleando cegamente por aí, já que vez ou outra, seu braço batia na minha cara, e eu não conseguia abrir os olhos.

– Você que provocou! – Ela falou, dando um beliscão em minha bochecha. Comecei a me chacoalhar enquanto tentava soltá-la de minhas costas, e eu ainda estava andando.

– Eu estava te ajudando sua seriguela! – Exclamei. – Estava começando a dar siricutico em você, eu só queria te acalmar!

– Lição número um sobre mim: nada de me bater! – Ela falou, colocando a mão em meus olhos, me impedindo de ver o mundo.

– Tabom, agora me solta. – Falei me sacudindo novamente. Inclinei-me com todas as minhas forças para frente e desta vez, ela não aguentou. Passou por cima da minha cabeça e caiu de cara em uma mesa. Olhei ao redor. Estávamos no refeitório. Que ótimo! Todos nos encaravam. Olhei para os donos da mesa, ops...

Lancei-lhes um sorriso amarelo. Tia Cleide, me ajude!

– Ela está bem? – Perguntou Jin.

– E-eu... E-eu acho que sim. – Gaguejei um pouco. Que maneira maravilhosa de conhecer seu grupo favorito não é? Olhei para a menina de cabelos fluorescentes. Ela ainda estava de cabeça para baixo. Com o rosto enfiado na salada deles. – D-Daisy! Daisy! – Cutuquei a menina com mais força e tudo que saiu dela foi um abafado “mfmfmfffff”. – Está tudo bem? – Perguntei, e como resposta, obtive mais resmungos. Acho que quase matei minha amiga. Cutuquei mais um pouco e ela não se mexeu. Resolvi fazer algo. Peguei um pouco de seu cabelo com as mãos e os usei como uma espécie de corda, puxando sua cabeça para cima. Logo em seguida consegui entender o porquê da mesma estar resmungando: Ela tinha um tufo de alface americana do tamanho de uma bola de baseball dentro da boca. E, além disso, possuía um pouco de ketchup ao redor da sobrancelha esquerda. Olhou-me, implorando para que eu a tirasse de lá. Olhei para os meninos à nossa frente, que ainda pareciam desnorteados com o ataque surpresa a sua comida. – É, ela está bem sim! Qualquer dia desses, eu pago uma salada para vocês. Tchau gente! – Falei de forma apressada, tentando sair dali o mais rápido possível. Eles só acenaram confusos enquanto eu empurrava uma Daisy vegetariana para fora de lá.

A mesma seguiu sem reclamar, enquanto tentava digerir o resto de alface ainda presente em sua boca. Conseguiu terminar de mastigar assim que caminhamos para fora do refeitório.

– O que acha de esquecermos o que acabou de acontecer? – Perguntou e eu assenti.

– De acordo. – Falei. – O que foi que acabou de acontecer? – Ela me lançou um sorriso discreto, enquanto pensávamos em um jeito de justificar nosso desaparecimento às outras meninas, caso elas já estivessem acordadas.

Notas finais
E aí? Gostaram? Comentem o que acharam! Vejo vocês no próximo! XOXO >_