No momento que eu acordei, me senti extremamente cansada, como se tivesse corrido quilômetros e quilômetros atrás de algo, porém no fundo do meu peito eu sentia algo ruim. Como se todo aquele cansaço, tivesse sido em vão.Me levantei, sai da cama, como se eu pesasse de mil toneladas, e fiquei procurando meu chinelos.
Desisti de procurá-lo, e fui em direção a cozinha atrás de algo para comer. Quando ainda não conseguia ver direito, ouvi um barulho, como se fosse de uma batida,percebi que era na porta de vidro da sala, me apressei e descobrir que era um pequeno pássaro, que já não possuía vida. Recolhi ele com as minhas mãos, e olhei ao redor do meu jardim, que ficava na frente da casa, e não vi ninguém, fato que chamou minha atenção, pois já era 10 horas da manhã,e o sol ainda não tinha clareado. E muito menos havia alguém na rua, só uma brisa, que me trouxe um sentimento estranho, de angustia.
Corri e entrei em casa,e após enterrar o pequeno pássaro no meu jardim, encontrei outra carta. Porém, dessa vez, não possuía aquele emblema. Percebi, posteriormente que era uma carta dos meus pais, que dizia o seguinte:

Emi, a mensagem enviada a você ontem, possui o nosso consentimento, então comece a preparar suas coisas,e quando o dia chegar se encontre com o Sr. Anacreonte, nosso querido amigo.
Não se preocupe, apesar de você não se lembrar,ele te conhece desde de pequena, e para mim é como se fosse da família.

Papai e Mamãe, com carinho.

Surpresa pensei:
O que? Como minha família conhece esse Sr. Anacreonte, e como ele pode me conhecer desde de pequena se eu nunca o vi ?

- 7 DIAS DEPOIS -

No fundo de minha cabeça, ouvi um som, de um onibus, que por sinal não era muito alto, porém de algum jeito era como se ressoasse apenas na minha cabeça.
Como algo me chamando, e esperando que eu tivesse alguma reação. Quando eu abri os meus olhos, ainda meio atoardoados, mesmo eu não estando dormindo,
olhei pela janela, e vi um onibus, como qualquer um que você já tenha visto.
Quando olhei atentamente notei que o motorista estava na porta, como se esperasse que eu entrasse no onibus.Troquei de roupa e fui ver do que se tratava
aquela visita. Cheguei perto do onibus e perguntei:
-O que o senhor deseja? Sem nehuma reação ele olhou diretamente nos meus olhos e disse
- Eu estou aqui para buscá-la Sra. Loveroot, o meu propósito é levá-la para o seu local de origem.
- Meu local de origem? E onde é esse local ?
- Na Academia Anacronde, como lhe foi enviado na carta requisitamos a sua presença.Por favor pegue suas bagagens o mais rápido possivel.
- Como eu posso apenas ir com você a esse local que eu nunca vi?
- Eu não deveria te dizer,antes,num passado distante,você já esteve lá.

Pensei durante alguns minutos e mesmo sem saber,apenas subi as escadas.Vesti um agasalho e peguei minhas malas, que estavam prontas mesmo que eu não as tivesse feito .Peguei o bracelete que estava jogado na minha cabeçeira e apenas fui sem pensar em mais nada.
Quando voltei para o onibus, o motorista já estava em seu assento, e disse com um certo tom de sarcasmo:
- Espero que esteja pronta para conhecer um nova realidade, porque esse é o seu transporte para uma outra "dimensão", que você nunca poderia ter imaginado.

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