Florescer
18 Sarpar
Notas iniciais
Fátima acordou gritando por causa da mais um pesadelo completamente desesperada. Não aguentava mais ver seu marido morreu em seus braços toda vez que conseguia ter algumas escassas horas de sono, aquilo a corroía pouco a pouco.
Sentou-se na cama e virou o olhos para o rádio-relógio sobre o criado-mudo e viu que eram três horas da manhã e ao lado havia um frasco de antidepressivos.
Esticou a mão direita, abriu o recepiente e jogou um punhado de pílulas na mão esquerda, fechando-o fez uma prece, na qual implorou que Alá perdoasse-lhe por usar aquilo como forma de sarpar de seu próprio corpo, da realidade, enfim, que esperava ter a petição atendida e não sofrer a punição eterna por matar-se.
As pílulas estavam à caminho da boca feminina quando o som do telefone celular quebrou o silêncio fúnebre ambiente
Com o coração disparado a mulher atendeu ao telefonema, mas não largou as pílulas, mesmo vendo que era do hospital onde seu esposo estava internado,aquela ligação selaria seu destino.
—Falo com a senhora Fátima Saide? —A enfermeira perguntou. —Seu marido acordou. —Prosseguiu quando obteve a confirmação de que faltava com a senhora Fátima Saide, que chorou com a boa nova.
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