A claridade ofuscou sua visão.

Os olhos arderam e parecia que as pálpebras pesavam toneladas.

Todo o corpo estava dormente e a boca seca.

A respiração estava irregular, dando a impressão de que teria uma parada respiratória a qualquer momento.

O nariz foi o primeiro a trabalhar, sendo capaz de captar o aroma ao redor, e com certeza não era o aroma de nenhum local do qual já havia estado.

Quando conseguiu -enfim- abrir os olhos e virar a cabeça para reconhecer o lugar, a única coisa que era capaz de ver eram vultos e atrás um fundo todo branco.

Seu ouvido captou um zunido, mas não conseguia distinguir o que era. O crânio pareceu ser pressionado e uma dor de cabeça praticamente insuportável a atingiu. Alguém segurou sua mão, mas ela não era capaz de retribuir o toque.

Não soube quanto tempo se passou, mas quando finalmente conseguiu focalizar a pessoa que segurava sua mão, percebeu que quem a apertava era a madrinha, que a olhava e falava seu nome calmamente.

– Tsu-Tsu...

A garganta parecia ter se fechado. Chegava a ser agonizante. Se esforçava para falar, mas tudo lhe doía.

– Fique calma querida, está tudo bem.

Mas ela sabia que não estava.

Que lugar era aquele? O que estava fazendo ali?

A pressão na cabeça se intensificou. Sentiu lágrimas escorrendo de seus olhos à medida que seu cérebro lhe transmitia imagens dos últimos acontecimentos.

– Ma-mãe...

– Fique calma querida.

– Pa-pai...

Uma lágrima escorreu pela face de sua madrinha. Foi a última coisa que viu antes de tudo escurecer.

Notas finais
Só uma introduçãozinha. Talvez eu poste o próximo no sábado. TALVEZ. Favoritem! Comentem! Até o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.