Flores do luar

1 Flores do luar


Hakuei, a jovem moça do clã Ren mais uma vez encontrava-se terminando seus relatórios até tarde da noite. A morena olhou para uma pintura na parede de seu quarto e viu a bela paisagem de um campo cheio de flores azuis e rosadas banhada pelo luar.

Era com certeza uma paisagem magnifica, no entanto uma paisagem na qual Hakuei nunca conseguiria ver. Por conta do período único do desabrochar das belas flores e do horrível toque de recolher do clã Ren, a jovem era obrigada a apenas observar a tal paisagem a partir de uma pintura em sua parede.

-Queria tanto poder vê-las com meus próprios olhos. — Disse Hakuei a si mesma. E então voltou-se para seu papeis na intenção de terminar o quanto antes todos aqueles relatórios entediantes.

O que Hakuei não sabia, é que um certo azulado passava as noites a acompanhando, mesmo que indiretamente por de trás de sua porta. E a frase dita pela morena não passara despercebida pelo mesmo.

Algumas horas depois, quando Hakuei já deitara-se para dormir, um vulto passou pela janela de seu quarto indo diretamente até a cama aonde a jovem dormia serenamente.

Em um veloz e calmo movimento o ser acordou e logo vendou Hakuei, colocando sua mão na boca da mesma para que ela não gritasse.

-Não se preocupe… — Foi a única coisa que a pessoa dissera à morena antes de sair junto dela pela janela.

Após pega-la no colo a pessoa abriu um guarda-chuva e deu para que a mesma segurasse. Ele antão, passou pelos telhados do palácio do clã Ren, pulando em seguida por sima do muro que o protegia.

Após aterrissar próximo ao muro, o ser coloca Hakuei no chão. Os pingos de chuva que pingavam das pontas do guarda-chuva no obro da morena lhe causavam arrepios, e o mesmo ocorreu quando a pessoa que a levara até lá começava a desamarrar a venda que lhe tampava a visão.

Quando o pano negro lhe foi tirado da frente dos olhos, a mesma estática surpreendeu-se com a paisagem que vira. Eram as belíssimas flores da pintura de seu quarto, as mesmas desabrochavam pouco a pouco com o parar da chuva, e as minusculas gotículas de água que restavam em suas coloridas pétalas brilhavam ao refletir a intensa luz do luar.

Após acordar de sua hipinose causada pela pura beleza da paisagem que vira, Hakuei virou-se para o ser que a levara até lá. Ficou surpresa e feliz ao ver seu fiel braço direito olhando fixamente para ela.

A jovem sorriu e apenas conseguiu dizer:

-Obrigada, Seishun.

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