Notas iniciais
Oiii espero que gostem. Abraços.

Mark/Caleb

Mark olhou ao redor muito confuso. Que lugar era aquele? Seu relógio no pulso havia parado. Marcava quatro horas. Devia ser tudo culpa daquela menina de vermelho! Olhou ao redor e não a viu. Olhou para Caleb e viu um senhor idoso tocando no rosto do amigo ainda desmaiado. Tocando bem em cima do corte profundo. Caleb pareceu recuperar a cor dos lábios. Despertou.

—Quem é você?-perguntou Mark sem medo. Sentia que conhecia aquele homem.

—Sou o perdão. Posso curar o seu amigo. Sou a sua vontade de o perdoar que ganhou forma nesse mundo. Seu amigo ainda precisa de um tempinho para se recuperar.- o perdão olhou longamente para ele e completou- E você também. Porque não ficam nesse mundo até estarem melhor? O que me dizem?

Mark olhou para o amigo e viu pelos olhos de Caleb que seria bom passar um tempo lá se recuperando mesmo. Havia muito coisa não dita e questões a resolver. Aquele lugar parecia ótimo para resolver as coisas. Além do mais aquilo daria um ótimo roteiro de filme. E melhor quando voltassem poderiam estarem melhor do que antes. Uma idéia veio a mente de Mark:

—O senhor pode tirar essa cicatriz do meu rosto?

—Não, mas sei quem pode. Não sou o único por aqui. Podem me acompanhar se quiserem. Não tem mais perigo- disse o senhor os levando.

—Não podemos ficar muito. Vamos apenas tirar essa cicatriz e depois vamos embora. Se eu demorar muito minha mãe vai ficar preocupada.- disse Caleb ainda meio zonzo, mas com mais cor nos lábios. Ele havia avisado a mãe que viria a esse lugar, que talvez demorasse, mas que procurava chegar a tempo de jantar com ela. Mas ainda devia faltar muito para a noite. Olhou ao redor, ainda confuso, procurando Summer- Onde está a Summer? Precisamos dela para voltar ao nosso mundo!

—Quem é Summer? A garota de vermelho?-perguntou Mark

—Não se preocupem com ela. Esse é o mundo dela, ela encontrará vocês uma hora ou outra e além disso tem outras saídas, posso lhes mostrar quando chegar a hora de vocês irem embora.-disse um rapaz se aproximando- Mas se fosse vocês não teriam tanta pressa. Sou a curiosidade. Vocês não querem descobrir mais desse mundo? Além disso tem a oportunidade de colocar a conversa em dia. Ficaram tanto tempo sem se falar. Esse mundo daria um bom filme não acham?

—Ele tem razão, amigo.-disse Mark- Temos muito o que conversar e descobrir por aqui. Vamos ficar mais um pouco. Você pode começar me falando da Summer. Tudo que sabe sobre ela.

—É claro que tenho. Sou parte de você. E quanto a saída não se preocupem a curiosidade sempre descobre onde a saída se esconde.

—E quanto aos perigos? Tem algum perigo por perto? -Caleb olhou preocupado ao redor e depois se virando para Mark e apontando para o corte quase cicatrizado. Aparentemente não tinha nenhum. Estava tudo silencioso. Apenas eles envolvidos por aquela névoa amigável que dava um ar mágico juntamente com as rosas daquele jardim. Mas ao olhar ao longe viu algo. Pequenas casinhas perto das montanhas. Pequenas devido a distância, mas que deviam ser grandes.- Os sentimentos aqui tomam forma. Quem fez isso em meu rosto foi a minha culpa na forma de um monstro.

—Mas ela não está mais aqui.-respondeu o idoso chamado perdão olhando longamente para ele- Não é mesmo?

—Não está mesmo.-disse Caleb sorrindo pela primeira vez em meses. Também queria ficar lá, pelo menos mais um pouquinho. Tinham muito o que falar mesmo. Além disso que mais sentimentos estariam lá? E os moradores locais como seriam? A sua curiosidade que lhe sorria. — Vamos ficar, mas somente um pouco.

—Podem se surpreende com o que vão achar. Positivamente é claro. Principalmente com os moradores locais. Vocês parecem serem daqui.-após isso eles seguiram com o idoso e com a jovem curiosidade que ainda falava bastante sobre surpresas extremamente positivas.

Mark olhou novamente para o relógio e viu que os ponteiros voltaram a girar e giravam sem parar. Estranho. Até que pararam em um horário. Quatro e meia. Havia se passado somente meia hora segundo o relógio. Devia está errado obviamente.

Havia se passado bem menos para ele. Alguns poucos minutos. No máximo quinze. Mesmo errado o relógio serviria para marcar o tempo, pois voltou a funcionar. Prometeu a Caleb que ficaria de olho no horário e no tempo. Mas a conversa logo o distraiu um pouco. Que mal faria demorar um pouquinho? O importante é que voltariam antes do anoitecer.

Karl

Karl não era de chorar. Seu pai não permitia fraquezas. O ensinou que não se devia chorar. Mas chorou mesmo assim. Ao pensar no pai lembrou da mãe. Chorou ainda mais. Caleb era o filho que ela mais amou... Fechou aos olhos e lembrou de coisas que queria esquecer.

Encontrar o casaco sujo de sangue, que o DNA confirmou ser de Caleb, acabou com a mãe. Mexeu com ela, mas não tanto como uma outra coisa que encontraram um pouco depois... A tristeza dela rapidamente se... Não! Ele não queria pensar nessas coisas agora! Não naquele lugar que segundo o irmão era mágico.

Estava sentado embaixo de uma árvore com o caderno aberto no colo. Parou que chorar, pois não queria que as lágrimas borrassem as palavras do irmão. Pegou um lápis e pensou em completar a história do irmão. Era estranho, mas ao contar a história e ao ter o caderno sentia que o irmão e a garota estavam próximos e Mark também. Sabia que eles deviam está juntos como sempre estiveram... Sentia isso. Ele escrevia quando ouviu passos se aproximando. Devia ser a imaginação ligada a saudade lhe pregando peças.

—Caleb?- chamou em uma vã esperança de ser o irmão. Seria tão bom se fosse ele, mas ao virar nada viu. Apenas a floresta balançando ao vento. Mas continuou- Caleb, quero dizer que sinto muito por tudo, sabia? Espero que estejam bem, sei que o Mark deve está com você. Estou com seu caderno, espero que volte para que possa lhe devolver. Acrescentei algumas coisas, mas creio que não se importe. Você sempre quis que eu fosse seu amigo e visse seus filmes...

Fechou os olhos por um momento para afastar as lágrimas. Uma brisa balançou seus cabelos e sem saber soube que era a menina das anotações que estava lá. A que salvou seu irmão uma vez. Ela parecia querer o tranquilizar. Meio que ouviu o vento lhe dizer algo. Se pegou dizendo:

— Espero que encontre o caminho de volta logo, irmão.-engoliu o choro e completou forçando um sorriso- Quero lhe devolver seu caderno. Podemos terminar a história juntos.

Notas finais
O que acharam? Gostaram? Ainda tem mais alguns capítulos, curiosos para conhecer mais dos moradores locais do mundo mágico? Abraços.