Flores Vitrais
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Tudo em cacos
Cacos de vidro com um brilho escarlate
Espalhados pelo chão
Como pequenos pedaços de oceano vermelho.
Espalhados por todo o chão
Juntos a petalas de rosa umidas
Sangue por todo o piso de porcelana
Um pequeno vestigio de luz na janela da sala
Escura e sinistra.
Um corpo de olhos abertos encarando a luz
O cheiro de rosas misturado com sangue
O perfume da morte se fazia presente
No sinistro e meio escuro ambiente
Um pulso parado e uma dor .
O brilho opaco dos olhos castanhos
Encarando a luz coberto por petalas vermelhas
Sangue que escorria pela sala passando pela porta
Sentir o ultimo pulsar de vida
A vida não merecida para tal individuo.
A pele cortada chorava
os olhos com lagrimas numa visão quase meláncolica
Do ultimo suspiro de vida
Roupas pintadas com o mais puro vinho vital
Pele pálida e com cortes profundos como suas magoas.
Seria uma razão a mais para dizer adeus cedo
O fato da vida não ser sentida
Nos puros raios solares que iluminam a sala esquecida
Um pequeno filete de sangue que pinta um caco de vidro
È capiturado pela luz solar
Dando a sala uma cor de meia vida.
O aspecto funereo da sala de tons vermelhos
O cheiro agridoce do sangue e das flores
o triste convidado a brindar seu sangue deitado sobre os cacos
Seus sonhos limpidos corrompidos e perdidos em simples pedaços de vidros.
As flores alimentadas com água escarlate vital
Cacos pintados com tinta natural
Dor cessada com o antidoto amargo
Luz que brilha por cima de uma pequena fresta
Olhos escuros e vidrados na luz.
Fale com o autor