Flores Para Alemanha
6 Flor de Carmélia Japonesa - Parte II
Notas iniciais
Por favor, me desculpem!!!
Meu pc deu problema e eu perdi todo o capítulo na semana passada e passei o resto da semana escrevendo novamente ;-;
Para vocês terem uma ideia eu reescrevi esse capítulo umas quatro vezes essa semana até eu achar que estava bom.
Por favor, me desculpem!!!
Não era um bom dia para ser estrangeiro nas terras alemãs, em algumas partes do país os que não eram descendentes de alemães "puros" estavam sendo presos e tinham seus bens confiscados pelo governo, definitivamente não era bom ser de outro país na Alemanha. O novo ditador era Adolf Hitler, e ele tinha forma completamente distorcida de ver o mundo que assustava completamente seus servidores; no caso algumas poucas pessoas que não caíam nas armadilhas de suas palavras maldosas, e aquele era o caso da família Beillschimdt. Ludwig e seus familiares não gostavam do rumo que o país estava tomando, pensavam que logo iam ter que lutar em alguma guerra estúpida por um ideal ainda mais estúpido; infelizmente eles estavam certos.
Darem não tinha ido ali apenas ver seus amados sobrinhos, o real motivo era para avisar a guerra eminente que estava para acontecer naquele local, o que não ajudava em nada a diminuir o clima frio e triste que pairava na casa.
Aquela conversa era para decidir o destino de seus empregados; afinal de contas, se alguém descobrisse sobre eles, talvez fossem levados aos campos de concentração e isso era algo que causava nojo ao general.
– Isso não é nada incrível. — A voz de Gilbert saiu de forma triste, de todos ali, ele era o que tinha o coração mais amolecido.
– Não podemos, também, mandá-los para casa? — Lara estava nervosíssima, achava uma completa loucura a situação em que seu país se deparava.
– Não, eles andam vigiando tudo. Se os virem, eles serão mortos. — Ludwig respondeu a pergunta de forma triste, era inacreditável a forma que o mundo se encontrava.
O silêncio se instalou novamente, era um daquelas horas que sentia a alma congelar de medo e horror, nada poderia ser dito ou feito, tudo estava completamente abandonado ao temor e a morte; não havia escapatória, o país estava entrando na guerra e iam todos morrer por preconceito e loucura de um único homem.
Aquele clima só foi quebrado quando as batidas da porta foram ouvidas, era lógico que um ato como aquele não era esperado e, por isso, pegou a todos de surpresa, assustando até mesmo Roderich. Ao dizer "Entre" Ludwig ficou esperando para ver quem ia entrar.
– Ve~ alemã, eu trouxe o café e torradas. — O jovem italiano adentrou na sala carregando a bandeja, tinha um pouco de dificuldade, mas ele parecia bem determinado.
– Oh! Obrigado, Feliciano. — Aquilo fez o general sorrir, sabia que devia ser difícil para o jardineiro trabalhar na casa como doméstica.
O italiano deixou a bandeja na mesa do escritório e ficou parado, Feliciano não sabia se devia servir os outros ou simplesmente sair da sala sem dizer nada, não era culpa dele, nunca havia feito algo daquela forma na vida.
– Tudo bem, alemã? — Feliciano notou que o clima estava estranho, todos o olhavam de forma triste e deprimente, parecia até que ia morrer alguém.
– Está sim, Feliciano. — Ludwig tentou sorrir, mas não ia conseguir, não no estado em que ele se encontrava. — Feliciano! — Chamou o menor antes que ele saísse.
– Sim alemã. — O jovem italiano olhou para trás, ele estava confuso sobre tudo aquilo.
– Eu tenho que ir à cidade hoje e eu quero saber se você pode ir comigo. — O loiro não podia esquecer que aquele jovem ia ajudá-lo naquele dia, "talvez assim eu possa explicar a ele", pensou.
– Sim alemã! Eu vou, eu vou! — No rosto do menor tinha um belíssimo sorriso, e ele saiu da sala bastante animado.
Quando a porta foi novamente fechada o loiro se sentou em sua cadeira, não estava com disposição para comer, a notícia do que estava acontecendo havia tirado todo seu apetite.
– Temos que pensar em algo para protegê-los, sei que não será muita coisa, mas é a única coisa que podemos fazer nesse momento. — A voz grossa do general serviu para deixar ainda pior a situação.
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Comparado ao resto da casa, a cozinha estava bastante animada, bom apenas para o descendente de espanhol que assediava incessantemente Lovino, que soltava alguns palavrões baixos toda vez que sua ohage era tocada.
Fernanda, por sua vez, apenas ria do casal enquanto descascava as batatas para o almoço, ela achava engraçado como eles podiam ser tão estranhos; Lovino não gostava de demonstrar carinho e ficava envergonhado sempre que alguém se aproximava demais, enquanto Antônio amava abraços e carinhos, ambos eram realmente engraçados juntos.
– Seu viciado em tomates idiota! — Dizia irritando o vermelho italiano que tentava se soltar dos braços do outro.
– Mas Lovino sua pele é tão macia, deixa eu te abraçar mais. — O outro adorava aquilo, amava o jeito envergonhado do menino, na verdade o amava de todas as formas.
– Não! Seu bastardo viciado em tomates! — O menor estava bastante irritado, ele ainda não se sentia pronto para sorrir, principalmente pelo o que havia ocorrido na noite passada.
O espanhol percebendo o clima soltou o menor e sorriu, era um sorriso forçado que ele tentava dar para amenizar as coisas, para falar a verdade ele estava tão abatido quanto qualquer outro, era impossível pensar em como alguém podia tirar a mocidade de uma menina de uma forma tão brutal, aquilo era monstruoso!
Contudo, não era apenas aquilo que o deixava chateado, tinha também o fato das coisas estarem estranhas pela cidade. Ele ouvia falar de queima de livros e sobre uns nazistas problemáticos, e seu chefe havia explicado toda a situação para ele, havia sido avisado para fugir do país pelo outro, mas era lógico que Antônio não ia fugir sem levar Lovino e seus irmãos, afinal o que poderia acontecer se os Vargas continuassem ali?
– Lovino, eu quero te dizer uma coisa. — A voz séria e tristonha do espanhol surpreendeu o jovem italiano, não era do costume do outro agir daquela forma.
– Tudo bem. — Lovino tentou responder sem demonstrar a sua preocupação e nervosismo.
Antônio soltou um suspiro cansado, como ele poderia explicar aquilo ao amado sem deixá-lo ainda mais nervoso?
– É que eu... — Não conseguiu terminar a frase, pois Feliciano entrou bastante animado na cozinha.
– Ve~ irmãos, eu vou continuar a trabalhar para o general no inverno .- O sorriso do menor era de pura alegria.
– Que bom Feliciano. — A garota sorriu, ela andava preocupada com o serviço do irmão quando o inverno chegasse.
– O que ia falar, Antônio? — Feliciano havia percebido que tinha entrado num momento importante.
Antônio gelou, naquele momento, ele tinha toda a atenção dos irmãos Vargas para si e não se achava pronto para contar a eles sobre o problema iminente que poderia acabar com aqueles belos sorrisos encantadores. Foi então que teve uma ideia, ela podia parecer absurda, mas foi a melhor que teve.
– Eu queria te dizer, Lovino, que não vou te forçar a fazer sexo comigo, eu percebo que você ainda não está pronto para isso, então quando você estiver pronto nós faremos sexo. — Ele não estava mentindo, realmente ele queria dizer aquilo ao menor, ele apenas escondeu o que realmente devia falar.
Os Vargas ficaram sem reação nos minutos que se seguiram, ninguém, absolutamente, ninguém esperava aquelas palavras. Pelo tom de voz inicial, os italianos pensaram que seria algo grave e muito importante, mas nunca iam imaginar que era algo como aquilo. Após todos perceberem que tinham mesmo ouvido tais palavras e não se enganado, Lovino começou a ofender o amado com todos os palavrões que conhecia; cada palavra e ação do gêmeo mais velho era um misto de vergonha e raiva. Enquanto Feliciano ainda tentava entender tudo ali, Fernanda ria de seus irmãos mais velhos.
Com toda a certeza que o espanhol possuía, aquela era uma tarde especial, algo que talvez nunca mais acontecesse.
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Feliciano estava nervoso, nunca tinha andado de carro em sua vida, e agora lá estava ele, com roupas normais, descendo do carro acompanhado pelo general alemão. O casaco marrom que usava combinava com a calça social azul escura e com o lenço enrolado em seu pescoço, podia parecer estranho, mas Ludwig achava uma ótima escolha e algumas alemãs pareciam olhar com desejo o jovem italiano charmoso que transitava pelas calçadas da cidade.
Aquilo não deixava o general muito feliz, na verdade ele não estava nada feliz da forma que olhavam o seu empregado; era um absurdo as pessoas olharem para as coisas dos outros daquela forma. Ludwig também era bonito, mas todos estavam habituados a ele, então o motivo daqueles olhares era porque, além de charmoso, Feliciano era estrangeiro e isso o deixava ainda mais encantador.
Eles pararam para comprar algumas batatas, algo que Feliciano estranhou já que tinham muitas batatas em casa, depois compraram verduras e por fim as salsichas, outra coisa que tinham de sobra em casa.
Com tudo comprado Ludwig ficou satisfeito, eles só tinham que ir ao ponto de encontro e esperar o carro vim buscá-los, isso se Feliciano tivesse andando atrás dele. Quando notou a ausência do italiano ficou nervoso, Feliciano era uma pessoa boa e inocente, era lógico que pessoas más intencionadas iam querer se aproveitar dele. Então começou a refazer o caminho com a esperança de encontrá-lo, e por fim o achou abaixado e rindo em um beco.
– Feliciano, o que você está fazendo? — Ele fitou o menor perplexo.
– Hum? Doitsu, ele é fofo. — O italiano sorriu e apontou para um gato de cor clara com algumas manchas castanhas pelo corpo.
Com certeza, aquele gatinho era um filhote, mas não era pelo gato que Luddy fez cara feia, ele estava morrendo de preocupação e depois encontrava o outro feliz e bem, brincando com um gato, francamente Ludwig teve vontade de bater a sua cabeça na parede de tão neurótico que ele estava.
– Feliciano, deixe-o aí. — O alemão se abaixou para falar com o menor.
– Mas doitsu, ele está sozinho e abandonado aqui — O italiano não queria soltar o gato, na verdade queria levar ele para a sua casa.
O alemão o encarou por um breve momento, aquilo era absurdo e estranho ao mesmo tempo, no entanto, acabou concordando com aquilo ao ver a forma que Feliciano parecia feliz com o felino manhoso.
– Tudo bem, mas você deve cuidar dele. — Falou de forma repreensiva para o menor, ter um bichinho podia ser perigoso e problemático, principalmente para alguém como Feliciano.
– Eu vou! Eu vou! — Repetia incontáveis vezes o menor sorrindo, estava tão feliz por poder ficar com aquele gatinho.
Voltaram para a casa sorrindo, ambos pareciam mais alegres e, talvez, até mais descontraídos, o jovem general carregava as sacolas enquanto o outro brincava com o filhote de gato. Ludwig pensava numa forma de contar ao outro sobre a guerra e a fuga que eles tinham que fazer para sobreviver, mas aquela conversa ia ficar para outro momento.
Não ia demorar muito para que Gilbert aparecesse com o carro, ir até a casa de Roderich e voltar não devia ser algo difícil, o loiro achou engraçado o fato de como seu irmão caçula era tão gentil naqueles momentos, principalmente quando se tratava de seu amado austríaco. Luddy sabia sobre o amor do albino pelo outro, na verdade sempre soube, e aquilo era bastante antigo, para falar a verdade era desde a época da escola que Gilbert despertava certo interesse sobre o jovem pianista que sonhava em ser medico, ria ao pensar o quanto seu pai devia ser grato a Roderich por atrair a atenção do caçula na escola.
Ficou pensando nisso enquanto era seguido pelo o jovem italiano que brincava com seu animalzinho novo, sua irmã ia gostar daquele bichano, afinal eles precisavam se alegrar depois da noite difícil que tiveram e qual forma era melhor do que levar um gatinho para casa?
Enquanto esperavam o albino Luddy tentava não rir do pequeno animal, ele era tão fofo, talvez seu pelo pudesse ficar mais macio se ele comece a ração necessária. Já Feliciano tentava imaginar o que poderia ter causado aquela expressão de dor de seu chefe, podia parecer estranho mais a face do general estava até mais triste do que na noite passada.
Juntando toda a coragem para perguntar o que estava acontecendo, ele esticou o braço para tocá-lo, foi então que o loiro olhou para seus olhos e abriu a boca.
– A gente devia comprar comida para o gato. — Ludwig encarou Feliciano e uma dúvida formou em sua mente, por que raios o italiano estava com a mão levantada?
– Ve~ tem razão alemã, vamos comprar comida para você, né? — Levantou o felino e sorriu.
O loiro gostava de ver o menor sorrindo, era algo incrivelmente belo e Ludwig teve desejo de dizer que protegeria aquele belo sorriso de todas as formas.
Eles recomeçaram a andar, com passos lentos, ambos caminharam pela cidade a procura de ração para o novo integrante da casa, o que acabou em Feliciano convencendo o general a comprar mais tomates.
Quando estavam voltando ao ponto de esperava, encontraram Gilbert indo ao seu encontro. Aquele sorriso travesso do menor e o casaco azul escuro combinava perfeitamente com seu incrível ser.
– Onde vocês estavam? — O albino falou de forma repreensiva para os dois.
– Desculpas, Gilbert, é que fomos comprar comida para o gato. — O jovem italiano mostrou o bichinho enquanto explicava tudo para ele.
– Tudo bem. — O caçula passou a mão na cabeça do castanho. — Salvar um gatinho das ruas é algo incrível, eu sabia que você também era incrível como eu. — Sorriu para o loiro.
Todos acabaram rindo, Gilbert implicava com Ludwig por causa de suas sacolas de batatas e salsichas enquanto elogiava a beleza de Feliciano, fazendo o menor corar e deixando o mais velho com um pouco de ciúmes.
Quando chegaram perto do carro encontraram Roderich um pouco irritado apoiado no veículo, pelo visto o austríaco não estava nada feliz com a ideia de ir para a casa do irmão mais velho do namorado e ficar esperando no carro.
Após as "belas" palavras dos jovens amantes — que não foram nenhum pouco gentis — eles entraram no carro e seguiram para a casa. Novamente Feliciano ficou nervoso, não estava acostumado a andar de carro e por este motivo segurou a mão do general, que por insistência do mais novo havia ficado ao lado do italiano, algo que o fez corar e um sorriso nem um pouco inocente se formar nos lábios de Gilbert.
Roderich, por sua vez, achava desnecessário aquele tipo de comportamento, não compreendia a forma que o amante agia. "Como posso amar uma criança assim?", pensou enquanto via pela quarta vez seu namorado mexer com o irmão.
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Fernanda Vargas estava sentada no jardim, mesmo com todo o frio e as nuvens que escureciam o céu o jardim continuava belo. Ela tentava imaginar como seria a sua vida agora, teria um filho de um homem nojento e não queria fazer seus irmãos gastarem o dinheiro deles com ela e o bebê, não queria que eles se preocupassem com aquilo.
Passou a mão levemente na barriga tentando imaginar o seu futuro e triste destino, ela ainda estremecia ao se lembrar do ocorrido. Sentiu vontade de se matar. "Eu devia ter sido mais forte", era este pensamento que tinha na cabeça. "Agora sou como as mulheres da vida, desonrada e nojenta", um sorriso triste e abatido estava em seu rosto, seus olhos já não possuía aquele belo brilho e, até mesmo, o seu cabelo parecia ressecado e mal cuidado.
Qualquer um que a visse naquele momento sentiria uma dor no peito e um pouco de culpa, e era o que Darem sentia. Era tão triste ver aquela jovem italiana em sua depressão. O loiro se aproximou lentamente para não assustá-la.
– Eu posso me sentar ao seu lado? — Ele perguntou educadamente. Darem podia ser muita coisa, mas não era rude.
– Pode sim. — Ela afastou um pouco para a beirada do banco para que ele se sentasse a seu lado.
Ambos ficaram em silêncio, não tinham palavras suficientes para montar frases, então iam apenas sentir a doce e agradável presença do outro.
– Você está preocupada? — A voz dele quebrou o silêncio de forma sutil.
Demorando a responder, ela disse:
– Na verdade, eu estou com medo. — Sua convicção assustou até mesmo si próprio, nunca pensou que seria capaz de dizer aquilo em voz alta.
Novamente, houve o silêncio. Darem ficou a imaginar em como poderia ajudar a jovem italiana, todos sabiam que ele havia se apaixonado por ela quando a conheceu, e ela parecia sentir algo por ele, então por que não tentar?
– Você pode se casar comigo. — Aquilo certamente não havia sido uma pergunta.
– Darem, já conversamos sobre essa ideia. — Era verdade, sempre que ele visitava Ludwig ele a pedia em casamento.
– Fernanda, por Deus, me escute! — Ele olhou para ela de forma doce. — Eu não posso ter filhos e você não pode criá-lo sozinha, por favor — Aquela foi uma ótima jogada dele, afinal Darem sabia melhor que ninguém o gosto doce dos lábios daquela italiana. — Se nós casarmos, eu cuidarei de você e seu filho, já conversamos sobre nosso casamento, o que tem eu assumir essa criança?
Ela ficou congelada, sabia muito bem que aquele belo soldado a amava; também admitia, sentia algo por ele. E Darem era um bom partido, era belo e muito charmoso, e poderia ser um bom pai.
– Eu sei, quero isso tanto quanto você, — Ela segurou as mãos dele. — mas o que poderá acontecer com meus irmãos?
– Não se preocupe, Antônio pretende ir para o Brasil com Lovino e Roderich pretende cuidar de Feliciano. — Ele sorriu para ela.
– Porquê Antônio irá para o Brasil?
Naquele momento Darem se arrependeu por falar, não sabia se ela estava pronta para ouvir tudo aquilo. soltando um suspiro cansado, ele largou as mãos da moça e olhou para o céu nublado.
– O novo governador da Alemanha, Adolf Hitler, está querendo começar uma nova guerra. — Sua voz saía em um tom melancólico, algo aceitável naquelas circunstâncias. — Ouvimos dizer que no Brasil é um bom lugar para ficar, então eles estarão seguros lá.
Após dizer isto, ele permaneceu de cabeça baixa, aos poucos ia relatando todo o processo que tinha percebido, explicando a ela algumas coisas sobre a política alemã e como as coisas estavam em outros países.
Enquanto falava não foi interrompido, e quando terminou olhou para ela, mas o que viu o deixou surpreso. Lágrimas. Lágrimas rolavam naquele rosto belo e inocente, seus cabelos castanhos pareciam está ainda mais escuros e sem brilho, em seu olhar não tinha mais vida.
– Fernanda... — Foi tudo que conseguiu falar antes de abraçá-la. — Me desculpe, me desculpe. — Dizia repetidas vezes para ela.
Notas finais
Então, por favor, comentem dizendo o que acharam e espero que tenham gostado.
P.S.: Esse capítulo faz parte do outro ^^
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