Flores De Cerejeira
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Epero que gostem. :)
Como qualquer boa noticia a súbita decisão de Derek em tirar férias e voltar com ela para o Japão deixou Yume feliz, mas também receosa. Apesar de ainda faltar um pouco ela sabia que o seu segredo iria ser descoberto mais cedo ou mais tarde, sendo que se estivessem num local onde a conheciam as hipóteses de isso acontecer eram ainda maiores. Mas o amor é uma coisa estranha, e o primeiro amor é ainda pior.
As viagens foram em dias diferentes, para muita pena de Derek, pois o suposto voo que Yume iria apanhar estava lutado. Derek regateou, implorou, gritou, mas nada foi feito.
- Deixa lá Derek, afinal é só um dia de diferença. – lembrou-lhe uma Yume algo satisfeita de mais.
- Mas temos que admitir que é estranho não terem espaço em nenhum dos voos. – reclamou este.
- Enfim… Não vou fugir, então não tem mal.
Derek não respondeu, mas lá no fundo ele sabia que era isso que ele temia. Que ela voltasse a desaparecer da sua vida. Pela expressão de Derek, Yume percebeu que tinha tocado na ferida. Arrependeu-se logo do que tinha dito, mas o mal já estava feito.
No dia da despedida Yume viu aquele medo no olhar de Derek, o que lhe dilacerou o coração. Ele não iria conseguir recuperar, ou ia? Porquê agora? Este tipo de pergunta perturbava Yume mas ela tinha que adiar o momento.
Japão
Yume voltou a perambular pelo quarto de hotel de Derek enquanto ele tomava banho. Depois de voltas e mais voltas decidiu sentar-se. Grande erro, mal se sentou algo no seu interior começou a “aquecer”. Talvez um sonho meio erótico. O segundo erro foi deitar-se. Mal o seu corpo tocou no algodão fofo dos lençóis naquela cama macia a imagem de um Derek esbelto todo nuo a tomar banho veio-lhe a cabeça. Em vez de afastar os pensamentos Yume deu asas a imaginação e pensou em percorrer cada contorno do seu corpo, pensou em sentir o calor com o toque das suas peles…. Pensou naqueles braços a envolverem-na e aqueles lábios carnudos beijarem-na…
A sua imaginação poderia ter tomado caminhos menos próprios se um Derek muito sorridente não tivesse aparecido e a arrancado deles. Com muita vergonha ela reparou que estava na espectativa de o ver pelo menos enrolado numa toalha com o tronco molhado. Abanou a cabeça e levantou-se da cama.
-Desculpa a demora. – disse ele.
Yume olhou-o de alto a baixo e suspirou reparando que os seus devaneios pelo corpo dele não iriam passar tão cedo, uma vez que ele trazia uma roupa que marcava cada músculo do seu braço.
- Não faz mal… — nossa!!! Como não faz.
O dia passou estranhamente devagar, felizmente os sítios onde foram tinham pouca gente, e estes não pareciam notar nada a sua volta. Yume imaginou mais de mil vezes o toque de Derek na sua pele, o que a fez saltar quando ele realmente o fez. Não interpretem mal, foi apenas para que ela não fosse contra um poste, já que ela andava sem parecer notar em nada. Riram, cantaram, comeram, recordaram… Resultado? No final do dia pareciam duas crianças que passaram o dia num parque de diversões e que agora morriam de fome. Separaram-se na receção já que Yume tinha um quarto do outro lado do hotel e Derek noutro. Mas uma vez não tinham encontrado vagas próximas.
Derek não se importava muito, normalmente Yume já estava a pé quando ele ainda estava a dormir, o que o fazia ter o prazer de vê-la todas as manhas no seu quarto. Mas Derek também era humano e como Yume a sua imaginação também lhe pregou algumas partidas. Imaginou tocar aquela pele suave, e encher de beijos cada quanto dela. Quando a viu deitada na sua cama, quase perdeu a cabeça. Imaginou-a despida com aquela pele branca colada nos lençóis. Felizmente a sanidade venceu aquela batalha.
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