Flor de Lótus-edward e Bella

9 Capítulo 8- Relutância parte II


Notas iniciais
Divirtam-se.Grande beijo.Obrigada, gente por todos os reviews,e Cris Cullen, obrigada pela recomendação.

À noite, ao chegar cansado em casa, deparou-se com a foto dela em sua cabeceira e seu livro no criado mudo. Antes que percebesse, estava com o livro na mão, folheando-o. A leitura ganhou sua atenção e não parou mais.

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Duas semanas se passaram. O silêncio em seu celular tornou-se insuportável. Queria vê-la. A saudade crescia em seu peito, junto ao desespero pela constatação. A dor corrosiva desse sentimento estranho atravessava as barreiras erguidas, lenta, mas, inexoravelmente, ganhando força a cada dia. E como um viciado, todos os dias parou furtivamente entre as árvores só para vê-la descer, conversar, depois entrar no Junior.

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Não sabia o que sentia. Não tinha respostas para essa intensa condição desassociada de sensações. Sempre guardou distâncias das pessoas. Sentia-se superior por não render-se a sentimentos. O que sentia agora só podia ser um eco inconveniente de desejos promíscuos.

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Certa sexta-feira, a garota seguia rumo ao portão com os amigos em volta, olhou na direção de Edward e suspirou dramaticamente. Um sentido em Edward pressentiu que ela sabia ser ele. Sem desviar o olhar, mas alarmado com a dedução, girou a chave e preparou-se para fugir.

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Os passos determinados da garota em sua direção o interromperam. Inferno.

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‒ Por que não vem falar comigo, Edward? ‒ encurralou-o acusadora ao alcançá-lo.

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‒ Quê? ‒ fingiu-se de desentendido, questionando-se por que não acelerou quando teve tempo. Era desconcertante ter sido flagrado bisbilhotando-a. Agora que desculpa iria dar?

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‒ Por que vem à minha escola todos os dias e não fala comigo? ‒ pressionou orgulhosa, em movimentos tensos enquanto colocava um fio solto de cabelo atrás da orelha. Ele suspirou impotente, desligou a chave na ignição, tirou o capacete e passou a mão no cabelo.

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Poderia revelar que se sentia vulnerável, como nunca, além de sentir carência e solidão depois que a conheceu e não sabia lidar com isso? Não. Negaria o quanto pudesse sua fraqueza diante desses sentimentos confusos e contraditórios.

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‒ Er, você não apareceu mais... ‒ conseguiu dizer diante do olhar intimidador. ‒ Eu só queria saber se estava tudo bem.

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‒ Mais de duas semanas seguidas?! ‒ destacou, cética. ‒ Bastava ligar. É tão difícil dizer alô? ‒ cobrou séria, com sentimentos estranhos ardendo em seu coração, além de sensação de contrações no estômago.

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Edward desviou seu olhar para o pneu dianteiro, indisposto a enfrentar aquela confrontação pessoal, ainda que soubesse que algo ali precisava ser resolvido, independente do que aquela relação fosse.

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A garota vislumbrou-o uns segundos e só então descobriu que aquele incômodo que sentia no estômago todos esses dias era saudade. Queria tanto abraçá-lo. Queria beijar seu rosto, acariciar seu cabelo... Queria cuidar dele.

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Resistiu o sentimento platônico e observou os conflitos expostos no semblante do rapaz.

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‒ Você não vai mais aparecer? ‒ Edward sufocou sua arrogância ao perguntar e fez uma careta frustrada pela certificação da resposta antes mesmo que ela proferisse.

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‒ Não ‒ Bella respondeu convicta e apertou o fichário que carregava junto a si. ‒ Minha presença era indesejável desde o início. Além disso, o que eu fazia não significava nada para você ‒ deu de ombros, conformada. O clima era bem distante entre os dois. Quase se podia sentir as ondas de desconforto no ar. O sinal tocou na escola, e ela olhou para o portão, preocupada. ‒ Aliás, seria bom se me devolvesse meu livro.

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Edward sentia que seu tempo esvaía. E protestando contra isso, seu peito reagia ilogicamente, exigindo que não a deixasse ir.

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‒ Eu o terminei ‒ revelou quase suplicante, apelando internamente que ela estendesse o convite. ‒ E sua presença não é indesejável ‒ admitiu com um suspiro, obliterando todo orgulho.

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‒ Isso quer dizer o quê? ‒ a adolescente incitou-o, o coração aos poucos bombeando mais rápido pela perspectiva.

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Ele olhou-a fixamente. Intensamente. Seu coração pulsou disparado e, encorajado pela receptividade franca que dela irradiava, foi compelido a falar.

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‒ Que eu quero que você volte a ir... ‒ convidou-a tímido. ‒ Eu gosto, er, como posso dizer... ‒ esfregou os dedos na fronte, embaraçado. ‒ Eu gosto e quero você perto ‒ declarou solene, parando de resistir à tentação.

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Bella abriu a boca em choque. Surpresa. Encantada. Diluiu devagar suas palavras, e um sorriso cheio de suspeita enfeitou seus lábios.

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‒ E os exercícios, você tem feito? ‒ quis saber, ainda em dúvida.

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‒ Sim ‒ assentiu com os olhos desviados dela. E que ninguém nunca soubesse disso. Era constrangedor admitir que fazia os tais exercícios antes de dormir nas últimas semanas e que isso o ajudava com o sono.

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O segundo sinal bateu, ganhando total atenção dos dois. Ela olhou para o portão, indecisa. Embora tivesse se magoado pelas atitudes hostis de outro dia, queria lhe dar uma nova chance. E esperava que ele esclarecesse seu objetivo em ter ido lá.

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‒ Por que escolheu uma moto assim? ‒ ela desviou o tema para quebrar o silêncio. Ele mirou-a na boca, nos lábios rosados, e a vontade de beijá-la tornou-se atormentadora. ‒ Pensei que esse tipo de moto só agradasse homens mais velhos ‒ ela adicionou.

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‒ Você sempre me chama de velho ‒ sorriu de canto, seu primeiro sorriso depois de semanas.

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‒ Mas não pela sua idade ‒ ela aproximou-se mais, encostando-se de lado na moto de modo arquitetado, para ficar mais perto dele. Ele inspirou profundo ao sentir o perfume trazido pelo vento.

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‒ Por que então? ‒ perguntou com um olhar cheio de expectativa, levantou a mão e, em um primeiro ato cavalheiro, tirou o fichário das mãos da garota. Sentia-se um adolescente tolo ao desenvolver assuntos sem sentido só para ficar perto dela.

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‒ Por você quase sempre ser ranzinza ‒ explicou naturalmente. ‒ Mas agora você não parece um velho ‒ olhou-o nos olhos inexplicavelmente acanhada. Ele sorriu cheio de charme e balançou a cabeça. Ela decidiu que adorava seu sorriso.

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‒ Mas esta moto não é de velho ‒ retrucou divertido. ‒ É uma Harley Davidson motor 1600 ‒ explicou orgulhoso.

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‒ Mas não é esportiva como a do Emm.

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Edward travou o maxilar ao ouvir o nome e lembrou o porquê do constante debate interno. Ainda que quisesse tê-la perto, ela continuava sendo dele, Emmett. A constatação veio mais cedo do que esperava. Queria esquecer.

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Frustrado, olhou para o portão, advertiu-se de que ela deveria ir e estendeu o material para ela.

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‒ Acho que está na sua hora. Se não, não consegue entrar ‒ avisou com um sorriso forçado. ‒ E quem sabe um dia você possa descobrir a diferença entre andar em uma estradeira e em uma esportiva ‒ sugeriu despretensioso e preparou o capacete.

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‒ Poderia ser agora ‒ Bella adiantou-se impulsivamente.

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Edward a observou um tempo com o capacete no ar, indeciso se podia ou não ser precursor de tal imprudência. E antes que pudesse refletir sobre o assunto, a garota apoiou uma mão no ombro dele, ergueu a perna e sentou-se na moto, atrás dele.

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‒ Vamos? Você não seria você se não fosse relutante.

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‒ Eu não tenho capacete para você ‒ argumentou irresoluto. Não podia desfilar por aí com uma adolescente. Além disso, tinha que trabalhar.

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‒ Compre um. Eu tenho umas notinhas de dois dólares aqui ‒ brincou e passou um braço em volta de sua cintura.

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‒ E seus materiais? ‒ tentou mais uma vez, e sabia que isso não era mais uma objeção, sim consentimento.

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‒ Eles estão bem aconchegado aqui entre nós.

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Antes que ela terminasse de falar, ele suspirou derrotado, suprimiu qualquer julgamento, girou um pouco o corpo e entregou seu capacete a ela. ‒ Ponha isso. Dois quarteirões daqui nós compramos outro ‒ avisou e olhou no relógio. Bella arrumou o rabo de cavalo e ajustou o capacete.

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Ele ligou a moto ainda vacilante, sentindo-se irresponsável, e novamente sua cintura foi abraçada. Como sentiu falta de seu calor! Antes que desistisse, acelerou e saiu das intermediações escolares.

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Um guarda escolar observou sua partida, entrou na secretaria e ligou para o responsável pela garota. A única pergunta que o responsável fez foi: qual a moto? Após obter a resposta de que não era uma moto esportiva, respondeu. Tudo bem. Ele é da família. Mentiu o interlocutor.

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Edward passou na loja de motos mais próxima e desceram para escolher um capacete. Enquanto ela escolhia, Edward perguntou-se o que tinha na cabeça para desfilar por aí com uma escolar.

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‒ Eu prefiro este rosa ‒ ela interrompeu suas divagações ao mostrar o que escolheu. Ele ajustou na sua cabeça, grato por dias de sexta-feira ter costume de ir trabalhar sem o terno. Usava jeans, camiseta preta e jaqueta. A arma Glock baby estava segura no coldre de calcanhar, o distintivo oculto na jaqueta de couro. Isso o livrou de mentir mais uma vez.

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‒ Ainda estou me perguntando... ‒ começou distraído enquanto arrumava o cabelo da garota gentilmente dentro do capacete.

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‒ Não se pergunte... ‒ interrompeu-o, prevendo o que falaria. ‒ Apenas deixe ser ‒ exigiu decidida. Não o deixaria reerguer os muros novamente.

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Edward torceu os lábios, inseguro, ajudou-a a experimentar uma jaqueta com os olhos fixados nela pelo espelho, depois seguiu para o caixa. Bella observou-o, pensando em como ele tinha mudado esses dias.

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Ele não admitiria que seu comportamento anterior era uma atitude de autoproteção para evitar que a visse como mulher, por isso a tratava como uma voluntariosa criança. Todavia fora um ato desnecessário. Sempre a viu como mulher. Agora não iria mais tentar esconder sua fascinação por ela, cederia ao impulso de tomá-la para si... Ainda que isso implicasse em um triângulo.

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Após quarenta minutos em autoestrada pela rota 66 em velocidade de 180 km/h, chegaram no alto de uma região montanhosa. Um posto de gasolina, um pequeno motel em mau estado de conservação e um restaurante rústico eram parte da paisagem. Ele estacionou e caminharam até o balcão de madeira do restaurante.

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‒ Bom dia, Carmelita ‒ cumprimentou-a amistoso. O local era o point de motoqueiros e o frequentava há mais de dez anos.

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‒ Bom dia, Edie ‒ respondeu calorosa, depois voltou sua atenção à Bella, a quem olhou da cabeça aos pés. ‒ Quem é a mocinha?

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‒ Er... ‒ Edward balbuciou, tentando atrasar o inevitável. Bella se adiantou ao ver seu embaraço.

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‒ Flor. Sobrinha dele ‒ estendeu a mão. ‒ Ele me trouxe para conhecer a comida daqui ‒ improvisou, piscou para Edward e pôs a mão em seu ombro. Ele sorriu aliviado pela manobra da garota, estabilizou-se novamente e voltou para a conversa.

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‒ Sim, Carmelita. Prepare aquele peixe para nós que por volta de onze e meia descemos para comer ‒ pediu, apoiou a mão nas costas de Bella e a empurrou rápido para uma trilha que daria no cume da montanha.

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‒ Por que mentiu? ‒ perguntou logo que saíram da vista da mulher.

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‒ Eu sei que você não quer me apresentar por aí como... uh, sua amiga ‒ explicou com um dar de ombros, mas lamentava por ele ter vergonha dela.

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‒ É que eu ainda não me acostumei com a ideia do que estou fazendo... ‒ justificou-se. ‒ Acho tudo tão errado.

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A garota parou em sua frente, pôs o indicador em seu lábio e o fez calar.

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‒ Não é errado ser meu amigo, Edward. É só isso que somos, não?

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‒ É, mas...

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‒ E eu estou te ajudando, lembra? ‒ adicionou, mas ela mesma sabia que não era mais isso. Podia sentir a tensão elétrica sempre que se tocavam. As mudanças ocorridas nos últimos dias eram irrevogáveis. Ele a olhava diferente. Tratava-a diferente, como se ela fosse importante e a quisesse em seu mundo.

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E era verdade. Edward parou de brigar consigo. Admitiu que se a tivesse próxima, talvez essa vontade sufocante de vê-la todos os dias diminuísse. Quem sabe essa tensão sexual mudasse de nome para simplesmente amizade. Iludiu-se.

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Terminaram a trilha de vinte minutos sob o sol tímido, Bella sentiu a diferença do ar lá em cima, jogou sua jaqueta no chão e sentou-se embaixo de uma árvore. Conferiu as horas no relógio. Nove e meia. Tinham duas horas para apreciar a vista.

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‒ Por que me trouxe aqui? ‒ perguntou curiosa, abriu sua mochilinha de costas e pegou uma garrafinha de água. Bebeu e ofereceu a Edward. Ele recusou, balançando a cabeça. ‒ Ah, esqueci que você acha nojento dividir ‒ lembrou, torcendo o lábio. Ele olhou-a atento, mas não se lembrava de ter dito isso a ela. Ela explicou ao notar sua confusão. ‒ No primeiro dia que nos vimos, depois que eu bebi sua água na boate, você não tocou nela. Também teve um dia na sua casa que eu te ofereci água do meu copo e você negou até derramar na blusa. Além disso, no dia que eu comi no seu prato, você reclamou. Então só pode ser nojo ‒ elucidou, indiferente, e bebeu mais um gole.

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Envergonhado por seus aferros, sentou-se ao seu lado admirado por sua perspicácia ao notar suas manias excêntricas.

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‒ Não é voluntário ‒ admitiu sem jeito.

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‒ Eu sei ‒ assentiu compreensiva, fechou a garrafa e soltou os cabelos, passando os dedos para arrumar. ‒ Você não respondeu por que me trouxe aqui.

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‒ Nem eu sei ‒ inspirou profundo, inalando o perfume de seu cabelo trazido pelo vento. Tinha vontade de mergulhar os dedos neles, saber que textura tinha. Dominou o desejo e arrumou uma desculpa mental para tê-la trazido. ‒ Queria te mostrar algo meu... Costumo vir aqui desde que era adolescente para o encontro de motos que ocorre lá embaixo ‒ explicou e abraçou as pernas, observando-a pentear os cabelos com os dedos. Tão graciosa e jovem! Qual seria sua idade? Dezessete? Dezoito? Ela não podia ter dezoito e ainda estudar no Junior. Mas como podia ser tão nova e já ter um filho? Repetiria essa pergunta até ter respostas.

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‒ Vinha com seus irmãos? ‒ ela perguntou interessada. Queria conhecê-lo mais. Queria poder ficar mais perto, talvez apoiar a cabeça em seu ombro.

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‒ Sim ‒ respondeu distraído com seus belos olhos verdes sob a luz solar. ‒ Meus irmãos e um amigo ‒ obrigou-se a encerrar esse tema imediatamente. Não iria pensar em seu passado hoje.

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Uma mensagem vibrou em seu celular particular, e ele abriu curioso. A única pessoa que costumava lhe passar mensagem estava em sua frente. Quem seria? Leu confuso. Era de um emissor anônimo.

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O homem cava seu túmulo com o garfo diariamente.

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Mahatma Gandhi http://pensador.uol.com.br/

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Perturbado pelo teor ameaçador, esfregou o cabelo e cogitou ligar para Erick para levantar de que região viera a mensagem.

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‒ O que foi? ‒ questionou Bella ao ler sua ansiedade.

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‒ Eu, er... Nada ‒ evadiu-se, pensativo.

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Sob o silêncio desconfortável que se seguiu, ela retirou uma embalagem de Neston da mochilinha, mordeu um pedaço e ofereceu por educação.

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‒ Quer?

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‒ Se nessa bolsinha tem-di-tudo tiver seus bolinhos, eu aceito ‒ sugeriu matreiro. Ela sorriu surpresa, abriu a bolsinha e pegou dois, que ocasionalmente tinha levado para uma colega de classe. Ele abriu a embalagem e mordeu, depois estendeu a mão até a garrafinha ao lado da perna dela, abriu a tampa e bebeu uns goles.

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Ela estranhou sua atitude diplomática e gracejou.

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‒ É bom mesmo beber da minha água ‒ comentou solene. ‒ Assim você vai ficar lindo, legal e louro como eu ‒ jogou os cabelos no ar, brincalhona.

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Ele riu deliciado com seu bom humor.

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‒ Eu já fui louro quando era menor. Falta só ficar lindo e legal.

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‒ Então beba tudo ‒ ela o encorajou lisonjeira e esticou as pernas. Apoiou as mãos no chão e apontou o rosto para o céu, curtindo o sol tranquilo.

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‒ Er, seu namorado sabe sobre mim? ‒ perguntou ele após um tempo de silêncio.

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‒ Sim. Ele sabe que eu estive cuidando de alguém fora da pastoral. Mas não reagiu muito bem a isso. Ele se sente inseguro... Não estamos muito bem, desde então.

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Edward abaixou a cabeça e fechou a mão em punho, com uma curiosidade mórbida atormentando-o.

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‒ Emmett dorme com você? ‒ questionou relutante. Óbvio, né, Edward. Eles têm um filho juntos. Pensou revoltado. Este era um fato difícil de pensar.

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‒ Só quando ele está muito carente ‒ respondeu naturalmente, sem entender seu interesse.

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‒ Ah... Hoje ele dormiu? ‒ olhou-a de canto, também sem compreender seu doentio interesse.

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‒ Sim. Ele vai viajar segunda e está muito tenso. Por isso fiz uma massagem nele para que dormisse bem.

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Edward não pôde conter o gosto ácido na garganta e olhou para o horizonte. Ficou mortificado ao imaginar as mesmas mãos que o massagearam deslizando sobre outro.

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‒ E o seu garoto? Como ele está? ‒ impeliu-se a mudar de assunto. Não iria ficar remoendo essa situação. Sabia disso quando decidiu aproximar-se. Não seria agora que iria voltar atrás.

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A garota sorriu com a pergunta inesperada sobre Peter.

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‒ Está superesperto. Pediu para ir te ver de novo.

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‒ Então o leve. Deixe-o comigo enquanto você vai à casa de recuperação amanhã. Mais tarde podemos sair juntos. Estou te devendo um passeio, lembra? ‒ propôs amigável, numa atitude conciliadora por seus atos passados. Agradar o filho certamente ganharia a mãe, pensou. E tinha gostado do garoto. Não era difícil tê-lo perto, principalmente quando esquecia quem era o pai.

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Bella deu um sorriso largo ao ouvir a proposta, ajoelhou-se na grama e jogou os braços em volta de seus ombros.

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‒ Obrigada por aceitá-lo ‒ agradeceu e o beijou grata na bochecha. ‒ Às vezes ele é tão carente ‒ o abraçou, colocando o rosto sobre o seu ombro.

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Ele suspirou com o contato acolhedor e rodeou o braço em sua fina cintura. Tocou seu rosto e afastou-a, encarando-a. O clima mudou. Ele percebeu que não poderia adiar. Ela esperou, confusa. Ele acariciou seu rosto e mirou-lhe os lábios, engolindo saliva de desejo. Ela percebeu o que ele faria, abriu mais os olhos e o encarou de um jeito que o fez segurar a respiração.

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‒ Er, eu queria... ‒ convidou olhando-a nos olhos, com um misto de insegurança e ansiedade, enquanto inclinava-se devagar para ela, avaliando sua recepção. ‒ Eu sei que não podemos nos envolver, mas... ‒ hesitou e passou o polegar nos rosados lábios entreabertos.

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Bella sentiu calafrios de deleite em antecipação, pôs a pontinha da língua para fora e lambeu distraída a ponta do dedo dele, interrompendo com o ato imprevisto o que ele iria dizer. Ele abriu a boca em reflexo e observou a adolescente circular seu dedo de modo tímido, parecendo inocente, para em seguida ela quebrar a distância encarando-o e encostar o lábio suavemente nos seus.

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Em princípio, ambos ficaram somente sentindo os lábios encostados um no outro, as respirações se misturando. O aroma do gloss invadiu o seu sentido, e ele sugou devagar, apreciando o gosto.

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Bella lambeu torturantemente o lábio superior do homem, experimentando; Ele fechou os olhos e inclinou-se mais, fazendo com que ela deitasse sobre o seu braço, no mesmo instante em que sua língua insegura adentrava os lábios da garota, persuadindo gentilmente.

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Ela deu um pequeno gemido de aceitação e, inundada pela sensação de completude, chupou devagar a língua já familiar para ela. Edward sentiu o sangue correr quente, langoroso, e teve a sensação de medo, como se fosse pular do penhasco num abismo. Tinha que parar. O coração galopava descontrolado, acusando-o de brincar com algo fascinante e proibido.

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Aproximou mais os corpos, com a mão em sua cintura, e a língua degustou aquela boca pequena, doce. Sem que pudesse evitar, seu corpo respondeu e, excitado, desceu a mão pelo quadril da garota e pousou-a sob a saia, testando-a.

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Ela arqueou-se quando sua coxa foi apertada, e o beijo tornou-se mais íntimo, seus dedos embrenhando-se nos cabelos do homem, puxando-o mais para si. E ele foi, deitou-se sobre ela, colou os corpos e sentiu-a aconchegando-se à sua masculinidade. Gemeu rendido na boca deliciosa, ela buscou ar, e os lábios famintos dele rumaram para o seu pescoço de forma lenta e segura, dando-lhe várias mordidinhas, quando simultaneamente dedos ágeis entraram na camisa, acariciando a pele da barriga feminina.

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‒ Diz para eu parar ‒ gemeu no ouvido dela, com uma explosão de desejo alastrando em seu cérebro. Ela esticou o corpo, ele entendeu o ato como uma oferenda muda, voltou para seus lábios e friccionou sua ereção entre as coxas dela, recebendo em resposta um estremecimento. Continuou, e não podia definir o que sentia. Seu corpo parecia conhecê-la. Ela era receptiva, aconchegante. Deliciosa tentação.

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Ele não preveniu que uma manhã que se iniciara tediosa, terminaria com uma montanha russa em seu corpo e, justo ela, embaixo de si sob a sombra de uma árvore no alto de uma montanha... Mas não podia se arrepender. O desejo que sentia por ela era inexplicável, como se uma parte inacessível de si tivesse explodido e agora emoções primitivas e cruas o fizessem sentir a conexão de corpo e mente. Seu muro impenetrável que separava necessidade física de emoções era bombardeado. Sentia um caleidoscópio de sensações aflitivas: necessidade, incerteza, medo, fraqueza... E o que mais? O que era aquilo que lhe comprimia o peito, fazendo-o apertá-la como se nunca mais pudesse soltá-la?

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Ela sentia-se maravilhada com todas as sensações que reviviam em seu corpo. Suas lembranças não faziam jus à realidade de tê-lo lúcido beijando-a, totalmente másculo e dominador. Apenas sentia com o corpo imóvel e sentidos suspensos a sensação de mãos lhe percorrendo a barriga, as costelas, proporcionando choques adoráveis. Quem era ela para negar? Esteve ansiando isso por dias. Reviver essa sensação era simplesmente arrebatador.

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As mãos que estavam na barriga subiram para os seios, por cima do sutiã. Ambos ofegaram e abriram os olhos, tensos. Ele se odiou ao vislumbrar o que fazia. Sentiu excitação e raiva de si. Aversão e atração. Uma alquimia sexual inexplicavelmente errada e doce que o deixava assustadoramente perdido.

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‒ O que estamos fazendo? ‒ sussurrou aturdido e salpicou selinhos tranquilizadores no canto dos lábios dela.

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Bella reconheceu a mistura de pavor e desejo nos olhos dele e não estava disposta a abrir mão do momento. Puxou-o pelo ombro e voltou a beijá-lo, no mesmo instante em que enfiou as mãos em sua camiseta, apalpando-o nas costas, os dedos apertando os músculos.

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Toda a consciência evaporou-se quando ela abriu a perna, moveu-se sob ele e puxou seu quadril contra ela, como se fossem íntimos, como se o conhecesse... E ela conhecia. Não pôde esquecer-se daquela tarde tão íntima no carpete.

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Sem pensar, ele enfiou a mão entre os dois e abriu a camisa branca, explorando a pele macia, ato que gerou um gemido sôfrego em ambos, em um calor atordoante. Abriu frontalmente o sutiã branco, afastou-se e passou devagar o polegar no bico rosado, apreciando.

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Ela ofegou nervosa, sem falso recato, mas com receio de não agradá-lo cônscio. Manteve-se de olhos fechados, o peito subindo e descendo pela expectativa da avaliação. Ele analisou minuciosamente os dois montes médios e rijos e ficou confuso. Já teve várias mulheres nos braços. Inclusive mães. E Bella não parecia ter amamentado. Os bicos rosados eram minúsculos. Não pareciam ter sido estimulados. Será que ela realmente amamentou?

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Nenhum segundo se passou até que ele descesse a língua no bico e o delineasse, mandando calor e estremecimento ao corpo à frente, resposta que o motivou a abrir os lábios e chupar vagarosamente. Sentia-se desesperado em ter os montes em sua boca, todavia agia gentilmente.

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Sabia bem que não era seu primeiro, nem o único. No entanto não queria agir como um adolescente sem modos. Era um homem. Experiente. Mostraria ser o melhor. Faria ela sentir-se como merecia. Para ele, não era porque ela fora violada na infância que não merecia respeito. Afinal, nada era culpa dela. Fora jogada nesse mundo por Emmett.

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Pensar no ódio a Emmett, impulsionou-o a abrir possessivamente a boca no seio e chupar com avidez, assinalando território. Empurrou despudoradamente o quadril nela, arrancando gemidos de ambos e apertou os dois seios ao encontro de sua boca, explorando-os com a boca bem aberta, sugando um, depois outro, enquanto rosnados roucos saíam de sua garganta.

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Deus me ajude!

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O que sentia por ela era chocante, descobriu. Mais que atração física. E quando, por vezes, a repeliu, foi com intuito de se proteger, por medo do quanto ela o intimidava, do quanto o fazia sentir-se desorientado, carente e vulnerável. Agora não podia mais proteger-se. Não podia mais parar de querê-la. Ela tinha que ser sua. Tinha que possuí-la. Desistiria da empreitada de agir como um homem decente.

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A garota estremeceu. Ele explorou-a mais, faminto. Pensou ouvir distantes palavras de protesto, mas nada ultrapassaria a névoa de luxúria que envolveu sua mente. Uma mão que segurava o seio, desceu pela cintura descoberta e novamente entrou por baixo da saia, subindo o pano para que a calcinha ficasse exposta. Com uma singular curiosidade, desviou por um instante a boca dos seios úmidos e seus olhos digitalizaram a pele da barriga, procurando por alguma cicatriz. Não encontrou. E concluiu que o parto só poderia ter sido natural, por não ter marcas.

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Com a calcinha branca às claras, Edward flagrou-se com as vistas turvas de euforia sexual, deslizou a mão pela coxa e acariciou seguramente a região íntima da garota, por cima da calcinha de algodão, pressionando-a, ao passo que pensava na ideia de ser proibido uma colegial vestir calcinhas brancas. Era irresistível.

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Bella arqueou extasiada quando a boca experiente baixou em seu seio novamente.

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‒ Me faça parar, se não for o que você quer... ‒ Edward sussurrou sedutoramente quando o polegar insinuou-se na calcinha e tocou na densidade clitoral, provocando novo estremecimento na garota. O indicador iniciou carícias na pele escorregadia que rodeava a entrada. Como podia alguém ter saído dali?

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Após perguntar-se isso, moveu o dedo circularmente na saliência, fechou os olhos flagelado por correntes de excitação e mudou-se para os lábios da garota, inserindo a língua, a boca tomando os gemidos dela. Um dedo insinuou-se dentro dela.

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Deus... Ela vibrou, contraindo-se em volta dele. E definitivamente ele não estava preparado para essas respostas. Como seria entrar ali?

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‒ Ai... ‒ ouviu um gemido longe.

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Ela tentava lhe dizer algo, mas seu corpo recebia choques espasmódicos de vários lados, concentrando-se no ventre, onde o homem acelerou o processo e esfregou os dedos experientes sobre o tenso botão. Ela empurrou inconsciente o quadril, repelindo e pedindo.

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‒ Edward... ‒ agarrou-se a ele e engasgou, gemendo, os dentes trincados para romper o espasmo sináptico que a percorreu com violência. Um estremecimento atordoante fez suas costas erguer-se do chão. Ele segurou-a, e os lábios nada delicados voltaram para os seios de um jeito primal, incentivando seu clímax, que atingiu o limite e se estendeu por segundos intermináveis.

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Ele seria o melhor, lembrou-se arrogante, apoiou o corpo no joelho e beijou-a no rosto suado, consolando-a. Os espasmos dela diminuíram, ele voltou para sua boca soberbo por ter lhe proporcionado prazer e arrumou o incômodo volume sob a calça. Não pode ser hoje. Disse para si. Ela dormiu com ele. Uma acusadora voz preveniu, ciumenta.

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Bella ainda estava atordoada pelo prazer inesperado e novo. Sentia uma alegria agonizante, paz reverberando na manhã ensolarada. Ele continuou a acariciá-la vagarosamente lá embaixo, como um menininho travesso fazendo descobertas, conhecendo-a, explorando-a.

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Ela voltou a si quando sentiu beijos calmos no pescoço e lembrou-se do que tentava falar antes.

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‒ Você não parou... ‒ disse baixinho, de olhos fechados, os dedos na nuca de Edward.

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Não podia ter sido daquele jeito, ela pensou exaurida. É óbvio que não esperava atitude diferente dele. Ele era homem feito. Não ficaria com joguinhos de sedução, paciência e pequenas concessões de mãos bobas comuns a namorados normais adolescentes. Como adulto, sempre iria direto ao ponto. Homem, mulher, sexo. Adulto não se contenta com beijinho, Alie disse certa vez. E Bella não o censurava. Errada era ela por ter um namorado, lembrou.

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A nuvem densa de desejo que tapava os ouvido do homem foi abruptamente penetrada pelas palavras dela. Ele parou o que fazia e olhou-a perdido.

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‒ Não foi bom? ‒ questionou confuso, depois baixou o olhar para a camisa aberta. ‒ Você não pediu para parar...

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Ela desviou o olhar, sem jeito, e olhou para o próprio corpo.

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‒ Eu pedi... ‒ murmurou acanhada. ‒ Mas não por que estava ruim.

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‒ Por que, então? ‒ sussurrou rouco de desejo e pôs a boca no queixo da garota, a mão agora passeando na cintura.

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‒ Justamente porque eu queria que continuasse, o que é contraditório com o modo como devia ser. Então eu estou meio perdida, porque eu tenho um compromisso e não devia me entregar assim para você logo na primeira vez que ficamos ‒ disparou. ‒ Não era certo continuar... Eu tenho alguém e não devia ter permitido... Por questão de consciência, eu teria que terminar com ele antes de mais intimidade com você... Isso se você quiser algo comigo ‒ explicou, tentando soar honesta, prática e adulta, não deslumbrada e inexperiente.

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Ele travou diante da proposição da garota, arrastou a mão devagar no seu abdômen, sem perder um centímetro, chegou ao sutiã e fechou-o. Ela percebeu a dúvida e horror nos olhos dele. Foi infantil ter ilusão que ele ficaria sério com ela, mas não queria ser só uma experiência.

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‒ Você está dizendo que vai... deixá-lo? ‒ abriu a boca, perplexo. Como seria roubar uma garota de Emmett? ‒ Está dizendo que vai terminar com ele para ficar comigo? ‒ afastou-se, sentou e encolheu as pernas, nervoso.

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‒ Você quer? ‒ perguntou esperançosa e também se sentou. Ainda que fossem diferentes em tudo, contrariando a racionalidade, ela o queria. Com seus defeitos, mau humor. Seu estômago se contraía ao pensar em ficar longe dele de novo.

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Ele deixou os ombros caírem.

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‒ Eu não posso, Bella... ‒ balançou a cabeça frustrado. Era meio contraditória sua ação anterior com sua negativa, mas não podia se envolver mais.

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‒ E por que me tocou desse jeito? ‒ acusou baixinho.

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Ele pensou um tempo, inclinou-se mais próximo, e os dedos dele fecharam os botões da camisa feminina, cuidadosos.

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‒ Porque você também queria. Você vem me seduzindo há tempos, Bella ‒ murmurou também acusador. ‒ Sou homem. Há muito tempo te vejo com outros olhos. Não tem condições de um homem como eu ser apenas amigo de uma mulher, er, garota como você ‒ apontou para o atrativo corpo curvilíneo. ‒ Eu te desejo... Mas isso não quer dizer que eu queira esse tipo de envolvimento ‒ admitiu constrangido.

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‒ Você nunca me viu como sua cuidadora? ‒ abriu a boca, surpresa. ‒ Somente como mulher? Você sempre foi atraído por mim?

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‒ Veja bem, não foi voluntário. Pelo contrário, eu demorei muito a aceitar que eu te queria assim.

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‒ E o que você quer de mim então? ‒ quis saber, desentendida.

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‒ Não sei... ‒ olhou-a com pesar e acariciou seu lindo rosto. ‒ O que você quiser ‒ sugeriu. ‒ Desde que sem amarras ‒ adicionou tenso. Precisava que ela tomasse as rédeas para que sua culpa fosse aplacada. ‒ Você é experiente, Bella. Embora nova, é uma mulher vivida. Quer o que eu quero ‒ disse sugestivamente e acariciou ousadamente seu seio para ilustrar o que dizia.

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Era isso que ele queria, não era? Aplacar essa atração que sentia? Tudo se resumia a corpo, não era?

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Ela abriu a boca em choque com o que ouviu.

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‒ Então você está deixando que eu decida se quero manter uma amizade com benefícios com você, é isso? Sem compromisso, sem cobranças? ‒ questionou cética e, só segundos depois, encontrou a resposta para a questão que pairava no ar desde que o ouviu sugerir que ela era uma mulher vivida e experiente. Para ele, como ela já tinha um filho, Bella pensou, obviamente não era uma garotinha virgem. Portanto, ele tratava-a de igual para igual. Homem e mulher atrás de satisfação física.

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‒ Quer dizer que se eu não fosse, er, experiente, você não teria me beijado hoje?

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Ele adiantou-se embaraçado ao perceber como aquilo soou para ela.

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‒ Bom, não estou dizendo que você seja leviana ou coisa do tipo, apenas que, já que você tem namorado, tudo ficou... Ai, porra, isso está saindo completamente errado. Deleta tudo ‒ balbuciou nervoso, suspirou e olhou-a desolado. ‒ Bom, você quer saber sinceramente? ‒ desviou o olhar. ‒ Eu não teria ficado com você em outra situação. Só fiquei por você ser quem é. Garotas menores de dezoito representam prisão aqui na Califórnia. Você tem menos de dezoito, não tem?

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Ela assentiu, movendo a cabeça.

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Ele continuou. ‒ Só iria adiante nisso com você, Bella, porque não responderia por algo que não fui eu que cometi ‒ explicou cauteloso, mas ela decifrou as entrelinhas. Em alguns estados de seu país, era crime a corrupção da virtude de uma menor por um maior. E se não foi ele quem supostamente a corrompeu, não responderia à Justiça por isso, caso se envolvessem.

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Ela abriu a boca em choque com mais essa constatação. Céus.

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‒ Então você aceita essa situação nossa... ‒ apontou descrente para os dois. Ele trouxe-a para si e abraçou-a pelos ombros, pressentindo o distanciamento. Droga, não queria afastar-se. ‒ Mesmo eu tendo namorado? ‒ perguntou, incrédula.

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‒ Eu não queria que você tivesse um, mas sei que seu relacionamento exige muito... Afinal, vocês têm um filho juntos ‒ lamentou pesaroso pela história dela.

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‒ Portanto, se formos somente amigos, isso te isenta de qualquer responsabilidade ‒ completou atordoada.

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Senhor, ele também acreditava nas fofocas, ela deduziu. Ele imaginava que ela era uma menina de Emmett, como espalhavam por aí. E agora? Como faria para mostrar que não, sem que ele se assustasse com a verdadeira realidade?

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‒ Mais ou menos isso ‒ ele admitiu covardemente, assombrado com a autoaversão que o invadiu ao pensar em dividi-la com outro. Revoltado consigo e com o mundo, passou os braços em volta de seus ombros e abraçou-a.

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Para Isabella, era estranho que não se sentisse minorada, rejeitada, muito menos ofendida. Previu antes que ele se sentia assim. Protegia-se dela por causa de sua idade. E por mais que ela lutasse de hoje em diante para conquistá-lo, nunca conseguiria extrair dele os receios de envolver-se com uma menor, se não fosse levando adiante a mentira que ele acreditava.

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‒ Eu te entendo ‒ ela concedeu pensativa, ajoelhou-se mais próxima e beijou-o na face. Não entendia essa exclusão protetora da lei que a permitia ter relacionamento com um imaturo garoto de 15 e a proibia de se relacionar com um adulto. Depois de pensar, adicionou apaziguadora ‒ Eu gosto de você, ainda assim.

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O olhar intenso de Edward a percorreu de cima abaixo, ele inseriu os dedos nos cabelos dela e a beijou na boca. Havia uma divergência entre tudo que proferiu e o que sentia. Estava perdido. Queria roubá-la de Emm. Porém, soprou seus desejos íntimos para longe, abraçou-a forte e explorou seus lábios, lenta e demoradamente.

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Quando deixou de beijá-la, puxou-a para seu colo e deitou-a contra o seu peito, acariciando seu rosto.

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‒ Melhor descermos ‒ Bella lembrou bem mais tarde, após um tempo de troca de carinho. ‒ Alie sai uma e meia.

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Bella levantou-se, arrumou a saia naturalmente, alisando as pregas, fez um novo rabo de cavalo, depois sorriu e pôs os braços em volta do pescoço de Edward.

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‒ Eu vou esperar você saber o que quer ‒ sussurrou e lhe deu um selinho. Quando isso acontecer, já estarei livre. Adicionou mentalmente.

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Com olhares cúmplices, desceram para o restaurante, e o almoço já estava pronto. Bella agiu naturalmente, sorriu e conversou amistosamente assuntos soltos, como Alice, escola, Peter. Por volta de uma da tarde, vestiram a jaqueta e subiram na moto.

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Suas mãos o abraçaram possessivas, infantilmente esperançosa. Sentia-se realizada por ter descoberto o que sentia por ele. Era mais que cuidado, mais que curiosidade, mais que paixonite adolescente. Poderia estar amando-o. Então decidiu, tão distraída que não viu o tempo passar, que aos poucos lhe revelaria a verdade sobre ela, Peter e Emmett.

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‒ Bella, talvez seja melhor te deixar um pouquinho distante da escola ‒ Edward ponderou ao diminuir a velocidade. ‒ Atrasamos dez minutos, e os alunos já devem estar no estacionamento ‒ preveniu cauteloso.

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‒ Tudo bem ‒ Bella o abraçou mais. ‒ Assim podemos nos despedir decentemente.

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Ele estacionou próximo a uma esquina arborizada, conferindo antes todos os lados. Bella desceu, tirou capacete e jaqueta e esperou-o descer.

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‒ Até mais ‒ rodeou os braços naturalmente em volta do pescoço dele, sentindo-se poderosa pela ilusória impressão que ele tinha de sua experiência, encostou, determinada, os lábios nos dele e beijou-o. Ele foi relutante no início, claramente desconfortável com a exposição urbana. Ela apertou o beijo com os dedos em sua nuca e raptou sua língua, acariciando-a, mordiscando-a. Ele gemeu rendido, desceu as mãos para suas coxas, por baixo da saia pinçada, e correspondeu com a mesma intensidade, puxando-a contra ele, a língua dançando em sua boca.

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Afastou-se, sem fôlego, condenando-se por aquele lapso à luz do dia, mas ela parecia indisposta a encerrar.

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‒ Você tem que ir... ‒ conteve-a pelo ombro, preocupado, ainda recebendo extasiantes beijinhos teimosos. Não era um adolescente para ficar de amassos numa esquina. Quando iria tomar nota disso? Cresça, Edward. Tire a mão da bunda da garota!

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Ela sorriu e lhe deu mais beijos estalados.

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‒ Eu vou ‒ abraçou-o forte, apoiando a cabeça em seu ombro. ‒ Te vejo amanhã ‒ lembrou com um sorriso e, antes que se soltasse do abraço, seu celular vibrou na mochilinha. Ela afastou-se, pegou o aparelho e tocou o visor, deparando-se com uma mensagem de texto de Alice.

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Bella, cadê você? Emm está aqui.

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A garota abriu a boca abalada. Não era de mentir ou ser irresponsável. Todas as vezes que perdeu aula, foi com consentimento de Emmett. O que diria a ele agora?

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Edward leu sua preocupação e levantou seu queixo, questionador.

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‒ Emm está aqui. Não sei que desculpa dar ‒ ela explicou.

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Notas finais
N/B: Céus... nem sei o que dizer desse capitulo... Senhor... a conversa com Jasper alumiou um pouco o nosso conhecimento sobre a historia né,,, e a confusão deles, sobre quem é mesmo o namorado dela... ai ai ai... e agora eu quero saber, o que dizer para o Emmett??? Nem eu sei o que sairá da cachola de nossa autora... bjs bjs Kerima.N/A:Oi, Gente!Tá ae mais um.Obrigada pelas palavras de incentivo quanto ao curso. Hj mesmo eu estou quebrada.No próximo teremos mais sobre Emmett e Bella.Bia Braz

Bjks