Flor de Lótus-edward e Bella

13 Capítulo 12 Adolescente x Adulto Parte II


\"\"

\n\n

Domingo pela manhã, após o término da missa das crianças, nove horas, Isabella segurou a mão de Peter e caminhou para o estacionamento. Iria deixar o menino em casa antes de seguir para a missão pastoral na Rua Spring. Antes de chegar ao carro, foi abordada por Daniel. Ele tinha superado a fase de dramas e tentava outra maneira de convencê-la a voltar.

\n\n

‒ Eu sinto sua falta, Florzinha. Precisamos conversar ‒ segurou seu rosto nas mãos e acariciou-a. ‒ Eu preciso de você.

\n\n

‒ Daniel, eu... ‒ tentou afastá-lo pelo peito, mas ele a abraçou e beijou sua bochecha. Droga, enquanto ele fazia drama era fácil dizer não. Mas quando voltava a ser o carente garoto, era difícil resistir.

\n\n

‒ Hã, hã ‒ ouviu-se um pigarro. Daniel afastou-se e Isabella deparou-se com olhos azuis tensos, mandíbula travada. ‒ Er, tem como você me dá uma carona? ‒ Edward pediu e apontou para a bicicleta que segurava ao seu lado. ‒ O pneu está vazio e... ‒ encarou-a enigmático, esperando que ela compreendesse.

\n\n

A verdade é que estava perto, observando-a de longe, como em todos os domingos, e seu sangue subiu ao ver o bombado acossando-a. Assustou-o a impotência que sentiu. Pior, o quão ciumento ficou.

\n\n

Peter, que tinha entrado no carro e rolava os olhos para a insistência de Daniel, desceu correndo ao ver Edward e lançou-se em seus braços.

\n\n

‒ Oi, garotão! ‒ ergueu-o do chão. ‒ Quer ficar com o tio Edward hoje? ‒ propôs e beijou sua cabeça loura. Peter balançou a cabeça, assentindo.

\n\n

‒ Boa ideia ‒ Daniel interpôs, insolente. ‒ Assim teremos um tempo para ficarmos juntos e mais tarde conversarmos despreocupados, Florzinha ‒ pôs os braços possessivamente sobre o ombro da garota.

\n\n

Bella olhou-o com incredulidade, mas foi Edward que contrapôs.

\n\n

‒ Não acho que Peter seja um impedimento para conversar ‒ olhou-o com superioridade. ‒ De qualquer maneira, após voltar, Bella vai almoçar co-mi-go, não com você ‒ pontuou desafiador, desceu Peter e encarou-o impávido.

\n\n

Ela finalmente saiu do estático ao notar a postura ofensiva dos dois. Abriu a porta do carro e entrou.

\n\n

‒ Daniel, daqui a pouco conversamos, mas não vou almoçar com você. E Edward, Peter tem que ficar com o pai hoje. Se você quer a carona, desmonte a bicicleta e coloque-a no porta-malas ‒ determinou séria, abriu o porta-malas no botão e ligou o som do carro, ignorando-os. Era absurdo ter dois brutamontes rosnando um para o outro na porta de uma igreja. Pior ainda era Edward trocar-se com um menino de pouco mais de quinze anos!

\n\n

Capturou pelo canto do olho Daniel encarando Edward, que deu um bufo, irritado, tirou uma chave estrela de sua pochete e desmontou a bicicleta. Peter ficou ao seu lado, prestativo. Minutos depois, entraram no carro e Bella deu partida séria e calada.

\n\n

‒ Qual é o motivo do bico? ‒ perguntou Edward logo que viraram a rua de seu prédio.

\n\n

‒ Lá em cima ‒ cortou-o, tirou seu cartão da bolsinha e passou na leitora da guarita. O portão do prédio se abriu, entrou e estacionou seu Lótus Elise ao lado do Porshe preto de Edward.

\n\n

Subiram com as peças de bicicleta na mão. Bella foi direto para a sala, onde ligou no canal da Disney para Peter, em seguida caminhou para o quarto de Edward e esperou-o lá, sentada sobre a cama.

\n\n

‒ Por que apareceu lá? ‒ inquiriu logo que Edward entrou.

\n\n

‒ Porque estava passando por lá e o pneu murchou ‒ improvisou, intimidado pelo olhar inquisitivo da garota.

\n\n

‒ Não minta ‒ levantou e caminhou em sua direção. ‒ Eu vejo você naquelas redondezas todos os domingos. Por que hoje resolveu falar comigo? ‒ apontou o indicador em seu peito.

\n\n

Ele deu um longo suspiro rendido, passou a mão no cabelo e deu as costas.

\n\n

‒ Merda... ‒ praguejou baixinho, depois a olhou com olhos intensos. ‒ Eu não gostei de vê-lo tocar você ‒ disse, entre dentes. Ela respirou fundo e segurou o ar ao ver o fogo em seus olhos. ‒ Eu não sei o que deu em mim. Esvaziei o pneu da bicicleta e atravessei a rua rápido ‒ aproximou-se e segurou-a pelos ombros. ‒ Eu não quero que mais ninguém ponha a mão em você ‒ enfatizou irado e cobriu sua boca, possessivamente, exigindo resposta imediata. Sua língua moveu-se à procura da dela e ela teve que dar o que ele queria. Ele nunca a tinha beijado assim antes. Com raiva. Sua boca exploradora fez com que calor e arrepios se atassem ao corpo da garota, ela abraçou-o e encaixou-se sutilmente ao seu corpo. Ele notou o movimento e apertou-a ao seu quadril, com urgência de pura e descarada intimidade. Sugou ferozmente a delicada língua e impôs a sua demarcando posse, enquanto praguejava mentalmente por ela tê-lo deixado tão exposto.

\n\n

Maldita fosse por ter invadido sua casa, por invadir sua vida, por fazê-lo viver, sentir... Maldita fosse por ter invadido seu gélido mundo e transformado nesse inferno pessoal, uma montanha russa onde não sabia como se comportar.

\n\n

‒ Calma ‒ ela ofegou e tentou empurrá-lo. Ele apoiou o braço em sua coluna e fez inclinar-se para que pudesse beijá-la no pescoço.

\n\n

‒ Eu quero que fique comigo. Quero que almocemos juntos ‒ exigiu.

\n\n

‒ Hoje eu não posso ‒ murmurou baixinho. Edward parou o que fazia, afastou-se contrariado e pôs a mão na cintura.

\n\n

‒ Por que não pode?

\n\n

‒ Porque, não. Quando voltar da rua vou almoçar com Emmett, depois iremos levar o Peter para passear ‒ justificou-se tranquila.

\n\n

‒ Ah, Emmett, Emmett, Emmett! ‒ exasperou-se movendo as mãos no ar. ‒ Por que ele tinha que aparecer na minha vida?! ‒ gritou, descontrolado.

\n\n

Ela encarou-o com olhos céticos, achando sua atitude bizarra e infantil.

\n\n

‒ Edward, eu tenho uma vida. Tenho família ‒ ressaltou segura. ‒ As coisas não são como você pensa que é ‒ aproximou-se novamente dele e bagunçou seu cabelo, divertida com seu semblante contrariado. ‒ Não estou disponível hoje. Pode ser que em outro domingo eu fique com você ‒ deu um tapinha brincalhão em seu rosto. ‒ Esvazie seu pneu no próximo domingo de novo ‒ piscou presunçosa, ficou na pontinha dos pés e beijou-o com selinhos na testa, nas pálpebras. ‒ Em todo caso, eu te vejo quase todos os domingos perto da igreja e você nunca foi falar comigo. Portanto, não é porque teve uma atitude possessiva hoje que irei sair com você. De possessivo já basta o Daniel. Quero que suas atitudes sejam movidas por afeto, saudade, não por testosterona.

\n\n

Ele suspirou e abraçou-a novamente. ‒ Você me deixa inseguro ‒ admitiu a contragosto. Era difícil admitir o quão débil era esse sentimento nauseante.

\n\n

‒ E eu? Você acha que estou segura? ‒ pôs a mão na cintura. ‒ Ainda assim, mesmo insegura, tenho te dado espaço. Além disso, não fico rosnando para as mulheres que flertam você.

\n\n

Ele aproximou-se, apertou seu corpo e inclinou o rosto para pousar o nariz na curva de seu pescoço cheiroso. ‒ Eu só não queria que ninguém mais pusesse a mão em cima de você ‒ disse manhoso. Ela o abraçou de volta, compreensiva.

\n\n

‒ Ninguém põe.

\n\n

‒ U-hum, acredito ‒ resmungou com amargura. ‒ E aquele moleque estava fazendo o quê?

\n\n

‒ Tentando conversar. Ele é meu amigo.

\n\n

‒ Não é para deixar seus amigos porem a mão em você. Já basta ter que te div...

\n\n

‒ Shiu! ‒ pôs o dedo em sua boca. ‒ Cessou o assunto. Esquece o Daniel. Eu estou aqui é com você, não com ele ‒ acentuou séria, mas tinha um risinho satisfeito fazendo sombra no canto de sua boca ao perceber os sentimentos dele. Ciúme era um bom sinal, já que ele mantinha todos os outros sentimentos a várias camadas de proteção.

\n\n

Depois que ela saiu, Edward jogou-se entediado no sofá e trouxe a julgamento suas atitudes de mais cedo. Não gostou do que viu em si, nem de como agiu.

\n\n\n\n

Ultimamente, Edward passou a pensar bem mais na vida. Passava grande parte do tempo questionando o certo e o errado. O planejado e o acaso. E neste instante, numa operação policial, quarta-feira, à noite, ao sentir-se incerto quanto aos motivos da perseguição a Emmett, buscou em sua memória argumentos que o embasassem a ir atrás do homem que levou Rosalie às drogas.

\n\n

Era sábado quando Emmett saiu do laboratório de Lisandra com um pacotinho de cocaína na mão, conversando levianamente com Edward sobre experimentos. Mais tarde, saíram para uma Have e experimentaram. Ele, Emmett e Rosalie. Num acordo tácito de amigos e cúmplices, ficou subentendido que a brincadeira se restringiria àquele dia. No entanto, o que para eles foi somente uma descoberta adolescente a qual nunca mais repetiria, com Rosalie foi diferente. O tempo passou. A suspeita de que Emmett se envolvia com Lisandra se deflagrou e fez com que, por insegurança, Rosalie aumentasse a procura.

\n\n

Com as mãos fechadas em punho, Edward encostou a cabeça a um contêiner e suspirou. Encontrava-se protegido pela escuridão nas docas em San Diego, local onde decifrou, através de escutas, que Emmett e seus comparsas iriam se encontrar para negociar toneladas de drogas supostamente descarregadas em navios.

\n\n

Lembrou-se, por um instante, da mensagem de Bella mais cedo, avisando que hoje, quarta-feira, a partir das 20h, o esperaria em sua casa. Também foi nessa mensagem que ela citou que Emmett viajou às 15h e que sua tia estava em aula. No momento em que recebeu a mensagem, pensou que, se conseguisse fechar o caso antes das oito, poderia ir vê-la.

\n\n

Estou meio enrolado. Mas pretendo ir. Nem que seja para comer frio, irei te ver.

\n\n

No entanto, logo que respondeu, a preocupação o atormentou. O que ela faria se soubesse que Emmett, pai de seu filho, foi preso por suas mãos? Será que daria tempo de ao menos explicar-se antes que ela soubesse por outras vias?

\n\n

Fechou os olhos, nervoso e ansioso, levou a mão ao cinto tático e retirou o carregador municiado. Era um claro sinal de nervosismo conferir e reconferir seus equipamentos. No rosto usava uma máscara balaclava e óculos de visão noturna. A roupa preta tática o confundia com a noite. Todas as regras de segurança e preparação foram obedecidas. Todavia, depois de sete horas no encalço de Emmett, um sexto sentido o alertava. Como se Emm soubesse que era seguido e brincasse com a situação.

\n\n

Desde que Emmett saiu de casa às quinze horas, um agente o seguiu. Emmett não facilitou. Passou na sua boate, no supermercado, jantou fora e avisou Rilley por telefone, o qual estava grampeado, que estaria nas docas em San Diego às dez horas para conferir o carregamento.

\n\n

Doze homens armados mais dois snipers, posicionados num ponto mais alto, aguardavam ordens. Chegou ao local dois carros pretos mais um carro da polícia de ronda. Edward ajustou a lente de visão noturna e reconheceu o policial Félix e outro policial. Bingo! Seus homens estavam há meses perseguindo esses dois policiais.

\n\n

Com a adrenalina correndo pela expectativa, recebeu de Erick o aparelho de escuta à distância e os ouviu. A conversa era em russo, sobre pagamento. Chamaram Emmett Mattel, lhe entregaram um pacote de pó branco, Emm abriu, pegou uma ferramenta em uma maleta e fez o teste.

\n\n

Dois contêineres foram abertos. Emmett os conferiu, entregou uma maleta e todos se apertaram as mãos. Negociação feita. É agora. Edward fez sinal com a mão para seus homens e contou mentalmente até dez para invasão e prisão.

\n\n

Nove, oito, sete... Ouviu-se um estouro. Fumaça encheu o ar. Homens de preto, que não eram agentes da Narcóticos, invadiram o local. FBI! No chão! Gritaram. Um helicóptero apareceu ao alto de suas cabeças e mais homens vestidos de preto desceram por meio de cabos.

\n\n

Edward prendeu o fôlego e correu para o centro. Viu os gângsteres rendidos, deitados no chão. Aproximou-se do chefe daquela invasão surpresa do FBI e apresentou-se. Limitou-se a ouvir resignado sua resposta. Este carregamento veio de águas internacionais. É nossa jurisdição.

\n\n

Aceitou solene. O importante era o trabalho ser feito, não os créditos. Olhou os homens deitados no chão, entre eles, os dois policiais investigados por sua equipe, e notou que Emmett não estava.

\n\n

Fugiu! Filho da puta!

\n\n

Edward procurou-o em alerta, correu para onde viu seu Land Rover anteriormente e chegou a tempo de ver o carro sumir rumo à estrada principal. Tirou a chave de sua moto do bolso, montou-a e acelerou, seguindo Emm pela rodovia que levaria à fronteira. A moto 1600c o ultrapassou rápido e adiantou-se. Edward avistou as cercas que separavam San Diego de Tijuana, estacionou na guarita, mostrou seu distintivo e avisou que perseguia um suspeito. Um minuto depois o Land Rover de Emmett parou. Edward tirou a Glock PT 40 do coldre do cinto e apontou em direção ao vidro do carro.

\n\n

‒ Desce do carro com as mãos num lugar que eu possa ver ‒ ordenou.

\n\n

Emmett abaixou o vidro e balançou a cabeça.

\n\n

‒ Você tem que confiar muito em mim para me perseguir sozinho, não é, Edie? ‒ comentou zombeteiro, abriu a porta e desceu com as mãos para cima. Edward ignorou-o.

\n\n

‒ Encosta no carro e ponha as mãos para trás ‒ orientou. Emmett assim fez e foi algemado nos pulsos.

\n\n

‒ Acho que você deveria ao menos ler os meus direitos. Sob qual acusação está me prendendo?

\n\n

Edward manteve o silêncio, olhou pelo vidro do carro e notou caixas térmicas. Uma viatura descaracterizada parou próxima. Erick desceu.

\n\n

‒ Eu vi você saindo, chefe, e o segui ‒ o oriental explicou-se.

\n\n

‒ Chame um policial na guarita e façam uma busca no carro ‒ instruiu sério. Emmett o olhava de soslaio, com um risinho divertido. Edward ignorou a provocação, agindo como profissional. ‒ Você tem o direito de permanecer calado ou tudo que disser será usado contra você no Tribunal ‒ recitou, buscando ser sangue frio e impessoal.

\n\n

‒ Mas o senhor não explicou o porquê da minha prisão ‒ zombou.

\n\n

Edward olhou-o, incrédulo.

\n\n

‒ Fuga de flagrante de negociação de drogas com quadrilha, serve?

\n\n

‒ Eu não estava lá ‒ alegou, dissimulado. ‒ Estava jantando até minutos atrás com o prefeito de Los Angeles.

\n\n

‒ Não brinque com minha cara, Mattel! Eu estava lá.

\n\n

‒ Ligue para o prefeito. Ele vai confirmar que eu estava com ele.

\n\n

‒ Eu vi você. Eu e meus homens vimos você! ‒ ressaltou entre dentes e observou Erick conferir as caixas.

\n\n

‒ Hummm, agora você os chama meus homens? ‒ ironizou. Edward fechou o punho e seus olhos escureceram de fúria. ‒ Faça isso... ‒ Emmett provocou ao perceber seu gesto ameaçador. ‒ Bata em um homem algemado diante das câmeras da fronteira.

\n\n

Edward afastou-se e olhou para as câmeras de segurança. Não perderia a razão.

\n\n

‒ Nós vimos você lá. Dessa vez você não escapa ‒ repetiu sério e sentou-se no meio fio, adrenalina pulsando nos ouvidos.

\n\n

‒ Chefe, encontramos drogas, mas todas têm registro ‒ Erick explicou e levantou um papel que estava anexado à caixa.

\n\n

‒ Como vê, tudo é legal ‒ Emmett piscou zombador.

\n\n

‒ Mas isso não muda o fato de você ter estado agora a pouco nas docas ‒ sentenciou.

\n\n

‒ Eu não estava lá! ‒ defendeu-se. E qualquer um diria que ele dizia a verdade ‒ Ligue para o prefeito. Ele confirmará que jantávamos juntos.

\n\n

Edward olhou incerto para seu telefone funcional, ligou na central da Agência e pediu linha direta com o prefeito. Antes que a ligação completasse, desligou. Não era a primeira vez que Emmett saía ileso. Sempre tinha um álibi. Tinha que ter alguém muito grande protegendo-o.

\n\n

Suspirou frustrado e deixou cair os ombros. Abriu o porta-malas do Land Rover e sentou-se na ponta, analisando o papel que Erick lhe entregou.

\n\n

‒ Isto é legal, sargento Nunes? ‒ perguntou para o policial que acompanhou Erick na busca.

\n\n

‒ Sim ‒ o homem de bigode pretos e longos respondeu.

\n\n

‒ Desalgeme-o, Erick ‒ pediu frustrado e sentou-se novamente no meio fio. Emmett venceu mais uma vez. Estava cansado disso... Precisava tirar ao menos Bella dele.

\n\n

Esfregou os dedos na fronte dolorida e decidiu, para acalmar-se, ler suas últimas mensagens. Nos últimos dias, sempre após receber a mensagem do dia de Bella, respondia obrigado ou Tenha um bom dia. Até mesmo mandava beijo... Foi um novo passo na relação.

\n\n

‒ E aê, garoto? ‒ Emmett cumprimentou Erick amistosamente, quando este o desalgemava. ‒ Deixou os games e agora brinca de policial? ‒ brincou com intimidade de quem o conhecia há anos e esfregou os pulsos.

\n\n

‒ Pois é ‒ Erick deu um sorriso sem jeito, arrumou os óculos no rosto e afastou-se. Emmett olhou de volta para Edward. ‒ Tô liberado, chefia?

\n\n

Edward lia, distraído, a mensagem de Bella.

\n\n

Mensagem Bella 07:40PM

\n\n

Você não confirmou que horas vem. Eu já mencionei que fiz uma lasanha? Te espero.

\n\n

Mensagem Bella 08:20PM

\n\n

O jantar está pronto. Peter te espera animado.

\n\n

Mensagem Bella 8:50PM

\n\n

A comida vai esfriar.

\n\n

Mensagem Bella 9:33PM

\n\n

Acho que você não vem.

\n\n

Mensagem Bella 10:00PM

\n\n

Ainda estou te esperando... Está muito ocupado? O que está fazendo?

\n\n

Mensagem Bella 10:30PM

\n\n

Peter dormiu te esperando. Ele queria muito mostrar seu quarto para você.

\n\n

Mensagem Bella 10:45PM- cinco minutos atrás

\n\n

Vou dormir. Espero que tenha uma ótima desculpa.

\n\n\n\n

Lia tão desapontado que nem se deu conta que era observado. Digitou uma resposta, mas foi interrompido por uma voz irada.

\n\n

‒ Eu queria te matar por envolvê-la nisso, por enganá-la e por abusar de sua boa fé ‒ Emmett ameaçou. Edward não levantou o olhar.

\n\n

‒ Mataria rápido, como matou minha mãe, ou devagar, como matou Rosalie? ‒ espetou.

\n\n

‒ Não fui eu quem matou Rosalie! ‒ defendeu-se entre dentes.

\n\n

‒ Foi sim ‒ asseverou calmo e baixo. Estranhamente, tocar nesse assunto não o atormentou como foi por anos.

\n\n

‒ Vocês fizeram pior ‒ Emmett acusou lhe apontando o dedo. ‒ Autorizaram que desligassem os aparelhos. ‒Matou devagar.

\n\n

‒ Eu não autorizei nada ‒ opôs-se com a voz vazia e inanimada.

\n\n

‒ Ah, é, você foi covarde. Se omitiu. Fugiu de vez para Virginia para não ter que vê-la sem vida em uma cama ‒ provocou. Edward manteve-se impassível.

\n\n

‒ Foi você quem a colocou lá ‒ retrucou cansado, com os ombros caídos.

\n\n

‒ Merda, Edie, não fui eu! Quantas vezes eu tenho que dizer isso?! ‒ suplicou revoltado. ‒ Aquela mulher era a razão da minha vida!

\n\n

Edward ergueu o rosto e encarou-o.

\n\n

‒ Você destruiu as duas! Você destrói tudo! ‒ acusou indignado. Demorou a perceber que tremia e arfava. Era a primeira vez que conversavam sobre o tema. Nunca Edward o ouviu nos anos subsequentes. Tirou suas conclusões e a última vez que Emmett tentou conversar na cerimônia de cremação de Lisandra, Edward caiu em cima dele com chutes e pontapés, literalmente. Foi contido pelo pai e por Jasper quando o agredia, cego pelo choro desesperado.

\n\n

‒ Como você acha que eu me senti vendo-a como estava? ‒ Emmett insistiu, o semblante contrito pela dor e frustração. ‒ Eu tentei o que pude para salvá-la ‒ ressaltou derrotado.

\n\n

‒ Mas não salvou ‒ para Edward, Emmett era culpado, sim. Por omissão, por conivência. Devia ter sumido enquanto teve chance de não destruir sua família.

\n\n

Seis anos. Seis anos de vazio. Seis anos com o coração fechado cheio de revolta. Seis anos dedicando-se a essa perseguição. E continuava sem êxito, sem respostas. Seis anos, o responsável por tudo livre, vivendo, tendo filhos, recebendo amor, carinho... Merda, Emm tinha tudo! Era dono de Bella, pai de Peter; e ele, pelo contrário, não tinha nada!

\n\n

Isso não ficaria assim.

\n\n

O silêncio foi mortal por segundos, ambos mergulhados em suas próprias frustrações.

\n\n

‒ Isabella me falou sobre você. Você enganou-a... ‒ Emmett acentuou após um tempo. Edward deu de ombros, com pouco caso. ‒ Não gosto da ideia de você usá-la nessa sua perseguição pessoal.

\n\n

‒ Não é uma opção sua. Eu uso os meios que posso ‒ rebateu sem mudar o tom, controlado.

\n\n

‒ Proponho uma trégua ‒ cruzou os braços no peito, deixando que o assunto afundasse. ‒ Para que não envolvamos mais pessoas.

\n\n

‒ Qual é o acordo? ‒ Edward olhou-o, atento.

\n\n

Emmett suspirou. ‒ Tenho um testes para fazer no México... ‒ explicou com o olhar ausente. ‒ Provavelmente seja o último... ‒ deu as costas e passou a mão no cabelo, tentando conter sua inquietação. ‒ Cacete, eu não consigo mais essa porra... ‒ revelou pesaroso. Algo em seu tom chamou a atenção de Edward.

\n\n

‒ Qual é o acordo...? ‒ pressionou, cortando as evasivas.

\n\n

‒ Sei que se aproximou de Isabella somente para me investigar... E fui condescendente com isso.

\n\n

‒ Como assim, foi condescendente? ‒ questionou confuso.

\n\n

‒ Se toca, Edie. Você acha que eu não vi seus homens rodeando elas? Você acha que eu não te vi na minha boate dançando com ela? ‒ sorriu sombrio. ‒ Você é previsível.

\n\n

‒ Você sabia? ‒ abriu a boca, cético. Emmett sorriu. ‒ E Bella? Sabia?

\n\n

‒ Ah, é assim que você a chama? Bella? ‒ interrompeu com um sorriso sarcástico. ‒ Não ‒ negou com uma careta. ‒ Ela é inocente demais para saber. Faz tudo pelo bem das pessoas ‒ admitiu com um suspiro. Edward notou seu carinho ao falar dela e fechou as mãos em punho, ciumento. ‒ Ela aproximou-se porque viu que você precisava de cuidados ‒ ironizou enquanto fazia um gesto de aspas no ar. ‒ Eu permiti porque precisava te manter distraído, fora do meu caminho... Por isso fingi não ver.

\n\n

‒ Qual era o acordo? ‒ voltou ao tema.

\n\n

‒ Bom, eu e você somos adultos e devemos resolver nossas diferenças sem envolver ninguém.

\n\n

‒ Acho que isso é meio tarde... ‒ Edward declarou, frio.

\n\n

‒ Não. Não é.

\n\n

Edward encarou-o, destemido. ‒ É tarde, sim. Ela já está envolvida o suficiente... Vou tomar tudo de você. Sua garota e filho ‒ declarou provocador.

\n\n

‒ Como?

\n\n

‒ Ah, Emmett, você me conhece para saber que eu não sou uma bicha ‒ zombou. Emmett entrecerrou os olhos, desentendido. Edward continuou. ‒ Vou ser mais claro. Ela é muito gostosinha para passar despercebida. E eu não fiz nenhum voto de castidade para ser só amiguinho ou cuidando dela ‒ escarneceu, somente para importuná-lo. ‒ Estamos juntos ‒ fez um gesto obsceno com a mão.

\n\n

‒ O quê? ‒ abriu a boca, cético. ‒ Você está comendo minha... ‒ aumentou o tom, agressivo. ‒ Fica longe dela, seu porra! ‒ avançou em sua direção, pegou-o pela camisa e sacudiu-o. Era tudo que Edward queria. Uma chance de descontar a frustração.

\n\n

Em um golpe ágil, Edward segurou a palma de sua mão, torceu seu punho com técnica e fez com que Emmett contorcesse o braço e abruptamente ajoelhasse no chão, após ter levado uma joelhada nos rins. Edward torceu mais o golpe, com uma expressão de violenta frieza. Por instinto de proteção, Emmett deitou-se no chão, grunhindo de dor. Edward apoiou o joelho em suas costas e, com requinte de crueldade, torceu seu braço forte até a altura da cabeça. Emmett podia ser mais musculoso, mas Edward treinava intensivamente.

\n\n

Depois de tê-lo imobilizado, Edward travou a mandíbula e provocou-o novamente. ‒ Por enquanto ela é nossa, mas em breve será só minha. Você não terá nada.

\n\n

Emmett reclamou com dor por ter seu braço torcido. ‒ Ai, porra. Grrrr. Eu pensei que você era pelo menos um pouco profissional. Uh, mas você é um moleque!

\n\n

‒ Você não queria que ela me distraísse? ‒ retrucou cínico. ‒ Ela conseguiu.

\n\n

‒ Filho da puta! ‒ grunhiu e se mexeu, aumentando a dor da torção. ‒ Ai, porra. Isso dói, seu merdinha!

\n\n

‒ Foi você quem veio para cima de mim ‒ sorriu cínico. ‒ Legítima defesa ‒ alegou zombeteiro e afrouxou um pouco o golpe, para depois se afastar e ganhar distância. Argh, Bella devia proibir Emmett de ver Peter. Era um péssimo exemplo. Xingava demais.

\n\n

Por uma fração de segundos, um flash de quando eram mais novos foi trazido a sua memória, época em que Emmett, por ser mais forte, sempre saía ganhando quando brincavam de lutinha. Isso mudou. Agora se rendeu como uma putinha resmungona.

\n\n

‒ Erick ‒ adotou sua capa austera e chamou o oriental que só os observava. ‒ Escolte-o até a porta do carro dele. Não quero mais problemas.

\n\n

‒ Seu viado! ‒ Emmett resmungou aborrecido e passou as mãos no terno, limpando a poeira. ‒ Eu subestimei você... ‒ voltou a dizer, ignorando Erick ao lado. ‒ Não imaginei que você fosse... Por Deus, ela é uma criança! ‒ apelou transtornado.

\n\n

‒ Uma criança que você também comeu, pedófilo! ‒ acusou entre dentes, indiferente ao show que faziam. ‒ Inclusive tem um filho de cinco anos com ela, seu doente.

\n\n

‒ Eu?! ‒ Emmett parou de tentar limpar-se e olhou-o cético. Quis rir ao registrar que Edward mentia. Ao fim e a cabo, Isabella não revelou nenhuma verdade. Além disso, era impossível que Edward estivesse comendo-a, como afirmou. Só o provocava.

\n\n

Acalmou-se, passou as mãos sobre o terno novamente e respirou fundo.

\n\n

‒ Tudo bem, garoto, pode nos deixar sós. Não vou me alterar novamente ‒ avisou a Erick, que deu um passo atrás e pôs a mão no bolso. ‒ Nos dê licença um pouco ‒ pediu novamente ao oriental.

\n\n

‒ Está tudo bem ‒ Edward assentiu. Erick saiu.

\n\n

‒ O acordo é o seguinte... ‒ Emmett disse. ‒ Posso não ser culpado pelo que você me culpa, mas não é segredo para você que modifico fórmulas e intermedio negociações ‒ dispôs enigmático.

\n\n

‒ Não há provas. Então dá na mesma ‒ cruzou os braços no peito, interessado na conclusão.

\n\n

‒ Eu vou ao México agora, passo um tempo por lá e, quando voltar, me entrego ‒ propôs, decidido.

\n\n

Os olhos de Edward se arregalaram. ‒ O quê?

\n\n

‒ Isso mesmo.

\n\n

‒ Rá, e Papai Noel vem me ver daqui a duas semanas ‒ fez uma careta incrédula. ‒ O que vem por trás de toda essa generosidade?

\n\n

Emmett olhou-o sério. ‒ Quero que fique longe da minha família. Quero que deixe a minha Florzinha em paz e pare de ver Peter. Não quero que os machuque para me atingir. Então o que peço é que isso fique entre nós. Você os esquece, eu me entrego.

\n\n

Edward congelou e sentiu as mãos gelarem. A acusação o feriu. Nunca poderia machucá-los só para atingir Emmett.

\n\n

‒ Então se eu me afastar, você assumirá seus crimes ‒ considerou, desconfiado.

\n\n

‒ Sim. E levarei comigo muita gente.

\n\n

‒ O que me garante que você realmente o fará?

\n\n

Emmett pôs as mãos no bolso, tirou um cartão de memória e segurou-o uns segundos no ar. Edward observou-o.

\n\n

‒ Isso aqui te garante ‒ entregou na mão de Edward. ‒ Aqui tem as provas contra mim. Mas só deverá ser entregue à Justiça quando eu voltar.

\n\n

‒ Isso é um blefe ‒ Edward apertou o cartão na mão.

\n\n

‒ Não é ‒ disse sério. ‒ Você tem duas opções: entrega o arquivo agora para a Justiça comigo fora do país e enfrenta tudo sozinho até provar, ou espera eu voltar e me entregar ‒ propôs. ‒ Aí tem somente algumas provas. Se você se afastar de Isabella, entregarei tudo. Todo o esquema internacional, contatos dentro da DEA, polícia de Los Angeles, autoridades da Califórnia.

\n\n

‒ Por que isso? Ela é tão importante assim para você?

\n\n

‒ Muito...

\n\n

Edward pensou nas opções. Por incrível que fosse, após pensar em toda a satisfação pessoal em ver Emmett pagar por tudo, a única preocupação que teve foi: como seria melhor diante dos olhos de Bella, ele mesmo tornar público os dados do microcartão ou o próprio Emmett confessando os crimes? A opção dois, óbvio. No entanto, em ambos os casos perderia Bella. O silêncio os envolveu. Um espasmo de dor atravessou seu estômago ao pensar no que sucederia após esse acordo.

\n\n\n\n

No dia seguinte, Edward chegou cedo à Agência, mandou a confirmação de inscrição num curso na Virgínia e comprou sua passagem pela internet. Ligou para o coordenador Marcus Denalli e avisou que Sebastian o substituiria enquanto fizesse o curso.

\n\n

‒ Será bom que você saia da cidade mesmo ‒ Carlisle aconselhou Edward ao receber a notícia de viagem no próximo fim de semana.

\n\n

‒ Pois é ‒ respondeu inanimado. ‒ Vou aproveitar estar em D.C. para finalizar minha especialização ‒ adicionou enquanto lia a notícia no jornal sobre a prisão de traficantes nas Docas.

\n\n

‒ Mas você aparecerá no casamento do seu irmão, sim?

\n\n

‒ Talvez ‒ suspirou.

\n\n

‒ O que aconteceu, Edie, que está mais pra baixo que o normal?

\n\n

‒ Nada... Soube sobre a operação de ontem? ‒ mudou de assunto.

\n\n

‒ Mais ou menos.

\n\n

‒ O FBI chegou de última hora e assumiu a operação, ficando com o mérito pelas prisões.

\n\n

‒ Ah, tudo bem. Você não liga mesmo para popularidade ‒ deu pouca vazão. ‒ Ah, e Emmett estava lá para você estar assim? ‒ perguntou, curioso.

\n\n

‒ Sim. Mas fugiu do flagrante. Depois cruzou a fronteira livremente ‒ respondeu chateado.

\n\n

‒ Por isso esse desânimo? ‒ comentou. Edward não tinha tocado nos Donuts sobre a mesa e mantinha a foto de Bella no papel de parede do BlackBerry.

\n\n

‒ Não ‒ suspirou e apertou o aparelho na mão. ‒ Só estou cansado. Foi uma operação desgastante.

\n\n

‒ Então tire uns dias de folga. Até segunda você tem quatro dias.

\n\n

‒ Não posso. Tenho que passar o serviço para o meu substituto.

\n\n

‒ Ah... Então não há o que fazer. Boa sorte no curso e dê notícias ‒ Carlisle despediu-se satisfeito. Soube através de Erick que Emmett e Edward terminaram a conversa decentemente na noite anterior.

\n\n\n\n

Edward tentou, sem sucesso, ler os arquivos codificados que Emmett gravou no cartão. Precisava de uma senha. Um som de mensagem tocou no celular.

\n\n

Onde está você? Estou na sua casa. Vim trazer novas flores. Que tal vir comer a lasanha que perdeu ontem? Também estou preparando um bacalhau para você. Bjinhus cheios de temperos para você.

\n\n

Ele passou as mãos no cabelo e sentiu como se tivessem apertando suas costelas. Uma última vez. Precisava vê-la uma última vez.

\n\n

O cheiro de comida estava no corredor quando desceu do elevador. O som alto de uma música do Bruno Mars também sobressaia. Abriu a porta, pôs a jaqueta que vestia sobre o sofá e encontrou Bella na cozinha de costas, cantando, movendo os quadris ao som da música enquanto mexia numa panela. Estava linda com uma usual calça de yoga e blusa de alças. Foi como se toda a frustração e mau humor fossem tirados com uma mão. Sorriu, observando-a mover-se, depois a surpreendeu abraçando-a por trás, inclinou-se e beijou-a no pescoço.

\n\n

‒ Hummm. Não sei o que cheira melhor, a comida ou você ‒ comentou, carinhoso, apertando-a contra o peito.

\n\n

‒ Ah, legal. Quer dizer que tem dúvidas se sou mais cheirosa que o bacalhau? ‒ fingiu de ofendida e se virou, ficando frente a ele.

\n\n

‒ Ambos têm cheiros deliciosos. Mas, no momento, sinceramente, estou em dúvida de quem eu como primeiro ‒ deu-lhe mordidelas brincalhonas.

\n\n

‒ Depende da sua fome ‒ sugeriu maliciosa.

\n\n

‒ Então vai ser você ‒ sentou-a sobre a ponta da mesa e lhe dedicou beijos suaves no pescoço, mordiscando tentadoramente, fazendo com que ela arqueasse de satisfação.

\n\n

‒ Hummm. Agora não... A comida ‒ afastou-o, deparando com seus olhos quentes, cheio de promessas.

\n\n

‒ Ok. Vou deixar o prato principal para depois ‒ sentou-se na cadeira e colocou-a sobre suas pernas, de lado. ‒ Não sabia que estava com fome até chegar aqui.

\n\n

Ela riu e abraçou-o, acariciando seu cabelo docemente.

\n\n

‒ É porque nenhuma comida tão gostosa apareceu em sua frente para te tentar ‒ comentou dubiamente. Ele riu adorando o flerte. ‒ Onde você estava?

\n\n

Ele travou e demorou alguns segundos antes de responder.

\n\n

‒ Por aí ‒ evadiu-se, beijou a curva de seu pescoço, depois levantou-se. ‒ Deixe-me trocar de roupa ‒ foi ao quarto e perguntou-se se conseguiria afastar-se dela.

\n\n

Devia agir como homem – por ter dado sua palavra –, e romper logo esse laço. Esse triângulo poderia prejudicá-lo em vários aspectos, afinal, o valor sentimental que ambos dedicavam a ela era intenso demais para ser ignorado. Sim, era claro que Emmett lhe queria bem. Mas e ele? O que sentia além de desejo, ciúme, vontade de explorar sua graciosidade e ser envolvido por aquela luz cálida que emanava dela? Como nominar sentimentos tão fracos e dependentes, quando nunca dependeu emocionalmente de ninguém?

\n\n

Precisava ter de volta o controle sobre seus sentimentos.

\n\n

Terminou de tirar seu jeans e camisa e vestiu uma bermuda e camiseta, voltou à cozinha e esperou-a, pensativo, cortar uma salada. Merda, se ela ao menos não fosse tão doce, generosa, cativante. Mas, não, tinha que olhá-lo de canto com um sorriso todas as vezes que mexia na panela, tinha que saltitar cantante na cozinha como uma pulga feliz, tinha que ser tão bonita e tentadora.

\n\n

Por instantes, travou uma discussão interna do que nela o atraía mais, se eram as qualidades interiores ou se era somente a juventude. Se fosse a última opção, poderia considerar-se um doente como Emmett.

\n\n

Mas havia muito mais nela que o fascinava: seu jeito de lidar com ele, impondo-se em sua vida; seu jeito de lidar com Peter, amorosa; até seu jeito de lidar com a situação com Emmett. Havia nela uma alma forte. Uma raiz que foi criada na lama, mas que cresceu forte. Sua mãe tentou podar seu futuro, vender seu corpo e roubar sua alegria de viver. Mas isso não impediu Bella de ver o mundo com cores, não se autocomiserou ou julgou-se injustiçada. Pelo contrário, viveu contente.

\n\n

Após muito observá-la, por fim, decidiu que a disposição da garota em pôr uma pedra no passado e viver simplesmente o presente, sem medo do futuro, era o que mais o atraía. Sempre soube que precisava de alguém forte perto dele. Principalmente depois do ocorrido seis anos atrás. Todavia, como poderiam ficar juntos?

\n\n

Em contradição a tudo que disse a Emmett no dia anterior para provocá-lo, sabia que não poderia tê-la. Embora quisesse livrá-la de tudo, livrá-la de Emmett e apagar de sua memória o mundo sujo no qual viveu, não poderia ficar com ela. Em primeiro lugar por causa de sua idade. Esse era o ponto principal... Talvez, se vivessem em um mundo paralelo ― se a realidade fosse outra―, quando ela fosse mais velha pelo menos um ano, poderiam assumir algo. Mas a situação não era essa. Ficar com ela implicaria em especulação. Quando o bioquímico e empresário Emmett fosse preso e o assunto viesse aos jornais, o nome Edward nunca poderia estar vinculado à garota de Emmett, afinal, se assumisse Bella depois disso, certamente se afirmaria que a perseguição fora por motivos passionais, não profissionais. E ainda que tivesse provas cabais que incriminassem Emmett, seus fundamentos seriam questionados. Assim, uma coisa desencadearia outra, e outra... E poderiam chegar ao ponto em que não queria: a ligação de Emmett com sua família. Se já tinha protegido durante todos esses anos a integridade de sua família, a renomada família Masen Cullen, não seria agora que permitiria que fossem alvos de especulações. Não queria que o vício de Rosalie viesse à tona. Não queria que fizessem a ligação de sua mãe com Emmett. Queria proteger ao menos a memória delas.

\n\n

Portanto, não podia ficar com Bella.

\n\n

‒ Por que está tão pensativo? ‒ ela questionou docemente e pôs a comida sobre a mesa.

\n\n

‒ Estou pensando em algo ‒ disse com um sorriso triste. ‒ Mas acho que preciso comer primeiro antes de conversar ‒ adiou covardemente.

\n\n

‒ Alie quer conhecer você ‒ Bella sentou-se ao seu lado e se serviu.

\n\n

‒ Por que a curiosidade dela? ‒ gracejou, mas não podia fazer planos futuros.

\n\n

‒ Eu falo muito de você ‒ admitiu encabulada, depois levou um garfo com lasanha aos lábios. ‒ Falo muito de nós dois. E ela diz que conhece as pessoas só de olhar. Se gosta, gosta. Se não gosta, já era.

\n\n

‒ Hummm, tô até com medo de conhecê-la e ser reprovado ‒ brincou e experimentou o bacalhau.

\n\n

‒ É sério. Ela é capaz de te fazer soltar todos os seus segredos. Por isso não consigo esconder nada dela.

\n\n

‒ Qual a idade dela?

\n\n

‒ Vai fazer dezoito semana que vem. O próximo será o último ano dela.

\n\n

‒ Você vai viajar nessas férias?

\n\n

‒ Não. Até que eu queria ir a Portland e tentar descobrir quem é meu pai. Mas Emmett não concordaria. Ele tem medo que minha mãe descubra onde estou e queira a minha guarda. Como sou uma menor incapaz, ela ainda tem direitos.

\n\n

‒ Rá, não sabem que, mesmo menor, você é completamente capaz de tudo ‒ ele brincou para distraí-la.

\n\n

‒ Você acha mesmo isso? ‒ perguntou animada. ‒ Pensei que me achasse uma menor muito, muito criançona ‒ riu charmosa.

\n\n

‒ Só às vezes ‒ Deus, queria tanto beijá-la. ‒ Perto de mim, principalmente. Já que eu sou nove anos mais velho.

\n\n

‒ Ai, de novo esse assunto. Até que você não é um velho tão velho ‒ brincou e bebeu um pouco de suco.

\n\n

‒ Ah não?

\n\n

‒ Não. Para mim, o que deixa uma pessoa velha é o estado de espírito. O bom humor conta muito. Se bem que, para minhas amigas do Junior, quando um cara passa de vinte e cinco, já é coroa. Mas eu não penso assim. De qualquer maneira, você está na linha de tolerância, já que tem exatos vinte e cinco ‒ brincou. Ele riu, triste e encantando com sua espontaneidade.

\n\n

‒ O que foi? ‒ ela percebeu e passou os dedos carinhosamente em sua sobrancelha. ‒ Estou te achando melancólico... Prefiro seu antigo mau humor a baixo astral. Aconteceu algo? ‒ analisou-o.

\n\n

‒ Não. Só um imprevisto. Mas vamos terminar de comer.

\n\n

Minutos depois, escovaram os dentes juntos no banheiro, ela sentou-se na cama, abriu sua bolsinha e tirou de dentro um papel, a seguir colocou-o no criado mudo, ao lado de sua foto.

\n\n

‒ Eu trouxe isso para você.

\n\n

Ele entrecerrou os olhos, caminhou até o criado e abriu o envelope.

\n\n

‒ O que é isso?

\n\n

‒ Meus exames... ‒ disse naturalmente. ‒ Eu estive pensando... Você me perguntou sábado se eu usava contraceptivos. Eu disse que sim. Então, no banheiro, estivemos a ponto de ter sexo, mas você não o fez por não ter preservativos. Logo eu deduzi ser por isso ‒ elucidou direta, apontando com indiferença para o papel.

\n\n

Ele abriu a boca para negar, notando o injurio de suas atitudes. Ela foi mais rápida.

\n\n

‒ Não precisa negar. Eu sei o que pensa de mim ‒ deu de ombros.

\n\n

Ele abriu a boca novamente, ela pôs o indicador em sua boca.

\n\n

‒ Eu sei o que quero, Edward. Eu quero fazer amor com você.

\n\n

Um arrepio instantâneo atravessou sua coluna ao ouvir o que ela dissera. Automaticamente seu corpo respondeu, prontificando-se. Ato contínuo amaldiçoou-se pela ambição. Não. Não poderiam envolver-se mais. Seria muito mais difícil deixá-la depois. Abraçou-a pela cintura e levou-a a sala.

\n\n

Deitados no carpete branco rodeados de almofadas, Edward encontrava-se com a cabeça apoiada em seu tórax, as pernas entrelaçadas às dela, e Bella acariciava seu cabelo. Ela não entendia por que ele não respondeu à intimação e pressentiu que algo estava errado.

\n\n

O sono acumulado da noite anterior, juntamente com a tensão da operação, deixou-o sonolento com o deslizar de dedos nos cabelos. Queria aproveitar cada minuto que pudesse ter antes de fazer o que deveria.

\n\n

‒ Você me dá dúvidas... ‒ ela comentou distraída. Ele permaneceu de olhos fechados, o nariz no vão entre os seus seios. Dizia-se que poderia ficar ali para sempre, assim esqueceria o mundo lá fora. Ela continuou. ‒ No geral, me parece vulnerável, carente... Mas então, eu te vi jogando aqueles garotos no chão do shopping... Foi tão seguro, confiante. Às vezes acho que não te conheço.

\n\n

Ele suspirou e deixou o assunto morrer. A perspicácia dela o encurralava. Sim, dezoito meses de intenso treinamento na Virginia deixaram-no tático. A sede por vingança o instigou a ser o melhor e os últimos dois anos na Narcóticos deram-lhe experiência para lidar com o crime. Entretanto, com o vazio, a inflexibilidade e a fúria que a vingança inseriu em seu coração, ninguém o ensinou como lidar. Assim como com Bella.

\n\n

O mesmo motivo que o fez aproximar-se, faria separar-se. A vingança.

\n\n

Mantendo sua capa controlada, fechou os olhos e deixou o tempo transcorrer. Bella não dormiu de início. Sorriu ao senti-lo agarrado a ela como uma jiboia. Deitou a cabeça na almofada e descansou. Horas mais tarde, ele começou a tremer e ranger os dentes. Ela abraçou-o mais e disse palavras doces em seu ouvido.

\n\n

Em seu sonho, Edward chorava na beira do lago, abraçando o joelho enquanto recolhiam o corpo sem vida de sua mãe, cena que nunca se apagaria de sua mente. A lei natural da vida era os filhos enterrarem os pais, não o contrário. Mas perdê-la foi tão dolorido que preferia ter sido ele à sua jovem mãe.

\n\n

Viu seu pai contemplativo ao lado dos paramédicos que a recolhiam. Mesmo à distância, pode ouvir quando este pediu ao médico que mantivesse sigilo sobre o assunto. Ele não queria que a imprensa soubesse que a renomada bioquímica, esposa de um dos integrantes de gerações de juízes nos EUA, morrera de um jeito enigmático.

\n\n

Soluçou de impotência e saudade. Mas penetrando sua névoa de dor, uma voz doce e preocupada sussurrou em seu ouvido, dizendo que ia ficar tudo bem. Beijos molhados tocaram a bochecha, queixo, mandíbula. ‘Eu estou aqui para você.’

\n\n

Bella.

\n\n

Despertou finalmente, abraçou-a mais e pousou o nariz no vão em seu pescoço, absorvendo seu cheiro de jardins. O coração desacelerou as poucos, a respiração normalizou.

\n\n

‒ Desculpe... Eu estava sonhando ‒ justificou-se com a voz rouca, infeliz.

\n\n

‒ Você não tem de que se desculpar. Eu sei que tem esse problema.

\n\n

Ele esfregou os olhos. ‒ Sabia que eu nunca dormi com uma mulher porque tinha vergonha disso? ‒ revelou consternado.

\n\n

‒ Comigo não precisa ter. Temos intimidade suficiente. Eu cuido de você, lembra? ‒ ela brincou complacente. Queria vê-lo melhor. ‒ O primeiro momento em que te vi lá na Rua Spring era bem pior. Está diminuindo com o passar do tempo.

\n\n

‒ Espero que sim. Já tem seis anos. Era para não ter mais esse efeito ‒ deu um sorriso forçado. ‒ No começo eu não dormia nada. E quando dormia, acordava em estado crítico. Ainda bem que não tinha companheiro de quarto na Universidade. Pulava na cama igual pulei no lago para salvá-la.

\n\n

‒ Você pulou?

\n\n

‒ Sim.

\n\n

‒ Conta como foi ‒ pediu carinhosamente. Gostava quando ele se abria. Era bom colocar para fora os sentimentos angustiantes.

\n\n

Ele fechou os olhos e a abraçou mais. ‒ Quando ela emergiu, eu estava só. Foi difícil tirá-la sozinha, por causa do peso. Eu gritava por ajuda e ninguém me ouvia. Nenhum empregado. Lutei até que consegui tirá-la. Depois tentei fazer respiração artificial. Estava tão fora de mim que não percebi que ela estava morta há muito tempo ‒ sua voz falhou.

\n\n

‒ Você tentou. Não teve culpa ‒ tentou consolá-lo.

\n\n

‒ Tive culpa sim... Nada disso teria acontecido se não fosse... ‒ interrompeu-se introspectivo, afastou-se e apoiou o rosto na almofada, olhando-a intensamente. Ela alongou-se e sentou-se. A posição de horas apertada a ele a deixou com algumas partes dormentes. ‒ Sabe, Bella... ‒ começou, suspirando. ‒ Você não merece isso... ‒ apontou para si. ‒ Você é muito nova para estar se envolvendo com um cara problemático como eu ‒ disse sinceramente. ‒ Não é justo com você. Você precisa curtir, sair com garotos da sua idade, viver.

\n\n

‒ O que quer dizer? ‒ perguntou desconfiada.

\n\n

‒ Que seria melhor, er... ‒ engasgou. Não estava certo.

\n\n

‒ Que seria melhor...? ‒ instigou-o, registrando sua intenção. Às vezes tinha a impressão de que o sentimento entre eles era unilateral. Esta hora, por exemplo...

\n\n

Ele sentou-se à indiana e passou a mão no cabelo, tenso.

\n\n

‒ Bom... Eu tenho que passar uns tempos na capital do país. Tenho que fazer uns cursos e finalizar minha especialização... ‒ rodeou.

\n\n

‒ Portanto, não vamos mais nos ver ‒ ela completou, calma.

\n\n

‒ Er, mais ou m-menos ‒ balbuciou. Por que era tão complicado conversar abertamente com ela?

\n\n

‒ Por quê? ‒ ela suspirou triste. ‒ Por que você sempre resiste em nos dar uma chance?

\n\n

‒ Porque nunca pôde existir nós ‒ sussurrou.

\n\n

‒ Enumere os motivos ‒ insistiu.

\n\n

‒ Você tem dezesseis anos.

\n\n

‒ Grande motivo ‒ rolou os olhos, cansada dessa desculpa. ‒ E é quase dezessete, não dezesseis ‒ lembrou insolente. ‒ Dê outro motivo menos bizarro.

\n\n

‒ Você é a garota do...

\n\n

‒ Ah, por favor, quantas vezes vou ter que te dizer que não sou?! ‒ levantou-se do chão impaciente. Ele também se levantou, alcançou-a e segurou sua mão.

\n\n

‒ Mas isso é o que menos importa. Se não fosse pela sua idade eu...

\n\n

‒ Esquece, Edward ‒ balançou a cabeça. ‒ Tenho certeza de que não é só isso ‒ deu as costas, pensativa. ‒ É você. Você pode ter me deixado entrar em sua casa, nos seus fins de semana, mas não no seu coração.

\n\n

‒ Não podemos assumir nada sério ‒ argumentou, sem mais desculpas.

\n\n

‒ Eu nunca disse que quero casar para você dizer isso! ‒ espetou com queixo erguido, altiva. ‒ Ter tido a chance de ser um casal normal me satisfaria ‒ adicionou. ‒ Esperava o dia em que você não ficasse constrangido em me apresentar como sua garota. ‒ lamentou. ‒ Mas eu não vou insistir. Você é adulto. Sabe o que quer. Quem não deve saber o que quer sou eu ‒ pegou a bolsinha em cima do sofá, com orgulho nos gestos e afastou-se rumo à porta.

\n\n

Ele alarmou-se, caminhou até ela e a impediu de sair segurando seu pulso. Também não queria que fosse assim, merda! Queria que ela compreendesse que não dariam certo... Não sabia que deixá-la o quebraria tanto.

\n\n

‒ Prometa-me que... ‒ ele levantou os braços dela e pôs em volta de seu pescoço. ‒ ... Vai viver sua vida. Que vai estudar, namorar, viajar, cuidar do Peter...

\n\n

‒ Você fala como se uma grande mudança fosse acontecer em minha vida ‒ comentou desconfiada. Ele desviou o olhar. Uma mudança aconteceria, sim, quando Emmett fosse preso.

\n\n

‒ Só prometa que vai aproveitar sua liberdade, vai curtir, vai ter muitos namorados antes de se apaixonar e se envolver sério com alguém.

\n\n

‒ Você teve muitas namoradas? ‒ reptou com a sobrancelha arqueada.

\n\n

‒ Namoradas, não. Mas tive muitas mulheres.

\n\n

‒ Então deve ter sido muito apaixonado e feliz ‒ comentou capciosa. ‒ Teve alguma delas que marcou sua vida? Fala o nome dela.

\n\n

Ele abriu a boca para falar, mas ela o interrompeu antes ‒ Para querer que eu viva algo, você já deve ter passado por isso. Você já namorou sério? Continua apaixonado por alguém?

\n\n

‒ Não. Eu já te disse que nunca fui apaixonado por ninguém.

\n\n

Ela deu de ombros. ‒ Então você não é um exemplo. Como pode dizer que eu preciso namorar, curtir, se você nunca namorou sério, nunca se apaixonou?... Como pode querer que eu tenha algo que você nunca teve? Como pode dizer que isso é bom para mim se nunca viveu? Se você quer simplesmente que eu pare de vir te ver, diga sem desculpas. Eu vou entender ‒ deu dois tapinhas leves em seu rosto. ‒ Eu te adoro, Edward. E sei que sou importante para você. Mas é você quem tem que perceber isso ‒ sorriu forçado, enfiou os dedos na bolsa e retirou o controle e cartão de acesso. ‒ Que pena ‒ lamentou com um sorriso triste. ‒ Só foram meus cinco dias ‒ entregou os cartões em sua mão. Ergueu os ombros, caminhou até a sacada e inclinou-se diante das florzinhas que trouxera neste mesmo dia. ‒ Ih, meninas, espero que a tia que cuida da casa cuide bem de vocês nos dias em que o Edward estará longe ‒ segredou e sentiu algo queimar na garganta. Doía. Não podia negar. Mas seria forte. A vida era assim, cheia de perdas. Não seria a primeira que teria na vida. Não deu, não deu. Iria buscar forças e passar por cima da rejeição. Engoliu em seco e continuou a conversar, tentando manter-se firme. ‒ Fiquem bem ‒ deu um tchauzinho triste para as plantas, depois se virou novamente em direção a Edward, que a observava encostado na parede. ‒ Boa sorte no curso, Edward ‒ deu-lhe um beijo no rosto e, antes mesmo que ele lesse sua chateação, deu as costas e o deixou, fechando a porta atrás de si.

\n\n

Edward ficou congelado, em conflito. O correto era deixá-la ir. Sim. Era o melhor. Mas se era o melhor, por que doía assim?

\n\n\n\n
Notas finais
N/B: Eita D. Bia! Vc caprichou nesse avanço de intimidade hein!!! Adorei! E esse assalto... adorei ver as reações dele...  Amei tb a relação do Edward com o Peter... que belezinha!!! Esperando mais... Bjos a todas Kerima. Ah estamos curiosíssimas sobre o Emmett, não é meninas?!?!?!?..

.

.

.

N/A: Bom, gente, sei que muitas de vcs querem matar o Ed. Mas tenham dó. É tudo novo para ele. Ele está confuso. Embora já esteja BEM envolvido. Deu para ver, né? Está até fazendo planos futuros! De qualquer maneira, podem ter certeza que ele vai colher o que está plantando.

Sobre a Bella, vou adiantar algo: Ela quer falar a verdade, está só estudando o terreno. Quanto a descobrir que ele é policial ou não, ela só terá certeza em um momento crítico da fic, só mais para frente, quando estivermos prontos para entrar naquela parte do prólogo. (estamos entrando no meio da fic. Eu disse que ela ia até o 25, né? Acho que foi isso. De 20 a 25.)Portanto, não fiquem ansiosas. Podem esperar que no capítulo que vem teremos muitas revelações, mais envolvimento, alguns pegas.

Muitos beijos e obrigada por todos os recados e recomendações.BJks