Flor de Lótus-edward e Bella

20 Capítulo 19- Rosas e Flores parte II


Depois do fim de semana agitado, a vida tomou um novo rumo para Edward, que após ter passado dois meses fora, obrigava-se a adaptar novamente à rotina na Agencia da DEA. Quinta-feira, envolveu-se numa série de expedientes atrasados, documentos negligenciados, ainda tendo que lidar com a rejeição de sua retomada de cargo. Era a mesma oposição que sentiu quando assumiu dois anos atrás a chefia. Na época, os subordinados esperavam que assumiria um Agente de carreira, não um recém formado na academia que assumiu o cargo por influência política. Todavia, com o tempo a resistência diminuiu. Portanto, presumia que em poucos dias a crise seria contida.

Como precaução, voltou tudo aos devidos lugares. A equipe Delta, que era a equipe de Mike e Stephen, voltou a fazer serviços internos. Erick também voltou ao seu lugar de origem, nas escutas. Já Laurent, que foi o chefe substituto da DEA em sua ausência, pôde escolher o que quisesse. E este preferiu, como todo agente antigão, ficar nas ruas, não no serviço burocrático.

Erick grampeou, embora sem autorização judicial, o telefone de Rilley, lacaio de Emmett; assim teriam notícias de quando Emmett voltaria. Nesse tempo, Edward orquestrava um plano para interceptar Emmett antes que este acercasse de sua casa, produzindo no caso uma situação em que pudessem predefinir uma trégua. Como barganha no trato, se comprometeria a não se interpor em seus negócios obscuros. Emmett não iria opor resistência, pensou. Ninguém troca sua liberdade, por uma dissensão antagônica. Iria persuadi-lo de seu interesse legítimo em Bella e se comprometeria a dar a ela o tempo que precisasse para sobressair à adolescência. Mesmo inimigos, eram ligados coaxialmente. Tinham um interesse em comum: a felicidade de Bella. Logo, não poderiam magoá-la.

Seria uma trégua. Não perdão.

Sentado atrás de sua mesa, decidia se ia ou não a casa de Bella, já que ela deixou em aberto desde segunda que sua tia não estaria em casa terças e quintas à tarde, caso ele quisesse ir lá. Queria ser um namorado normal e simplesmente ir, qualquer horário que sentisse saudade. Inclusive à noite. Mas ainda tinha o temor de sua tia o reconhecer.

Enquanto decidia, suspirava pensativo, ainda lembrando-se do tumultuado fim de semana, em que ela agiu calma, tranquila e lhe trouxe quietação de ânimo.

Após fechar a conta e pegar as bagagens, tomaram um táxi e hospedaram-se em um hotel menor. Como era sábado à noite, os melhores hotéis da cidade estavam cheios. Então locaram dois apartamentos duplos para os cinco, dividindo ele com as duas meninas, e o pai com Jasper, quando este chegasse.

Silenciosa como todos os outros, Alice seguiu para um quarto e, ainda na sala do apartamento, Bella o abraçou forte ao perceber seu estado abatido.

“Você não tem que ligar para aquilo que ela falou de sua família.” Sussurrou complacente, no mesmo instante que desabotoava habilmente seus botões da camisa.

“Não quero falar. Apenas me abrace.” Pediu e a apertou forte, com o nariz sob o seu cabelo, deixando que a amargura lhe comprimisse o peito. Ela caminhou de costas, conduzindo-o abraçada a ele rumo ao quarto que ocupariam, enquanto isso lhe beijou o peito com apaixonada demanda, tirou a camisa de dentro do cós da calça e desfez do fraque. “Não, Bella. Agora não.” Cingiu-a, ao perceber sua intenção.

“Deixe-me cuidar de você.” Pediu, empurrou-o na cama e no mesmo ato puxou fora o vestido, passando-o por sua cabeça. Depois se inclinou, tirou dele os sapatos e ato seguido desfez das calças, cuidadosamente.

“Vem aqui.” Ele puxou-a pelo pulso e a fez deitar em cima dele. “Se você quer cuidar de mim, deixa eu ficar quietinho... Só quero te abraçar.” Mudou na cama e deitou de lado, com a cabeça apoiada em seu seio, abraçando-a pela cintura e quadril.

Ficou ali, inspirando seu perfume, com a mente mergulhada nas lembranças. Não queria que depois de tanto tempo o fatídico acontecimento o atingisse tanto. Mas não era algo que pudesse evitar. Ver a infausta fraqueza de sua família exposta por Maria o magoava excessivamente, quando algo que seu pai lutou por discrição, difundiu-se. Pior ainda do modo como foi: uma vingativa infâmia.

A consciência disso doía.

Inspirou profundo, apertou-a mais forte e fechou os olhos, sentindo seus dedos nos cabelos, ouvindo o embalar tranquilo de seu coração; até que o sono o levou.

Acordou ainda de madrugada suado, com uma névoa de prazer em volta do seu cérebro ao sentir o fundo da boca quente chupando seu pênis. Estremeceu com a língua explorando cada centímetro de sua extensão, e a urgência despertou nele os mais lascivos desejos.

“Sou o homem mais feliz do mundo.” Chiou e voltou a fechar os olhos. “Acordo com uma mulher me devorando e ela ainda sorri para mim.” Contorceu-se, com a boca pequena atracada a sua anatomia. “Isso... Hmmm...” Gemeu, preguiçoso. “Senta aqui, vai... Quero você.” Pediu e a trouxe para seus lábios.

Só havia um lugar de consolo para ele. Dentro dela. Homem em mulher unidos como duas metades de um todo. Só a incandescente energia dela o fazia sentir-se completo. Ele apossava-se daquela radiante vitalidade, sugava sua energia, e era reabilitado para defrontar um novo dia. Inevitavelmente, ela era dona absoluta de seu emocional, corpo e alma.

Mais tarde, após estarem exaustos e satisfeitos, abraçou-a novamente.

“Por que resolveu me atacar dessa vez?” Sussurrou indolente, com as pernas enroscadas, lençóis úmidos, ela abraçada ao seu peito.

“Por que você estava chorando.” Ela murmurou sonolenta. “Doeu ver você sofrer.”

“Foi só algum pesadelo bobo.”

“Eu sei.” Admitiu pesarosa. “Mas eu queria ver você bem... Queria te curar.” Sussurrou letárgica, após isso o silêncio foi total e ambos dormiram.

Saudoso, suspirou e mexeu em alguns papéis sobre a mesa, ainda pensando no domingo, que só saíram da cama às duas da tarde, quando seu pai lhe avisou que iriam embora.

Sua abstração mental foi interrompida por um novo toque de mensagem do dia de Bella, sorriu para foto e abriu a caixa.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

A.C.

Eu sou feliz, e você faz parte da minha felicidade.

E você? É feliz?

Amo você. Tenha um bom dia.

Leu, releu e questionou-se, se era feliz... A resposta era tão clara. Só com ela teve ciência do que era felicidade, embora os motivos para ser infeliz fossem maiores. Sua vida era estéril antes de tê-la. Era continuamente vazio e amargo. Uma máquina programada no automático. Se quer se lembrava de sorrir.

Contudo, mesmo tendo-a, as verdades que omitia dela roubavam sua paz. Conseqüentemente sua felicidade.

De novo, a sensação de perda de tempo assolou-o e lhe fez lembrar que a distância semanal era desperdício do que podiam ter. Por isso, ansiou poder fugir da repartição e ir vê-la. Entretido, olhou para o próprio corpo e lembrou estar de terno. Merda, se quisesse ir, teria que mudar a roupa, assim não teria que mentir onde estava e nem levantaria suspeitas.

Decidido, adiantou tudo que podia na Agência, pediu um almoço por telefone e passou em casa para tomar banho e trocar de roupa. Três da tarde, parou o carro, hesitante, na porta da casa de Bella, totalmente inseguro pelo que significava estar lá. Mandou uma mensagem avisando que chegou e, minutos depois, ela apareceu animada na fachada da residência usando um minúsculo short de malha lilás e um top de ginástica da mesma cor. Sorridente, apertou o botão do controle e o portão se abriu.

“Não acha melhor eu deixar o carro aqui fora?” Ele perguntou receoso, sentindo-se intruso na casa de Emmett.

“Não, seu covardezinho. Minha tia vai demorar. Ela foi ao curso, depois iria às compras.” Brincou, abriu a porta de passageiro e entrou no carro, dando-lhe um beijo. Ele pôs o nariz em seu cabelo e sentiu cheiro de açúcar caramelado, ou talvez baunilha.

“Ok.” Ele pôs o carro em marcha, passou pelo portão e estacionou dentro da propriedade.

Ao descer, ela rodeou o Volvo preto e abraçou-o, com os braços em volta de seu ombro, pendurando-se nele. “Bem vindo a minha casa!” Beijou-o animada no rosto, queixo, pescoço.

“Hmmm, se eu soubesse que teria uma recepção dessas teria vindo antes.” Apertou-a no abraço, desceu a mão até seu quadril e acariciou sua polpa exposta pelo micro-short. “Que delicinha de short. Você podia passar o fim de semana lá em casa vestida assim.” Mordiscou seu queixo e lhe deu uma palmada divertida.

“Se tiver calor como hoje... Até menos, se você quiser.” Piscou lisonjeada e segurou sua mão. “Vem. Eu estava fazendo uns bolinhos para o fim de semana.”

Seguiram pela área dos fundos, andando por um passeio de pedras rodeado por um jardim bem arquitetado com jasmins, rosas, orquídeas e arbustos; plantas que automaticamente evocaram lembranças olfativas e sensitivas da adolescência de Edward. Era previsível Emmett ter um jardim em casa, já que sua primeira profissão foi jardineiro.

“Não tem piscina?” Edward comentou e apontou para imensa propriedade. As mansões de Beverly Hills geralmente tinham.

“Não. Eu não quis.” Balançou os ombros.

“Então vou perder a oportunidade de te ver de biquíni?” Gracejou e desceu de novo a mão descaradamente pelo short.

“Eu tomo sol de vez em quando. Mas o maior mergulho que dou é embaixo do chuveirinho.” Brincou e entrou na área de serviço. Peter, que brincava no chão mais a frente, no canto da cozinha, levantou-se ao vê-lo.

“Tio Du!” Ofegou alegre e pulou para o seu braço.

“Olá, garotão. O que estava fazendo no chão?”

“Dever de casa.” Bella respondeu e pôs novamente o jaleco que tirou para recebê-lo.

“Por que ele não faz em uma mesa?”

“Por que ela está ocupada com minhas tralhas.” Apontou para uma mesa de inox cheia de forminhas, batedeira industrial, ingredientes. “E como ele gosta de ficar me olhando, prefere ficar no chão.” Explicou e prendeu o cabelo.

Ele colocou o garoto no chão, depois a abraçou por trás. “Eu também ficaria te olhando o dia todo.” Deu beijos em seu pescoço. “Mas eu preferia que você estivesse vestida com aquele shortinho, não esse jalecão horroroso e essa touca que acabou de colocar.” Brincou.

“Ossos do ofício.” Citou com um sorriso. “Vou colocar uma massa para assar, preparar mais uma porção e fico livre. Se você tivesse avisado ontem que viria hoje, eu teria feito os bolinhos ontem à noite.”

“Eu só decidi hoje. Mas sem problema. Vou ficar com Peter enquanto isso.” Afastou-se e sentou-se no chão com Peter. “E ae? A lição tá difícil?” Apontou para o caderno que ele tinha nas mãos.

O menino balançou a cabeça e escreveu no papel. ‘Não. Eu sei tudo que a tia ensina.’

“Ah, legal. Você deve ser bom em tudo, igual Bella.” Brincou e bagunçou o cabelo do menino.

‘Eu sou. Quer conhecer meu quarto?’ Peter propôs, ansioso.

“Não sei... Será que sua mãe deixa?” Disse e virou-se em direção a Bella.

“O quê?” Perguntou concentrada em preencher as forminhas com a massa.

“Peter me chamou para conhecer o quarto dele.”

“Pode ir. Enquanto vocês vão lá, vou bater a outra massa. Depois sou de vocês.” Avisou, Edward levantou e foi novamente até ela, passando então os braços em volta dela.

“Como sempre, seus cuidandos em primeiro lugar.” Resmungou carente, mordiscando sua orelha.

“Não faça drama.” Virou e lhe deu um selinho. “Depois serei sua até de noite. Hoje eu vou para a boate do Emmett. Se quiser ir comigo, o convite está aberto.”

“Tá. Uma coisa de cada vez. Vou ficar com Peter um pouco, mais tarde vejo se você está merecendo minha presença à noite.” Deu um sorriso presumido, ciente que não perderia uma oportunidade de ficar com ela.

Pegou na mão de Peter, passaram por duas salas e alcançaram as escadas, mas não passou despercebido a quantidade de quadros e os itens alegres que compunham a decoração dos ambientes. Subiram para o segundo andar, passaram por um hall, um corredor com três portas e o penúltimo quarto era o de Peter. A decoração azul clara, cheia de informações carinhosas, lembrou-o de Bella. Tinha uma prateleira com fotos e mais fotos dos dois, uma pequena foto de Emmett, e algumas fotos de Alice e da tia. Depois que o menino mostrou, alegre, a coleção de brinquedos, joguinhos e o moderno aparelho de vídeo-game, ele aproximou-se de uma porta branca, interna ao quarto.

‘Quer ver o quarto de Bella?’ O garoto propôs, por meio de sinais.

“Qual é o quarto dela?”

‘Este aqui. ’ Apontou para a porta que abriu. O quarto de Bella era anexo ao dele.

Curioso em saber como era o cantinho de sua garota, entrou devagar, olhando em volta. O quarto era grande, com uma cama solteirão convidativa, cheia de almofadas em formato de flor. Tinha pelúcias em forma de abelha, sol, borboletas. No canto tinha um pufe rosa claro em formato de pétala e nas paredes diversos quadros se alternavam, sempre com combinação rosa, lilás e azul, ou laranja, vermelho e amarelo. Alguns tinham formatos de flores, rosas, por do sol.

“Quem pinta os quadros?” Apontou para um específico em cima da cama, um beija-flor.

Peter rolou os olhos como se fosse uma pergunta óbvia. “Mamã.” Respondeu sonoramente.

“Puta merda, são bonitos!” Ofegou surpreso. Pensava que ela pintava há pouco tempo. “Todos os quadros da casa foram ela quem pintou?”

Peter balançou a cabeça assentindo. Edward sentou em sua cama, puxou a almofada em formato de sol e cheirou. Tinha a mistura de perfumes dela.

‘Eu também gosto do cheiro. ’ Peter sinalizou sorridente, depois caminhou até uma gaveta, tirou uma peça de roupa e cheirou. ‘Essas roupas aqui tem o cheiro dela.’ Pegou um sutiã de renda, embolou na mão e cheirou.

“Deixe eu ver.” Edward pegou, levou ao rosto e cerrou os olhos. “Hmmm, tem mesmo. Acho que é amaciante.” Comentou e novamente levou a peça ao rosto, abriu mais a gaveta e pegou distraído outra peça.

‘Não é amaciante.’ Peter sinalizou, e Edward já entendia nitidamente. ‘É isso.’ Tirou de dentro da gaveta um sachê de aromatizante com cheiro de flores, iguais os que Emmett fazia para Rosalie. Edward cheirou o pacote um segundo, depois continuou inalando as peças que tinha a mão.

“No sachê fica um cheiro muito forte. Aqui fica mais o cheiro dela.” Explicou tranquilamente. Sua atenção foi chamada para a porta e deparou-se com Alice olhando-os boquiabertos.

“Hei, por que vocês estão cheirando as calcinhas de Bella?” Inquiriu desconfiada e entrou.

Edward deu um passo ao lado e olhou a peça que tinha na mão. Era uma calcinha de renda, par do sutiã.

“Peter estava me mostrando o...” Olhou sem jeito para Peter, que o olhava com um brilho inocente nos olhos. “O sachê que Bella põe nas gavetas.”

“Ah... Sei.” Alice assentiu sarcástica. “Bem que eu suspeitei que você era algum maníaco tarado.” Riu e sentou-se à vontade no pufe. “Emmett que faz essas coisas para gente.” Apontou para o sachê. “Tudo da Bella tem fragrância de flor, chocolate, morango. As minhas coisas ele põe cheiro de hortelã, limão e pimenta. Por que será?” Rolou os olhos, sugestivamente.

Edward sorriu relaxado com ela e sentou na cama. “E ae? Como você está?”

“Tô bem.” Deu de ombros.

“Resolveu as questões legais com meu irmão?”

“Ainda não. Ele disse que esses casamentos em Vegas tem três meses para ser anulados. Então vou deixá-lo curtir as férias.” Sorriu amistosa. “Ele já passou por pressão demais esses dias. Aquela mulher foi uma víbora. Expôs ele demais.”

“Você o viu, esse tempo que ele está aqui em Los Ângeles?”

“Sim. Ontem...” Respondeu simplesmente. “Ele me buscou na escola para almoçar em um dos restaurantes mais caros de Beverly Hills para tratar de divórcio, já viu essa? É um idiota engomadinho. Eu preferia hamburguês.” Mordeu os lábios, sorrindo.

“Hmmm... Eu sei que você fugiu sábado, depois que eu e Bella entramos no quarto.” Comentou casualmente.

“Eu não saí escondida.” Defendeu-se. “Só não queria deixar ninguém preocupado, pensando que iria casar de novo.” Sorriu.

“Estava com Jasper?” Arqueou a sobrancelha, desconfiado. Mulheres eram esquisitas. Ao mesmo tempo em que o desdenhava e não parecia querer nada com ele, foi capaz de fugir para encontrá-lo.

“Ele me ligou e fomos conversar no terraço.” Deu de ombros. “Só conversamos. Ele me contou sobre a vida dele.” Encarou Edward intensamente. “Falou da adolescência de vocês.”

Edward instantaneamente engoliu em seco. “Da nossa?” Ofegou subitamente nervoso.

“Sim... Sei que vocês conhecem Emmett desde quando ele veio para Califórnia. Jasper confiou em mim, falou tudo sobre sua família, inclusive sobre ao que a noiva se referia na capela.” Explicou enigmaticamente.

Edward estava tenso, mergulhado num casulo de perplexidade com a atitude traidora de Jasper.

“Mas não se preocupe...” Ela adicionou ao perceber sua tensão. “Ele conseguiu me convencer que você a quer bem... Ainda assim, eu não vou esconder isso por muito tempo dela, então...” Continuou observando-o. Ele respirava com dificuldade, esperando-a proferir a sentença. “Quero saber quando vai falar sobre isso com Bella?” Inquiriu séria.

“O que ele vai falar para mim?” Bella surpreendeu-os, aparecendo ainda de jaleco e touca, na porta.

Edward segurou o olhar em Alice, temeroso. Alice esperou-o falar algo, com um risinho zombador, depois se levantou e improvisou.

“Que eu o peguei no flagra, Bella, cheirando e lambendo suas calcinhas.” Espetou ironicamente.

“E-eu só estava...” Balbuciou para defender-se. Bella mordeu os lábios, presunçosa, encarando-o cheia de subentendidos. Ele desistiu. “Tudo bem. Eu confesso.” Soltou o ar aliviado que Alice não tivesse falado. Pelo jeito, ela guardaria o segredo. Alice parecia leal. E ele decidiu que definitivamente gostava dela. Todavia, ainda tinha que cometer um fratricídio. Treinaria tiro ao alvo com as bolas do delator. “O que você acha de nós quatro sairmos juntos?” Propôs para mudar o tema. “Como Alice é casada com meu irmão, seria interessante se saíssemos juntos.” Gracejou e piscou para Alice. Ela fechou a cara.

“Eu não sou casada com seu irmão!” Negou birrenta.

“No papel, sim.” Retrucou, com um gesto de pouco caso.

“Mas vou me separar!”

“Será que vai?” Arqueou a sobrancelha. “Uma mulher que foge para dormir com o marido, não tem intenção de separar.”

“Eu não dormi com ele!” Aumentou o tom, e Bella sorriu dos dois. Pareciam se dar bem.

“Eu sei que não, cunhadinha. Vocês não dormiram.” Ironizou, surpreso consigo. Sentia-se um moleque travesso com ela, como se fossem amigos há tempos. Ela seria uma cunhada legal. Alguém que pôs desordem na vida de Jasper, assim como Bella fez com ele.

“Edward, você não me provoque.” Ameaçou, encarando-o furiosa, com postura ofensiva.

“E o quê? Você vai me agarrar, igual agarrou Jasper?” Gargalhou e se escondeu atrás de Bella, abraçando-a como escudo.

A pequena irritada demorou uns minutos olhando com olhos cerrados dele para Bella, vendo-o beijá-la brincalhão no pescoço, e aos poucos um sorriso genuíno aflorou no canto de seus lábios.

“Seu criança!” Empurrou seu ombro com a pontinha dos dedos. Bella continuou sorrindo dos dois, agora tentando se afastar para que os dois se resolvessem. Alice continuou, afetada, enquanto olhava para as unhas. “Eu não dei pra ele de novo naquela noite que fugi do quarto, se é o que você pensa. Nem sequer o beijei desde aquele dia. Nós só somos amigos agora.” Ergueu o queixo, com um bico orgulhoso.

“Ah, os tempos são outros.” Dramatizou, com os braços prendendo Bella. “Antigamente as pessoas eram amigas, depois namoravam, então casavam. Agora casam, depois viram amigas.” Brincou de novo.

“Vá se fu...” Olhou para Bella, depois para Peter sentado na cama. Engoliu as palavras e deu as costas. “Vá pro inferno!” Saiu rebolando, mas com um sorriso. “E eu não sou sua cunhada.” Gritou do corredor com diversão na voz.

“Que bom que estão se dando bem.” Bella comentou enquanto soltava o cabelo.

“Ela parece que só late, mas não morde.”

“Exatamente isso... Você sempre é tão fechado com os outros. Gostei de ver seu lado humorado e travesso.”

“Você me deixou mais humorado, não percebe? Às vezes penso que tenho dezesseis anos de novo.” Disse e sentou-se na cama ao lado de Peter, observando-a desabotoar o feio jaleco que vestia.

“Que bom. Prefiro você ao velho rabugento que eu conheci.” Jogou o jaleco no cesto. “Sabia que você foi o primeiro a fazê-la sorrir desde domingo?”

“Por quê?”

“Ela está muito confusa com o que sente. Depois te explico...” Pegou uma toalha. “Me dá mais um tempinho para que eu possa tomar um banho. Estou me sentindo muito suja.” Deu-lhe um selinho e caminhou para a porta rosa. “Peter, leve o tio Du para conhecer o jardim que daqui a pouco eu desço para lancharmos.” Entrou e fechou a porta.

Peter puxou, animado, a mão de Edward, desceram as escadas e saíram da cozinha para a área externa, caminhando em seguida rumo ao jardim. O menino louro de cabelo cortado chanel andava apressado.

‘Gosto daqui.’ O menino sinalizou, apontado para a variedade de cores de flores e rosas amarelas, brancas, vermelhas. ‘Ficamos muito tempo aqui.’

“No jardim?”

Peter assentiu. Edward virou o rosto e vislumbrou por um instante a construção a metros da casa, na outra entrada da propriedade, lugar onde tinha um carro e uma moto parados à frente. “E lá? Você vai muito lá?” Apontou para o laboratório.

‘Não.’ Balançou a cabeça, a seguir seus olhos brilharam arteiros. ‘Vem aqui.’ Puxou-o empolgado, Edward deixou-se arrastar alguns metros, até que pararam frente a uma janela escondida por arbustos, no canto da parede de fundos do laboratório.

“O que viemos fazer aqui?”

‘Trabalho papai. ’ Apontou para o laboratório. Inclinou, abriu a janelinha metalizada 60x60 e pôs a cabeça dentro.

“O que você está fazendo?” Edward sussurrou tenso, suspeitando o que Peter queria mostrar e olhou em direção a casa, preocupado. Temia que Bella ou Alice viesse atrás deles.

‘Vou te mostrar meu esconderijo secreto.’ Sinalizou empolgado, entrou e pediu que Edward o seguisse. A janela estava a um metro do chão, provavelmente um duto de ventilação, Edward pôs a cabeça, deixou que o corpo passasse e engatinhou um pouco, curioso em onde Peter iria lhe levar. Após engatinhar silenciosos alguns metros no sentido elevo, em poucos segundos estavam sobre o laboratório. Peter levantou uma espécie de placa de isolamento, abriu e, tenso, Edward olhou para baixo, arregalando os olhos quando viu o que estava sob eles. Era um depósito. Tinham embalagens e mais embalagens do que julgou de imediato ser cocaína, pela cor.

“Como descobriu isso aqui?” Sussurrou, ofegante.

‘Quando quero ver meu pai, venho vê-lo trabalhando.’ Sinalizou, depois apontou para frente. ‘Ele fica ali também. Quer ir lá?’

“Não.” Olhou as prateleiras detalhadamente, em expectativa com a idéia que lhe surgia. Nunca conseguiu mandado judicial para fazer busca na casa de Emmett, afinal, nenhum juiz autorizava. Agora, sem impedimentos, poderia levantar provas do crime desobstruído de impedimentos.

É lógico que de nada adiantaria juntar provas nesse instante contra ele, já que pretendia fazer outra trégua, uma que não a quebrasse, com fez com a outra. Mas de qualquer modo, em caso de Emmett não concordar, poderia juntar meios de persuadi-lo a aceitar suas condições.

Mas de que adiantaria?

Emmett parecia ter planos de se entregar, caso aquele acordo de ficar longe de Bella tivesse sido seguido. Inclusive ele deu aquele chip. Ah, merda, aquele chip... Suspirou e enfiou a mão no bolso da bermuda, conferindo se o celular estava lá para que pudesse tirar umas fotos. Se a pessoa que achou aquele chip já soubesse do que se tratava e tivesse conseguido desvendar as intrincadas codificações, já teria entrado em ação... Mas e se essa pessoa, assim como ele, estivesse só esperando Emmett chegar? Oh, Deus, que complicação. Estava tão perdido com tudo. De qualquer maneira, tinha agora uma oportunidade de provar por suas mãos o que Emmett fazia. Portanto, conferiu que o depósito estava vazio, enfiou as pernas naquela abertura e deixou que o corpo descesse, apoiando os pés em cima de uma mesa para que se equilibrasse.

“Fica aí um pouquinho.” Sussurrou, sentindo o sangue pulsar nas têmporas com a adrenalina.

Seguiu para frente das prateleiras de aço, leu os rótulos e abriu o canto de uma das embalagens, pegando um pouco e colocando na língua. Como tinha suposto, era realmente cocaína. Cocaína pura. A sala estava recheada de cima abaixo. Em outro armário, mais perto da porta, tinha outras embalagens maiores, com cerca de dois quilos. Leu o rótulo e conferiu que era cocaína modificada.

Sem perder tempo, segurou o celular na mão, aproximou-se das embalagens e tirou várias fotos. Em seguida tirou fotos do depósito, foi até a janela tirou fotos do quintal para mostrar que estava na casa de Emmett. Viu um computador no canto, inclinou-se até ele e fez menção de ligar, no entanto, umas vozes próximas o impediram.

Ágil, subiu na mesa, apoiou a mão na borda do duto e num impulso entrou novamente no tubo de ventilação. Segundos depois, Rilley e o ajudante entraram no depósito, sem notar que houve intruso, pegaram alguns pacotes de cocaína pura, conversando distraidamente, Rilley inclinou-se frente ao computador, registrou algo, depois saiu, deixando o PC ligado.

Edward respirou fundo, aliviado, e deitou sobre o braço uns segundos. Merda, o que estava fazendo? Se tivesse sido pego, estaria numa fria. Entretanto, mesmo com culpa por abusar da confiança de Bella, sentia-se tentado a descer de novo e acessar o computador, aproveitando do fato de estar ligado.

“PETER.” Ouviu-se um grito distante.

“Mamã!” Peter ofegou com os olhos arregalados.

Apressados, voltaram a placa de isolamento ao lugar e engatinharam rápido para a saída. Peter saiu primeiro e Edward logo atrás, espanando em seguida a poeira que acaso tivesse na roupa.

“Estavam se escondendo de mim, é?” Bella perguntou inocente logo que os encontrou no jardim.

“Peter estava me mostrando o quintal.” Mentiu arfando.

“Ah... Venham lanchar.” Pegou nas mãos dos dois e se direcionaram para a cozinha, comendo lá bolinhos recém-assados e suco. Após lancharem, Peter subiu para dormir e Bella preparou uma cesta de frutas e suco, foi para o jardim na lateral da casa, forrou o chão com uma esteira e sentaram encostados a uma árvore.

“Eu vi os quadros que você pintou. São lindos.” Comentou bajulador e deitou no chão, com a cabeça na coxa de Bella. Ela tinha posto outro shortinho curto, top que parecia uma tentadora faixa sobre os seios e uma camisa curta aberta, amarrada na frente, com a barriga exposta. Sua pele fresca e atrativa conservava o cheiro de sabonete e creme. E os cabelos estavam molhados e soltos, jogados para frente.

“Ah, são bem amadores ainda. Tô me aperfeiçoando.” Acariciou seus cabelos.

“Quando você arruma tempo para pintar?”

“Sou hiperativa. Fico ocupada todo o dia. Estudo, brinco com Peter, toco um pouco flauta com ele, pinto no finzinho da tarde, à noite faço ioga, depois leio, assim, o dia se vai. Como vê, aproveito cada minuto. Não costumo parar em frente ao computador. É isso que nos faz perder tempo.”

Ele deitou de lado e passeou os dedos concentradamente em sua barriga, fazendo o caminho do abdômen e umbigo com a ponta dos dedos.

“Poxa, você nem tem tempo de sentir minha falta.” Reclamou.

“Eu sinto. Penso em você o dia todo.” Disse carinhosamente e tentou arrumar os fios arrepiados de cabelo cobre. Ele sorriu matreiro, satisfeito.

“E seu irmão? Tem notícias dele?” Lembrou-se instantaneamente das fotos que tirou. “Quando ele volta?”

“Ele ligou ontem. Liga sempre. Acho que volta logo. Esse foi o maior tempo que ele passou fora. As pesquisas dele devem estar dando certo.”

“Hmmm...” Torceu os lábios. “O que tá rolando mesmo com sua prima e meu irmão? O que você ia me explicar?” Continuou acariciando tranquilamente sua barriga.

“Penso que ela gostou dele. Mas não quer se envolver sério com ninguém. Namorar sério não bate com o papel de mulher livre que ela encena.” Contorceu-se com as cócegas na barriga. “Ela está mais reflexiva. Acho que ninguém nunca deu muita importância para ela, como seu irmão vem dando. E isso a assusta. Ele podia simplesmente anular o casamento e pronto. Mas ele tem sido bem atencioso, como se quisesse se aproximar dela. Você precisava ter visto a cara dela ontem quando ele foi buscar ela na escola para almoçarem.” Balançou a cabeça. “Ela queria se esconder para que nenhum amigo dela a visse com um homem daquele tipo, engomadinho.” Gargalhou.

“Você também me acha engomadinho?” Quis saber e beijou a barriga devagar, aspirando o cheiro suave de sua pele. Argh, mal a tocou já sentia excitação. Deve ter sido condenado a uma ereção eterna depois que a conheceu. Esses interlúdios sensuais liberavam nele uma espécie de adolescente enlouquecido por sexo. Enquanto sua mente o reprimia, dizendo que iriam só conversar, seu corpo vivia ansioso.

“No começo eu achava.” Admitiu sorrindo. “Mas ultimamente você se veste mais normal. Comprou umas roupas mais descoladas, cortou cabelo mais fashion. Você deve ter refeito o guarda-roupa. Gosto das suas novas bermudas e camisetas claras. Antigamente eu só te via de roupas escuras.”

“Fiz uma compra de roupas novas aquele dia que fui a uma festa com você. No dia, eu não tinha nenhum tipo de roupa que se encaixasse naquele tipo de festa. As minhas roupas eram muito sérias.”

“Quer dizer que mudou seu jeito de vestir para se encaixar?” Sorriu presunçosa, estremecendo quando a língua de Edward rodeou preguiçosamente seu umbigo. Imediatamente seus seios prestaram continência, enrijecendo.

“Sim.” Admitiu, satisfeito em ver a resposta de seu corpo.

“Eu gosto disso.” Disse e esfregou os dedos mais fortes na sua nuca, enquanto o toque e o calor se intensificavam pelo jovem corpo.

Ele fechou os olhos e virou o rosto para o vértice entre suas pernas. “Hmmm, sinto saudade.” Inspirou profundo e ajeitou a posição do membro que o incomodava. “Você podia ir para minha casa durante a semana pintar um quadro lá. Assim eu não sentiria tanta saudade.”

“Eu posso pintar aqui.”

“Talvez eu te inspirasse.” Sugeriu malicioso e fungou novamente.

“Hmmm, vou pensar.” Fez-se de difícil.

“Bem que você podia dormir comigo hoje.” Propôs como um menininho insistente chamando atenção e mordiscou-a brincando na pélvis por cima do short, sentindo no mesmo instante uma pontada nos testículos.

“Não posso.” Sussurrou meiga. “Tenho aula amanhã.”

“Eu te levaria na escola.” Subiu a mão de sua barriga ao seio, passeando a palma no bico evidente.

“Não sei. Talvez eu precise de um incentivo.” Sorriu, ele sentou esperançoso, apoiou o corpo num braço e plantou beijos suaves em sua boca.

“Assim?” Enfiou suavemente a língua. “Se eu fizer isso em você, você vai?” Lambeu insinuante seu lábio superior, subiu as duas mãos e acariciou o bico do seio, apertando entre o polegar e indicador por fora do top. “Ou você quer mais que isso?”

“Talvez mais... Preciso ser convencida.” Gemeu, sensualmente despudorada, contorcendo como uma gata. Ele inverteu as posições, apoiando-se na árvore e sentou-a em seu colo. Uma mão manteve em seu seio, apalpando-o. A outra acariciou sua nuca, apoiando para que beijasse. O beijo foi cálido, com feroz ardor, deixando que sua língua se enterrasse e deslizasse no interior da pequena boca com renovado brio. Bella esfregou-se nele, sentindo um fluído ardente molhar a parte inferior e não teve vergonha de perseguir o que queria. “Quero mais que beijo.” Sussurrou com ousadia e empurrou o seio a frente, com os bicos eretos a provocá-lo. Ele fechou os olhos e apoiou as duas mãos novamente nos seios fartos.

“Bella...” Murmurou alertando-a, e ela friccionou-se mais, rebolando um pouco. Ele gemeu baixinho, sentindo o calor que brotava entre suas pernas. Baixou a frente do top e passou a língua devagar, tenso. Ela ofegou e fechou os olhos, com a cabeça para trás, o coração batendo forte por causa da insuportável doçura. O sabor de Bella o enlouquecia, impregnava em sua língua, disparando desejo por seu corpo até fazer o fôlego tremer.

“Podíamos fazer amor aqui...” Ela propôs e lambeu sua orelha. “Algo rápido.”

Ele expôs mais o seio e abocanhou-o, sem pensamentos claros e sem fôlego. “Alguém pode vir aqui.”

“Ninguém vai ver.” Gemeu, com sua parte inferior pulsando. “Eu estou vestida, você também.”

“É aí que está o problema. Você está vestida.” Gemeu quando ela rebolou novamente.

“Meu short é folgado. Estou sem calcinha. E já estou molhada... Vai entrar deslizando.” Enfiou a língua em sua orelha.

“Meu Deus, Bella. Se continuar a falar assim, eu gozo antes de decidir.” Ofegou, olhou para os lados, a fim de conferir se estavam sozinhos, abriu os botões da bermuda e pôs o pênis para fora. Ela sorriu diabólica, afastou o short de malha, posicionou-se e deslizou devagar. Ela estremeceu, com pequenos espasmos quando ele a preencheu por completo.

“Hmmm, delícia.” Ele gemeu e a apertou a ele pelo quadril, sentindo-se enterrar fundo naquele calor úmido. Fechou os olhos e moveu-a circularmente, devagar, sutil.

“É interessante ter você assim indefeso, dentro de mim.” Ela confessou, com um prazer que aumentava e aumentava, conforme se movimentava.

“É...?” Sua voz saiu débil.

“Sim. Dá uma sensação de poder.”

Ele desceu a frente do top novamente e passou a chupar forte seus seios, deixando-a ofegante com cada vibração que ia do seio ao músculo inferior excitado, arrastando-a cada vez mais acima em busca de satisfação.

“Isso é tão errado.” Puxou o ar nos dentes. “Sou adulto. Geralmente são adolescentes que fazem sexo pelo quintal de casa, escondidos, com medo de ser surpreendidos.”

“Não tem como ser errado, se é feito com amor... É tão quente. Gostoso.” E passou a beijá-lo, devagar, chupando sua língua, enquanto movia-se levemente, ordenhando-o. Podia ouvir o som de prazer que saía de sua garganta e sentia-se maravilhosamente mulher por ser ela a responsável por aquele prazer. Não tinha porque ter pudores quando o amava tanto. Ele era responsável por essa parte dela que jamais soubera que existia. Dava-lhe segurança em ser ousada. Com ele, era natural ser apaixonada e desinibida.

“Eu senti muito sua falta.” Ele buscou ar em seu pescoço. “Me senti só em minha casa.” Lambeu seu pescoço e afundou-se nela, fazendo pressão para cima. “Além disso, meu corpo reclamou você a semana toda... Estou viciado.” Rugiu, mordiscando-a, indo com a boca ávida novamente para seus seios. O mundo poderia explodir que ele não perceberia.

“Pode vir me ver, quando sentir minha falta.”

“Não vim te ver só pra isso.” Defendeu-se.

“Mas isso faz parte de nós dois agora. O amor físico nos une.”

Satisfeito por sua resposta, segurou-a pelo quadril e novamente enterrou-se. Ela ronronou e apertou sua cabeça aos seios.

“Está bom para você? Quero dizer, eu sinto prazer de qualquer jeito. Já você, precisa de mais estímulos.”

“Só de ter você assim já sinto prazer.” Murmurou rouca. Ele pôs habilmente a mão entre os dois e passou a friccioná-la acrobaticamente. Ela arregalou os olhos cheios de luxúria, como se tivesse ligado um botão, e a feroz necessidade de satisfação colidiu dentro dela. Encostaram as bocas famintamente e, enquanto os arrepios de prazer construíam o orgasmo, movimentavam-se em conjunto, mutuamente indulgentes. Bastou segundos para que, em um ponto garantido, ele catapultasse o prazer no corpo feminino, fazendo-a grunhir abafado em seus lábios, mergulhando tão fundo nos próprios sentidos que era como se cada partícula do seu cérebro implodisse em cores, sacudindo-a de tremores da cabeça aos pés. Seguindo a ela, ele liberou-se num estado de quase tormento, também gemendo, com o prazer disparado em seu sangue numa cascata intensa de fruição.

Ainda tendo espasmos no corpo e o líquido seminal sendo ejetado, beijou-a com tal paixão que o coração parecia que ia parar de bater. Deus, não havia mais nenhum muro. Nada. Nenhuma barreira emocional que o protegesse. Sua concha segura não existia mais. E assustava-se e encantava-se com isso. Ela lhe deu experiências que nunca teve antes. E essa combinação de doçura com ousadia fazia-o sentir e viver com uma diferença ímpar. Nunca mais seria o mesmo. Poderia gritar e cantar na chuva só por ter feito amor ao céu aberto, cinco e meia da tarde e de roupas. Ela era sua fonte de juventude, sua perigosa droga, uma febre em seu corpo que nunca mais curaria.

Suspirando, afastou ofegante do beijo e encostou a cabeça na árvore.

“Até que não foi tão rapidinho assim.” Comentou esgotado.

“Foi bom.” Ela beijou-lhe o pescoço, languida e permaneceram quietos um tempo.

“Hmmm, não quero nem me mexer. Isso vai estar tão esquisito.” Fez uma careta sorridente, referindo-se aos fluídos do ato sexual.

“Eu trouxe papel toalha.”

“Ah, então eu fui seduzido de propósito.” Comentou malicioso. “Você pensou em tudo.”

“Sim. Afinal, eu sempre serei a ninfeta que te seduz, e você o tio que tenta me refrear.” Brincou, afastou-se um pouco e, após se recomporem com sorrisos cúmplices divertidos, ele deitou no chão de novo com a cabeça em seu colo, preguiçoso.

“Gostei de fazer amor e conversar.” Ela comentou e voltou a deslizar os dedos em seu cabelo.

“Também gostei... acho que nenhum assunto diminuiria minha tara por você.”

“Bom saber. Duvido se algumas daquelas tias já fizeram essas aventuras com você.”

“Você tem ciúme delas?” Arqueou a sobrancelha, confuso, com seu modo de falar.

“Eu?” Perguntou insultada. “Não.” Fingiu com um bico orgulhoso. Ele a abraçou pela cintura sorrindo.

“Bobinha. Saiba que, enquanto elas só me satisfaziam, você desperta o meu desejo. Eu sou insaciável com você. Eu já disse: sexo antes era só um meio de alívio. Com você, quanto mais eu faço, mais eu sei que é impossível parar de te querer.” Disse enfaticamente. Ela mordeu os lábios, presunçosa.

“Isso é bom... Sentir desejo por mim é uma linguagem de amor.” Pressionou-o. Ele não respondeu, mas mudou de assunto.

“E quanto ao meu quadro? Vai pintar na minha casa?”

“Podemos chegar a um acordo... Posso ir para lá duas vezes por semana depois da aula, nos dias que minha tia não tem curso. Almoço com você e fico até umas quatro.”

“Isso me agrada.” Sorriu, lembrando que também teria que driblar seus horários na Agência. “É pouco, mas já me inclui em sua agenda semanal.”

“Oi, Bella, o que faz...” Foram interrompidos por uma voz feminina. Bella ergueu os olhos e deparou-se com sua tia, que os observou atentamente. A menina passou a mão na bochecha e preocupou-se com o rubor orgástico que podia ter no rosto. Edward estava de costas para o lugar que Esme estava e fechou os olhos, tenso, com medo de ser reconhecido.

“Oi, tia!” Bella sorriu, não parecendo tão surpresa. “Este aqui é Edward, meu namorado.”

Devagar, Edward travou a mandíbula e sentou-se direito, depois virou o rosto em câmera lenta em direção à voz. Não sabia o que fazer se fosse reconhecido. Temia ser obrigado a enfrentar agora suas mentiras.

“Tudo bem, Edward?” Esme aproximou-se e estendeu a mão. Edward levantou-se silencioso e estendeu a mão para cumprimentá-la.

“Como vai?”

“Eu conheço você de algum lugar...” Comentou pensativa. Ele abaixou o olhar, esperando o ato seguinte.

Bella levantou-se imediatamente. “É claro que conhece. Ele é a cara do pai.” Comentou espontaneamente. “Ele não é lindo, tia?” Pendurou-se no pescoço de Edward, que ainda olhava para baixo, com os sentidos em alerta, hiper-consciente da situação.

“Sim.” Concordou sem jeito. “Parece mesmo com o pai.” Continuou estudando-o. As mãos de Edward suavam, ainda temendo que ela o reconhecesse. “Mas você não se parece com os amigos de Bella. Tem que idade? 20?” Quis saber direta.

“Tia, depois que sair da boate vou para casa dele.” Interrompeu-a, desviando a atenção da tia.

“Você quer dizer, dormir lá...?” Abriu a boca incrédula. “Não vai não.” Disse incisivamente. “Você já dormiu fora sexta e sábado.”

“Por favor. Ficamos a semana toda sem nos ver.” Pediu manhosa, ainda apoiada ao ombro de Edward.

“Bella, não. Você não tem idade para esse tipo de relacionamento?”

“Que tipo? Nós namoramos sério, tia. O pai dele já até veio aqui.” Argumentou decidida.

“Mas você só tem dezesseis anos.”

“Dezesseis, quase, quase, quase, dezessete.” Lembrou obstinada. “Você sabe que eu não sou criança.”

Esme bufou, impotente, mas ainda não deu a resposta que ela queria.

“Você ainda estuda?” Perguntou diretamente a Edward, querendo iniciar um diálogo, conhecer suas intenções.

“Não. Ele já se formou.” Bella intrometeu-se e ouviu nos instantes seguintes a calculadora mental de Esme trabalhando, tentando descobrir a idade dele. “Tia, fica com Edward que eu vou lá em cima ver o Peter.” Saiu propositalmente, recebendo ainda um olhar inquisitivo de Edward.

Por um fugaz instante, ele odiou o brilho traquino nos olhos dela. Um prepotente olhar divertido de quem o colocava numa fria e iria deixá-lo lá. Enganava-se quem pensava que ela era uma menina boazinha. Chamá-la de inocente era o mesmo que chamar uma explosão de foguinho, um furacão de ventinho e um leão de gatinho. Aonde, diabos, tinha se metido? Ela armou pra ele. Simplesmente deu as costas e saiu.

“Então você é o famoso namorado...” Esme perguntou depois de chamá-lo para cozinha e sentar um em frente ao outro.

Edward ficou mudo, perguntando-se o que deveria falar. Sim, sou o namorado e, embora seja mais velho, prometo ser respeitador. Essa era a mentira, porque não a respeitou coisa nenhuma. A verdade era: sim, sou o namorado de 26 anos que se aproximou dela pensando que ela era uma promíscua, a fim de descobrir algo sobre seu sobrinho, porém, com o tempo me envolvi e descobri que estava enganado sobre ela. Acontece que não a respeitei e iniciei um relacionamento íntimo mesmo ela sendo uma menor. Agora eu tô fodido dez vezes. Vivo numa mentira, acovardado pelo medo de perdê-la. Pretendo continuar mentindo, e para me resguardar de que o inimigo não irá revelar que sou um Agente Federal da Narcóticos, levantei hoje algumas provas contra seu sobrinho, a fim de coagi-lo a me deixar ficar com Bella em paz.

Merda, por que tinha que ser essa a verdade? E por que, inferno, estava tão perdido?

“Sou o namorado sim.” Assentiu. Iria enfrentar. Chega de se sentir como uma putinha assombrada.

“Vocês se conhecem há muito tempo?”

“Sim. Sete meses.”

“Você era um dos cuidandos da pastoral?”

“Não. Acho que eu era mais um cuidando particular. Fui fisgado meio à força.” Deu um sorriso sem jeito, sentindo-se na fogueira da inquisição.

“Isso é bem característico da Bella.” Sorriu relaxada e foi até a geladeira pegar um suco. “Desde criança ela tem uma maneira particular de persuadir as pessoas a fazer o que ela quer. E não só as pessoas. Ela costuma invadir os espaços e convertê-los no seu próprio.” Serviu suco para os dois.

“Ela fez isso comigo.” Revelou, mais à vontade. “Ela invadiu minha casa e jogou uns antidepressivos meus fora sem minha autorização, sem ao menos me conhecer direito.” Citou com um sorriso. “Depois, me obrigou a aprender ioga e a comer regularmente peixe. Mas o que foi mais interessante é que em minha casa não tinha foto de ninguém, ela pôs a foto dela e de Peter em minha cabeceira.”

Esme balançou a cabeça identificando-se com Edward. Pobre homem.

“Ela ganhou você, não ganhou?” Sorriu compassiva.

Edward relaxou na mesa e pôs a mão atrás da nuca, contente em ter quebrado mais essa barreira. Por tempos temeu encontrar a tia de Bella, por medo dela reconhecê-lo ou rejeitá-lo por sua idade. Agora tudo se mostrou tão fácil. Talvez tudo fosse mais fácil do que achava. Talvez, só talvez, houvesse uma chance de ficarem juntos sem impedimentos.

Ele sorriu conspirador e inclinou-se sobre a mesa. “Ganhar? Não. Ganhar não.” Balançou a cabeça sorrindo. “Ela me assaltou, isso sim. Alguma coisa nela me obriga a fazer o que ela quer. E não adianta dizer que não. Quando menos espero estou fazendo as vontades dela.”

“Rá, ela é exatamente assim. Ela já te contou o que fazia quando era pequena?”

“Não.” Apoiou o queixo no punho, interessado. Como um menino ávido por um conto.

“Ela persuadia os coleguinhas de classe dar o lanche deles e distribuía para os mendigos.” Balançou a cabeça. “Mas isso não é o mais interessante. Ela morre de medo de bicho. Rato, principalmente. Mas não ouse matar algum na frente dela.” Alertou movendo o indicador. “Uma vez pegamos um rato na ratoeira e ela chorou por uma noite inteira, dizendo que o ratinho quebrou o pescoço e que era muito triste saber que uma alma morreu pela mão da família dela.” Sorriu com a lembrança. “Quando eu argumentei que ele era um bicho, ela disse que não. Que ele era uma pessoa. Podia ser um pai de família buscando comida para os filhos. Que no mundo dos ratos, ele era alguém. Assim como no mundo das crianças ela era alguém. Ela tinha sete anos na época. Depois disso, abolimos a ratoeira. Não tinha como contrariá-la. Se queríamos matar ratos, tínhamos que colocar chumbinho escondido dela.”

“Nossa, vou lembrar-me disso quando for dedetizar meu ap.” Comentou divertido.

“Uma vez, ela e Alice acharam um passarinho machucado no quintal e as duas chegaram discutindo se deveria cuidar ou sacrificar. Eu tive que me intrometer. O argumento das duas era plausível. Alice queria sacrificar porque as asas estavam quebradas, e disse que o passarinho nunca mais seria o mesmo sem poder voar, então era melhor morrer. Já Bella, relutava dizendo que ele não merecia morrer só porque tinha um defeito. Conclusão, eu deixei o passarinho viver e Bella cuidou dele até que ele se recuperasse. Até hoje, se deixar, ela cuida de tudo que vê. Por isso o irmão dela apoiou-a a ir para uma casa de recuperação de viciados. Por que se deixasse, ela traria todos para casa.”

“Ela parece que se dá muito bem com a prima.”

“Sim. As duas precisam uma da outra. Alice precisa da calma de Bella, e Bella precisa ver as verdades do mundo como Alice enxerga. Alice sempre reclama que Bella é boazinha demais, certinha demais. E Bella põe um pouco de amor e serenidade em Alice.”

“Acho que nessa parte eu sou como Alice. Também preciso desse jeito terno e decidido de mudar tudo em volta.” Comentou fascinado. Bella apareceu de volta e sentou-se ao seu lado, pondo o braço em seu ombro. Ele passou a mão em volta da cintura dela e aproximou mais a cadeira, beijando sua testa. “Bella é muito especial para mim...” Disse sinceramente. “Ela é tudo que eu tenho de mais importante.” Disse efusivamente e prendeu o rosto de Bella nas mãos, beijando-a selinhos na boca. Bella sorriu e pôs os braços em volta de seu pescoço, feliz que ele tivesse declarado assim na frente de sua tia.

“Hã, hã.” Esme coçou a garganta, sorrindo ao vê-los tão afins. Ficavam bem juntos. Sempre imaginou que Bella não teria paciência com meninos de sua idade. E agora comprovou isso ao ver que ela fisgou um rapaz alguns anos mais velho. Ele devia ter o quê? 22? Talvez, já que já tinha terminado a graduação. Mas que diferença isso tinha?

“Então, tia, gostou do meu namorado?” Abraçou-o possessivamente. Edward também olhou curioso em saber sua resposta. Era a primeira vez na vida que quis ser aprovado.

“Sim. Ele é um bom rapaz.”

“Então posso ir com ele hoje à noite?” Deu um sorriso matreiro.

Esme rolou os olhos para as manobras arquitetadas da sobrinha. Se existia uma pessoa que sabia o que queria, era Bella. Antes de vir morar aqui, dois anos atrás, a menina morava praticamente sozinha com Peter, já que Emmett pouco ficava em casa. Portanto, ela sentia-se independente, por isso era difícil aceitar rédeas, ou alguém ir contra suas decisões, quando julgava ter maturidade para decidir. E quem era ela para refutar? Sabia que a menina era muito mais madura do que ela na mesma época. Logo, não se sentia no direito.

“Tá, você vai, mas quando Emmett chegar é você quem vai se explicar.” Determinou, depois se virou para Edward. “Não sei se ela já te contou, mas o irmão dela é muito preocupado. Ele diz que tem inimigos. Por isso, quando elas saem à noite, Rilley é quem as leva e busca. Mas como você é o namorado, está responsável por ela.”

“Ok.” Assentiu satisfeito, ficaram mais um pouco, depois Edward foi embora, marcando de buscá-la dez horas.

Continua...

Notas finais
Nota da beta:Pois é galera, estou de volta, e primeiro agradecer a Jane Herman por betar o capitulo anterior. Segundo agradecer a Bia por essa historia linda e intrigante. Terceiro, a vocês por acompanhar nossa querida autora. O meu sumiço anterior foi por muitos problemas pessoais, então... Mas estou de volta, e com vcs na ansiedade para saber o desenrolar dessa historia, pq o Edward conseguir essas provas na casa do próprio Emmett, foi demais!!! Bia, o que foi aquilo dele tirando as fotos das drogas?!? Com o Peter junto? Ah! Adoro eles juntos... e sem falar da cena deles cheirando (...) kkk amei... é isso... fui galera! Kerima
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Nota Autora:
Oie!!!
Sei que foi sem graça cortar ae. Mas o próximo sairá rápido, só estou enrolada por que vai acontecer algo com Peter e Bella que me atrasou. Alguém imagina o que vai acontecer? Já perceberam que a Bella tem medo de algo?
Pois é... Ela não deixa Peter fazer uma coisa... Por quê?
Momento pidona:
Bom, eu tenho um pedido. Quem me conhece, sabe que eu não sou de ficar pedindo, afinal, na minha cabeça, vocês fazem um favor vindo ler minhas estórias. Mesmo assim, hoje eu decidi pedir. Sem o apoio de vcs minhas estórias nunca serão lidas por outras pessoas.
Vocês sabem que eu dedico muito tempo às minhas fics. São mais de dois anos aqui. E todos sabem que eu sou casada, tenho uma filha de onze anos, toco e canto numa equipe de louvor, sou professora de Matemática nos horários vagos e ainda sou servidora da Segurança Pública do DF, cumprindo expediente de oito horas por dia. Portanto, para quem não tem tempo, é preciso fazer isso aqui por amor, por prazer.
E eu amo fazer...
E saber que tem pessoas que acreditam em mim e esperam para ler são os fatos que me impulsionam a deixar de sair, burlar o marido, dormir de madrugada.
Então, esse discurso todo é para pedir que vocês me dêem mais do que vocês já dão. Se vcs puderem ajudar seja divulgando, recomendando a fic, entrando na comu, ficarei muito feliz. É das forças de vocês que sobrevivo.
Obrigada.
;)
Bjus
Comunidade da fic: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98954049