Flor de Lótus-edward e Bella

10 Capítulo 09- Iniciativa


Notas iniciais
Oi, Falamos lá em baixo.O capítulo não é totalmente Beward,mas não pulem. Eu tentei ser o mais sucinta possível nos diálogos com os outros personas, mas a convivência com Peter é importante, então leiam, please.Obrigada Kelaucos, Souso e Crisrcullen pelas últimas indicações. Grande beijo e obrigada pela confiança e consideração.Boa leitura.

Edward fitou-a detidamente, o olhar sombrio. Que interessante! Ficou com a garota, ainda podia atingir Emmett de bônus! Com um riso misterioso, inclinou-se e beijou suavemente no lábio.

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‒ Diga alguma mentira ‒ sugeriu, testando-a.

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Ela balançou a cabeça energicamente. ‒ Não! ‒ negou. ‒ Eu não minto para ele.

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Edward sorriu de canto com ar astucioso, excitado em antecipação.

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‒ Diga que passeou de moto com um amigo pela rota 66, fizeram uma trilha, depois almoçaram na Carmelita ‒ propôs malicioso. Sabia que a citação despertaria a lembrança de Emmett.

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Bella suspirou.

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‒ Eu direi a verdade ‒ sentenciou decidida.

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Um minuto depois, ela virou a esquina rumo à escola. De longe, Edward acompanhou-a. Sentiu um calafrio de aversão quando a mão de Emmett se alojou nos ombros da garota, conduzindo-a ao seu carro e odiou-o mais uma vez, montou em sua moto indignado e partiu.

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Emmett estava indócil com o sumiço da garota. Pediu que ela abaixasse o vidro do carro e apoiou as duas mãos na porta, ignorando Alice que tentava administrar a situação tagarelando, incansavelmente.

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‒ Onde você estava, Isabella? ‒ questionou inóspito. Sabia a resposta, entretanto necessitava confirmação.

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A adolescente espantou-se com o tratamento duro. Ele raramente a chamava pelo nome. Possivelmente estivesse mais zangado do que pensava, concluiu chateada.

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‒ Saí com um amigo ‒ fugiu do seu olhar, tamborilando os dedos nervosos no volante.

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‒ Que amigo?

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‒ Aquele que eu te falei um dia que estava com problemas, lembra? ‒ perguntou como uma menininha acuada pelo pai.

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‒ Qual o nome? ‒ questionou, impaciente.

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‒ Edward.

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‒ Só Edward? ‒ arqueou a sobrancelha.

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‒ Não sei... Nunca perguntei o segundo nome.

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‒ O que ele faz? De que trabalha? Qual a idade?

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‒ Ele é formado em Química. Quase igual você ‒ deu um sorrisinho amarelo, bajulador. ‒ E não trabalha. Vive de uma herança que a mãe dele deixou... Não sei a idade dele... Mas acho que é mais novo que você... Er, só isso que sei dele ‒ completou com uma mordida no lábio, tensa.

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Emmett esfregou a testa e perguntou-se qual era a real intenção de Edward. Seria só investigá-lo, provocá-lo, ou os dois?

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‒ Para onde foram? ‒ inquiriu, ainda muito sério.

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Isabella engoliu em seco com a pergunta, depois fez uma prece mental que sua face afogueada não a denunciasse. Que sua pele não revelasse as novidades que seu corpo experimentou.

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‒ Passear de moto ‒ dispôs naturalmente, depois continuou, animada. ‒ Sabia que ele tem uma moto bem legal? Você iria gostar. É uma custom. É bem confort...

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‒ Para onde foram? ‒ interrompeu, impaciente com as tentativas de manobra.

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‒ Ai, Emmett... ‒ fez um bico, contrariada com a inquirição.

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‒ Isabella... ‒ ele suspirou cansado, inclinou-se com os braços na janela e olhou-a mais calmo. ‒ Eu cuido de você. Tenho que saber com quem você anda... Além disso, eu tenho inimigos... Alguém pode usar você para me atingir.

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‒ Ele é uma boa pessoa, Emmett ‒ garantiu.

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‒ E por que ele não veio te deixar aqui?

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Isabella deu de ombros. ‒ Porque não queria me expor, eu acho ‒ explicou em dúvida. ‒ Mas se você quiser, o apresento a você ‒ propôs ingênua.

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‒ Vamos embora, Isabella ‒ balançou a cabeça com uma careta de desagrado, sem dar vazão à sugestão absurda. ‒ Vá na frente que eu sigo vocês. Espero que isso não aconteça de novo.

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Isabella sorriu aliviada em tudo terminar bem, pôs a mão para fora e apertou a bochecha de Emmett, apaziguadora. ‒ Você é exagerado.

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Sábado pela manhã, Edward lembrou-se de que Peter passaria a manhã com ele e pegou-se apreensivo em cuidar de um menino de cinco anos. Questionou, quase arrependido, o porquê de ter se oferecido. Encontrou a resposta rápido. Gostava da criança. De graça.

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Pensou em sair e comprar frutas e guloseimas para o garoto no comércio próximo, mas temeu que Bella chegasse nesse intervalo e inferisse que sua prévia saída fora um meio de fugir dela novamente. Terminou seu cereal e sentou-se no sofá, enquanto olhava no relógio a cada dois minutos esperando-a. Sete e meia ela bateu na porta. Ele tentou ocultar a ansiedade com seus passos lentos e displicentes para atendê-la. Passou em frente ao espelho da antessala e conferiu o visual. Internamente, irritou-se ao fazer isso. Desde quando se preocupava com sua aparência? Não era um adolescente em seu primeiro encontro, droga! Ajeitou os cabelos grandes por falta de corte e fez uma careta de desagrado. Um segundo toque mais impaciente lhe fez agir.

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‒ Ai, que demora! ‒ Bella reclamou com um sorriso logo que ele abriu a porta. Por um segundo, ambos se entreolharam incertos, um esperando pela atitude do outro.

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Tome uma iniciativa, Bella, Edward implorou mentalmente. Como se lesse seu pensamento, ela jogou umas bolsas no chão, enrolou os braços em volta do seu pescoço e o abraçou naturalmente, como todos os outros dias que chegava a sua casa. ‒ Bom dia! ‒ Deu um beijo molhado no seu rosto e esfregou seu cabelo.

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Bem-vinda de volta, Bella. Edward sorriu receptivo, rodeou sua cintura e apertou-a a si, a mão na base das costas. Inclinou o rosto ao seu pescoço e inspirou seu perfume. Doce e floral.

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‒ Bom dia ‒ ele sussurrou na base de sua orelha e mordiscou o lóbulo, contente em não precisar suprimir seu desejo, como fez todas as vezes que a recebeu. Ela estremeceu-se e afastou-o pelo ombro, retraída. Edward entrecerrou os olhos desentendido. Viu Peter logo atrás e registrou o motivo da reserva.

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‒ Oi, Peter ‒ Edward cumprimentou-o sem jeito por ter se esquecido dele. O menino levantou o polegar no ar e deu-lhe um sorriso caloroso.

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‒ Mostra para o tio Edward do que vocês vão brincar, Peter ‒ ela pediu, pegou as bolsas no chão e abriu caminho pela casa. O garoto levantou dois brinquedos cinzas em formato de metralhadora no ar, estendeu em direção a Edward e sorriu.

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Levantou o indicador no ar e fez um barulho ‘pow pow’ dizendo de que brincariam.

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‒ Legal ‒ Edward encorajou-o e pegou o brinquedo. Ele alcançou Bella na cozinha. ‒ Por que o Peter trouxe armas de brinquedo?

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Bella explicou enquanto abria as sacolas.

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‒ Desde que eu avisei que ele iria vir ficar com você, ele me perturbou, dizendo que vocês iriam brincar de policiais, por isso me fez comprar isso aí ontem à tarde ‒ apontou para o brinquedo. Edward assentiu e sentou-se à mesa.

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‒ O que tem nessas bolsas, Bella? ‒ apontou para as duas embalagens pesadas em cima da mesa.

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‒ Iogurte, maçãs, pera, sequilho, suco ‒ apontou para uma das sacolas, depois se dirigiu a uma bolsa de bebê, azul. ‒ Aqui ficam xampu, sabonete antialérgico, perfume, creme de pele, óleo de bebê, antisséptico, analgésico, band-aid, protetor solar, creme pós-sol ‒ caminhou e colocou alguns itens na geladeira. ‒ Lá no quarto eu deixei uma peça de roupa minha e do Peter para saímos à tarde. E na mochila que estava nas costas do Peter ficam alguns brinquedos, chinela, roupa, toalha ‒ parou quando notou o semblante de Edward chocado. ‒ O quê?

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‒ Precisa mesmo disso tudo? ‒ perguntou ele, admirado.

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‒ Você já conviveu com uma criança de cinco anos antes? ‒ perguntou retoricamente. Ele balançou a cabeça em negativa. ‒ Ele se suja toda hora, se machuca, come toda hora... ‒ esclareceu com um sorriso de satisfação e olhou amorosa para Peter. ‒ Mas cada segundo deles vale a pena viver. Você vai perceber ‒ caminhou até Peter e inclinou-se em sua frente. ‒ Não dê trabalho para o tio, ouviu bem? ‒ o garoto assentiu. ‒ Cuide dele para Bella ‒ ela continuou. ‒ Não o deixe falar palavrões, nem tomar Coca, chupar chicletes, ou ficar a manhã toda vendo televisão, promete?

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Peter assentiu solene. Edward entrecerrou os olhos, confuso.

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‒ Então Bella já vai. Daqui a pouco eu volto e nós vamos sair ‒ avisou e esfregou o nariz no seu. ‒ Te amo ‒ ele fez um coração no ar e apontou para Bella, dizendo que a amava também.

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Edward avaliou-os, de novo ciumento de que ela pertencesse a Emmett, levantou a mão desafiadoramente na sua cintura – como se Emmett pudesse ver – e segurou-a. Ela alarmou-se quando ele girou-a e encostou-a a si.

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‒ Não! ‒ conteve-o antes que ele lhe roubasse um beijo. Ele enrijeceu, confuso com a rejeição. Ela afastou-se e olhou a criança, ignorando-o por um instante. ‒ Peter, você lembra onde é a sala? ‒ o garoto assentiu. ‒ Vá para lá e ligue a TV, porque a Bella vai conversar com o tio Edward, tudo bem? ‒ o garoto obedeceu e saiu.

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Antes que Peter sumisse no corredor, Edward ocupou os lábios da garota e empurrou-a contra a porta da geladeira. Bella tentou afastar-se, querendo falar-lhe. Ele insistiu, partiu seus lábios com a língua, desceu a mão até seu quadril e apertou-a a si, possessivamente. Ela fechou os olhos e permitiu-se ser beijada. Levou as mãos aos seus cabelos e o acariciou. Era novo ser desejada, não evitada.

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‒ Que bom que veio ‒ ele gemeu em sua boca e continuou a prová-la.

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‒ Não dev... ‒ ela o empurrou gentilmente, sem vontade. ‒ Não devemos nos beijar assim com Peter aqui... Não quero confundi-lo... Ele sabe que eu tenho namorado ‒ pediu, mas Edward não parou, pelo contrário, desceu para o pescoço. ‒ Edward, não... ‒ pediu, manhosa, segurou o rosto dele em suas mãos e olhou-o suplicante. ‒ Foi você quem pediu que eu o trouxesse. Não sei por que pediu, sei que gostei. Então, por favor, temos que respeitar a presença dele ‒ implorou séria.

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Ele afastou-se e criticou-se por sua falta de domínio próprio.

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‒ Er, desculpe. Eu me descontrolei.

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‒ Não se desculpe ‒ ela riu carinhosa. ‒ Eu não ligo. Eu gosto dos seus beijos. Só peço um pouco de cuidado quando ele estiver conosco ‒ concedeu e lhe deu um selinho. ‒ Fico feliz. Isso é sinal que eu mexo com seu controle ‒ gracejou satisfeita e pôs a cabeça em seu ombro.

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Um minuto depois, ela olhou no relógio rosa no pulso, preocupada com o que enfrentaria no decorrer da manhã, deu um beijo em seu rosto e foi à sala de TV despedir-se de Peter.

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‒ Pensei que iria jogar fora ‒ apontou sorridente para escultura de Flora no aparador, depois olhou avaliativamente a sala. ‒ Um dia vou pintar aqui tudo de rosa choque, branco e prata. ‒ prometeu.

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‒ Então você acordou ‒ Edward ironizou e abraçou-a por trás, brincalhão.

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‒ Vou, sim. Eu não gosto dessa decoração fria ‒ destacou.

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‒ Eu gosto, Bella ‒ cortou incisivo, afastou seu cabelo e beijou-lhe o pescoço.

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‒ Ok... E minhas plantinhas, como estão? ‒ soltou-se do abraço e caminhou apressada para a varanda. ‒ Nossa! ‒ aplaudiu e deu um pulinho. ‒ Como as senhoritas estão bonitas! ‒ inclinou-se e tocou na folha da orquídea. ‒ Eu pensei que aquele homem ali fosse torcer o pescoço de vocês ‒ confidenciou baixinho, com um sorriso arteiro. Edward a observava encostado à porta de vidro. ‒ Que bom que ele não assassinou vocês de sede. Seria muito desumano. Depois vou trazer mais irmãzinhas para vocês ‒ acenou para as plantinhas e olhou para Edward. ‒ Você conversou com elas esse mês que eu não vim aqui?

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‒ Lógico que não! ‒ balançou a cabeça, horrorizado com a sugestão absurda.

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‒ Não precisa dar um pulo desses. Existe uma teoria, comprovada cientificamente, de que as plantas crescem mais e têm flores mais saudáveis se conversarmos com elas. Experimente. Elas são ótimas ouvintes ‒ aconselhou com uma piscada e caminhou faceira para outra sala, o rabo de cavalo balançando de um lado ao outro.

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Edward acompanhou-a a certa distância, fascinado. Linda. Conhecia cada pedaço frontal daquele corpo. Agora precisava conhecer a parte oposta. Morderia cada pedaço e curvinha daquela nádega, prometeu.

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‒ Bebê, Bella já vai ‒ ela avisou e se inclinou para beijar Peter. Edward virou o rosto para não secá-la descaradamente.

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O garoto assentiu distraído com o programa na televisão. Ela olhou-o hesitante por alguns segundos, indecisa se era uma boa ideia ou não deixá-lo. Edward leu a dúvida e puxou-a para saída.

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‒ Ele vai ficar bem ‒ tranquilizou-a. ‒ Se eu não puder deixar uma criança segura, posso desistir da minha profissão ‒ gracejou. Ela não entendeu o sentido do comentário. Estava distraída. ‒ Você se importa se descermos um pouco para a praia? ‒ perguntou ele, fechou a porta atrás de si e parou em frente ao elevador.

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Ela pensou uns segundos, indecisa.

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‒ Tudo bem. Mas não o deixe entrar no mar... Tem protetor solar nas sacolas.

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‒ Ok. Posso te beijar agora? ‒ inclinou-se e encostou os lábios nos dela.

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‒ Edward, eu... ‒ iria dizer algo, mas ele foi mais rápido, segurou seu queixo e a beijou, encostando-a a parede do elevador.

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Ela correspondeu, pois era impossível se negar ao que sentia por ele. O que ainda a atormentava era saber que machucaria hoje alguém que considerava e amava. Não o amor físico, mas o amor de irmão, simples e fácil. Diferente desse sentimento por Edward. Carnal, físico, desconhecido, desafiador.

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Depois de terminar o namoro poderia investir sem culpa neste homem de atitudes inexplicáveis, que a tratava como se tivessem um romance, mas que ontem nem ligou para saber como passara a tarde.

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Isabella não conseguiu relaxar durante os exercícios de yoga com os internados da casa de recuperação. Terminou a instrução, recepcionou os recém-chegados, depois se sentou na grama sob uma árvore para conversar com uma novata. Conversar e receber palavras de motivação era o que mais os cuidandos precisavam. Jéssica, recém internada, entrou nas drogas logo que foi abruptamente separada do namorado três anos atrás. Ela e o namorado usavam drogas esporadicamente. Foram descobertos e ele foi mandado embora para a Virginia. Depois disso, ela afundou-se no vício. Isabella encontrou-a nas ruas há duas semanas e trouxe-a para a casa de recuperação.

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‒ Seus pais nunca apareceram, Jéssica? ‒ perguntou Isabella e pôs a mão da nova amiga entre suas mãos.

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‒ Não ‒ Jéssica olhou com olhos vazios para o horizonte. ‒ Meu sonho era que Mike viesse. Eu ainda o amo. Você me ajudaria a encontrá-lo? ‒ implorou. Sua aparência de abandono causava piedade. Dona de uma beleza mal-cuidada, cabelos despenteados, roupas gastas, por trás dos olhos cinza encontravam pratas rasas. Isabella se condoeu e abraçou-a.

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A casa de recuperação era uma lição de vida. Tornava-a um ser humano melhor. Isabella soube disso desde o primeiro dia em que a visitou, com Emmett, dois anos atrás. Depois descobriu que a pastoral responsável dava aos jovens da comunidade a oportunidade de se voluntariar. Por isso se inscreveu nos cursos e programas de aconselhamento. Sentia-se adulta em poder contribuir.

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E Daniel, depois de participar com ela no programa, a adorava cada dia mais por ela ter contribuído para sua recuperação das drogas, pois com apenas quatorze anos já era viciado em crack.

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‒ Precisamos conversar ‒ Isabella avisou no instante em que atravessaram o portão da casa de recuperação para entrar no carro. Ele se aproximou, a abraçou e cheirou seu pescoço. Isabella o deteve e lembrou-se de que horas atrás seu pescoço era beijado por outro homem... Tinha que agir rápido.

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‒ Sobre o quê? ‒ perguntou, desconfiado. ‒ Sobre procurarmos esse namorado da Jéssica?

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‒ Não, er... ‒ nunca teve medo de nada, mas temia sua reação.

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‒ Ih, Florzinha, o que há... ‒ segurou seu queixo. ‒ Acho que essa estória da Jéssica te abalou.

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‒ Não é isso, Luke Daniel... ‒ suspirou e preparou-se para falar.

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‒ Droga, quando alguém me chama pelos dois nomes é porque as coisas não estão legais ‒ comentou e afastou-se. ‒ É o Emmett?

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‒ Não... É nós dois... Não está dando certo... ‒ Isabella soltou. ‒ Eu preciso de um tempo... Estou confusa...

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Bastou isso. No instante seguinte o garoto fez chantagem emocional, disse que não teria forças pra ficar sem ela e que, como consequência, voltaria às drogas. Isabella teve medo.

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Depois que Bella entrou no elevador para descer, Edward observou Peter por instantes. O garoto desviou o olhar da televisão e deu-lhe um sorriso. Levantou os dedos no ar e fez sinais imitando uma arma. Abriu as mãos no ar e repetiu o gesto.

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‒ Hummm, arma?... Ih, garotão, como vamos nos comunicar? ‒ Edward torceu os lábios desanimado.

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Peter sorriu e escreveu no ar, dizendo que sabia escrever. Edward foi ao quarto e voltou com caneta e papel.

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Decidiu fazer uma pergunta que para ele soava doentia, mas o garoto não saberia julgar.

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‒ Seu pai gosta muito da sua mãe? ‒ perguntou hesitante. Peter esqueceu a caneta e balançou a cabeça assentindo. Fez um coração grande no ar. Muito. Edward adotou um sorriso de canto maquiavélico. ‒ E de você?

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O garoto deu um suspiro triste, desviou os olhos de Edward e fez um coração pequeno no ar. Edward percebeu, confuso. Por que o menino achava isso? O garoto escreveu no papel:

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Cadê sua arma?

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Edward pegou sua mão e levou-o ao quarto, impotente. Satisfaria logo sua curiosidade. Abriu uma gaveta ao lado da cama, pegou a arma e desmuniciou, desmontou e entregou-a aberta na mão do garoto, que o olhou frustrado, com expressão de acusação.

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‒ Isso não é arma para se brincar. Qualquer dia te levo para brincar de paintball ‒ adulou-o. ‒ Hoje podemos brincar lá na praia com suas metralhadoras. O que acha? ‒ propôs persuasivo. O garoto manteve o olhar na Glock baby, fascinado. Edward sabia o que significava aquele olhar. Já lera sobre crianças que se envolveram em acidentes ao manusear curiosamente armas dos pais. E se Peter queria satisfazer suas curiosidades, o levaria ao lugar apropriado para isso. ‒ Dane-se. Será nosso segredo ‒ determinou e mudou de roupa para calça jeans e camiseta.

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Vinte minutos depois chegavam à Agência. Só o plantão funcionava. Atencioso como se Peter fosse um adulto, ele mostrou a sala de armas da divisão, depois mostrou um vídeo no youtube sobre poder letal de uma arma. Também assistiram ao vídeo com resultado do uso de arma por pessoas descuidadas. Será que a mãe do garoto iria matá-lo por estar assustando-o? Preferiu não pensar. Só queria conquistar o menino.

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Seguiram para o stand de tiro. Depois de mostrar o mecanismo da arma, Edward ensinou os princípios necessários para um bom tiro e deu cinco tiros no alvo. Os olhos de Peter brilharam, ávidos. Edward agachou-se atrás dele, pôs a arma na mão dele e cobriu suas mãos com as próprias.

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‒ E aí, garotão, quer tentar? ‒ sorriu, encorajador. Peter tremeu eufórico. ‒ Flexione mais esta perna ‒ instruiu tranquilo. Peter posicionou-se e fez sinal com a cabeça que estava pronto. Edward ajustou o protetor no ouvido do garoto e permaneceu atrás dele, protetoramente. ‒ Então prenda o ar e aperte o gatilho, devagar ‒ ensinou. Peter apertou o gatilho e assustou-se com o recuo da arma e com o som. Foi um bom tiro para iniciante. Peter balançou a cabeça frenético, dizendo que não queria mais. Edward sorriu satisfeito com o resultado, guardou a arma no coldre de calcanhar e pegou a criança loura no colo para deixar a agência. Curiosidade satisfeita, interesse perdido.

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‒ O que você quer fazer agora? ‒ Edward perguntou quando subiam o elevador de seu prédio, após terem passado no mercadinho e comprado alguns itens para o almoço. Não passava das nove e meia.

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Peter sinalizou brincar na praia. Vestiram short, puseram boné, ambos passaram protetor, depois desceram com as metralhadoras de brinquedo. Encheram as nefins de Peter de água e molharam um ao outro.

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Às onze horas, subiram novamente. Edward abriu a mochila de Peter, tirou uma toalha e levou o garoto para o banheiro no quarto de hóspedes. ‒ Você sabe tomar banho sozinho? ‒ perguntou incerto. Se ele negasse, iria ter que esperar a mãe. Peter assentiu orgulhoso, tirou a sunga cheia de areia e entrou no box. Edward entregou os itens de banho no box e esperou do lado de fora, cauteloso.

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Bella atrasou-se. Chegou por volta de onze e quarenta. Edward tinha feito uma lasanha quatro queijos e ficou nervoso ao sentarem-se à mesa para comer, depois de tantos anos sem cozinhar para ninguém. Ela comeu em silêncio, elogiou uma vez, e ele notou que o seu humor estava mudado, diferente de quando ela saiu mais cedo. E nada tinha a ver com fome. Ela parecia triste.

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Comeram um pudim de confeitaria, que ele comprou, sentados sobre o carpete. Em seguida ela se deitou com Peter no sofá, ao som de uma música ambiente. Em pouco tempo Peter dormiu com a mãe mexendo em seu cabelo, cansado por ter acordado cedo e brincado.

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Ela arrumou os travesseiros em volta dele e desceu para o carpete, sentando-se indiana em frente a Edward.

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‒ É interessante seus mimos com ele ‒ Edward comentou. ‒ É uma criança cuidando de outra ‒ brincou.

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‒ Ele precisa de mim ‒ resmungou distante.

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‒ Igual a mim? ‒ gracejou, ressaltando que ela aproximou-se dele por julgar que ele precisava de cuidado. Ela não respondeu, programou a música no som e fechou os olhos, em posição de yoga flor de lótus, a palma virada para cima. Ele imitou-a.

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Após terminarem, Bella expôs o belo corpo em delicadas flexões, ora com abertura, ora com contorção. Ele praticamente despia a garota com os olhos, admirando o abdômen trabalhado, coxas firmes, vértice das coxas. Não via a hora de provar.

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Ela terminou o exibicionismo, sentou-se novamente indiana, agora mais relaxada e internamente melhor, olhou-o nos olhos e segurou sua mão, intimamente satisfeita com a decisão que tomou mais cedo. Levaria a nova vida adiante. Ao lado da pessoa que a fazia sentir-se viva, mulher e desejada.

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‒ Algum problema lá no abrigo para viciados? ‒ ele questionou, desconfiado.

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‒ Não ‒ acariciou a palma de sua mão com os dedos, massageando-a. ‒ Acho que já te falei dele... ‒ começou incerta. Sabia que deveria abrir-se. E de um modo cauteloso, iria aproximá-lo da verdade. ‒ O Daniel... Ele se sente meu dono ‒ lamentou.

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‒ É seu amigo? O da pastoral?

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‒ Sim. Mas ele não é só amigo... ‒ sugeriu, torcendo que ele deduzisse.

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Edward compreendeu. Imaginava antes não ser o único amigo, claro. Muito menos podia exigir isso. Não a condenava. O único que condenava por ela ser assim era Emmett.

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‒ É um hispânico que tem uma moto? ‒ lembrou-se do beijo dos dois com uma pontada de ciúme.

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‒ Sim... Como você sabe? ‒ questionou-o, mas interrompeu-se ao lembrar que Edward a estava cercando na escola. ‒ Ah...

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‒ Você sempre beija seus amigos? ‒ espetou, tentando soar engraçado. Ela sorriu ao ler a acusação no seu tom.

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‒ Não... ‒ olhou-o maliciosamente e ajoelhou-se em sua frente. ‒ Só amigos com benefícios ‒ piscou e acariciou sua bochecha com as costas da mão, bajulando-o. Ele segurou sua cintura e fixou os olhos em seus lábios.

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‒ Quantos amigos com benefícios você tem? ‒ desafiou sedutor. A pulsação de Bella correu ao ter mãos grandes deslizando na cintura e barriga, o polegar circulando o umbigo.

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‒ Agora, só você ‒ confidenciou baixinho. Edward puxou-a e beijou-a. Ela suspirou realizada. Depois de tudo, aquilo era o certo. Sua decisão foi certa. Ele puxou-a para seu colo, cada perna de um lado do seu quadril, apertou suas costas e, com os lábios ocupados, esqueceram o mundo.

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Deitaram-se no carpete e rolaram no chão, ávidos.

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‒ Posso tomar um banho aqui, antes de sairmos? ‒ ela o afastou e os lábios dele desceram para seu colo, lambendo o vão entre os seios.

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‒ Por que não vai assim? ‒ ele tocou seu seio redondo por cima do top.

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‒ Porque isso não é roupa de passear ‒ segurou sua mão e puxou-o para o quarto. Ela abriu o armário, tirou as peças de roupa que pôs no cabide mais cedo e estendeu-as em cima da cama. Edward ficou sentado na cama, observando-a.

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‒ Você vai tomar banho mesmo?

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‒ Sim. Algum problema? ‒ colocou uma toalha em volta do corpo e desfez-se da calça, protegendo-se com a toalha.

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‒ Não ‒ esfregou a ponta dos dedos no incômodo sob a bermuda. ‒ Er, vou te deixar sozinha para te dar privacidade ‒ avisou e caminhou para porta.

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‒ Tudo bem ‒ deu as costas e entrou no box, feliz em ver o desejo em seus olhos. Não o provocava deliberadamente, mas gostava desse poder.

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Ele fechou a porta e seguiu para sala de TV. Deitou no sofá e distraiu-se com o programa. Voltou ao quarto a tempo de surpreender Bella usando somente uma calcinha adolescente de algodão com elástico na cintura. Ela gritou sobressaltada ao vê-lo.

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‒ Ow, desculpe ‒ ele voltou e fechou a porta sem jeito. Esqueceu-se de bater porque não se acostumou ainda a ter visitas.

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‒ Espere! ‒ Bella chamou-o, ainda tapando os seios. Decidiu naqueles poucos segundos que não iria ter pudores como uma tola ingênua. Iria portar-se naturalmente, como uma mulher madura prometendo intimidade. Em poucos dias seriam amantes, sabia.

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Ele voltou incerto. Ela sorriu surpresa com sua própria resolução e recrutou espontaneidade.

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‒ Eu não me importo que fique. Só gritei pelo susto. Vem. Sente-se aqui ‒ fez um gesto em direção à cama, matreira, ainda que internamente estivesse envergonhada. Tirou as mãos que cobriam os seios e seguiu tranquilamente para o espelho a fim de pentear os cabelos.

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Edward engoliu em seco, sentou e observou-a congelado.

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‒ Ainda bem que o Peter já tomou banho. Sabia que até recentemente ele não tomava banho sozinho? ‒ ela comentou natural.

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Edward não prestou atenção ao que ela disse. Apreciava encantado a pele indefectível, uma imagem reluzente da juventude. Analisou a curva da cintura, a sinuosidade encantadora de seu quadril e o conjunto de suas firmes pernas. Soltou o ar.

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Encontrou seus olhos pelo espelho e contemplou com fascínio a aura inocente que emanava daquela imagem, nos cabelos penteados para frente sobre os seios.

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‒ Er... ‒ limpou a garganta, atentando-se que ela tinha comentado algo. ‒ Estávamos muito cheios de areia. Por isso eu pedi que ele tomasse banho. Você tem problema com isso? ‒ perguntou rouco.

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Ela se virou de frente a ele, a escova na mão ainda passando por cima dos longos cabelos. Edward acompanhou o movimento da escova, excitado. O bico rosado erguia-se sob a cortina loura.

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‒ Eu não me importo. Ter cuidado dele já me deixou muito feliz ‒ agradeceu com um sorriso. Avançou quase desfilando em sua direção e sentiu-se poderosa, radiante, sob seu olhar explorador. ‒ São poucas pessoas que têm paciência com criança.

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‒ Ele é um ótimo garoto ‒ pigarreou e apertou os dedos intimidado no canto da cama. ‒ Não deu trabalho nenhum.

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‒ Obrigada ‒ parou em frente a ele e inclinou-se para lhe dar um selinho, depois o abraçou carinhosamente, deixando a cabeça dele abaixo de seu queixo.

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Aquilo foi testar limites. Em um gesto instintivo e masculino, ele pôs a mão na cintura pequena possessivamente e afastou o cabelo que cobria o bico rosado, ereto, o monte que parecia desafiá-lo com sua rigidez. Cobriu-o com os lábios. A adolescente sorriu, surpresa, gemeu e apertou a cabeça a si, deixando-o sugar.

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‒ Ai, Bella, como resistir a você? ‒ apertou-a mais, alternando as carícias da boca entre um e outro seio.

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‒ O Peter ‒ lembrou-lhe ofegante ao ver a porta aberta.

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‒ Foi você que se esqueceu ao brincar comigo assim ‒ ralhou e permaneceu lhe dando mordiscadas. O polegar acariciou as laterais da calcinha, fazendo menção de descer.

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‒ O que eu fiz? ‒ afastou-se um pouco, mordendo os lábios com fingida inocência. ‒ Só o abracei em agradecimento ‒ defendeu-se dramática.

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‒ Não. Você praticamente colocou os peitos em minha boca ‒ acusou com um sorriso charmoso e puxou-a mais uma vez para beijá-la no seio. Ela balançou a cabeça em negativa, afastou-se de vez, mas o sorrisinho em seu rosto denunciava a presunção e satisfação de sentir-se tentadora e desejada.

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Ela encostou-se à borda da cama e vestiu uma saia curta jeans, pôs uma blusa tomara-que-caia branca, justa, cheia de florzinhas bordadas no busto, a seguir sentou-se ao lado dele e calçou uma bota cano longo jeans, que combinava com a saia. Abriu uma bolsa, pegou o estojo de maquiagem e seguiu para o espelho. Edward observou a roupa dela por alguns segundos, então fez uma careta de desagrado. O esgar foi capturado pela garota através do espelho.

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‒ Você não vai se arrumar? ‒ ela perguntou enquanto passava rímel. Ele assentiu sem vontade.

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Os olhos do menino brilharam de animação ao ver os brinquedos no parque. Compraram os passaportes, e Bella foi ao carrossel com ele. Edward esperou encostado à grade, em todo o tempo olhando para os lados em alerta. Por precaução, tratou de usar uma arma no coldre de perna para emergência e pôs o distintivo na carteira de bolso.

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‒ Com o que está preocupado, Edward? ‒ Bella abraçou-o na cintura logo que voltou do brinquedo, eufórica. Ele afastou-a sutilmente. ‒ O que foi? ‒ ela perguntou, confusa. Desde que desceram no parque, ela o tinha percebido meio reservado.

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‒ Nada.

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De novo ela percebeu seu olhar passear por sua roupa e acompanhou seu olhar ‒ algum problema comigo?

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‒ Não ‒ respondeu sério, pegou a mão de Peter e caminhou. Ela o alcançou e pegou a outra mão do garoto.

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‒ Você está arrependido, Edward, de ter saído conosco? ‒ perguntou insolente, mas não de mau humor.

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‒ Não.

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‒ Parece ‒ acusou, deixou-o e foi com Peter no minhocão. Os dois gritaram, jogaram as mãos para cima. Edward lhes olhou por uns segundos e censurou-se. Não tinha intenção de chateá-la com sua paranoia. Ela era tão linda sorrindo.

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Ângela, responsável pelo registro de fórmulas na DEA, coincidentemente passeava no parque com seu sobrinho, avistou Edward e caminhou até ele.

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‒ Oi, chefe! ‒ cumprimentou, surpresa em encontrá-lo. Ele não fazia o tipo que se encontrava em parques. Edward torceu os lábios com desagrado ao vê-la. Encontrá-la lhe lembrou mais ainda da impropriedade da situação.

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‒ Boa tarde, Ângela ‒ respondeu austero, olhando compulsivamente o brinquedo. Para o seu azar, Bella e Peter tinham acabado de descer e caminhavam eufóricos e saltitantes em sua direção.

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‒ O que faz aqui? ‒ Ângela acompanhou seu olhar. Sem saída, o chefe apontou para Bella e buscou uma desculpa eficaz.

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‒ Vim trazer, er, ela e...

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‒ Seu filho? ‒ Ângela interrompeu, empolgada. ‒ Nossa, tem os seus olhos! ‒ ofegou. Bella parou ao lado de Edward, esperando ser apresentada. Ângela olhou-a da cabeça ao pés. ‒ Eu não sabia que você tinha sobrinha dessa idade.

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Os três ficaram sem falar uns segundos. Edward tratou de apresentá-las.

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‒ Bella, essa é Ângela, uma colega minha ‒ apontou para Ângela.

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‒ Oi ‒ Bella cumprimentou-a com um sorriso forçado. Sentiu-se insegura com o olhar avaliativo da alta e elegante mulher morena. Ergueu os ombros e arrumou a postura.

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‒ Oi ‒ Ângela respondeu, e ambas se olharam insistentemente, as duas cientes de que se conheciam de algum lugar. Edward esfregou o cabelo receoso de que Ângela mencionasse que ele era agente da Narcóticos. ‒ Vamos comer alguma coisa juntos? ‒ Ângela propôs, entusiasmada, afinal era uma sorte encontrar o distante chefe fora do ambiente de trabalho. ‒ De repente as crianças gostem da companhia uma da outra ‒ apontou para seu sobrinho. Peter estava de costas para ele, evitando-o.

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‒ O que você acha, Bella? ‒ Edward propôs e observou-a, sem conseguir ler sua expressão.

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Isabella magoou-se ao notar sua reserva, empinou o nariz, jogou os cabelos louros para trás dos ombros orgulhosa e decidiu lhe dar espaço.

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‒ Se você quiser ir, tio, pode ir ‒ salientou com um sorriso de canto e segurou na mão de Peter, já pronta para deixar o local. ‒ Eu e Peter preferimos brincar ‒ avisou educadamente e levantou a mão no ar para dar um tchau para Ângela. ‒ Até mais.

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‒ Então acho que vai ficar para outra hora, Ângela ‒ Edward segurou firmemente na mão livre de Peter, impedindo Bella de se afastar. ‒ Estou devendo este passeio tem tempos ‒ completou com um sorriso. Ângela pensou que nunca viu o chefe mais atraente, afogou-se nos olhos azuis, depois sorriu, encantada.

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‒ Tudo bem. Deixa para próxima ‒ despediu-se com sorrisos coquetes.

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Edward, Peter e Bella seguiram para a fila da roda gigante em silêncio. Enquanto esperavam, ele estudou a garota, em seguida agachou-se para falar com Peter.

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‒ Por que você não quis nem olhar para aquele garotinho? ‒ quis saber ao lembrar que Peter ignorou o menino e abraçou a perna de Bella.

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‒ Ele não se dá bem com crianças ‒ Bella esclareceu.

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‒ Por quê?

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Peter fez um gesto com o indicador e a boca, lembrando que não falava.

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‒ Mas nós dois brincamos a manhã todinha e isso não foi impedimento ‒ argumentou. ‒ Você não tem amiguinhos?

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‒ Não. E é melhor assim ‒ Bella argumentou, calma.

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Edward olhou-a sem entender. ‒ Por que você acha melhor?

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‒ Para protegê-lo. Não quero que meu filho seja alvo de discriminações ‒ respondeu séria. A vez de subirem chegou, ela adiantou-se com Peter e o menino não quis soltar a mão de Edward.

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‒ Você não vem? ‒ perguntou distante.

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‒ Não. ‒ Edward negou, mas o garoto não quis soltar sua mão. ‒ Ok ‒ ele concedeu e subiram as escadas. ‒ Vou só uma vez.

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Sentaram-se no banco e Bella colocou Peter no meio, todavia o garoto pediu por linguagem de sinais que ficasse no canto para ver o mar.

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‒ Não, bebê. Do meio dá para ver tudo ‒ negou protetora e arrumou o boné do garoto.

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Peter balançou a cabeça e apontou para Edward, argumentando que Edward devia ficar no meio já que ele tinha medo de roda gigante. Bella sorriu do que o garoto deduziu.

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‒ Não. Ele não está com medo. Ele é adulto ‒ explicou, carinhosa. ‒ Você é bebê e tem que ficar no meio.

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Peter insistiu com olhar pidão e disse que então era ela que tinha que ficar no meio porque ela era mulher. Bella soltou o ar, resignada, sentou-se no meio e deixou Peter e Edward nos cantos. O garoto sorriu e beijou-a bajulador. A roda gigante começou a subir, o garoto gritou e apontou para a cidade e mar, extasiado.

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Edward e Bella sorriram da alegria do garoto, ele passou o braço em volta do ombro de Bella, afastou o cabelo e encostou o nariz no seu pescoço. Ela assustou-se. Não esperava intimidade em público.

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‒ Ele consegue tudo que quer de você? ‒ sussurrou abaixo da orelha, fazendo-a se arrepiar. Sorriu ao perceber o efeito e beijou devagar o local.

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‒ Quase sempre.

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‒ Você é muito protetora ‒ acusou e plantou beijos suaves no pescoço, depois deu mordiscadas.

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‒ Ele é tudo que eu tenho ‒ explicou baixinho, enquanto isso o garoto gritava contente em plenos pulmões.

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‒ Por que ficou tensa perto da Ângela?

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‒ Porque estava na cara que você ficou sem jeito. Parecia que queria me esconder.

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Ele desceu os dedos pelo pescoço e acariciou a clavícula, ao tempo que desviava beijos para o ombro. ‒ Eu não estava sem jeito... Só preocupado.

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‒ Com o quê?

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Ele deu um tempo pensativo, suspirou e continuou beijando-a devagar, agora descendo pelo braço livre.

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‒ Com você, comigo... Você é adolescente... Veste-se como uma...

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‒ É isso que o incomoda ‒ concluiu, chateada.

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‒ Não. Não é isso ‒ adiantou-se ao notar a mágoa em sua voz. ‒ Mas é estranho que eu ande com uma. É novo ‒ pegou na barra de sua saia. ‒ Você parece mais nova vestindo assim.

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Ela torceu os lábios. ‒ Eu não consigo entender os adultos. Emm faz questão que eu use roupas teens, que eu tenha amigos da minha idade, saia para festas com pessoas da minha idade. Ele tem uma verdadeira obsessão para que eu curta as minhas fases. Já você prefere que eu me comporte como adulta.

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‒ Emm quer que você seja adolescente? ‒ questionou, incrédulo, falando com familiaridade suspeita. ‒ Como ele quer que você viva a fase adolescente colocando uma responsabilidade dessas nas suas costas? ‒ apontou indignado para Peter. Ela entrecerrou os olhos e encarou-o, cética.

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‒ Você está falando de algo que não sabe. Emmett se sente muito culpado ‒ fez questão de se afastar um pouco, ganhando alguma distância. ‒ E só para registro, eu adoro a responsabilidade que tenho. Isso não me impede de curtir minha adolescência ‒ argumentou e trouxe Peter protetoramente mais para perto de si. ‒ Saiba que eu vivo mais que você. Tenho colegas, me divirto, saio. A única coisa diferente das outras meninas da minha idade é que minha prioridade é outra ‒ disse na defensiva e se virou de costas para ele, dando atenção a Peter que estava alheio ao assunto que abordavam, entretido. ‒ Qual o outro brinquedo que você quer ir, filho? ‒ ela perguntou, pegou uma água em sua bolsa e abriu para que o garoto bebesse.

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Ele respondeu por sinais que queria ir no frisbee. Ela balançou a cabeça em negativa. ‒ Não pode. Só quando você tiver onze anos ‒ lembrou com carinho. ‒ Mas que tal a discoteca? ‒ propôs animada.

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O garoto sorriu e levantou o polegar no ar. A roda gigante parou, ela segurou a mão do garoto e desceram com a ajuda do monitor do parque. Caminharam rumo ao disco com Edward logo atrás. Pegaram a fila e esperaram. Quando já alcançavam o portão, Peter virou e fez sinal para Edward perguntando se ele ia. Foi Bella quem respondeu.

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‒ Acho que o tio Edward não gosta de programas infantis, Peter ‒ comentou ressentida. Teria que ter muita paciência, pensou. Subiu a escada em direção ao disco e surpreendeu-se ao registrar uma mão em sua cintura. Edward acompanhou-a.

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‒ Quem disse que eu não gosto? ‒ ele desafiou. Ela sorriu, diplomática. Sentaram-se lado a lado, prenderam o cinto e o brinquedo começou a mover-se, enquanto uma música alta passava nas caixas.

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‒ Solta os braços, bebê! ‒ ela gritou animada. Seu corpo foi jogado de um lado ao outro, juntamente com seus cabelos, que a cada segundo ficava mais esvoaçado. Edward fixou o olhar nela, sorriu e surpreendeu-se com a vontade de beijá-la ali, enquanto ela cantava animada a música Hot n’ cold, da Katy Perry.

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‒ Uau, adorei! ‒ exclamou ela quando desciam do brinquedo. ‒ Agora vocês vão me esperar porque eu vou no frisbee ‒ avisou, pegou a mão de Peter e o puxou. Foi impedida de andar quando uma mão parou-a. Olhou para trás e Edward a segurava pela mão. Sorriu para ele, acolhedora, e caminharam de mãos dadas. Ela subiu no frisbee e deixou Peter carrancudo por não ter idade suficiente. Voltou, inclinou-se, segurou com as duas mãos no rosto do garoto e adulou-o. ‒ Faltam cinco anos e três meses para você poder brincar neste. Está perto, bem pertinho. Você deixa a Bella ir? ‒ pediu manhosamente. O garoto sorriu rendido e assentiu balançando a cabeça. ‒ Obrigada. Eu te amo ‒ deu um beijo de esquimó. ‒ Cuida do tio Edward. Não deixa ele sumir no parque ‒ e saiu eufórica.

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Edward ouviu seus gritos entusiasmados quando ela era jogada de um lado ao outro no brinquedo. Levantou Peter no colo para visualizar melhor e a observaram boquiabertos. O brinquedo parou, ela desceu ofegante e jogou os braços ao redor de Edward. ‒ Nossa, é demais! ‒ comentou sorridente. Ele desceu Peter ao chão, pôs a mãos em sua cintura e a abraçou, contaminado por seu entusiasmo a ponto de esquecer onde estavam. ‒ Esse é o melhor brinquedo que eu já fui. Não existe sensação igual!

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Ele observou suas bochechas vermelhas, testa suada, os cabelos esvoaçados, ela inquieta como uma pulga saltitante e resolveu que nunca a viu mais linda, a não ser no dia anterior, debaixo dele e em êxtase, na montanha. Sorriu presunçoso, sentiu-se eufórico e pôs o rosto sob o cabelo dela, dando mordidinhas furtivas em seu pescoço.

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‒ Tem certeza de que é a melhor sensação de sua vida? ‒ comentou maliciosamente e apertou-a mais. Ela sobressaltou-se, olhou para os lados surpreendida com a alusão sexual e automaticamente lembrou-se de Peter.

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‒ Que tal fazermos um lanche agora? ‒ propôs, acanhada com o comentário, pegaram na mão de Peter e seguiram para uma lanchonete.

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Ao fim do dia, desceram do Porshe de Edward em frente ao seu prédio. Ele olhou para os lados a fim de ver se o porteiro ou algum vizinho os observava, e beijou-a no canto da boca.

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‒ Então até depois. Amei o dia com você ‒ ela agradeceu e apoiou a cabeça em seu ombro, feliz. Ele hesitou um pouco, depois pôs a mão em sua cintura.

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‒ Eu também gostei. Foi, er, diferente.

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‒ Você vai continuar indo me vigiar na escola todos os dias? ‒ provocou com um sorriso de canto.

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‒ Vai ser a única maneira de te ver na semana?

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‒ Não sei... Você quer ir comigo à igreja amanhã? ‒ convidou, mas logo se arrependeu ao lembrar que Daniel estaria lá e isso poderia gerar algum desconforto. ‒ Aliás, melhor que você não vá. Eu tenho que sair com a pastoral para a Rua Spring.

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‒ Você ainda faz aquilo?

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‒ Sim. Todos os domingos.

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Ele afastou-se, pôs a mão sob seu cabelo e acariciou a sua nuca. A brisa suave de fim de tarde na praia esvoaçava o cabelo louro. ‒ Que bom que você me encontrou aquele dia. Espero que você não encontre mais ninguém amanhã que precise de seus cuidados pessoais ‒ comentou brincalhão. Um brilho de triunfo cresceu nos olhos da garota.

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‒ Você teria ciúme? ‒ arqueou uma sobrancelha, provocadora.

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Ele balançou a cabeça e deu um passo atrás.

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‒ Não ‒ negou energicamente. ‒ De jeito nenhum.

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‒ Ah, que pena ‒ ela mordeu os lábios fingindo frustração e olhou para o chão.

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‒ Pensei que você não gostasse de relacionamentos possessivos ‒ defendeu-se com um sorriso. ‒ Inclusive já citou diversas vezes isso se referindo ao seu colega da pastoral.

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‒ Não. Não gosto ‒ negou, convicta. ‒ Mas se você tivesse ciúme de mim seria sinal de que se importa pelo menos um pouco ‒ disse naturalmente, depois se encostou à lateral do carro.

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‒ E eu me importo... ‒ ele revelou, levantou a mão ao rosto dela e acariciou seu lábio inferior com o polegar. ‒ Importo-me tanto que gostaria de poder te ver mais vezes na semana.

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‒ Mas poderia...

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‒ Como?

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Ela juntou as sobrancelhas, pensativa. ‒ Hummm, geralmente estou muito ocupada na semana com estudos e com Peter, então não vejo como sair de casa sem que precise mentir, já que Emmett não gosta que eu saia na semana... Apesar de que... ‒ parou uns segundos. ‒ Ah, não dá... Eu pensei que ele viajaria segunda, mas pelo jeito a viagem dele não deu certo.

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Edward ficou tenso.

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‒ Por que não deu certo? ‒ perguntou interessado, esquecendo-se momentaneamente de não dar tanta ênfase.

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‒ Parece que ele tem que fazer mais uma fórmula, não sei. Os estudos dele não ficaram prontos...

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‒ Ah... ‒ Edward assentiu e inconsciente colocou a mão no bolso, procurando o celular.

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Ela continuou. ‒ Então fica superdifícil de sair ‒ explicou. ‒ Apesar de que eu já falei de você. Falei que você é um projeto particular de restauração que não tem um vício profundo. A única coisa que ele não gostou foi o fato de você ser mais velho.

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‒ Mas ele também é mais velho que você! ‒ Edward retrucou enérgico. Isabella não entendeu de início a acusação, só segundos depois lembrou que ele pensava que ela era a menina de Emmett.

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‒ Sim. Mas ele me conhece desde que eu nasci ‒ defendeu-se, tentando aproximá-lo da verdade.

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‒ Ah, tá, o típico lobo mau que cria para comer ‒ criticou irônico, mas no mesmo instante se arrependeu ao ver o horror nos olhos da adolescente.

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‒ Você crê muito pouco nas pessoas! ‒ ela afastou-se chateada, pronta para tirar Peter que dormia no banco de trás.

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‒ Desculpe, Bella ‒ ele segurou em seu braço. ‒ É que é difícil aceitar essa situação.

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‒ Que situação? ‒ desafiou-o. ‒ A que ele me livrou de ser vendida para algum velho gordo aos dez anos de idade? A que ele terminou de me criar a custo de trabalho e me encheu de dignidade? Você não sabe de nada, Edward. É um riquinho mimado, que não sabe o valor de trabalho e dinheiro. Emmett trabalha dia e noite para nos dar uma vida digna. Desde que ele me trouxe, eu nunca o vi sem trabalhar um dia, fosse de jardineiro, fosse no laboratório dos outros e agora no laboratório dele. Você não pode falar de alguém que não conhece ‒ tomou fôlego. ‒ E não se engane. Eu não sou uma escrava sexual dele ‒ disse impulsivamente, mas refreou-se. Tinha que ganhá-lo antes de lhe revelar a verdade.

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‒ Tá, tudo bem ‒ rematou insatisfeito com a convicção nos seus argumentos. O ciúme ferveu no sangue, levou possessivamente a mão ao rosto da garota e inclinou-se. ‒ Não quero falar do Emmett ‒ deu-lhe um selinho. Ela virou o rosto sutilmente.

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‒ O porteiro está olhando... ‒ avisou tensa. Ele desviou os lábios e beijou sua bochecha, afastando-se a seguir. Droga!

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‒ Então até mais ‒ ele abriu a porta traseira do carro, pegou Peter no colo e caminharam rumo ao carro de Bella, estacionado do outro lado da rua. Ele sentou Peter no banco do passageiro, ainda sonolento. ‒ Até mais, amigão. Qualquer dia a gente faz um programa desses de novo ‒ levou o punho no ar para bater no punho do garoto.

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Isabella deu um sorriso satisfeito atrás do volante e lembrou-se de que Daniel não era assim com o garoto. Pelo contrário, tinha a impressão de que o ex-namorado se incomodava por ela sempre levar o garoto aos passeios e assim restringir as intimidades deles como casal. Já Edward parecia gostar do garoto.

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Ao vê-la virar a esquina, Edward olhou em volta, pegou o celular corporativo no bolso e ligou imediatamente para seu amigo Erick. ‒ Aborta a missão de segunda ‒ disse no automático. Erick tinha dito no dia anterior que, segundo escutas, Emmett iria fazer uma negociação na segunda, antes de viajar. A fonte de informação de Edward era mais eficaz.

Notas finais
Em primeiro lugar, obrigada pelas energias positivas que me mandaram. Foi ótimo saber que tinha gente torcendo que eu não desistisse do meu curso que tomou meus últimos dois meses e me impediu de escrever.Desculpem mesmo pela demora. O nyah estava com problema ontem, por isso atualizou e sumiu o capítulo.Obrigada por ler.Grande beijo