tantas vezes apaixonado...
eu, super me apaixono por tudo!
Não sei não me apaixonar...
me casei tantas vezes...
não me separei de nenhuma delas...
não, nenhuma delas...
nem da Preguiça...
não, nenhuma delas...
e eu juro que não sou uma galinha...
não, nem uma delas...
nem da Solidão...
nem da Loucura...
nem da Malicia...
nem da Licença...
não, mas eu não me separei...
não, nenhuma delas,
muito menos da Liberdade...
Oh liberdade de seios negros selvagens!
Que segura, bruta Viagem...
morra comigo, Liberdade — eu gritava!
oh eu me divorciei da Vaidade,
mas nós sempre pegamos o mesmo trem...
nós sempre nos pegamos no mesmo trem...
um trem onde tem água,
— em uma evasão no sonho -
ela odeia quando confundo o nome dela...
quando a chamo de: Verdade!
Oh, minha doce Vaidade
que faz de mim ainda mais belo...
em tudo me reflete — as lágrimas...
quando me perco em um sonho, encontro Vitória!
Narciso — observado — e então...
De amplas ruas, face bela — Solidão
escancaro — nú, meu coração...
dos dentes, o carinho — Saturno!
pisa o silêncio, caminhante noturno!
Vaga no sonho — teu sorrir, sem sentir
vaga no sono — uma vã lembrança!
vaga na vida — no sonho engolir
vaga na morte — a desesperança.
Fale com o autor