Fleeing in the dark.
9 Um abrigo concreto , ou não.
Notas iniciais
Eu vi a Melody descendo as escadas toda sorridentezinha junto com o Rafael:
–Hahaha, Hehehe , Hihihuhu -RI como uma retardada pra chamar a atenção dos dois.
–Ta com distúrbio ? -O Rafael disse rindo e sentando do
meu lado.
–Eu não , mais não sei voc...-eu ia terminar mais o Vitor chegou na porta de vidro da cozinha , ali não tinha barricada pois dava para os fundos da casa , o pai do Rafael alega ser bem seguro.
–o Sr. Fernandes ta chamando a gente lá atrás numa especie celeiro. -ele disse puxando uma porta de vidro.
Fomos até lá , o sol tava forte , só ai me dei conta que era como uma fazenda , bem isolada da cidade, era bem estranho estar tudo tao bem cuidado durante um apocalipse.
–Isso é uma caminhonete -o Sr. Fernandes disse apontando pra uma caminhonete vermelha.
–Pensei que fosse um foguete. -Disse ironizando e franzindo as sobrancelhas por conta do sol.
–Deveria ser menos irônica , a irônia mata sabia- um cara disse fechando o capô da caminhonete.
–Fiu Fiu — a Jennifer disse. E eu revirei os olhos.
–Meu nome é Chris. -ele apertou a minha mão. Ele era forte , alto , usava uma regata preta com luvas de mecânica , os cabelos eram raspados , mais estavam crescendo tipo aqueles estilos de soldados. Ele era um gato. Admito.
–Elizabeth. -disse balançando a cabeça. — e esses são Melody , Rafael , Tyler , Jennifer , Jump ta lá dentro da casa , Vitoria e Vitor -disse apontando pra eles
–Chris é um velho amigo meu, nós viemos para cá por pouco tempo- o pai do Rafael disse.
–Pouco tempo ? -Vitor cruzou os braços visualizando a caminhonete.
–Vamos sair daqui. — a mae do Rafael falou.
–Sair ? Mal saímos da droga de um lugar, e já Vamos á outro ? -quase gritei
–Vamos pra um lugar mais seguro garota , de um amigo meu -o Leonardo disse.
–E quem seria esse amigo tao importante ? -Tyler perguntou . Ele ainda tava bem chateado pelo fato da Melody e do Rafael então ele tava bem frio.
–Meu capitão — o Chris disse girando a chave para testar o motor da caminhonete. -Droga! -ele disse não conseguindo ligar.
–Capitão? — a Vitoria arregalou os olhos. -Tipo soldado , exercito.
–Pacificadores -falei entendendo tudo.
–Nós tentamos acabar com a guerra, há muitos bandidos por ai, procuramos a cura.-ele disse me encarando.
–Então foram um de vocês que quase mataram a Liz e eu com um tiro -o Vitor disse já querendo partir pra cima dele.
–Não sei , fui enviado para cá pelo Capitão para trazer o Sr. Fernandes em segurança. Mais o Sr. Decidiu voltar mas a caminhonete quebrou e estamos tentando concertar , não saio daqui á dias , não sei quem te acertou rapaz. -ele disse fixando o Vitor.
Ficamos em silencio por uns 20 segundos.
–Soube que é bom em concertar carros Vitor — o Sr. Fernandes disse entregando uma caixa de ferramentas a ele.
–Pra onde vamos , é maior , mais seguro, mais soldados , mais armas, suprimentos , e há equipamentos para o estudo da cura. — o Chris disse entrando no celeiro.
–Ótimo , mal sobrevivemos e nos abrigamos e já Vamos nos suicidar de novo- a Vitoria disse bufando e entrando na casa indo atrás do Jump pra dar as noticias.
Eu fui atrás do Chris ate o celeiro , havia muitas ferramentas e algumas munições .
–Fuzil de precisão tático. -ele disse apontando para uma arma pendurada em um prego nas paredes de madeira.
Respirei fundo e peguei uma bala e guardei no bolso sem ele ver.
–Então , falta muito pra caminhonete ? -tentei puxar assunto.
–Nem tanto , talvez com a ajuda do seu namorado seja mais rápido -ele disse dando um sopro e passando um pano no motor.
–Vitor não é meu namorado -eu disse vendo umas ferramentas que estavam na mesa velha de ferro.
–Ele olha pra você como se fosse estrangular qualquer pessoa que chegasse á falar com você. -ele disse jogando o pano na mesa ainda olhando para o motor.
Eu dei um sorriso sem que ele percebesse . -Eu e ele não somos nem amigos, acho que passamos longe disso as vezes.
–Saquei , ele é um cara daqueles que carrega facas nos bolsos , e metralhadoras nas calças — ele disse tirando barato.
–É -eu disse rindo. -Sabe oque ouve com aqueles postes ? — eu disse observando alguns postes caídos lá no fim da fazenda que na verdade era o começo de um grande terreno e plantações de milho.
–Ah , a última tempestade , deixou péssimos presentes. Não chega lá perto se não quiser ser frita , literalmente. -ele disse usando uma ferramenta no carro.
–Não vou -continuei fixando os postes caídos.
–Eu sei que vai-ele disse rindo.
–É eu vou -disse colocando umas luvas de borracha e umas galochas que estavam perto da mesa.
–Isso é meu sabia. -ele disse deixando de prestar a atenção no motor e olhando eu tirar as botas e calçar as galochas.
–Eu sei -disse colocando uns óculos escuros que imaginei sendo dele tambem e saindo do celeiro indo na direção dos postes.
–Aonde você vai ? — a Melody veio correndo até mim.
–Ah , Oi , ver aqueles postes ali -disse indo em direção á eles.
–Ei Liz, pode vir aqui. -o Jump estava sentado nuns bancos em frente á uma mesa de madeira ao lado de uma arvore.
–Claro -eu e a Melody fomos em direção á ele , ela sentando do lado dele e eu sentando á frente deles.
–Sabe aquela bala que você me deu no dia do tiroteio dos pacificadores ? -ele foi logo dizendo quando nos sentamos.
–Claro, á que você ia examinar. -eu balancei a cabeça em forma de "Sim".
–Ela é de um fuzil de precisão. -ele disse virando a tela do notebook pra mim.
–Como essa ? -Tirei a bala da arma do Chris do bolso.
Ele pegou e a ficou olhando durante uns 10 segundos.
–Ta vendo esses numeros ? -ele apontou para uns números bem pequenos na bala.
–Tô -falei pegando a bala na mão.
–No exército , os soldados tem um número de série das balas de cada arma , assim eles podiam identificar o tiro , de qual arma foi disparada, e quem disparou , Ta vendo ?
–7727 -falei
–Exato , e a do Chris é 5676. -ele disse também entregando a bala do Chris nas minhas maos. -Então não são da mesma arma. É de um Fuzil de precisão , mas não do mesmo.
–De um soldado ? -perguntei me levantando do banco.
–Sim — ele disse virando a tela do computador pra ele de novo.
–Valeu, Jump -Fui até ele para abraça — lo.
– De nada. -ele riu. Eu e a Melody iamos saindo em direção aqueles postes quando ele me gritou de novo.
–Depois tenho que te mostrar umas coisas.
–Ok -Gritei levantando a mão ainda caminhando .
Estávamos andando bastante porque a fazenda era grande.
–Oque acha sobre o Chris? -a Melody disse sem ar quebrando o silencio.
–Não tenho o que achar -eu disse recarregando um revolver.
–Vai me dizer que ele não é super gato -ela disse sentando numa pedra quando chegamos perto dos postes caídos e recuperando o folego.
Eu ri da cara dela. -Ele é um soldado -disse procurando alguma coisa que pudesse utilizar naqueles fios.
–Verdade , soldados são super gatos , obrigada por complementar -ela disse arrancando um mato da terra que era bem grande.
–Você não presta -falei puxando o mato da mao dela.
Joguei ele nos fios e me afastei esperando que o mato queimasse ou estourasse por conta do choque.
–Não fez barulho. -ela disse arqueando uma sobrancelha.
– a eletricidade desse poste deve ter acabado -disse colocando as maos na cintura com falta de ar pelo quando que tínhamos andado.
–E como ainda tem luz na casa ? -ela perguntou olhando em volta.
–Só caíram dois postes , ali do outro lado tem mais , a energia ta vindo de lá.
Ouvidos um grunhido e eu apontei a arma em direção a ele.
Vimos um zumbi preso na cerca elétrica , os postes estavam caídos por cima da cerca.
–Que horror , sai demônio ! — a Melody disse pulando.
–Não pira -disse rindo.
–Oi gente . — a Jennifer chegou
Eu e a Melody nos olhamos e ela pos o dedo na garganta simulando vômito.
–Oi -dissemos em uníssono. -Estamos tentando resolver isso- tentei forçar simpatia.
–Ótimo e.. Aaaah! — ela viu o zumbi na cerca e logo tirou o revolver da calça e deu um tiro nele.
–Oque você fez sua burra ? — a Melody disse tirando o revolver da mao dela.
–Ele podia matar a gente sua tonta -ela gritou.
–Assim você já deve ter chamado até a puta que pariu. — a Melody gritou.
Elas tavam gritando e discutindo.
–Gente -cochichei
Elas olharam e eu apontei para fora da fazenda , havia uma horda de zumbi caminhando lentamente (Graças a Deus ) lentamente na nossa direção.
–Que droga garota — a Melody chochicou.
–Ah vá se ferrar — a Jennifer respondeu puxando o revolver da mao da Melody.
–Calem a boca, vamos sair daqui e avisar para os outros que uma horda de aproxima. -falei tentando aliviar , mais eu também estava apavorada.
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