Flecha Negra

4 O Último Membro do "Time"


Notas iniciais
Desculpem pela demora ^^'

É que comecei a estagiar e to sem tempo pra quase nada =/

Mas aqui está ^^

Ah! eu fiz uma pequena correção no último capítulo, quanto à distância do arco ^^

Espero que gostem

Um grande acontecimento estava marcado para aquela noite. Grandes personalidades empresariais de toda a Inglaterra, estariam se reunindo no Camden Roundhouse para a grande prestigiação de Willian Silvermoon, um dos maiores comerciantes de roupas finas do país. Até mesmo seus concorrentes estavam ali, lhe dando os parabéns pelo seu 60º aniversário, embora muitos deles o preferiam que ele estivesse morto. Mas ele ainda não estava, então, tinham que continuar com o teatro da esportividade. Pessoas passavam e o cumprimentavam, o felicitavam pela idade nova e por seu sucesso nos negócios, afinal, não haviam apenas inimigos comerciais na festa, mas também aliados e amigos pessoais.
Silvermoon era bastante conhecido pelos ingleses. Sua família sempre lidou com tecidos, e foi essencial na criação do \"Tratados dos Panos e Vinhos\" que fora bastante vantajoso para a Inglaterra. Seu ancestral, Sir Walter Silvermoon participou da elaboração do documento, pondo várias cláusulas que permitiram que a família ganhasse bastante dinheiro com exportações. Após isso, os negócios foram assumidos por vários descendentes, mas nenhum conseguira o sucesso de Sir Walter.
\"Até hoje\" Pensava Willian. \"Depois de gerações sem destaque, minha família está de novo no auge. Nada pode estragar esse dia! Hoje começará minha lenda!\"

(...)

A figura de preto novamente preparava seu arco. Dessa vez, conseguira um lugar perfeito, de onde tinha visão ampla e perfeita do lugar onde seria o ápice da festa, quando seu alvo receberia o título de \"Sir\" à meia-noite em ponto. O arqueiro sorriu. Era especialmente arriscado, mas ele havia calculado tudo. E até agora tudo estava dando certo. Ninguém o vira entrar, poucos momento antes, e ninguém o veria sair também.

— Será realmente uma festa inesquecível...

Ele preparou pequeno aparelho que tinha preparado especialmente para essa noita. Depois, pôs duas flechas no arco e puxou a corda. Preso nelas, um pequeno saco plástico com papéis, fotos e uma fita.

(...)

— Hora do show, Sr. Silvermoon. — Cochichou seu assistente.

— Ótimo!

Nessa hora, a voz do mestre de cerimônias se fez ouvir.

— Caros colegas, Sejam muito bem-vindos ao Camdem Roundrouse.

Uma fria salva de palmas o interrompeu por alguns instantes.

— Estamos hoje para homenagear um grande homem, que completa hoje 60 anos de uma história de luta, perseverança e muito sucesso. Um homem que enfrentou várias dificuldades na sua jornada, mas não se abateu, mas sim, lutou e as venceu com com coragem, e força de vontade. Porém, não apenas isso! Ele, em seu esforço para subir na vida, se empenhou em ajudar seu país, assim como seu ancestral, algo que conseguiu com louvor. E hoje, nosso país e nossa rainha reconhecerão oficialmente esse esforço.

Uma nova salva de palmas concluiu o breve discurso. Após isso, Uma voz anunciou o que todos aguardavam ansiosamente.

— Sua Majestade, A rainha Isabelle Cristinne Marie de Winston!

Acostumada com essas formalidades, a rainha andou lentamente até o local reservado com graça e leveza, apesar da idade. Todos do salão se curvaram.

— Willian Jacob Silvermoon. Sua grande colaboração para com nosso país, seu grande altruísmo para com nosso povo, e sua lealdade à nossa nação são notáveis. Por isso, Eu, Isabelle Cristinne Marie de Winston, rainha da Inglaterra estou aqui para nomeá-lo Cavaleiro Real. Mas, para que seja oficial, Todos os atuais cavaleiros devem estar de acordo. Por isso, se algum dos cavaleiros aqui presentes acredita que este nobre senhor não deve se tornar um de vós, que diga neste momento.

Willian sorria enquanto imaginava o respeito que ganharia em poucos momentos. porém, este sorriso sumiu ao ouvir uma voz metalizada.

— Eu protesto. — A voz, alterada por um filtro, ecoou pelo salão em silêncio.

Todos começaram a olhar em volta em busca da origem da voz.

— Este homem não tem condições de se tornar um cavaleiro.

A murmuração se tornou audível. Silvermoon alimentava um ódio incrível.

— E por que ele não tem condições? — Perguntou a Rainha, calmamente.

Nessa hora, dois vultos negros voaram certeiramente até a cabeça de Willian Silvermoon.

— Por que ele está morto. — Respondeu a voz.

O corpo de Silvermoon caiu no chão com um barulho abafado. Duas flechas negras estavam cravadas em seu crânio. O pânico se instalou no salão. Rapidamente, a segurança da rainha a tirou de lá, com cuidado, enquanto os convidados corriam para fora do Camden Roundhouse gritando histéricamente.

(...)

— Você e sua boca de praga, Robert! — Reclamou LaCroix. — Você tinha que falar em mais uma vítima.

— Relaxa, Robert. — Falou Hughes. — Ele só tá assim porque vai ter que dar outra desculpa pra Lindsay.

— Ela vai me matar... — Falou LaCroix. — Ela ficou furiosa ontem. Hoje então...

Os quatro estavam no Camden Roundhouse, acompanhando a perícia. O corpo de Willian Silvermoon jazia na frente deles, junto com um monte de legistas. Robert, Hughes e LaCroix discutiam sobre a namorada do último, enquanto Richard examinava as flechas, que, como da primeira vez, trouxeram um saquinho com documentos, fotos e, dessa vez, uma fita. LaCroix preferiu escondê-lo para examinar depois, para evitar problemas.

— Falta muito, Rick? — Perguntou Robert.

— Não, já terminei. — Disse, guardando o material. — Mesmo tipo de flecha, provavelmente mesmo tipo de arco. Resumo: Mesmo alcance da anterior. Ele provavelmente atirou duas flechas para ter certeza de que o suportariam o peso do \"pacote\". Porém...

— Porém...?

— O estrago na cabeça do Silvermoon foi bem maior do que o do Longshot. Isso porque o tiro de um arco perde força com o tempo. Ou seja, quanto maior for a distância que a flecha tiver que percorrer...

— Menores serão os danos. — Completou Robert. — Isso significa que o assassino atirou de uma distância bem menor do que da primeira vez.

— Exato. — Confirmou Richard.

— Pode estimar a distância? — Perguntou Hughes.

— Creio que em torno de 20 metros.

— Mas isso significa... — Começou LaCroix.

— Significa que o assassino atirou daqui de dentro. O que faz sentido, já que não há janelas quebradas na direção de onde, segundo as testemunhas, veio o tiro. — Completou Hughes.

LaCroix deu um sorriso cínico.

— O desgraçado matou esse velho bem debaixo do nariz da segurança, da guarda pessoal da rainha, e da Yard. — Falou.

— O resultado da investigação do teto do prédio de ontem chegou? — Perguntou Robert.

— Chegou. É certeza que alguém esteve lá, mas não encontraram nada que pudesse dar uma pista sobre ele.

— Estamos lidando com alguém extremamente inteligente. — Falou Robert. — Provavelmente calculou tudo com muita antecedência. Isso não vai ser nada fácil...

Os quatro saíram do Camden Roundhouse e foram para a casa de Hughes, nomeada por ele mesmo como \"Base de Operações do Time\", para analisar as fotos e os documentos.

— Vamos ver o que esse aqui supostamente fez... — Falou Hughes.

As fotos mostravam Silvermoon subornando membros do parlamento inglês, usando mão de obra escrava, entre outros crimes. Os documentos mostravam sonegação fiscal, superfaturamento, etc. A fita complementava os anteriores, mostrando a voz do mesmo Silvermoon negociando escravos e acertando valores para propina.

— Isso vai dar a maior confusão nos tribunais... — Falou Robert.

— Essas coisas podem ser usadas como provas? — Perguntou Hughes.

— Podem e vão. — Falou Robert. — Creio que já recebeu um requerimento para entregar as provas de ontem, certo, Cruz?

— Recebi hoje de manhã. — Respondeu. — Já mandei. Quanto a essas... Hughes, sabe o que fazer.

— Ok.

Hughes começou a tirar duas cópias de tudo.

— Parece que o assassino pesquisa criminosos de alto escalão que não são punidos e os mata... Sendo assim... Vamos precisar de mais uma pessoa no \"time\". — Falou LaCroix.

— Seria por acaso...? — Perguntou Hughes, enquanto entregava os originais para LaCroix.

— Sim. — Falou sorrindo. — Tenho certeza que ele vai adorar nos ajudar.

— O que vão fazer com essa cópia extra? — Perguntou Richard.

— Entregar a um amigo. — Respondeu LaCroix.

— Então são vocês as \"fontes\" do Chris Miller... — Perguntou Robert

— Isso aí.

No caminho, LaCroix e Hughes explicaram o acordo com o jornalista.

— O caso é o seguinte: Quando Chris entrou lá na emissora, queria muito ser repórter policial. Mas para isso, teria que conseguir boas matérias. Então decidiu fazer algo arriscado: Deixar de fazer as suas redações de dia para seguir um detetive em busca de notícias. — Começou Hughes. — Assim ele passava o dia nos seguindo e a noite fazendo o trabalho normal dele.

— O problema é que muitas vezes ele acabava nos atrapalhando. Mas no fundo, ele era como nós, queria a verdade. Então propus um trato: Eu dava a ele informações exclusivas de todos os meus casos e ele parava de me seguir. — Continuou LaCroix. — Dessa forma, Chris foi rapidamente promovido a repórter de campo, graças a nossa ajuda. Por outro lado, a população acabou conseguindo obter informação de verdade, sem sensacionalismo.

— Entendo. É bem a sua cara, Cruz. — Falou Richard.

Eles chegaram ao Hyde Park, onde Chris já os esperava. Diferentemente do normal, Os quatro saíram do carro.

— E então, Chris? — Falou Hughes. — Foi promovido?

— Graças ao senhor, sr. LaCroix! Agora sou repórter policial!

— Ótimo. Significa que você pode vir conosco.

O jovem repórter ficou visivelmente surpreso.

— Eu? Ir com o senhor?!

— Isso aí. Você tem um raciocínio bom e sabe bastante coisa sobre as pessoas influentes daqui. Vai ser de enorme ajuda.

— Obrigado, Senhor LaCroix! Não vai se arrepender!

— Só uma coisa. Pare de me chamar de senhor. Não sou tão velho. Charles já basta.

— Certo, Charles!

— Estes são Robert e Richard Marback. Também estão nos ajudando. — Hughes fez as apresentações.

— Quer dizer, o grande historiador Richard Marback e o famoso advogado Robert Marback?! É uma honra conhecê-los!

— E você é o corajoso repórter que não tem medo da verdade, Chris Miller. É uma honra conhecê-lo também. — Falou Robert, apertando a mão de Chris.

— Digo o mesmo. — Falou Richard.

— Bem, agora que o time está completo e todos se conhecem, vamos! — Falou LaCroix entrando no carro. — Próxima parada: Arquivo Municipal!

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Provavelmente vou demorar um pouco a postar de novo, mas postarei o mais rápido possível ^^

Deixem reviews plz ^^