Flecha Negra

6 Face a Face com o Assassino


Notas iniciais
Depois de todo esse tempo, o que todos esperavam.

O encontro do time Cruz com o assassino.

Como isso vai acabar? Só lendo xD

P.S.: Ah, e desculpem pela demora interminável. Tava sem idéias =/

P.S.: Homenagem a Matanza xD

LaCroix olhava nervoso para os lados. Suava, apesar do ar-condicionado. Estava alí a uma hora meia. A situação era bem complicada. Haviam descoberto o seu jogo, era o fim. Mas ele não ia desistir tão fácil. Não. Ele havia chegado até alí, e agora era a hora do tudo ou nada. Todas as fichas estavam apostadas. Não havia volta. Hugues olhava nervoso para o parceiro. De início, achou a idéia arriscada. Mas LaCroix o havia tranquilizado e convencido, e agora ele também estava mergulhado nessa.
Robert permanecia de cabeça baixa, enquanto Chris olhava LaCroix tenso. Chris sabia que era muito bom nessa arte, como ele mesmo chamava, mas nunca pensou que conseguiria ser melhor que LaCroix. Richard, infelizmente não estava alí para ver o desfecho. \"O senhor Marback iria adorar ver como isso vai acabar...\".

— Acabou, Cruz. E você sabe disso. — Falou Robert, ainda de cabeça baixa.

— Isso é o que vocês pensam... — Falou LaCroix, tentando manter a calma. — Eu vou vencer!

— Não há o que fazer, Charles. Nós perdemos. — falou Hughes, cabisbaixo. — É melhor acabar com isso agora, antes que haja mais prejuízo.

LaCroix baixou a cabeça. Hughes tinha razão. Sempre tinha razão. Ele tentou dissuadi-lo daquela idéia, mas ele não quis ouvir. E agora, estava naquela situação.

— Sinto muito por colocá-lo nessa, amigo. — Falou para Hughes.

— Não se desculpe, Charles. Entramos nessa juntos, e vamos pagar o preço juntos.

— Obrigado, parceiro.

— Cartas na mesa, LaCroix. — Falou Robert.

Ele fechou os olhos e soltou as mãos. Estava pronto para ouvir o que vinha a seguir.

— Chris Miller ganha com um Royal Straight Flush. — Robert anuncia. — Sinto muito, Cruz, mas você está cinquenta dólares mais pobre. E você, Hughes, 45 dólares mais pobre.

— AAAAAAAAAAhhh! — LaCroix pôs as mãos na cabeça. — Lá se vai meu fim-de-semana com a Lindy! Ela vai me matar!

Hughes, Robert e Chris caem na gargalhada, enquanto pegam hot-dogs convenientemente guardados num isopor.

— A culpa é toda sua, Cruz. — Falou Robert. — A idéia de jogar pôker foi inteiramente sua.

— Eu não pensei que o Chris tinha melhorado tanto! Eu costumava deixar ele sem uma moeda! — Falou LaCroix, mexendo na sacola de hot-dogs.

— Richard ia adorar ver isso! — Falou Chris. — A coisa mais emocionante desses últimos 6 dias.

Há seis dias que eles ficavam de tocaia no apart hotel onde Mattew McFarrow morava. No início, Richard os acompanhava na tocaia, mas no terceiro dia, ele avisou que recebeu um convite para uma palestra sobre algumas armas antigas achadas a pouco tempo, datadas da época bizantina, e que não poderia acompanhá-los nas tocaias. Mas disse que, se houvesse algo, o chamasse imediatamente. Sendo assim, sem Richard para contar as histórias que costumavam passar o tempo, LaCroix sugeriu a Hughes desafiar seus amigos para uma partida de pôker. Hughes relutou, mas aceitou afinal.

— É mesmo... — Falou LaCroix, de cabeça baixa. — Por falar nisso... quando ele volta mesmo?

— Daqui a uma semana ou no próximo assassinato, o que vier primeiro. — Falou Robert.

— Você adora ser macabro, né não? — Falou LaCroix, olhando estranho para Robert.

— Você também, S... Charles. — Falou Chris, se segurando para não falar \"senhor\".

— Pior que é... — Respondeu.

Todos se recostaram no enorme sofá da sala de estar do andar onde o possível alvo dormia. Eles haviam examinado cuidadosamente cada centímetro daquele andar. Agora, apenas esperavam o assassino atacar.

— E então... o que fazemos agora? — Perguntou Hughes

— Esperamos... — Respondeu LaCroix.

— Pelo que? — Perguntou.

— Sei lá... — Respondeu LaCroix. — Algum barulho... algum grito de socorro... alguem invadindo o quarto do cara...

Nessa hora, Todos ouvem um barulho de algo se quebrando. Logo em seguida, um grito.

— SOCORRO! ESTÃO INVADINDO MEU QUARTO!

Os quatro se levantam na mesma hora.

— Que tal os três? — Perguntou Hughes.

— É a voz do futuro defunto! — falou LaCroix. — Rápido! Para a suíte!

— \"Futuro defunto\"?! Isso não foi nada animador, Cruz! — Falou Robert, enquanto corria.

Seguido por seus auxiliares, LaCroix voou baixo até a porta do quarto de Mattew MacFarrow, mas ela estava trancada.

— O que faremos?! — Perguntou Chris!

— Como dizem os brasileiros, \"Pé na porta, soco na cara\"!

Com um chute nada delicado, LaCroix arromba a porta. Quando os quatro entram no quarto do empresário, encontram ele com duas flechas na cabeça e uma figura de preto prendendo um equipamento de rapel numa corda presa na parede.

— Ora ora, se não é o detetive Charles LaCroix... Noite agradável não? — Falou o estranho, com voz metalizada.

Charles tentou encontrar qualquer traço que pudesse reconhecer depois, mas foi inútil. Sua cabeça estava coberta pelo capuz do manto de couro negro que usava, e uma máscara cobria totalmente seu rosto. A voz, era completamente metalizada e distorcida por algum tipo de aparelho. Os quatro ficaram parados. O arco, também preto, estava bem ao alcance da mão do assassino, e qualquer reação impulsiva seria desastrosa.

— Se eu estivesse com minha namorada seria melhor. — Respondeu LaCroix.

— Infelizmente eu não posso ficar para conversar. Ainda tenho muito o que fazer.

— Ora, mas o que é isso! — falou LaCroix. — Você não poderia ficar só mais um pouco? Podemos jogar uma partida de pôker! Que tal?

O assassino riu.

— É uma oferta tentadora, eu adoro pôker. Mas infelizmente eu não posso. Nos vemos depois, Sr. LaCroix.

Com uma agilidade impressionante, ele pulou e escorregou através da corda em direção ao prédio vizinho. Enquanto isso, LaCroix correu para as escadas, seguido dos outros.

— Sorte nossa que o cara tinha fobia de altura! — Falou Robert, enquanto desciam os dois andares de escada.

Os Quatro correram para fora do hotel e entraram no carro, com Hughes no volante.

— Pra onde vamos?! — Perguntou Chris.

— Alí! — Apontou LaCroix.

Hughes olhou e viu uma moto preta saindo de um beco a toda. Ligou o carro.

— Peraí! Porque o Hughes tá na direção?

LaCroix sorriu maliciosamente enquanto o carro arrancava.

— Você já vai saber. — Respondeu.

O carro partiu com uma fúria impressionante. Em poucos instantes estavam a mais de 100 por hora. Impelidos pela gravidade, Chris e Robert se sentiam como se estivessem sendo chacoalhados num liquidificador. LaCroix se limitou a por a sirene em cima do carro e ligá-la.

— VAI QUE É TUUUUUUAAA PETER HUGHES! — Gritou LaCroix, enquanto pegava as pistolas no porta-luvas.

O estanho olhou pelo retrovisor e acelerou. Aquela ia ser uma longa noite.

Notas finais
xD

Que foi? acharam que eu ia acabar com a história?! Ainda não! xD

Espero que tenham gostado e desculpem pela demora!

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