Flecha Negra
1 A Primeira Vítima
Notas iniciais
Este é um capítulo introdutório. O personagem principal ainda não aparece, embora três dos principais dêem as caras. =D
— Esta tudo como o senhor pediu, senhor Longshot. — Falou a recepcionista do Hotel.
— Obrigado. Depois que minha prima chegar, não quero ser incomodado. Ela estará chegando de viagem, então irá direto dormir.—Sim, senhor. Joseph Longshot era um conhecido empresário de Londres. Famoso por ser bem-sucedido e também por ser um grande filantropo. Todos sabiam o quanto toda a Inglaterra ganhara desde que este bondoso homem começara a ajudar. Ele criara várias instituições de caridade, orfanatos, hospitais entre outras obras. Estava sempre disposto a ajudar o governo no que fosse preciso para melhorar a vida da população. Enfim, um exemplo de cidadão e ser humano. Era adorado por muitos, embora alguns suspeitassem dele. Mas aparentemente ele não ligava. Ele pensava nisso enquanto o elevador o levava até o 3º andar. Sofria de acrofobia, ou seja, medo exagerado de altura, por isso pediu um quarto baixo. Entrou no quarto apressado.— Espero que tenham feito tudo realmente como pedi. — Murmurou para si próprio. Ao entrar, viu que estava tudo como queria. Sorriu maliciosamente.— Demorou um mês para que ela me atendesse, mas vai com certeza valer a pena.(...) De cima de um prédio de quatro andares, a figura de preto olhava atensiosamente para o seu alvo do outro lado da rua, no terceiro andar de um famoso hotel londrino. O homem andava de um lado para o outro no quarto do luxuoso apartamento, como se esperasse alguém. O misterioso ser preparou seu arco e acomodou nele a flecha preta. Preso à flecha, um pequeno saco plástico, com fotos e documentos dobrados. Ele havia se preparado durante anos para aquele momento, que seria o começo de uma longa jornada. Nesse instante, o homem correu para a porta e a abriu, dando passagem a uma mulher. Uma conhecida prostituta, famosa por supostamente servir a poderosos. O arqueiro sorriu.— Adeus... — Murmurou. Seus dedos soltaram a flecha, que como um pequeno e silencioso falcão negro, atingiu a cabeça do homem. O grito feminino que se seguiu confirmou o que ele já sabia. Seu alvo estava morto.— Que a primeira fase comece...(...)— Ah, merda... Logo hoje, que eu ia sair com a Lindsay! — Falou irritado o detetive — Será que não dava pra meterem essa coisa na cabeça dele só amanhã?! O jovem homem de aparência forte e decidida andava pelo emaranhado de fitas de isolamento amarelas, acompanhado pelo seu assistente. O apartamento estava arrumado, a não ser pelas fitas e pelo corpo morto no chão da sala.— Isso não é hora de ficar reclamando, Charles. — Falou, animado, seu parceiro. — Nós temos aqui uma raridade, sabia? não se assassina com arco e flecha a mais de 300 anos!— Francamente, você é a única pessoa que eu conheço que fica feliz com um assassinato.— E você é o único detetive que eu conheço que deseja que pessoas morram. — Retrucou o assistente— Eu sou apenas realista. Se tem que matar alguém, pelo menos deixe pra matar no fim-de-semana! É um pedido simples! Mas alguem ouve? Nããããão! Charles LaCroix era o detetive-chefe da seção de homicídios a 4 anos. Ele e seu assistente, Peter Hughes, eram famosos no departamento por aguentarem tanto tempo como chefes de uma divisão tão conturbada. Em geral, O detetive-chefe era trocado a cada seis meses a um ano, devido a stress e pressão.— Bem, vamos logo com isso. — Falou LaCroix. — O que a perícia conseguiu descobrir.— O básico. — Respondeu Hughes. — O Longshot subiu para o quarto às 21:00 aproximadamente, para esperar sua \"prima\", que estaria chegando de viagem. Ele mandou preparar uma \"surpresa\" para a tal prima e esperou no quarto até ela chegar. Segundo a recepcionista, ela chegou por volta das 21:40. E aproximadamente às 21:50, ela chegou aterrorizada à recepção dizendo que uma flecha preta com um saquinho plástico estava \"matando\" o cliente dela. Charles e Hughes começaram a rir.— Aparentemente atirou uma flecha na cabeça do Longshot de fora do hotel e sumiu. — Concluiu Hughes.— Ela disse que tinha um saquinho na flecha? — Perguntou LaCriox. Peter levantou um saquinho plástico com algumas fotos e papéis.— Achei que iria querer abrir você mesmo.— Achou certo. — Falou Charles. Charles abriu com cuidado o saco plástico, pondo o conteúdo na mesa da sala. Com ajuda de luvas, começaram a examinar.— Mas o que é isso... — Murmurou Peter.— Isso meu amigo... Vai ser a história do ano para a imprensa, a causa do ano para os advogados da Longshot enterprises... E o começo de uma loooooonga investigação — Exclamou LaCroix. Espalhadas pela mesa estavam provas de variados crimes de Joseph Longshot, desde documentos mostrando sonegação fiscal e fraudes até fotos de tráfico de seres humanos.
Notas finais
Espero que tenham gostado! =D
Deixem reviews ^^
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