Flames at night (chamas na noite)

12 Capitulo 12: Brands of the inevitable


Notas iniciais
oi pessoal, estao curiosos? sim. okay aqui esta o final da historia de kayle e o fim dos flashbacks, estao com saudades da Ellie? sim? okay ela vai voltar.

“Remorsos se acumulam como velhos amigos

Estão aqui para reviver seus momentos mais sombrios

Não posso ver uma saída...” The Florence of machine

KAYLE... 1970

Tudo havia desmoronado, meu coração estava despedaçado, destruído totalmente, como a minha vida, tudo se fora, havia perdido todos que eu mais amava, era como se nada em minha caminhada pudesse dar certo, estava amargurada, triste e não conseguia ver um futuro digno. “Pra onde ir?” Esta pergunta me perseguia e era uma de tantas perguntas que não obtive a resposta. Eu tinha uma certeza, eu partiria so não conseguia saber pra onde. Não sabia como deixar toda uma vida destruída e tentar uma nova, eu havia prometido à Alice em seu leito de morte que iria apagar minhas lembranças e magoas que me tingiam e partiria.

Não compareci ao enterro de Alice, mas vim visitar o tumulo dela, parada diante de sua lapide minhas lagrimas irromperam correndo pelo meu rosto, minhas emoções eram conturbadas, eu simplesmente não sabia aonde ir, meus joelhos cederam e caí ajoelhada na grama úmida, tantas lembranças remoíam em minha mente.

—Oi Al.— minha voz estava embargada de dor, as lagrimas agora companheiras vorazes riscavam minhas maçãs do rosto. — eu não sei pra onde ir, eu não sei como dar o primeiro passo, eu não entendo, — suspirei, e olhei para a lápide, — Você foi muito rápido, sem seus conselhos e sua constante alegria, temo não conseguir ir a lugar algum. Sinto sua falta minha amiga. Eu te amo tanto.

Lembranças dançavam em meu rosto, “Alice sorrindo. Ela, Marry e eu rindo de algo no hospital. Momentos no parque. Dias de ações de graça que sentávamos nois duas juntas em volta de uma mesa e ceávamos. Quando uma entregava o presente à outra no Natal. Quando bebíamos vinho barato na virada do ano, pois não tínhamos dinheiro para comprar espumantes dignos.” Sorri com aquelas lembranças,” Alice e eu dançávamos sozinhas no meio do quarto fingindo estar em bailes. Assistíamos filmes românticos ate altas horas da madrugada.” Mas a ultima lembrança que dançou em meu rosto foi a imagem de Alice deitada na cama de hospital se esforçando para não demonstrar cansaço, sua expressão serena, ela sorriu e disse: “Eu te amo!”.

Minhas lagrimas desceram vorazmente.

— Alice eu preciso de sua ajuda, eu não sei pra onde ir.

—Talvez eu possa ajudar. — Uma voz veio atrás de mim, levantei rapidamente e então a noção do tempo voltou pra mim, já estava escuro, o crepúsculo havia dado lugar a uma noite estrelada, mas sem luas que tornava aquilo um pouco estranho. Um moço d aparência sombria me encarava, não sabia o que fazer, mas os meus instintos queriam que eu fugisse o mais rápido possível, tudo me fazia querer correr, mas algo me impediu, os olhos do homem transmitiam carinho e compaixão, seus cabelos negros envolviam seu rosto fazendo parecer um anjo, aquilo me segurava ali, algo me dizia que se corresse não teria muita chance contra ele, mas mesmo assim ele não parecia querer me machucar.

—Quem é você? — Minha voz estava rouca, estava cansada, lutei contra uma dor muscular que me fazia querer ir pra casa e deitar.

—George Joseph. — Ele sorriu, os meus instintos se acalmavam aos poucos, talvez pelo seu olhar e expressão serena ou por sentir uma estranha sensação de ter o visto antes. — Eu conheci sua mãe.

—Você o que? — me sobressaltei. Minha voz falhou, aquele homem havia conhecido minha mae.

—Ela me pediu que cuidasse de você quando seu ultimo ente querido morresse. — um calafrio percorreu minha coluna, como minha mae poderia saber que eu ficaria sozinha, será que ela conhecia a maldição que me assombrava.

—Como assim? —minha voz saiu grave, não sabia o que aquele homem queria citando minha mae para mim, agora o medo me assomava.

—Calma querida te explicarei tudo. — George sorriu. — Sua mae sempre quis seu bem.

Antes que eu pudesse entender tudo aquilo uma dor se instalou no meu corpo, todos os músculos doíam, comecei a tossir e um liquido viscoso de gosto metálico inundou minha boca, o sabor fez com que eu detectasse que era sangue, uma onda de tosse e ânsia me tomou, o pânico se instalou em mim, o sangue em minha boca começou a escorrer, eu sabia o que estava acontecendo, estava doente assim como Alice e Annie, sabia daquilo, pois presenciei aquilo com elas, agora eu entendia o que havia ocorrido, e a única solução pra mim era a morte.

—Deixe-me, — balbuciei para o homem que me encarava e estava preste a me ajudar. — Não me toque, essa doença e contagiosa, vá embora, agora!

George provavelmente me ignorou, estava se aproximando mais e esticou os braços para me pegar no colo, tentei me esquivar ou sequer convencê-lo a me deixar, mas forra inútil, ele suspirou tristemente quando me capturou e disse:

— Queria que fosse de outra maneira meu doce anjo. — fechei meus olhos, tentava sobreviver, ouvi a voz dele ressoando através do ruído do vento que parecia ter aumentado. — Te farei indestrutível, você vencera essa doença e será feliz eu prometo.

***

GEORGE... 1970

A menina em meus braços era tão parecida com sua mae que às vezes me perdia nas lembranças do tempo em que Caroline e eu éramos amigos, a morte dela havia me estilhaçado, ela sempre fora minha família, suspeitava ser a única humana no mundo que sabia sobre o mundo sobrenatural, Caroline havia se casado e tinha um lindo bebezinho. Em noites em que o marido de Caroline saia para alimentar o vicio podre de se embebedar, eu cuidava das duas. Eu era jovem nas noites escuras e sombrias, havia completado meu primeiro século de transformação.

Conversávamos quase a noite toda e a pequena garotinha que havia recebido o nome de Kayle dormia serenamente. Caroline me fez prometer que se algo acontecesse a ela, eu deveria cuidar da garotinha. Depois que minha amiga faleceu, eu sempre retornava a Atlanta, para verificar e cuidar da pequena Kayle.

Cheguei ao refugio em que eu e meus filhos nos resguardávamos, Kayle estava morrendo, não havia muito tempo para apresentá-la a Asha e Ethan, eles sempre seriam contra a transformação, assim como eu era, mas havia prometido a uma amiga e aquela menina eu salvaria.

—Asha, Ethan. —Gritei para que meus filhos me ajudassem. — tragam algum humano com sangue, agora. —Não esperei o protesto deles.

Entrei em um dos cômodos vagos e selados de luz e iniciei o processo de transformação, para alguns aquilo era salvação para outros maldição. Talvez me arrependesse disso, mas seriam marcas do inevitável.

Notas finais
e ai gostaram? nao deixem de comentar, por favor, alias se gostam da minha historia talvez irao gostar de wild world ou Titanium, alias voce fica com curiosidade sempre q termina um capitulo? sempre quer saber o que vai acontecer no proximo capitulo? quer alguns spolliers? informaçoes valiosas? se sim agora temos o twitter de FAN, la estarei promovendo essas partes citadas acima, segue la: @flames_at_night . espero que gostem, comentem ai... xoxo.AD.