Flames Of Death

3 Capítulo 3 Sede de sangue


Quando acordei parecia que estava mais cansada do que nunca, que droga estava acontecendo comigo? Ontem eu havia me alimentado muito bem, mas mesmo assim a sede arranhava minha garganta, mesmo assim eu sentia meus lábios secos, ansiando pelo líquido do qual me tornei viciada.

Me recusei a abrir os olhos, continuei deitada na cama, o travesseiro tinha cheiro de lavanda, e as cobertas pinicavam de leve. Sentia o sol iluminando o quarto e pousando em meus olhos fechados. Prestei atenção aos barulhos a minha volta, tentando ver se já havia alguém acordado na casa.

Foi ai que percebi a leve batida de um coração no quarto em que estava. Mas por que diabos um humano entraria em meu quarto enquanto eu ainda estava supostamente dormindo?

Mais alguém entrou no quarto, e falou para o outro:

-Viu, Stefan, eu te falei. Encontrei uma garota no meio da estrada hoje de madrugada.

Era Lexi que falava, e sinceramente me incomodei muito por ela ter entrado no quarto. Pensei em abrir os olhos e matar os dois que entraram em meus aposentos sem permissão, mas a próxima voz que falou me fez esperar.

-Estranho, Lexi. Quero dizer, não e toda hora que se encontra uma garota assim no meio da estrada, principalmente em uma noite chuvosa como ontem. Será ela uma fugitiva?

A voz era doce, aveludada, e, de uma forma meio estranha, excitante. Em um momento de fraqueza imaginei essa voz gemendo meu nome, e eu beijando o dono de tal voz. Uma sensação estranha no meu estômago me tomou. Tive certeza que se meu coração ainda batesse, agora ele estaria disparado, a ponto de explodir por bater tão rápido. Ridículo, isso era um sentimento exclusivamente humano. Afastei tal sentimento para bem longe, há muito que eu não era humana, não tinha nada que me comportar como tal, muito menos sentir tais emoções.

-Não sei, Stefan, mas o que você quer dizer com "uma garota assim"?

Perguntou Lexi com uma pontada de ciúmes na voz, o que me deixou mais irritada ainda. Tive vontade de levantar e arrancar a cabeça dela, e depois jogar esse tal de Stefan na cama e fazer tudo o que queria fazer.

-Ela não parece uma mendiga, entende? Muito menos uma camponesa. Na minha opinião, ela deve ser mais uma daquelas garotas ricas da classe mais alta da nobreza. Portanto, me leva a pensar, que ela é uma fugitiva.

Além de voz sexy também é esperto, espero que seja bonito e rico, pois se for, querido, vai ser meu para sempre.

-É, talvez, venha, Stefan, quer comer alguma coisa?

-Hum? Ah, já estou indo, vá na frente.

Ouvi os passos de Lexi saindo do quarto. A curiosidade me levou a entrar na mente de Lexi para ver o que ela estava pensando, e era algo do gênero: "não vou perder o Stefan para essa vadia, ela vai ver...."

Não pude evitar, sorri. Depois me lembrei que Stefan me observava, e rapidamente sumi com aquele sorriso idiota.

Não aguentei mais, abri os olhos, esperançosa para ver como era esse tal de Stefan. E tenho que admitir, me surpreendi. Não acreditava que pudesse haver um humano tão bonito assim, para mim, um homem tão lindo como tal só podia ser bruxo ou vampiro, ao julgar pelo coração que batia, só podia ser bruxo.

Ele tinha cabelos loiro escuro, praticamente um castanho muito claro. Seus olhos era verdes profundos, seus músculos se destacavam sob a camisa. Seu rosto era perfeito, e seu pescoço....

Minha garganta queimou de uma sede incontrolável, pensei que fosse gritar de dor. Eu precisava de sangue. Do sangue dele para ser mais específica.

Olhei para ele com seriedade, me controlando ao máximo.

-Quem é você, e o que faz e meu quarto?

Ele me olhou, abriu a boca, voltou a fecha-la, e novamente a abriu e ficou parado. Por um momento pensei que ele não responderia, mas ele falou novamente com aquela voz maravilhosa.

-Me perdoe a inconveniencia, senhora. Sou Stefan Salvatore, amigo da Lexi. Vou deixa-la só, perdoe-me.

Sem deixar eu responder ele se apressou em sair do quarto, fechando a porta atrás de si.

Bem, se antes eu não sabia o que queria, eu havia descoberto, não importava quantas pessoas teria que matar, Stefan Salvatore seria meu. E falando em quem eu tinha de matar, Lexi seria a primeira.

Levantei de minha cama, e com dificuldade vesti meu vestido, prendi o cabelo em um pentiado sofisticado e nobre, e escolhi minhas jóias, tendo o cuidado de não tirar o anel que me permitia sair na luz do sol.

Lentamente desci as escadas até chegar na sala de refeições. Stefan e Lexi já estavam sentados enquanto o mordomo lhes servia com algum tipo de comida que não consegui descobrir o que era.

Porém, tanto Lexi quanto Stefan apenas observaram seus pratos e não tocaram na comida.

Lexi foi a primeira a perceber minha presença.

-Katherine, junte-se a nós, este é meu amigo, Stefan.

-Sim, já o conheci.

Permaneci parada ao invés de me sentar como fora solicitado. Lexi lançou um olhar confuso a Stefan, que fez sinal que depois lhe explicaria tudo.

-Não vai se sentar?

Novamente perguntou Lexi. Garota falsa do caramba.... mesmo que em pensamentos, ela havia me xingado agora a pouco.

-Não tenho fome.

Stefan se manteu calado, com a cabeça baixa, os olhos em seu prato.

Resolvi tomar iniciativa na conversa.

-E então, Stefan, você é de onde?

-Itália, senhora. Pergunto-lhe o mesmo.

Droga, não poderia dizer de onde venho. Mas eu fazendo parte da nobreza, poderia mandar em qualquer um da casa, se não quisesse responde a uma pergunta, não responderia.

-Alguém sabe que horas são?

Tanto Lexi quanto Stefan olharam para mim, visivelmente ofendidos por ter ignorado a pergunta.

-Vamos lá, sejam úteis.

-Já está na hora do almoço, senhora, não vai comer nada?

Finalmente respondeu o mordomo.

-Já disse que não, e não me faça repetir!

-Não sei se você reparou, mas são meus criados, eu mando neles, não você.

Falou Lexi, impondo uma autoridade sobre mim que ela certamente não teria. Sim, a morte dela já estava praticamente agendada, e ela só me dava mais motivos para ser uma morte dolorosa.

-Eu teria cuidado como fala comigo.

-Está me ameaçando?

Perguntou Lexi com raiva, levantando-se bruscamente da mesa, fazendo com que os copos quase fosse derrubados.

Após segurar os copos, impedindo-os de cair, Stefan se levantou anunciando.

-Acho que vou indo, a gente se vê depois Lexi. Senhora Katherine.

Completou ele fazendo uma reverencia em minha direção.

Então percebi que se eu continuasse com tal comportamento, Lexi me expulsaria de sua casa, e se não fosse por Lexi, não havia outro meio de chegar em Stefan. Além de que eu queria ter o gostinho de prazer de ver a cara de Lexi quando pegasse eu e Stefan na cama.

Rapidamente tomei uma atitude e resolvi ser agradável e educada com Lexi, se não, não poderia ver sua cara de decepção antes de mata-la.

-Desculpe, Lexi. Fui muito grosseira contigo. Logo a senhora que me ajudou tanto e me deixou pernoitar em sua casa.

-Hã? Ah, tudo bem então, Katherine.

Ela se voltou para a porta.

-Stefan, volta aqui, a gente não vai discutir, prometo.

-O que? Oh, não. Não é por isso, maus, Lexi, eu tenho mesmo que ir, depois a gente se ve.

Lexi se voltou para mim.

-Você vai pernoitar novamente em minha casa?

-Se a senhora permitir.....

-Pode ser, mas saiba de posicionar em seu lugar.

-Farei o possível.

Sorri de leve e sai para o quintal. Me certifiquei que Lexi não me seguia e entrei na floresta, que, com o dia, estava um pouco iluminada, mas não fazia grande diferença, as copas das árvores impediam a claridade de entrar.

Andei até o que julguei ser o centro da floresta, e sentei em um tronco, esperando. Eu sabia que aquela hora haveria caçadores, e eu estava faminta. Ou melhor, sedenta.

Ouvi um barulho e me virei, lá estava exatamente o que eu esperava, um caçador forte e grande, um portador de uma enorme quantidade de sangue.

Ele acenou para mim e veio andando na minha direção com um olhar malicioso.

Gordo estúpido.

Quando estava mais próximo, eu olhei para ele, me levantei, sorri e ataquei.