Flames Of Death
13 Capítulo 13 A guerra começa
Notas iniciais
obrigada por sua compreensão.
bjuus
Se meu coração batesse, tenho certeza de que estaria acelerado, querendo pular para fora de meu peito, mas felizmente ele não bate. Fazia muitos e muitos anos desde que meu coração batera uma última vez.
A maçaneta da porta foi arrancada de minha mão quando a porta foi aberta com rapidez e brutalidade. Antes que pudesse entender o que estava acontecendo, voei para trás ao receber um chute na barriga. Não doeu, mas como eu fora pega de surpresa, não consegui evitar de ficar confusa.
Em questão de milésimos, Rose estava sobre mim, rosnando assustadoramente, totalmente transformada ao ser preenchida pela raiva e a desconfiança. Ela me prendera contra o chão frio.
Eu precisava me defender de alguma forma, se não, Rose me mataria. Fiz a única coisa que consegui pensar em meio a situação complicada: me transformei no que eu realmente era. Deixei que meu medo fosse substituído pelo ódio; permiti que minha humanidade se desfizesse e se transformasse no que realmente sou, um monstro assustadoramente perfeito, perigoso, movido pelo ódio e o que chamam de amor. Um monstro sensual e irresistível.
Meus dentes cresceram e se afinaram, me obrigando a abrir de leve a boca; algumas gotas de sangue escorriam por minha boca, era meu próprio sangue. Sebti meus olhos se transformarem diante da possessão; a sede triplicou, se tornando praticamente insuportável; qualquer tipo de sentimento que ainda restava dentro de mim, sumiu. Em nada consegui pensar a não ser na sede que me controlava, na força que me invadia e no poder que se tornava meu.
Joguei Rose contra a parede do outro lado do quarto, fazendo com que ela batesse com um baque surdo na parede bem pintada. Rose rosnou mais alto ainda, me olhando com um ar diabólico. Essa não era o tipo de guerra que se ganha com algumas palavras bem escolhidas para o discurso, como fora com Lexi. Essa era o tipo de guerra que só se ganha com força, poder e falta de humanidade. Coisas que, por acaso, eu tenho.
Rose revidou, pulando em cima de mim e tentando me morder com seus dentes finos, compridos e incrivelmente brancos. Ela apenas conseguiu se agarrar em meu pescoço por alguns segundos, mas foi o suficiente para fazer com que meu sangue escorresse de onde havia feito as duas feridas profundas.
Mas eu não senti o sangue escorrer; não senti as feridas serem feitas; não senti a dor chegar. Eu apenas senti a raiva e o intenso desejo de me vingar por tudo, pelas feridas, pela dor e pela enorme decepção que Rose me causara.
Desta vez foi minha vez de atacá_la com os dentes, que rasgaram sua pele como se fosse tecido de seda. O sangue escorreu dos ferimentos feito vinho celestial; e as lágrimas que escorreram pelo rosto de Rose eram como pequenos diamantes. Ela parecia fraca e delicada, mas não me deixei enganar pela aparência de coitadinha.
Ela percebeu que não iria me enganar com um truque tão ridiculamente previsível e novamente tentou me atacar, saindo de seu disfarce. Infelizmente para mim, neste ataque ela teve maior sucesso.
Minha visão escureceu, mas não permiti a inconsciencia me alcançar. Não conseguia ver Rose, mas podia ouvir leves passos, podia sentir seus mais míseros movimentos e podia imaginar a exata posição em que ela se encontrava. Ainda cega pela dor mortal gerada pelo ataque do qual havia sido atingida recentemente, pulei em direção que pensava que estava Rose, direção que, por sorte, era a certa. Agarrei me ao pescoço da vadia. Mordi. Mas eu mordi com tanta força que até senti dor nos dentes. Rose gritou de dor, desesperada, tentando se livrar do golpe. Porém, quanto mais força ela fizesse para me afastar, com mais força eu mordia sua carne.
Demorou alguns minutos, mas por fim Rose caiu inconsciente, a beira da morte.
Uma poça de sangue vermelho escuro cercava-a. O sangue em si era lindo, mas não ousei tomá-lo, Rose era uma vampira, e eu tinha algumas regras pessoais quanto a tomar sangue da mesma espécie que a minha.
Deixei o corpo de Rose caído no chão, chegara a conclusão de que não valia a pena matá-la, ela estava muito fraca para fazer qualquer coisa, não passava de uma inútil, além de que demoraria muito tempo até ela arranjar força para se levantar.
Não me preocupei em limpar a poça de sangue. Circulei pelo aposento, passando a mão de leve pelas estantes cheias de livros velhos e empoeirados. Ia chutando os livros jogados no chão, formando uma pilha no canto.
Até que minha mão bateu em um livro diferente dos demais, que me chamou atenção. A capa do livro era preta e o título estava em relevo de vermelho tão escuro quanto o sangue de Rose. O título estava escrito em latim, e não soube deduzir sobre o que se tratava, porém minha curiosidade foi tanta que não me aguentei. Peguei um pequeno dicionário da pratileira de baixo e sentei na mesinha do aposento.
Novamente observei a capa do livro, passando a mão cuidadosamente nas palavras sobressaltadas. Comecei a procurar seus significados no pequeno dicionário.
Demorei cerca de dez minutos até eu encontrar todas as palavras e entende-las, além de tentar traduzir seus significados como um todo para que se encaixassem como título para um livro comp igual. Porém não consegui achar nenhum significado que tivesse sentido o suficiente para ser o que era. Portanto peguei o livro e coloquei preso na saia de meu vestido.
Largando o dicionário na mesa, sai do aposento decidida.
Desci as escadas rapidamente sem me esquecer de manter a elegância, mesmo que não houvesse ninguém por perto.
Entrei na cozinha em busca de um tipo de faca ou qualquer coisa que conseguisse usar como arma que não me obrigasse a usar meus dentes, uma vez que já estava cansada de me sujar de sangue.
E foi exatamente o que achei, uma faca enorme e bem afiada, provavelmente usada para se cortar carne. Também guardei embaixo da saia do vestido.
Repetindo meu velho ritual que outrora fizera em minha casa, incendiei a casa de Lexi, começando pela sala de jantar. Sai da casa antes que o fogo alcançasse a cozinha. Não pude deixar de pensar em Rose no andar de cima, cansaça e destruída, incapaz de se defender das chamas. Ignorei.
Corri pelo gramado até chegar na estrada por trás da floresta.
Andei decidida pela estradinha. Não tinha pressa alguma.
Durante minha caminhada não passou ninguém. Nenhuma carruagem, nenhum cavalo, ninguém.
Ao chegar a certa altura da estrada, desviei um pouco do caminho de terra e adentrei pela floresta escura que me rodeava. Andei mais um pouco em meio a mata, tomando o cuidado de não sujar meu vestido mais do que já estava, uma vez que este já se encontrava imundo.
Finalmente cheguei no meu destino, a mansão dos maravilhosos Salvatores.
Meus dentes continuavam finos e um tanto doloridos, mas era uma dor prazerosa. Conseguia sentir que meus olhos continuavam transformados, eu continuava a não senti muita coisa, continuava transformada naquele belo monstro, bonito e perigoso.
Atravessei os campos que me separavam da grande casa. Bati na porta com urgencia. Um homem alto e magro que atendeu a porta, e pelo modo que se vestia deduzi que era o mordomo da família. Antes que ele conseguisse pronunciar uma única palavra, puxei a faca de dentro da saia do meu vestido e a infinquei sem pena no peito do homem, que apenas abriu a boca surpreso e caiu para trás, batendo a cabeça no chão, enxarcado de sangue fresco e delicioso.
Ignorei a sede que intensificou e passei por cima do corpo morto, deixando a porta aberta. Subi as escadas rapidamente e entrei onde supostamente era o quarto de Damon. Não havia ninguém lá. Um pouco irritada com a falta de pessoas na casa, sai do quarto de Damon e entrei no tão conhecido quarto de Stefan.
Deitei me na cama fazendo pose sensual e esperei minha vítima.
Cerca de vinte minutos se passaram até que ouvi Stefan chegando na casa. Ele arfou assustado ao ver o corpo do mordomo ali, caído e morto.
Mas eu não me mexi, continuei na mesma posição na cama, esperando-o.
Stefan subiu as escadas lentamente, seu coração humano batia acelerado com o medo, mas isso não o impediu de continuar subindo, esse sim era o meu homem corajoso.
Por fim ele abriu a porta de seu quarto em igual velocidade.
-Katherine?! O que? Mas como?!
Ele parecia um tanto descontroladamente assustado. Quem sabe até um pouco desesperado, porém, apesar de tudo isso, ele estava visivelmente excitado. Ele gostava daquilo, e eu também. Não evitei o sorriso malicioso que se formou em meus lábios, Stefan estava mais bonito do que nunca.
Aos poucos, lentamente, fui tirando o meu vestido, deixando que Stefan aproveitasse. Permiti que o vestido escorregasse por minhas pernas e caisse no chão.
Stefan respirou fundo, ele mal se controlava, e se tornou impossível ele negar sua excitação uma vez que seu corpo o entregava.
Ao meu vestido escorregar para o chão ouvi um baque, que me certificava de que o livro que roubara da biblioteca de Lexi ainda estava lá, mas ignorei o livro e acenei para que Stefan se aproximasse.
Ele andou um passo esperançoso, mas logo hesitou. Ficou paralisado no meio do caminho, com a boca ligeiramente aberta, dando-lhe uma expressão boba e ao mesmo tempo fofa.
Tomando uma atitude, levantei me da cama e andei lentamente até Stefan, permitindo que ele apreciasse cada segundo.
Chegando até ele, enrosquei minha perna em seu corpo e passei meus braços por seu pescoço. Tomei um impulso e dei um leve pulo, obrigando que Stefan me segurasse para que eu não caísse. Trepada em seu corpo não pude deixar de me sentir um tanto excitada. Um choque de prazer e calor nos envolveu, mas não permiti que isso tirasse minha concentração de meu objetivo, uma vez que eu já havia chegado tão longe.
Beijei a boca de Stefan e precisei de muito esforço e controle para não me deixar derreter em seus braços fortes. Beijei sua boca, seu queixo, seu pescoço e por mim continuaria descendo, mas Stefan me impediu de continuar.
Stefan também beijou cada centímetro de meu rosto e depois sussurrou em meu ouvido:
-Chega de joguinhos, Katherine, o que você quer?
Ri, jogando a cabeça para trás e aproveitando o momento.
-Chega de joguinhos? Engraçado ouvir isso vindo de você, senhor Salvatore. Além de que, temos de concordar, tanto eu quanto você gostamos de joguinhos e, acima de tudo, amamos jogar.
-O que você quer, Katherine?
-O que eu quero? Pensei que isso fosse óbvio, eu quero teu corpo, quero teu cheiro, tuas roupas, eu quero você.
-Não me convenceu.
Sussurrou ele de forma excitante, beijando de leve meu pescoço.
-Uma pena, meu príncipe. Gostaria que fosse o suficiente, mas pelo jeito não é.
E logo após dizer isso, agarrei os cabelos de Stefan e bati sua cabeça contra a parede, fazendo com que este caísse inconsciente.
Stefan estava tão lindo caido no chão, desmaiado, que até senti uma certa paixão por ele. Tinha de admitir e ninguém poderia negar, Stefan não parecia nada humano, seu jeito de ser era totalmente o contrário de sua espécie, isso me excitava. Homem tão bom e excitante, ele merecia muito mais do que tudo, ele merecia a mim.
Com cuidado, vesti meu vestido novamente, lembrando me de verificar se o livro que peguei da casa de Lexi continuava ali. Depois deitei Stefan na cama e acariciei seu rosto pálido e angelical. Sua beleza era divina.
Porém não pude me demorar, não havia matado nem Lexi e nem Damon, nem mesmo o meu mordomo, ainda havia muito trabalho a fazer, e era melhor assim, sem Stefan e Rose em meu caminho.
Notas finais
bjs
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