Flames Of Death

12 Capítulo 12 A verdade


Notas iniciais
Espero que gostem =D

Era Lexi. A vadia ridícula e irritante. Maldita Lexi.

Ela olhou para mim e correu em direção as barras da cela, agarrando-as com as duas mãos. Ela gritou.

Soltando rapidamente as barras olhou para as próprias mãos assustada. Estavam feridas, com marcas de queimadura.

-Maldita verbena...

Murmurou ela, o que ganhou minha atenção e me levou a perguntar, sem mesmo cumprimentá-la:

-Verbena? Por que a verbena fere a ti? Tu és humana.

-Será que sou, Katherine? Será?

Ela me lançou um sorrisinho irônico e malicioso.

Senti meu peito apertar com um grito sufocante ao ser atingido pela verdade.


-És vampira.

-Finalmente percebeu, dona Katherine.

-O que quer de mim?! Vá embora. Você está junto com eles nesse plano, não é mesmo? Admita, cachorra.

-Na verdade não, até hoje eu não fazia a mínima ideia de quem Stefan realmente era, e nunca fui imformada sobre a existência de um plano que envolvesse Damon e Rose, descobri tais informações a alguns minutos. Stefan está diferente... Ele está mais malvado, e até mais bonito e sexy, não achas?

Perguntou ela rindo e visivelmente pensando em Stefan e em cenas eróticas e censuradas.

-O que quer de mim, vadia?

-Na verdade eu vim aqui para te libertar.

-E por que faria isso?

Perguntei desconfiada. Lexi não me enganaria novamente. Stefan, Rose, Damon, meu mordomo e Lexi haviam me enganado, tramado contra mim e me decepcionado, isso não se repetiria. Eu não deixaria mais que eles me usassem de brinquedo, eles seriam meus brinquedos.

-Tenho dó de você, Katherine.

-Não tenha. A única que merece que os outros tenham pena é você.

-Não adianta. Eu tenho pena de você.

-Pois então pegue sua pena e enfie no rabo.

-Quanta grosseria...

-Solte me logo ou vá embora.

Olhei para ela com uma certa raiva incontrolável. Eu não queria que ela me salvasse, não queria que ela me ajudasse. Sinceramente, me recuso a ser ajudada por alguém como ela. mas levando em conta as circunstâncias que estava, eu precisava que ela me soltasse.

Lexi olhou para mim com olhar repugnante. Se não fosse as barras da cela me impedindo, eu teria atacado seu pescoço e deixado que sua vida escorresse junto ao sangue. Mas não. Ela continuou viva, seu sangue não foi derrubado.

Repentinamente, a curiosidade me preencheu e não consegui me impedir de perguntar.

-Espere ai, vadia. Se voc~e é vampira, como posso ouvir teu coração batendo?

-Haha, esse é o meu melhor truque, agradeço por perguntar. Pedi para um amigo bruxo que lançasse esse feitiço. Meu coração certamente não bate mais, uma vez que nem viva estou ao certo, mas qualquer um que escute bem vai conseguir ouvir meu coração batendo normalmente, mesmo que este não esteja.

-Interessante... agora me solte.

Perdi a paciência com aquela babaca tagarela, que ela e seus truques fossem para o inferno.

Lexi, para a minha surpresa, tirou uma chave do bolso e balançou próximo a cela. Lentamente se aproximou, achando graça na brincadeira ridícula.

Encaixou a chave na fechadura da porta e ficou me observando.

Eu não conseguia colocar a mão para fora pelos buracos entre as barras sem me ferir e queimar gravemente, portanto, consequentemente, não conseguia girar a chave para abrir a porta, eu dependia de Lexi quanto a isso.

-Rápido, não tenho o dia inteiro, abra a porta!

-Não até que você me peça educadamente.

Aquela verme babaca, não permitiria que Lexi tivesse controle algum sobre mim.

-Então teremos de ficar aqui por mais alguns anos, pois não vou te pedir nada, que você e sua chave idiota vão para o inferno.

-Vamos lá, Katherine, não é tão difícil, algumas palavras e você estará solta.

-Revele novamente o por que de você querer me soltar.

-Bem, primeiro que precisarei de ajuda para matar Rose, Damon e aquele seu mordomo idiota, uma vez que eles estão em quatro, contando com Stefan, e eu sou só uma. Segundo que quero ter certeza de você ver eu e Stefan juntinhos, e para meter na sua cabeça ignorante logo de uma vez que Stefan é meu.

-É o que veremos, mas creio que você ficará decepcionada com o fim.

Lancei um sorriso ironicamente frio para Lexi.

Quando aquela criatura idiota e ignorante entenderia que Stefan era meu e não dela?

Era óbvio que ele fora feito para mim. Stefan era... Era... O que Stefan era não é possível descrever em palavras. Ele era bonito, perigoso, mau e, com toda certeza, delicioso.

Lembrando me de meu problema principal, voltei ao assunto inicial.

-Solte me, Lexi. Eu te ajudo a matar o grupo de babacas, mas primeiro você terá de me soltar.

-Pois bem, mas eu já deixei bem calro minhas condições para te soltar. Execute-as e você estará solta.

-Então prefiro continuar presa.

Maior que minha sede por sangue e vingança, maior que meu desejo por Stefan, e até mesmo maior que minha vontade de ser solta, era a minha teimosia. Não. Teimosia não. Era orgulho. Maior do que tudo isso era meu orgulho.

-Pare de ser infantil, Katherine, são apenas palavras.

Garota infernal e ignorante, mal sabia ela que era mais do que apenas palavras, tudo isso era mais do que apenas palavras. O poder contido nas palavras era algo muito maior do que tudo aquilo.

Teve uma época que eu pensava como ela, pensava que não passava de simples palavras. Mas não, as coisas nem sempre são como pensamos.

-Não seja ingênua, Lexi, são mais do que simples palavras.

-O que foi, Katherine? Tens medo de que teu orgulho seja ferido?

-Solte me agora, Lexi!

Eu não podia me dar ao luxo de ficar discutindo, tinha mais o que fazer, muito mais.

Lexi também logo percebeu que aquilo era inútil e não nos levaria a lugar algum, desistindo, ela girou a chave e abriu a porta. Péssima ideia na minha opinião.

No momento em que me vi livre, ataquei Lexi, mordendo-lhe o pescoço, e empurrando-a para dentro da cela.

Assim que ela entrou, bati a porta com força e tranquei a cela.

-Você só pode estar de brincadeira. Vamos lá, Katherine, me solte. Você precisa de mim.

-Não, só porque você não consegue matar alguns idiotas sozinha, não quer dizer que eu também não consiga, eu não preciso de ajuda. Diferente de ti, eu sei matar, e eu trabalho sozinha.

Sorri para ela. Lexi agora estava despenteada, com os cabelos loiros emaranhados e jogados de qualquer jeito, sangue escorria por seu pescoço e pingava em seu vestido. Não consegui de deixar de sorrir.

Sentei me no canto da sala suja, me camuflando na escuridão. Alguém se aproximava.

Damon entrou na sala, ele aparentava medo, seu coração batia acelerado. Trazia mais sangue em uma garrafinha. Visivelmente ele não passava de um humano assustado.

Os olhos azuis estavam arregalados, tentando ver alguma coisa com a pouca luz que ainda escorria para dentro da sala pela porta aberta. A pouco iluminação ia se apagando, conforme o sol ia se pondo.

Os cabelos negro de Damon lhe transmitiam uma aparencia sensual, mas não chegava perto da selvageria e do desejo que seu irmão transmitia.

Damon era, sem dúvida alguma, lindo. Mas não passava o tipo de sensação que procuro nos homens. Ele parecia bom demais, ingênuo demais, humano demais. Já Stefan não, por mais humano que fosse, ele não aparentava ter essa humanidade dentro de si.

Damon encheu os pulmões de coragem e adentrou pela sala com cuidado, se dirigindo em direção a cela.

Quando chegou perto o suficiente para ver Lexi, exclamou surpreso:

-Lexi?! O que faz aqui? Onde está a outra, a vampira Katherine?

-Ela está atrás de você!

Lexi gritou apontando em minha direção. Aproveitei a oportunidade para me aproximar de Damon. Cheguei perto o suficiente para sentir o cheiro levemente adocicado de Damon. Minhas roupas roçaram nas dele.

-Olá, senhor Salvatore.

Murmurei em seu ouvido, mordiscando de leve sua orelha.

Ele parecia aterrorizado, mas incrivelmente conseguiu manter a calma e perguntou controladamente:

-Como saiu da cela?

-Isso você deve perguntar a sua amiguinha loira ali, afinal, foi ela quem me libertou.

Ele olhou para Lexi.

-É verdade, senhorita Lexi? Foi a senhora que soltou-a?

Lexi não respondeu, apenas me observou com raiva. Damon olhava rapidamente de mim para Lexi.

-Responda, Lexi!

-Quem você pensa que é para mandar em mim?

Rosnou Lexi irritada. Damon recuou.

Logo percebi que aquilo era irritantemente inútil, roubei a garrafa de sangue das mãos de Damon e bebi tudo em um gole só.

Arremessei a garrafa em direção a Lexi, mas ela foi rápida o suficiente e desviou, deixando que a garrafinha explodisse na parede a suas costas.

Damon olhou para mim, praticamente implorando misericórdia. Me aproximei lentamente, e brutalmente agarrei seu cabelo, puxando seu rosto para perto e direcionando sua boca para a minha.

Damon tinha um gosto doce, mas para mim logo se tornaria enjoativo. Não, Damon não era o que eu procurava, ele que ficasse com Rose. Eu queria mesmo era Stefan.

Empurrei de leve Damon contra as barras e subi as escadas rapidamente. Eu havia acertado, estava dentro da igrejinha.

Antes de sair olhei para o banco onde eu e Stefan havíamos sentado da última vez. Engraçado como as coisas haviam mudado desde aquele dia...

Sai para a floresta e corri. Corri tão rápido que nenhuma criatura mortal poderia ter me alcançado, consequentemente tão logo cheguei no portão da propriedade de Lexi. Olhei por entre o portão, não tinha ninguém a vista.

Eu não sabia exatamente o que pretendia fazer, mas como sempre eu tinha algumas teorias, e alguns planos. Nenhum parecia bom o suficiente para o que eu queria fazer; eu queria mais, precisava de mais. Desejava vingança e algo mais.

Abri o portão, este rangeu, o que me deixou um tanto nervosa. Olhei para os lados procurando ver alguém vindo em minha direção me atacar. Eu tinha de parar de ser tão paranóica...

Ninguém veio. Nada se mexeu. Eu não fui atacada.

Adentrei pela propriedade, com total consciência de que aquilo era invasão a propriedade privada. Não importa.

Ninguém estaria na casa, mas mesmo assim meus instintos continuavam a gritar para eu sair dali. Eu não sai, não fui embora.

Abri a porta da casa e adentrei para a sala, sem fazer barulho.

Ouvi um barulho forte de coisas sendo jogadas de um lado para o outro no andar de cima. Havia mais alguém na casa.

Lentamente e cuidadosamente subi as escadas. Parei diante de uma porta, hesitei um tanto e por fim decidi.

Com igual cuidado abri a porta e espiei para dentro do aposento, não havia ninguém.

Isso se repitiu por mais três ou quatro portas, até que apenas sobrou uma porta. Apenas mais um aposento.

O barulho vinha da biblioteca. E a pessoa que estava lá dentro não estava sendo nem um pouco cuidadosa.

Coloquei a mão na maçaneta da porta, algo dentro de mim gritava. A pouca humanidade que ainda me restava me implorava para virar e ir embora. Mas como já disse, a humanidade era pouca comparada ao resto, e eu permaneci. Minha mão tremia de leve, coisa que não seria visível a olho nu.

Pensei um pouco e por fim desisti totalmente de minha pouca humanidade; firmei a mão na maçaneta e girei, empurrando a porta de leve, abrindo apenas uma pequena fresta.

Quem quer que seja que estava lá dentro percebeu o mísero movimento e parou. O barulho cessou.