Fix You
1 Uma Nova Vida
Quinn's POV:
Primeiro dia em Yale. Eu me sinto incrível!
Eu sempre fui incrível, para falar a verdade. Finalmente achei um lugar em que eu me encaixe. Cá entre nós, eu merecia muito mais do que aquele Lima.
Não preciso conhecer ninguém aqui para ser autoconfiante. Sei que em breve, terei alguns súditos, digo, amigos novos.
Enquanto me encaminhava para minha primeira aula, senti os primeiros pares de olhos masculinos pousarem em mim. Era questão de tempos até eu ter todos eles caídos aos meus pés.
(...)
Minha primeira aula aquele dia era de Física. Não era uma das minhas favoritas, mas, vamos, é o que tem pra hoje.
Um professor muito simpático entrou na sala. Simpático é pouco. Ele era lindo. Alto, corpo escultural, moreno... O tipo de homem que eu gostava.
– Olá novatos! – disse, colocando seus materiais em cima da mesa – Sejam bem vindos à Yale!
Todos bateram palmas muito empolgados, inclusive eu. Não é o dipo de coisa que eu costumava fazer, mas, sendo Yale e sendo aquele cara, eu até fazia essas coisas.
– Então, vamos nos apresentar? Quero conhecer vocês! Meu nome é Phillip Valente, e eu sou o professor de física de vocês.
Phillip Valente. Então esse era o nome do delícia. Queria que Santana e Brittany estivessem por perto para eu comentar como ele era gato. Ah, esqueci que as duas namoram agora.
Ele foi perguntando um por um na fileira. Como eu era a terceira da segunda fileira, teria que esperar um pouquinho. Estava impaciente batendo o lápis na mesa.
– E você, senhorita? – disse, apontando a régua pra mim, sentado charmosamente em cima da mesa – Como se chama?
– Quinn Fabray.
– De onde você veio, Srta. Fabray?
– Vim de Lima, Ohio. Fui líder de torcida na minha escola antiga, McKinley High. Participei do clube do celibato. Participei por três anos do glee club de lá, o New Directions. No último ano, fomos campeões nacionais.
– Eu conheço esse coral! – disse, empolgado – Vi a última apresentação de vocês nas Nacionais no Youtube. Vocês mandaram muito bem! Também já ouvi falar de você quando era cheerio. Treinada pela Sylvester, sim?
– Exatamente – assenti, com um sorriso sugestivo ao Sr. Valente.
– Ótimo te conhecer, Fabray – ele disse, devolvendo o sorriso sugestivo com um olhar – Agora, o rapaz de trás! Apresente-se.
Eu queria que todas as minhas aulas em Yale fossem conduzidas por aquele homem.
(...)
Nossos dois primeiros tempos, ambos dominados por Física acabaram. Prestei bastante atenção na aula (ou seria em quem a dava) para demonstrar à Phillipe que eu eraTodos arrumaram seus materiais apressadamente, ansiosos para a próxima aula e para ter mais um gostinho daquele lugar maravilhoso. Eu, propositalmente, arrumei meu material mas devagar. Era a última a deixar a sala, já esperando alguma coisa. Quase perdi as esperanças, quando...
– Fabray?
– Sim, Sr. Valente – meu coração palpitou.
– Gostaria de conhecer a senhorita melhor.
Fiz cara de desentendida.
– Ah, sim. Claro. Podemos trocar algumas informações sobre Física. Eu adoro a matéria, só não vou muito bem...
– Para um primeiro dia de aula, você foi ótima. Mas não é sobre Física que eu quero falar.
Meu plano tava dando certo! Yay! Eu comemorava muito internamente, mas por fora, continuava com aquela cara de sonsa.
– Não sei sobre o que o senhor quer falar, mas podemos resolver esse assunto na hora do almoço.
– Claro. Até mais, Fabray.
– Até mais, Valente.
Assenti e virei de costas. Antes de sair da sala, dei uma última olhada pra ele, que já estava com a cara enfiada em um livro de ciências. Fechei a porta e comemorei com um “yes!”, enquanto andava pelo corredor com meu típico ar de superioridade e um sorriso maligno no rosto.
A Quinn sofredora ficou pra trás, lá no McKinley. Saiam da frente, losers, a rainha Quinn Fabray está de volta.
Puck's POV:
Los Angeles é tudo o que eu pedi à Deus.
Eu não preciso fazer nada aqui. Você sabe como é a vida de Puckerman, não? Limpar as piscinas das coroas, jogar um charminho extra e conseguir um bico aqui e ali. Esse é o ritmo Puck-Puck de vida.
LA não era solitária pra mim. Mercedes estava sempre por perto, quando não estava em UCLA ou gravando como backing vocal, nós nos víamos. Ela era uma pessoa legal de se ter perto. Havia meses que não via meu melhor amigo Finn, porque esse idiota tentou entrar no exército – como se alguém acreditasse que ele fosse durar lá. Uma vez ou outra, ligava para Santana, para saber como as coisas iam lá em sei-lá-aonde ela estava estudando... Ela estava sendo cheerio? Não me pergunte, não lembro. Até com Mike Chang eu falei.
Mas eu não havia falado com Quinn.
Não que eu me importe... Mas sabe, é meio estranho pensar que eu não falo com ela. Tivemos uma grande história no passado. Conturbada, mas grande. Ela namorava meu melhor amigo e o traiu comigo. Ficou grávida. Tivemos uma filha. Sabe, ter um filho não é pouca coisa. Às vezes eu sinto vontade de falar com ela. Perguntar como está a vida dela em Yale. Aquelas coisas de amigos de colegial. Se ela está bem, como está na faculdade e essas baboseiras todas.
Meu telefone tocou, me tirando de meus pensamentos. Por um momento, pensei que fosse Quinn.
– Olá, é o Puckerman falando?
Fiquei frustrada quando constatei que a voz feminina não era de Quinn.
– Sim, é – falei, voz séria.
– Bom, eu vi seu anúncio no jornal dizendo que você limpa piscinas. Você poderia vir limpar a minha o mais rápido possível? De preferência, até o final de semana?
– Posso ir agora mesmo, senhora – disse, com a voz galanteadora de sempre.
– Obrigada, querido. Te mando meu endereço por fax.
– Nos vemos às 14h.
Desliguei o celular com um sorriso no rosto.
– Puck-Puck tem um trabalho pra hoje. E sinto que vai ser demais.
Voltei pra casa da coroa quando a noite já caía. Por sorte, dessa vez, o marido dela não apareceu e me pegou com ela como da última vez. Ela disse que vai me ligar em breve para outra limpada de piscina (e de outras coisas mais). Você sabe, ninguém resiste ao meu slogan: “Por 20, limpo a sua piscina. Por 100, te dou a melhor noite da sua vida”. Nunca falha.
Mas eu não curti tanto essa coroa quanto costumo curtir as outras. Não que ela não fosse boa... Ela era boa até demais. O problema é que eu não estava com a mente ali. Eu acho que... Eu estava pensando em Quinn. Algo me dizia que eu precisava falar com ela. Seria meu sexto sentido?
Não sabia nem mesmo o que dizer, mas eu ligaria para Quinn o mais rápido possível.
Notas finais
No próximo capítulo, vou começar a tentar por os outros personagens.
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