Fix Me

78 Timothy & Aurora


P. O. V Thomas
Eu, David, Mark, James e Danny. Cinco homens e uma missão impossível.
— Quem foi o gênio que colocou uma arma debaixo de cada berço?!
Gritei do segundo andar e ouvi uma resposta do meu sogro, que vinha subindo com a poltrona com a ajuda de David.
— Vai proteger eles como, se não ficar armado até os dentes?
— Você bebeu?! E se alguém encontrar e machucar as crianças?!
— É por isso que eu escondi elas!
— Isso não é esconder!
— É sim!
Íamos brigar mais, porém ouvimos algumas risadas e olhamos para porta, encontrando Danny rindo com James de nós.
— Tal pai, tal filho.
Danny falou e James deu de ombros.
— Deixe o menino, Mark. Ele é pai de primeira viagem.
— Ele é teu filho, James. Só essa frase já me preocupa. O que a Alice viu em você, moleque?!
— Beleza?
Sorri e o irritei. Mark revirou os olhos até respirar fundo e nós cinco ficarmos lado a lado, perto da porta para vermos nosso trabalho finalmente acabado.
— É melhor vocês se arrumarem. As meninas já estão vindo e o jantar já está pronto.
Danny falou saindo do quarto com tema de ursos. David e Mark deram um tapa em meu ombro como sinal de "até logo" e também sumiram de minha visão. Um arrepio passou pela minha espinha e eu tremi até senti a mão de meu pai em meu ombro.
— Você vai se sair bem.
— Como pode ter tanta certeza?
— Se você não for, sua mãe te mata. — Rimos e eu suspirei. — Filho, você pode ter passado por muita coisa, mas você sempre superou tudo e conseguiu proteger sua família. Você é melhor que nós, vai ficar tudo bem. Qualquer coisa, é só nos chamar.
Eu o abracei forte.
— Obrigado, pai.
Ouvimos a porta de entrada abrir e vozes finas preencherem a casa. Nos afastamos e rimos da voz.
— Sua mãe não é nem um pouco discreta.
Descemos e encontramos as avós com os bebês e os meninos pegarem as malas. Olhei em volta e fiquei preocupado.
— Cadê a Alice?
Desci o resto dos degraus e olhei na sala de estar, sala de jantar, no quintal e nas varanda, mas não a encontrei.

Quando virei para entrar, dei de cara com seus olhos escuros e seu sorriso calmo.
— Eu estava no banheiro, senhor desesperado.
Ouvi nossos pais rirem baixo e relaxei os ombros, Abraçando-a. Me afastei e sorri.
— Quero te mostrar algo.
Falei tirando uma faixa de pano preto no bolso e escondendo seus olhos. Eu a guiei com cuidado na escada e a levei para o quarto das crianças, tirando o pano e vendo sua cara de surpresa passeando em cada detalhe. Ursos nas paredes, mesa e cama se espalharam e Alice passeou pelo quarto passando a mão em tudo e tentando segurar o choro. Quando sua volta acabou na minha frente, ela se esticou e puxou minha camisa para um beijo.
— Obrigada. Esta melhor do que eu imaginava.
Sorri e a abracei, mas nosso clima romântico foi cortado pelos sogros.
— Vamos acabar com essa melação pois ambas crianças querem dormir!
— E nós estamos com fome!
Revirei os olhos, perdendo a paciência com os dois velhos e fui para o quarto tomar banho. Alice me seguiu e me acompanhou no box, porém, me impediu de fazer qualquer brincadeira, se preocupando com nossos pais aparecendo a qualquer momento para nos separar. Abaixei a cabeça, fingindo estar chateado, e encontrei algo preto na barriga dela. Abaixei um pouco e toquei de leve, e ela se afastou um pouco.
— Cuidado, ainda está fresco.
Rio baixo, mas eu encarei aquilo como o pior machucado do mundo.
— Quem fez isso?
— An... Charlie? Quando tentou me ajudar a ter filhos?
Logo lembrei das aulas de ciências, anatomia e biologia que o professor particular havia me ensinado e relaxei um pouco.
— De todos os machucados, você se assustou justo com este?
Olhei para cima e a vi sorrindo enquanto passeava sua mão em meus cabelos molhados. Eu beijei em cima dos pontos com cuidado e levantei, finalizando nosso banho. Coloquei uma calça jeans e camisa pólo, já Alice, um vestido branco folgado com um shorts preto por baixo e sapatilha. Eu a encarei com desejo e ela percebeu, rindo.
— Que foi?
Me aproximei e peguei em seu rosto.
— Você é linda, sabia?
Ela sorriu e nos beijamos antes de vermos as crianças e descermos para o jantar de Danny.
— À nossa família, — esticou a taça de vinho minha mãe e todos a imitou. — mesmo perigosa, temos vida. Mesmo em perigo, temos amigos para ajudar a qualquer momento e, agora. Duas casas, dois chefes de família finalmente fizeram as pazes.
— Quem disse?
Meu pai cortou com a sobrancelha elevada. Amélia o cerrou com os olhos e apontou a taça para mim e Alice.
— Eles são a prova de que Itália e América do Norte estão unidos no mundo da máfia. E, Timothy e Aurora são o nosso legado.
Sorri para Alice, que levantava sua taça de suco de uva e todos brindaram e comemos entre risos, como se fôssemos uma família normal.
***
16 anos depois.
Acordei numa cadeira, meu corpo estava encharcado com meu próprio sangue e minha esposa desmaiada e pendurada pelos pulsos na minha frente.
Olhei em volta e percebi que me prenderam com um enforca gato e estávamos sozinhos em um quarto abandonado em Roma. Esta era minha última memória antes de beber um vinho e apagar. Minha respiração parecia facadas na minha barriga e queimava meus pulmões. Chamei Alice que gemia por um tempo, mas finalmente abriu os olhos e acordou. Ela levantou a cabeça e olhou em volta e depois para seu corpo nu, respirou fundo e olhou para mim com raiva.
— Já é a vigésima vez que tentamos ter uma viagem normal e acabamos nas mãos de um inimigo.
Ela respirou fundo mais uma vez antes de se levantar e subir pela corda que estava presa até o teto, tirando o nó e caindo como gato no chão.
— Amor, não fique nesta posição senão eu fico excitado.
Falei mordendo os lábios. Ela se aproximou e sentou em meu colo, me provocando e me beijando com vontade. Quando se afastou sorriu vitoriosa pelo volume que me provocou.
— Ainda sou poderosa.
Ri e forcei os braços, estourando o enforca gato e massageando meus pulsos.
— Quando eles irão aprender que isso não me prende mais?
Olhei para Alice, que encarava meu peito desprotegido com desejo. Peguei pela cintura e puxei para mais perto, beijando-a com vontade, até ouvirmos barulho de tiros no lado de fora. Levantei e me apoiei na minha amada ate achar equilíbrio.
— Ei, não se esforce muito.
— Como responsável, não posso mostrar fraqueza para os inimigos.
Sorri e me ergui, tentando ignorar a dor.
— Eu disse isso porque a missão são deles, não nossa. Por isso bebemos o vinho, esqueceu?
Sorri lembrando do combinado que fizemos para treinar o legado.
Ela pegou um grampo do cabelo e destrancou a porta com facilidade.
— Um dia você precisa me ensinar esse truque.
— Pelo que sei, você não tem a mania de usar grampos no cabelo.
Ela virou para mim e sorriu, ante de abrir a porta. Ao sair, encontramos uma cadeira com nossas roupas da noite passada e nos vestimos. Procuramos armas em volta mas só achamos um abridor de cartas. Procuramos soldados, mas estava tudo muito vazio, até uma esquina. Onde ouvi um rápido comunicador e percebi que alguém se aproximava. Parei de andar e dei sinal para Alice parar também. Ao virar, ataquei ele e o matei, mas quando olhei para Alice ela estava triste.
— O que foi?
— Você está ficando velho.
Falou olhando para mim e colocando a mão no rosto.
— O que?!
Me assustei.
— Você demorou dez segundos para matar ele. Normalmente demora seis com apenas uma caneta.
Suspirou e eu revirei os olhos enquanto ria.
— Sem palavras, Alice.
Eu a beijei e depois seguimos para a entrada, onde ouvimos tiros e gritos. Lá, encontramos um ruivo de olhos verdes que lutava e matava com as próprias mãos. Ele devia ter uns 17 anos e parecia se divertir enquanto atacava o inimigo.
— Qual é? É só isso que vocês tem?
Nos escondemos e vimos o que estava acontecendo. Um garoto com de cabelos negros e olhos azuis claros atirava para todo lado, cada bala acertava perfeitamente seu alvo e seu rosto era sereno. Tinha 16 anos e usava um uniforme preto igual ao colega ruivo.
— Fill, cala a boca e presta atenção neles!
— Que foi, fofinho? Esta com ciúmes porque sua irmã gosta mais do primo do que de você?
O ruivo riu enquanto matava o último soldado e depois mandava Beijo no ar para o moreno.
" Pessoal, o pacote está próximo, fiquem atentos!"
Uma voz masculina e grossa falava pelo rápido. Essa voz eu conhecia há muito tempo.
— Falou, tio Danny. E não se esqueça do prometido. Quando sairmos daqui, Zira irá conosco na próxima missão.
A morena apareceu com uma faça suja de sangue e transpirando. Ouvi Danny suspirar no rádio, mas não negou.
Vi um soldado aparecer despercebido no canto da sala e eu não sabia como reagir: atacava ou gritava para eles correrem. Na hora da escolha, ouvi um tiro vindo do nada e matando o cara. Todos olharam para a janela e sorriram.
— Valeu, gatinha.
O moreno falou sorrindo enquanto falava no rádio para a parceira. Um franco atirador melhor que o pai, Evan. Alice saiu e sorriu para as crianças.
— Demorou um pouco mais do que eu pensei, — falou olhando em volta para os soldados inimigos no chão e depois para as crianças com um sorriso. — Mas meus parabéns, vocês passaram.
Timothy e Aurora correram para abraçar Alice e depois olharam ela, bravos.
— Ficamos preocupados, sabia?!
Ambos falaram juntos e ela riu, assim como eu. Me apoiei no batente da porta da sala e sorri.
— Vocês são oficialmente da Fenrir. Meus parabéns, meninos.
***
12 horas de vôo e quatro adolescentes gritando no meu ouvido.
— Tome um pouco de chá. Talvez melhore a viagem.
Alice me entregou uma xícara quente com cheiro de camomila. Bebi e respirei fundo.
— Dois, tudo bem, mas quatro adolescentes juntos é demais para minha cabeça.
Falei esfregando as têmporas e ela riu.
— Thomas Cavallieri não resiste a um dia com adolescentes? Não esquece que a filha de Danny vai vir na próxima, e será sua vez de cuidar deles.
Olhei para ela cerrando os olhos, mas não consigo ficar sério com Alice e pego pela cintura, empurrando para meu colo e beijando-a.
— Eca! Pai, faça isso longe da gente!
Tim reclamou fechando os olhos e escondendo os olhos de Aurora, que só ria da atitude do irmão.
Ao chegarmos na casa de verão, Evan, Lauren, Nick e Alex nos esperava sem surpresas.
— E como foram?
— Super fácil.
Fill falou e Alex revirou os olhos enquanto ria e abraçava o menino.
— Este é meu filho!
Nicolas puxava o saco do garoto, que adorava atenção.
— Eu consegui atirar em vinte metros, pai!
Lorena falava com entusiasmo para Evan, que só sorria orgulhoso.
As crianças subiram para se arrumarem enquanto as meninas conversavam. Eu e meus amigos fomos para meu escritório beber um pouco e descansar da semana.
Danny saiu para preparar o almoço e matar a saudade da esposa e da filha. Vinte minutos depois, e todos estavam prontos e no carro. Uma pequena viagem nada tranquila e chegamos no meio da Estrada, numa lanchonete nova.

Todos haviam entrado, menos minha família. Alice me acompanhou e rimos ao ver Tim pegar a irmã no colo e correr para a lanchonete.

Entramos e as crianças encontraram a morena de 14 anos arrumando a mesa para o almoço.
Elas, já limpas e bem arrumadas, vieram conversando alegremente e todos se sentaram Unidos como uma família normal.
— Obrigado.
Sussurrei no ouvido de Alice antes de sairmos da varanda. Ela sorriu para mim sem entender do que eu falava. Peguei ela pela cintura e depois pousei minha mão em seu rosto.
— Obrigado por não desistir de mim, Alice.
Beijei ela antes de Nick gritar junto de Fill e Tim.
— Parem de namorar e venham comer!
Começamos a rir no meio do beijo e tivemos que nos juntar com nossa estranha família desconcertada. Voltamos para dentro da nova lanchonete Chocolate & Baunilha e aproveitamos tudo que ganhamos nessa vida.

— Não quero frescura!

Fillmore falou enquanto arrumava a câmera para tirar a foto da grande mesa do restaurante. Ele correu e se sentou ao lado de Aurora e todos sorriam para a câmera.

Finn

Notas finais
Feliz ano novo pessoal! (adiantado!) hehe espero que tenham gostado mais do que eu... também espero que sintam falta assim como eu.. buaaaaaa Primeiro livro a ser finalizado! Milagreeeee Não se esqueçam... se quiserem continuação, é só fala. Enquanto isso, se quiserem mais aventura e Romance, leiam Brave Heart https://fanfiction.com.br/historia/643656/Brave_Heart/ talvez gostem, hehe Kiss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.