Fix Me

45 Olimpíadas Mundial do Refúgio


Notas iniciais
Ei eitores, CADE VOCÊS? !?!? Seus! T. T Bom... Vou postar mais de um capítulo para vocês. Pois já faz quase 20 dias que não posto e que não vejo movimentação aqui. Bora acordar galera! Espero que gostem! Kiss

Minhas pernas não paravam, balançavam toda hora fazendo um barulho sincronizado do meu pé batendo no chão. Eu estava sentada na varanda da frente com Alex, Lauren e Kristen.

— Alice, segura o Fillmore para mim, por favor?

Alex me deu o bebê e comecei a encarar seu sorriso. Kristen estava do meu lado e era difícil ficar séria com aquele rosto tão inocente de meu sobrinho.

— Viu, eu disse que ele acalma as pessoas.

Falou Alex para Lauren, que só revirou os olhos.

— Esta bem, você ganhou desta vez.

Logo percebi que eu já estava calma e não parava de fazer carinho no rosto liso do bebê.

— Ele é lindo, Alice.

— Obrigada, Kristen. Tenho que concordar que sua inocência me acalmou.

Rimos. Suspirei e a encarei.

— O que foi?

— Vamos treinar mais um pouco?

— Mais?! Ficamos a manhã inteira treinando! Sua mão já está ficando quase roxa!

— Só mais um pouquinho, com os meninos.

Fiz bico. Ela respirou fundo.

— Esta bem. Vamos lá.

Entreguei Fillmore para a Alex e todas fomos para a quadra de dentro, onde estava Thomas e Evan. Porém, quando entramos, nos sentimos no meio de uma guerra. Os meninos levaram a sério o jogo e estavam competindo com todas as suas forças.

— Eu mereço!

Falei colocando a mão na cabeça.

Lauren assobiou bem alto a ponto de eles se distraírem e perderem a bola.

— Oi, meninas.

Falou os dois vindo em nossa direção praticamente derretendo.

— Oi? Como assim "oi"?! Temos que treinar e vocês ficam aí brincando!

Falei nervosa. Eles se entre olharam e riram da minha cara.

— Calma, Minnie. É apenas um jogo. Querem treinar conosco?

— Lógico! Daqui a algumas horas vai começar a competição de vôlei!

Ele suspirou e limpou o rosto com a toalha que estava ao seu lado.

Treinamos durante duas horas. Alex e Lauren estavam sentadas um pouco longe por segurança e eu já estava ficando cansada.

— Vamos parar. Acho que já abusamos de nossas forças. Vamos nos recompor com comida e água até o jogo.

Falou Evan e Kristen concordou. Todos fomos para a cozinha e comemos algo leve depois fomos para nossos quartos tomar banho e descansar.

Após um banho bem gostoso, coloquei uma roupa leve e deitei na cama suspirando, ao lado de Thomas, que já estava com banho tomado e encarando o teto.

— Esta ansioso?

— Não.

— Animado.

— Não.

Virei para ele.

— Bravo?

— Não.

Achei estranho pois ele não expressava nenhuma reação. Virei de barriga para baixo e apoiei minha cabeça nas mãos para ver ele melhor.

— Como você está se sentindo?

— Confuso. Perdido.

Me assustei.

— Quer falar sobre isso?

Ele fechou os olhos e sua expressão foi de tristeza.

— Não.

Logo se levantou e saiu do quarto. Confusa e curiosa, o segui.

— Tommy, — Peguei em em seu ombro no meio da escada. Ele simplesmente parou, mas não virou. — Me diga o que houve.

— Talvez algum dia.

Eu conhecia esse lado dele, misterioso e reservado. Aquilo me preocupava. Desci as escadas até ficar na frente dele, estávamos em um dos últimos degraus. Abro os braços impedindo sua passagem e o encarei.

— Não vou deixar você passar! Passei muito tempo esperando estar ao seu lado, ouvindo sua voz. Não vou te deixar novamente!

Ele pegou em meu pulso e me empurrou até a parede e se aproximou.

— Eu já disse que agora não.

Ele me soltou e se afastou. Aquilo deixou um vazio dentro de mim. Corri e o abracei pelas costas.

— Por favor, não me deixe de novo.

Senti ele respirar fundo e sua mão pousar sobre a minha.

— Esta bem.

Andamos num silêncio que me incomodava. Passeamos na mansão inteira até chegar no funda dela e duas portas velhas de madeira me chamar atenção. Tentei abrir, mas não consegui. Olhei para Thomas com bico e ele logo entendeu o recado. Suspirou e com força, conseguiu abrir a porta. Entramos e encontramos um escritório velho. Abri as cortinas pretas e a luz logo se apresentou mostrando os detalhes do lugar. Em frente à grande janela tinha uma parede coberta de livros de leis de todo tipo de pais e pastas com diversos papéis. Num canto tinha uma mesa feita de madeira com uma cadeira de couro preto que era do mesmo jeito que os dois sofás que ficavam no meio do escritório e uma mesa de centro preta também. As paredes era pintadas com cor clara para tentar dar um equilíbrio no lugar e eu logo fiquei olhando cada detalhe. Thomas se aproximou da mesa e tocou nela.

— Aqui não me é estranho.

Logo ele sentiu uma pequena dor de cabeça e esfregou as têmporas.

— Tudo bem?

— Sim, mas não quero ficar aqui.

Assenti e saímos fechando as portas atrás de nós e seguindo nosso caminho de volta no silêncio.

Saímos da mansão e visitamos nossa pequena flor misteriosa, agora ela já estava maior, mas ainda não se abriu para eu identificá-la. Encarei Thomas que estava sério. Saímos da horta e fomos para a varanda da frente. Antes de chegar lá eu tentei puxar um assunto.

— E então. .. O que você acha do Charlie?

Ele me olhou com uma sobrancelha elevada.

— Por que você quer saber?

— Estou tentando puxar um assunto está bem?

— Ele é prestativo e me ajudou muito.

— Só isso?

— Quer que eu fale o que?

— Que ele é educado, bonito, fofo, inteligente. Qualquer coisa.

Ele respirou fundo e se afastou de mim, indo para dentro de casa.

Será que falei besteira?

Ele entrou e foi para o quarto e começou a se arrumar para a competição.

— Tommy, espere eu sair!

— Já saiu?

Falou grosso. Revoltada, peguei minhas roupas e aproveitei para atacar o travesseiro no garoto que olhou para mim indignado.

— Hoje você está muito chato!

Gritei e fechei a porta do banheiro com força. Encostei até o chão.

Após algum tempo me arrumei, abri a porta e fiquei prendendo o cabelo num rabo de cavalo enquanto procurava Thomas, que não estava mais no quarto. Suspirei e fui para a quadra de vôlei que já estava cheia. Aquilo fez minha barriga revirar um pouco. Respirei fundo e fui ao encontro de meu time que estava me esperando. Thomas olhou para mim sério e virou o rosto.

" O que deu nele?!"

Pensei e logo e aproximei de Kristen que estava nervosa e ansiosa demais.

— Tudo bem?

Perguntei encarando suas mãos entrelaçadas por causa do nervosismo.

Ela sorriu e deu um pequeno pulo. Sorri e nos preparamos para jogar.

Já havia se passado duas horas mais ou menos e estávamos por dois pontos para ganhar. Porém, a Alemanha é osso duro de roer! Eles eram incríveis, eu achei meu time incrível por aguentar por tanto tempo!

Olhei para o lado e encontrei Laura e Alex animadas! Charlie estava em pé torcendo para nós também quando nossos olhares se cruzaram e ele apontou para o homem ao seu lado enquanto sorria.

" Aquele deve ser Pietro."

Pensei e sorri.

Thomas olhou para mim, depois para Charlie e depois voltou a focar no jogo sério. Estranhei mas ignorei voltando minha atenção ao jogo também. Senti uma pequena tensão entre Thomas e Nick que estava do outro lado da rede rindo vitorioso. Um alemão atacou a bola e eu revidei, porém Nicolas pulou e iria jogar a bola na minha cara, se não fosse por alguém que me deu um pequeno empurro me fazendo andar de lado e sendo atingido pela própria bola.

Ouvi o apito de falta. Olhei para trás e encontrei Thomas no chão gemendo de dor e com o rosto sangrando. Nicolas havia atingido com força e parecia ter sido de propósito. Logo a equipe médica e Charlie correram e pegaram ele levando até uma pequena sala que fizeram de enfermaria até os jogos acabarem. Deixei Nicolas por conta de Evan e acompanhei meu amigo, preocupada.

P. O. V Thomas

Acordei com a maior dor de cabeça. Meu nariz doía e fui obrigado a respirar pela boca. Eu odiava fazer isso. Levantei devagar e percebi que alguém estava deitado ao meu lado. Pisquei algumas vezes e encontrei Alice dormindo tranquilamente. Encarei-a por algum tempo, até ela abrir os olhos e sorrir para mim.

— Oi.

— Oi.

— Você está bem?

— Minha cabeça dói.

Ela levantou e pegou um remédio e água que estavam em uma mesinha ao nosso lado e me entregou.

— Onde você conseguiu remédios?

— Sua mãe.

Ela falou e sorriu. Tomei e bebi enquanto lembrava do que houve.

— Tommy?

— Sim.

— Do que você se lembra?

— De jogar e depois de algo branco.

Ela riu.

— Também conhecido como bola na sua face.

Me senti sem graça. Esfreguei as têmporas com dor.

— Vou deixar você descansar mais um pouco.

— Espere. — Antes de ela se afastar, peguei em seu pulso. — quem ganhou?

— Empate. Mas houve uma falta do Nicolas por causa da bolada. Então praticamente ganhamos.

Ela sorriu, deu um pequeno Beijo em minha bochecha e saiu. Suspirei e voltei a deitar. Suspirei de novo e ouvi alguém bater na porta.

— Com licença.

— Oshio?

— Thomas-senpai, tem alguém no telefone querendo falar com você.

Estranhei.

— Tudo bem. Já estou indo.

Levantei devagar e fui até o outro quarto onde havia cinco telefones. Apenas um deles estava fora do gancho. Me aproximei e respirei fundo.

— Alô?

— Thomas?

Aquela voz grossa fez minha espinha arrepiar e a travar ao mesmo tempo.

— Sim, senhor.

— Você está bem?

— Sim.

— Ótimo. Sua mãe me contou o que houve. Recebeu os medicamentos que lhe enviei?

— Sim.

— Ótimo. — Ele limpou a garganta. — Então, filho... — Não gosto quando ele fala assim. Ele irá pedir algum favor. — Preciso de um favor.

Respirei fundo.

— Sim, pai.

Nossa relação nunca foi sentimental, pelo menos não me lembro de nada para falar que foi sentimental.

— Não estou muito bem e preciso que alguém me ajude nos negócios da família.

— Aquele negocio?

Perguntei me referindo à máfia.

— Ambos. Tanto na empresa quanto as boates.

— O que o senhor tem?

Arrisquei perguntar.

— Apenas um resfriado. O médico disse que tenho que ficar de repouso e não trabalhar por um tempo. Mas minha intriga com Mark nunca acaba!

Mark Wayne. O primeiro capo que conquistou metade da Europa em sua juventude. A outra metade era de meu pai. Os dois tem um rixa desde jovens por causa do poder.

— Ignore ele por um tempo e cuide de sua saúde.

Falei neutro.

— Não discuta comigo, rapaz. Preciso de você aqui o mais rápido possível. Encontrei alguns chefes de outros lugares e pretendo casar você logo para que tenhamos vantagem.

— Ca. .. sar? !

Aquilo congelou meu cérebro. O resto que ouvi foi apenas poder e mais poder para tentar retirar Mark de seu lugar.

— Não!

Falei sem hesitar.

A linha ficou muda por um tempo. Até achei que havia matado o velho.

— Você não tem poder para escolher ainda, garoto. Eu falo e você faz! Você tem uma semana para arrumar seus problemas aí e voltar para Itália.

Ele desligou em seguida.

Eu fiquei chocado e eu não sabia o que fazer. Fiquei parado encarando uma parede com o telefone ainda no ouvido enquanto ele repetia aquele irritante apito que avisa que a conversa finalizou. Desliguei e logo disquei para a única ajuda que eu pensava no momento. Tocou três vezes antes dela atender.

— Pronto?

— Mãe, preciso de ajuda.

— Eu sei. Mas não consegui tirar essa ideia idiota da cabeça de seu pai. Mesmo falando o quanto você sofreu por causa do egoísmo dele.

— Mãe, o... o que eu faço?!

Falei colocando a mão na cabeça de nervosismo.

Ela suspirou do outro lado da linha.

— Fique aí. Consegui uma semana para você. Esse é o tempo que eu tenho para tentar tirar essa ideia da cabeça de seu velho pai.

— Mãe. Eu... Não quero ...

— Eu sei filho. Desde que soube que seu pai fez você conhecer Cameron, eu tenho medo das mulheres que você conhece. A única em quem confio é Alice.

— O que? Como assim ele fez eu conhecer Cameron?!

— Você não sabia? Ele que bolou um jeito de vocês se encontrarem. Ele contratou aqueles caras para bater em você, para você proteger ela e os dois ficarem juntos. Ele sabia que ela era uma herdeira.

— Sabia de quem também?!

Perguntei segurando ao máximo minha raiva.

— Pelo visto não. Apenas sabia que o pai dela tinha muito poder e influencia.

— Mãe. — Respirei fundo pela milésima vez. — Estou confiando em você como sempre confiei para resolver meus problemas.

— Tudo bem amor. Apenas se cuide, esta bem?

— Sim senhora.

Sua voz me acalmava aos poucos.

— E então... melhorou?

— Um pouco. Alice acha que já estou quase totalmente curado.

Ri quando lembrei dela falando isso.

— Quase totalmente? — Ela riu também. — Essa garota é única meu filho. Além do laço de amizade de vocês, ela é de confiança. Mesmo sendo filha do inimigo de seu pai. E...

Ela parou no ar.

— Mãe?

Fiquei preocupado.

— Aí senhor!

Ela falava do outro lado da linha.

— O que foi mãe?! Tem alguém aí?!

— Não é isso. Eu tive um grande ideia agora! Eu sou um gênio!

Ela falou e logo percebi que ela estava dando pulinhos.

— Mãe, você está me assustando.

Falei desconfiado.

— Amor, vou resolver isso logo logo e você pode ficar tranquilo e melhor totalmente, esta bem?

— An... tá. ..

Falei com medo. Minha mãe tem umas ideias doidas e quando acende uma lâmpada em sua cabeça, eu que me ferro no final.

— Eu te amo filho.

— Eu também mãe. Demais.

Desliguei e Suspirei. Minha cabeça ainda doía. Sai da sala esfregando as têmporas e passando pelo corredor para ir ao quarto, quando encontrei a porta do armário que havia debaixo da escada estava aberta e Alice abraçando Charlie com tanta felicidade.

Perdi a cabeça na hora e a raiva me consumiu de novo.

Notas finais
Vish, o que vocês acham que irá acontecer?! Hehe