Fix Me
20 Herdeiros
Notas iniciais
Desculpe a demora.
Tentarei postar o mais rápido possível para vocês! ♥
Boa leitura.
Kiss
–Alice, você não precisa ficar com medo de mim. Sou seu amigo.
– Eu achava isso até dizerem para mim que você é de uma família de mafiosos. – Quando disseram para você lá no hospital que eu havia matado alguém, você não acreditou. Porque agora você acreditaria?– Porque, mesmo eu não gostando, a pessoa que me falou é meu pai, e acho que ele não acusaria alguém assim por uma coisa tão séria. – Você confia em seu pai?– Não, mas nunca descarto algo que ele fala sem ter certeza.Thomas suspirou e se apoiou na mesa.– Qual é a sua dúvida?– Me diga se é verdade.– Sim. — Falou sem hesitar. — minha família é uma das mais influentes do país. Mas isso não prova que sou um assassino ou faço qualquer coisa por dinheiro.Respirei fundo antes de pensar em fugir. Eu precisava saber a verdade.– Por que eu?– Como assim?– Porque eu te conheci? Como te conheci? ! Depois de você falar, lá no hospital, que seu nome era James senti que algo estava errado, então não falei meu verdadeiro nome também. Não acho que isso foi coincidência. Ele abriu um pouco os lábios como forma de surpreso. Olhou para baixo e me respondeu com um sorriso irônico o rosto. – Na verdade nos conhecemos a muito tempo mesmo. E isso tem a ver com seus sonhos.Agora foi minha vez de ficar surpresa. – C... Como assim?– Você não sabe, mas seu pai é um dos principais mafiosos da Europa assim como o meu. Juntos, eles haviam criado a Black Fenrir. Mas houve uma discussão feia a muitos anos antes de nascermos e agora eles são rivais. Mas o nome permanece o mesmo para ambos os grupos.– Espera, você está dizendo que meu pai, um advogado bem sucedido é da máfia européia? O homem que prende vários mafiosos a cada mês, é da máfia?!Comecei a rir.– Tudo faz parte do plano.Parei na hora.– Que plano?–Após nascermos, nossos pais receberam um recado de um de seus agentes dizendo que a máfia chinesa e americana estavam com problemas com o desaparecimento de seus herdeiros. E com medo, eles se juntaram e tentaram nos esconder do inimigo que até hoje é desconhecido. Apenas sabemos que ele trabalha no governo, em um cargo onde contém vários segredos de Estado.Passei meus dedos no cabelo e depois esfreguei as têmporas. – Porque ficamos escondidos se nem sabíamos se o inimigo estava ou não no nosso lado?– Nossos pais nos amava. Mesmo não demonstrando muito isso. – Então porque meu pai pareceu não gostar de você quando falei seu nome?– Calma, eu já chego lá. — Suspirei. — Infelizmente eles ainda não confiavam inteiramente um no outro e isso só piorou quando você havia sumido. – Eu?– Sim. Você tinha apenas seis anos quando te pegaram. E eu ainda não te conhecia naquela época, mas já ouvia muito sobre você. – Sério? – Deixa eu continuar?– Desculpe. – Seu pai, nervoso, culpou o meu e disse que iria começar uma guerra se nós não entregasse você a ele. Eu, com oito anos já sabia como ser independente, então chamei os guardas mais confiáveis e comecei a te procurar para provar que meu pai não era culpado. – E você conseguiu?– Sim. — Ele me olhou triste. — Mas era tarde. Você ja estava numa mesa de cirurgia quanto te encontrei. Te levamos para minha casa e cuidamos de você enquanto meu pai contratou os melhores cientistas para saber o que tinha na substância que colocaram em seu sangue. – E descobriram? – Não exatamente. Mas, com você, descobrimos a causa do desaparecimento de vários herdeiros. – E qual era?– Eles simplesmente conseguiram inventar uma substância que, quando colocado no sangue, faz com que o indivíduo tenha leucemia e morra aos poucos sozinhos em um quarto fechado onde tem uma câmera gravando cada passo seus. Essa câmera gravava e era mandada para os pais. Descobrimos isso com os médicos que estavam com você. Senti meu coração parar e o ar não existir mais em minha volta. As lágrimas começaram a cair e a única coisa que queria agora era o Abraço de Lucas que sempre me acalmava. Mas mesmo tentando pensar assim, eu achava que não iria funcionar dessa vez. Levantei de lá e corri para a porta ouvindo apenas Thomas gritando meu nome. Mas antes de encostar na maçaneta vi um vulto aparecer e impedir minha passagem. Era um homem branco bem alto que se vestia formalmente e tinha uma cara seria. Aquilo me assustou fazendo-me gritar e dar um passo para trás, senão fosse por Thomas eu iria cair e me machucar ali mesmo.– Dany, não precisava assusta-la. – Foi mal.–Porque vocês não acendem essa droga de luz?!Perguntei furiosa e ainda chorando.– Porque alguém pode nos ver aqui.Falou o bruta-montes branquelo. Não consegui ver seu rosto por causa da falta de luz, mas ele me parecia familiar. – Alice, se acalme. Olhei para Thomas mais furiosa ainda.– Me acalmar?! Como posso me acalmar depois de saber que faço parte de uma família de mafiosos e que irei morrer por causa disso?! Como posso me acalmar depois de tudo que você me disse?!Levantei a mão e comecei a bater em seu peito, mas minhas forças sumiam a cada ataque. Thomas apenas me abraçou e ficamos ali por um tempo.
– Me perdoe. Mas eu prometo a você que, enquanto eu estiver vivo, irei procurar uma cura. Eu prometo. Ele sussurrou em meu ouvido. sentamos na frente da bancada para eu tentar me acalmar.– Alice, eu pretendo ir para a América em breve. E quero que você venha comigo. – Porque?Perguntei sem sair do conforto e sem muito interesse. – Conheci um cientista em São Francisco que também passou pela mesma experiência que você e, com medo, ele começou a pesquisar sobre isso. Talvez ele tenha achado algo. Ele tem a nossa idade mais ou menos e trabalha como bibliotecário em uma faculdade. – Como você conheceu ele?– Não foi fácil, mas recebi um email anônimo. No começo eu achei que era inimigo ou vírus, mas então arrisquei e o conheci. O que você acha?– O que seu pai pensa sobre isso? -Ele não respondeu. Levantei de seu peito e o encarei. Ele estava pensativo. — Thomas?– Ele não sabe. Na verdade apenas Dany sabe sobre isso.– Porque?– Não sou muito íntimo com meu pai, mesmo tendo o mesmo segue que ele.– Eu te entendo.Falei encarando a cadeira da frente.– Alice?– Sim?– Posso te pedir um favor?Voltei a olha-lo e percebi que também estava encarando "o nada".– Claro.Ele hesitou um pouco.– Você pode voltar a ser minha amiga?Me surpreendi com a pergunta, mas vi que ele estava falando sério. Voltei a abraça-lo. – Nunca deixei de ser sua amiga, seu chato.– Valeu.Ele retornou o Abraço e começou a fazer carinho em minha cabeça e assim foi nossa madrugada. Mesmo com o sol mostrando seus primeiros raios da manhã, não conseguia deixar meu olho aberto e adormeci nos braços de meu vizinho. ***Acordei com Thomas me chacoalhando desesperado. Levantei assustada e desnorteada. Quando recuperei a noção do que estava acontecendo olhei para fora da lanchonete onde havia vários carros SUV preta e homens armados mirando em nós. Eu iria começar a me assustar quando reconheci um rosto. – Pai?Eu estava sendo puxada por Thomas que não parava de me mandar fugir. Mas eu só queria ver o que meu pai iria fazer. Ele pegou um alto falante e começou a falar.– Thomas Cameron, eu sei que esta aí. Entregue Alice e não irei te matar.Olhei para Thomas que estava no meu lado com os olhos fechados e com uma careta. – Porque ele está falando isso?Perguntei, mas antes de ele responder meu pai continuou. – Alice. Saia daí agora. É muito perigoso. – Você precisa ir. Ele está preocupado. – Espera, porque ele disse que iria te matar?! Ele pode ser um idiota mas não mata nem uma mosca!– Isso é o que ele queria que você pensasse. Vai, antes que ele nos ataque com você aqui. Mas não se esqueça de pensar na minha proposta. – Como vou te ver de novo?– Não se preocupe... — Ele encostou sua testa na minha e fechou os olhos- eu te acho. Beijou minha bochecha e me soltou.Olhei em volta e percebi que o guarda costa dele não estava mais ali. Fiquei na frente da porta de entrada e dei uma última olhada para trás, Thomas colocou as mãos no bolso e deu um sorriso meigo que sempre mexe comigo. Sai e fui puxada por um dos caras de preto que estava lá até Mark o qual me puxou para um abraço rápido e frio.– Pode atirar.Ouvi meu pai dizer e logo olhei para trás sem querer saber o que iria acontecer. Mas era óbvio que ele queria Thomas morto.– NÃO! Gritei em lágrimas para o vento enquanto Mark me segurava. E logo vários tiros destruiu a linda lanchonete que tive pequenos momentos lindos e verdadeiros com meu amigo misterioso que um dia foi meu vizinho.
Notas finais
E então?
Não me xinguem ainda.
Tem muita coisa que ainda vai acontecer.
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