Fix Me
57 Efeitos
Acordei com dor muita dor de cabeça. Percebi que já era de noite e a única luz que via era do corredor do lado de fora do quarto. Olhei em volta e me encontrei no quarto da enfermaria. Pisquei algumas vezes e respirei fundo para tentar ignorar aquela dor. Ouvi vozes do lado de fora.
— Por favor. Eu... eu estou com medo. Não quero concordar com Dragon. Não quero que ele esteja certo, Dany. Eu preciso que você fique para protege-la, de mim.Era Thomas, e ele estava com a voz falha. Parecia que estava chorando.Levantei e senti a cabeça doer mais, fazendo-me gemer. Passei a mão e senti uma faixa em minha testa que dava a volta em minha cabeça. Tentei levantar mas nada do meu corpo me obedecia, fazendo-me cair levanto um copo de vidro, que estava na mesa do meu lado, quebrar e chamar a atenção dos que estavam do lado de fora. Logo uma luz se acendeu e Dany apareceu ao meu lado me pegando no colo e levando de volta para a cama, sem mostrar esforço algum.— O que está fazendo fora da cama? Podia ter se machucado, sabia?— Cadê ele?Minha voz saiu falhado por causa da dor.Percebi que Dany estava olhando triste para a porta, onde não havia ninguém. — Dany, eu quero ... ver o... Thomas.Senti sono e meus olhos não queria ficar abertos. Mas fiz esforço para olhar para ele.— Descanse, e conversaremos depois.Ele me fez deitar. Peguei em seu braço com toda a força que eu tinha.— Não briga com ele! Não foi sua culpa, ele está com medo de perder o amigo que conseguiu.Falei com os olhos quase fechado. Dany olhou surpreso para mim e depois para a porta, como se alguém estivesse lá. — Eu quero ver o Thomas.— Descanse, Alice.— Não! Eu quero. ..Gritei e minha cabeça protestou. Meu corpo ficou pesado e eu deitei deixando uma lágrima cair.— Eu quero ver ele.Falei encarando a porta, onde não apareceu ninguém. — Alice, conversarei com ele.— Por favor. Perdoe ele. Mas não o deixe. Falei segurando seu pulso. Dany estava com o olhar triste e me cobriu com a coberta.— Durma. Fechei os olhos deixando mais uma lágrima cair.***Acordei no dia seguinte um pouco melhor. Percebi que alguém estava ao meu lado. Ainda com os olhos fechado passei a mão em seus cabelos e senti eles grandes e lisos. Não era o cabelo do meu Thomas. Abri os olhos e encontrei Charlie que logo acordou. — Bom dia. Melhorou?Assenti e sentei na cama com um pouco de esforço. — Ei, não levante ainda. A ferida foi feia. Ele tocou em meus ombros fazendo-me deitar, mas eu neguei. Logo ele suspirou e me examinou.— Sabe quem sou?— Charlie. Ele sorriu e suspirou.— Que bom. Parece que não foi tão grave.— Já passei por coisa pior. Olhei em volta e só tinha eu e Charlie aqui. — Cadê ele?Ele suspirou. — Thomas teve uma crise e eu não consegui dar a cura para ele. Agora, não sai do quarto. Nem o Nicolas conseguiu tirar ele de lá. Nem a força. Suspirei e tentei levantar, cambaleando um pouco, Charlie me segurou para eu não cair.— Onde a senhorita pensa que vai?— Para o quarto. Preciso falar com Thomas. — Alice, admiro suas intenções, mas você ainda está ferida e precisa descansar. Tirei suas mãos de mim e o encarei séria. — Já descansei o suficiente e não vou deixar meu amigo, companheiro e marido se fechar novamente por causa de um filho da mãe chamado Dragon. Não vou deixar ele se destruir novamente. Falei e sai andando com um pouco de dificuldade. Charlie ficou parado com um olhar surpreso e com um pouco de medo. Quando cheguei na frente das escadas, meu corpo tremeu e protestou. Segurei firme no corrimão e tentei subir, mas eu simplesmente não conseguia. Nos dois primeiros degraus eu já estava cansada e com dor.— Droga!— Parece que precisa de ajuda.Olhei para trás e encontrei um ruivo sorridente apoiado na parede.— Se veio para me irritar, vá embora!— Nossa, é assim que se fala com seu cunhado?— Cunhado?— Eu e Thomas somo como irmãos, então somos praticamente cunhados. Não acha?Suspirei e revirei os olhos.— O que você quer, Nicolas? Não está vendo que estou tentando ir para o quarto?!Ele ficou sério. — Se você vai com essa velocidade, nunca chegará lá viva.Ele se aproximou e me pegou no colo. Dei um pequeno grito surpresa com seu ato.— O que está fazendo?— Querendo salvar meu amigo. E se isso significa te levar até ele, que assim seja!Falou sério sem me encarar. Fiquei surpresa e me calei na hora, encostando a cabeça em seu ombro e sentindo um aroma amadeirado. Logo chegamos na porta do quarto e ele me colocou no chão. — Esta entregue. Espero que isso tenha válido a pena, pois você é um pouco pesada.— Como é que é?!Ele riu e desceu as escada correndo. Suspirei e abri a porta encontrando tudo fechado e escuro. Liguei a luz e não vi ninguém. Fui até o banheiro e abro a porta encontrando Thomas no chuveiro gelado enquanto tremia. Logo corri desligando e colocando uma toalha nele.— Qual é o seu problema?!— Eu. ... Não ... consegui... dormir.Falou triste.— Tommy.Falei triste.— Me perdoe. Eu não posso ficar perto de você. .... Vou te machucar de novo.Ele começou e chorar e desviou o olhar. Peguei em seu rosto e o beijei.
— Você pode me machucar, mas é o único que pode me proteger. Nem pense em me deixar!Eu o abracei e tentei esquentá-lo. Sequei-o e troquei suas roupas levando-o para a cama.Deitei sua cabeça em meu colo e comecei a fazer massagem enquanto cantava. Thomas logo adormeceu com seu semblante triste. Como na primeira vez que o vi, quando ele tinha apenas seis anos. Um flash de seu rosto chorando e suas mãos encharcadas de sangue passou na minha cabeça e eu suspirei. Ainda era de manhã, mas Thomas precisava descansar. ***A tarde acordei com Thomas levantando e indo para o banheiro. Com medo, o segui. Encontrei ele abaixando as calças para fazer suas necessidades, suspirei e voltei para a cama. Sentei e encostei minha cabeça na cabeceira enquanto encarava a parede de madeira ao meu lado.— Ainda esta com dor?Neguei com a cabeça. — E você? Está melhor?Ele suspirou e desviou o olhar.— Consegui descansar. Ele estava com a mesma expressão que naquela vez no hospital. Levantei da cama e peguei em seu rosto, fazendo ele me encarar.— Tommy, não quero que você fique assim. Não foi culpa sua! Ele ficou sério e se afastou, saindo do quarto. Respirei fundo e o segui.— Thomas, fala comigo.Falei enquanto o seguia. Ele simplesmente não falou nada e desceu as escadas rápido. Respirei fundo de novo e segurei no corrimão. — Thomas, não fuja de mim!Ele virou e foi para o outro corredor. Quando finalmente desci as escadas, perdi ele de vista. Olhei em volta e tentei a sorte de ir para o escritório de James. Ao pegar na maçaneta, percebi que o lugar estava trancado, por dentro. Olhei pela fechadura e vi alguém lá dentro, então comecei a bater.— Thomas Durann Cavallieri, se você não abrir essa porta agora, eu juro que derrubo e bato em você! Logo a porta se abriu e um Thomas furioso me encarou.— O que você quer que eu diga? Que eu esqueça todas as vezes que te feri e que tudo dará certo no final? Quer que eu finja que tudo esta bem?! Pois não dá! Eu não consigo viver aqui, Alice. — percebi que ele estava tendo uma crise novamente e logo coloquei a mão para trás, nos bolsos da calça, onde estava o chaveiro e o apertei várias vezes sem tirar os olhos de Thomas. Nessa hora eu já estava prensada na parede enquanto Thomas se aproximava mais. — O que você quer que eu faça?! Eu não posso viver com as pessoas que amo sem machucá-las. Você ainda não entendeu que eu quero distância de você?! Não quero mais vê-la ferida e é por isso que eu vou embora.— Você o que?!Falei assustada.— Sim, eu vou embora e aproveito para ver os documentos do divórcio. É a melhor coisa a se fazer.Falou sério sem desviar o olhar. Algo dentro de mim parecia ter sido quebrado. E a raiva me consumiu. — Porque você acha que pode decidir as coisas sem me perguntar?! Eu sou sua amiga e mais ainda, sou sua esposa! Você não tem o direito de se separar de mim sem me perguntar! EU NÃO VOU ME SEPARAR!Ele socou a parede perto do meu rosto me fazendo pular e gritar de susto.— Você não entende que é para o seu bem?! Eu não vou ficar aqui e te machucar! Não vou ignorar isso! Não vou ficar com você! Seus olhos já estavam bem azuis e as pupilas dilatadas. Ele estava totalmente em crise e logo pegou em meus ombros. — Eu vou embora e você não pode me impedir!Eles estava apertando meus ombros e me machucando. Logo Charlie apareceu já picando Thomas que se afastou rapidamente e colocou a mão no pescoço onde foi atingido enquanto o encarava com raiva.— O que você fez comigo?!Ele iria atacar Charlie quando Dany aparece e deu um soco em sua barriga fazendo ele ficar inconsciente. Tapei minha boca e fechei os olhos enquanto chorava no ombro de Charlie.— Já passou, Alice. Ele vai melhorar. Só temos que esperar fazer efeito agora.Assenti e fui para o quarto com Danny para cuidar do meu Tommy.
Notas finais
Vocês acham que ele finalmente vai melhorar? Eis a questão!
Kiss
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