Notas iniciais
Hey babes! Então, me desculpem pela demora, mas é que eu estava um pouquinho ocupada, mas isso não é desculpa, foi por causa de criatividade mesmo! hahah
Mas enfim, espero que gostem! Boa leitura!

Cantei a música, que era Skyscraper e me despedi de todos, saindo do palco logo depois.

Saí de lá como se tivesse tirado um peso inexistente das minhas costas, por contar tudo sem esconder nenhum detalhe; minha consciência havia ficado limpa com isso.

Estacionei meu carro no jardim de qualquer jeito e saí do mesmo, indo em direção à porta. Quando a abri, escutei alguns barulhos vindos da cozinha, o que me motivou a ir lá. Minha mãe estava fazendo o jantar, às vezes ela gostava de cozinhar, mas era realmente um momento raro.

- Oi filha. – Ela disse quando me viu; dei um sorriso como resposta. – Vi você no programa da Ellen, estava linda.

- Obrigada, mãe. – Peguei uma maça que estava em um recipiente no meio da mesa e dei uma mordida.

- Sua irmã ligou, disse que vai passar um tempo conosco logo, mas não disse quando. – Revirei os olhos, imaginando como seria nossa reação quando nos encontrássemos novamente. – Ela disse que seu pai talvez vá vir com ela. – Parei de mastigar por um minuto, processando tudo que ela havia dito. Realmente não seriam tempos muito agradáveis estes. – Por quê agiu de forma indiferente?

- Não é nada importante. – Falei, dando de ombros. A verdade é que se colocássemos meu pai, Mellany e eu em um mesmo cômodo não sairia uma coisa boa, com toda certeza. – Vou para o meu quarto, tomar um banho e dormir. Boa noite, mãe. – Dei um beijo em seu rosto e subi as escadas.

Com o tempo, os dias foram se passando vagarosamente, eu estava realmente feliz em todos os sentidos. Minha carreira estava como eu esperava, ainda melhor, iria começar a turnê mundial dentro de alguns dias, já estávamos ensaiando para ela, Justin estava sendo o namorado perfeito a meu ver, sempre presente e atencioso, e, bem, eu ainda estava morando na casa da minha mãe, onde pude conhecer Jeremy melhor – meu sogro e padrasto. – que, aliás, ele era uma pessoa incrível e apaixonado pela minha mãe. Achava engraçado o jeito que o destino ligava nossas vidas, os pais eram casados, e os filhos namorados, mas não era julgado como um incesto, pois não éramos irmãos, obviamente.

Enfim, voltando à realidade, faltavam apenas alguns dias para meu aniversário, não estava tão animada quanto a isso, pois eu iria fazer 18 anos e isso significava que eu iria ficar mais velha, e, convenhamos, isso não é uma coisa da qual podemos comemorar. Porem, pelo lado bom, eu iria atingir a maioridade.

Estava voltando de mais um dos ensaios cansativos da turnê. Era sempre divertido, pois a equipe era toda bem humorada, mas realmente cansava.

Estacionei meu carro em qualquer lugar do jardim como de costume e entrei em casa sem nenhum receio. Encontrei minha mãe novamente, desta vez sentada no sofá com um telefone na mãe e um rosto apreensivo.

- Tudo bem, qualquer noticia me ligue, por favor. – Ela falou preocupada. – Obrigada, até logo. – Assim que ela disse as últimas palavras desligou o telefone, o colocando de volta na mesinha e cruzando os braços.

- Mãe? O que foi? – A chamei, fazendo-a virar a cabeça. Ouvi alguns passos vindos da escada, se aproximando cada vez mais. Olhei em direção a ela, encontrando um ser descendo-a a passos pesados.

- Mellany? – Falei franzindo a testa exageradamente.

- Oi, irmã. – Ela deu um sorriso um tanto irônico, destacando a palavra irmã. Revirei os olhos, me jogando em um sofá. – Como ele está mãe? – Mellany perguntou.

- Ele quem? – Murmurei.

- Demi. – Minha mãe começou cautelosa. – Eu não queria te contar isso por telefone, então achei melhor esperar você chegar. – Ela fez outra pausa, mas eu gesticulei para ela continuar, estava começando a ficar curiosa. – Seu pai... Ele sofreu um acidente. – Ela falou rápido. Arregalei meus olhos, ficando estática.

- Ele o quê? – Perguntei outra vez.

- Ele estava indo para um hotel quando o carro dele bateu em outro. Ele está em um hospital agora, não temos tantas informações, mas o médico disse que o caso dele não está tão estável. – Minha boca estava aberta em arredondo perfeito, enquanto eu tentava processar tudo. Tudo bem que nós nunca demos certo, mas ele continua sendo o meu pai, não tem como eu deixar de me preocupar com ele de uma hora pra outra; sabia que eu ainda me importava com ele, mesmo depois de tudo.

- Eu vou para o hospital agora, se quiser ir comigo. – Ela ainda continuava com a mesma expressão.

- Eu acho melhor eu ir sozinha. – Falei um pouco fria, me levantando.

- Demi, é melhor você ir com sua irmã. – Minha mãe interrompeu nossos olhares mortais que lançávamos uma para a outra disfarçadamente.

- Tudo bem. – Falei sem nenhuma vontade.

- Mãe, cuida do Jason, por favor? – Mellany disse; imaginei que Jason fosse seu filho.

Entramos no meu carro — depois de minutos discussão, pois ela queria ir no dela – e depois fomos para o hospital. Não trocamos nem uma palavra sequer, segui a viagem inteira concentrada nas ruas, pensando em como meu pai estaria; como disse, ainda me preocupo com ele.

Estacionei o carro a alguns metros da entrada do hospital e seguimos silenciosamente o percurso. A menina foi até a recepção e trocou algumas palavras com uma mulher, logo depois seguindo para um tipo de sala de espera.

Sentamos afastadas uma da outra, cada uma com pensamentos diferentes.

Esperamos alguns minutos, que foram se tornando muito, ainda sem trocar nenhuma palavra. Já estava começando a ficar angustiada e entediada com tudo, não sabia o que fazer. Mellany se encontrava igualmente a mim, executando manias como bater os pés, mexer nos cabelos, estas coisas.

Enfim, um médico parou a alguns metros de nós e falou o nome do meu pai. Mellany e eu nos levantamos, parando em frente a ele.

- Como ele está? – Minha irmã perguntou.

- O caso dele não está estável, ele está na UTI, estamos fazendo de tudo para que o caso dele seja menos arriscado, mas ele perdeu muito sangue, não sabemos o que pode acontecer, estamos fazendo tudo ao nosso alcance. Avisaremos qualquer coisa.

- Tudo bem, obrigada. – Disse. Ele se afastou, enquanto nos sentávamos de novo.

- Porque você está aqui? – Mellany falou depois de algum tempo. Levantei minha cabeça despreocupadamente.

- Como?

- Porque está aqui? Nós duas sabemos que você nunca gostou dele. – Suspirei, prevendo que ela iria começar a me atacar.

- Mellany, ele acima de tudo continua sendo meu pai...

- Isso não importa! Você nunca se preocupou com isso quando ele estava bem, não vejo porque quer dar uma de boa filha agora. – Ela me interrompeu.

- Era diferente! É claro que nós tivemos discussões, algumas até passaram do normal, mas eu não sou tão insensível assim! Eu brigava com ele porque não conseguia controlar minhas emoções, e ele sempre me pressionava, querendo que eu fosse como você! Mas agora eu sou diferente! – Falei impacientemente, sentindo um nó se formar em minha garganta.

- Mas você nunca o respeitava! Sempre quebrava as regras dele e fazia-o ter desgosto por ter uma filha como você. – A menina elevou sua voz para um tom um pouco mais alto.

- E você sempre tenta apontar os meus defeitos, mas pelo menos eu era verdadeiro o tempo todo, não fingia ser nada que não era; ao contrário de você que finge ser uma pessoa boa e depois vem descontar toda a sua raiva que não sei de onde veio em mim! – Falei no mesmo tom que ela, mas em uma voz chorosa. – Diga-me, Mellany, o que eu fiz pra você me odiar tanto? – Me levantei impulsivamente, olhando em seus olhos. Ela me olhou atentamente.

- Nasceu. – A garota disse por fim, sem nenhuma misericórdia. – Nossa vida era perfeita sem você. – Olhei para ela incrédula, e ao mesmo tempo arrependida por ter perguntado. As lágrimas por fim caíram, sem meu consentimento, mas não fiz nenhum mero esforço para afastá-las.

Saí em disparada para fora, com a minha vista ainda irritantemente embaçada. Abri a porta do carro e entrei, dando partida e correndo com uma velocidade alta.

Não sabia para onde estava ainda, apenas queria me distanciar o mais rápido de tudo e de todos, ficar isolada por um tempo. Estava começando a entrar em uma estrada, que acho que sabia qual era, apesar de não me lembrar do nome. Reduzi a velocidade um pouco, ficando levemente mais calma.

Meu celular começou a tocar, peguei o no bolso da minha calça jeans e olhei na tela. Justin. Não estava em condições de atender agora, então simplesmente o joguei no banco do passageiro.

Quando olhei para frente novamente, a única coisa que pude ver fora um clarão, que dominava toda minha visão, coloquei a mão no rosto subitamente, largando de vez o volante.

A barulho fora alto, nesta fração de segundos meus olhos permaneceram fechados, impossibilitando que eu vesse qualquer coisa. Senti algo me arremessar junto com o carro bruscamente para um lugar desconhecido. Bater minha cabeça com força no volante fora à única coisa que eu pude afirmar que havia acontecido.

Abri meus olhos lentamente, uma água fria entrava em contato com todo o meu corpo, anestesiando-o, mas ainda não era o suficiente para que eu sentisse meu corpo todo doer, algumas partes com mais intensidade que outros. Movi minha cabeça com uma dificuldade enorme, notando que estava debaixo d’água, apenas não sabia como.

Quando tentei abrir a porta do carro com o nervosismo percorrendo meu corpo, não consegui, era como se ela tivesse emperrada. Nada que eu pudesse fazer conseguiria me tirar dali, estava totalmente presa. O ar já estava começando a faltar em meus pulmões e eu precisava consegui-lo rápido, já começara a me debater loucamente a procura de um gás oxigênio para que eu pudesse respirar.

Meu corpo aos poucos foi ficando fraco, meus movimentos já não eram executados com a mesma facilidade.

Sabe quando falam que quando você está para morrer, sua vida passa como um flash na sua mente? Realmente, era a pura verdade. Enquanto o meu corpo involuntariamente parava de se mexer, em meus pensamentos vieram varias cenas vividas por mim, desde a minha infância, até meus últimos minutos, todos os momentos marcantes, sejam eles ruins ou bons, me atacaram de alguma forma, como se eu tivesse vivido tudo dentro de alguns segundos. Minha visão começara a ficar escura, e eu já estava completamente mobilizada, sentindo a vida se distanciar de mim lentamente, mas com tal brutalidade incrível, coisa que eu nunca me imaginei vivenciar.

Notas finais
Então, o que acharam? Eu até que gostei desse capítulo! Como disse, a fanfic tá perto de acabar, mais alguns quatro capítulos e termina, infelizmente :/
Fix A Heart foi a primeira fanfic que eu consegui terminar, é kkkkk
Enfim, espero que gostei deste capítulo e comentem! Ah, e obrigada a todos que estão mandando reviews, eu realmente amo todos eles! Obrigada mesmo! Beijo babes!