Fita de Seda

43 Capítulo 43 - A Curiosidade é um Problema


Notas iniciais
Olá, galerinha o/ Essa história de eu ficar roubando wi fi já está indo longe demais, não acham? Mas não consigo evitar, eu tenho a oportunidade de estar aqui sempre que eu puder antes que o dono descubra e troque a senha! Sim, eu sou uma detetive do caramba e consegui descobrir a senha através de um amigo do amigo do amigo... Vocês me entenderam hehehehe Tão sentindo esse cheiro no ar? É de TREEETAAAAAAA!!! Quem não adora uma treta? Eu mesma aprecio demais da conta *-* E esse capítulo vai ser treta do começo ao fim, menha xente!!! Preparem esses seus corações para altas emoções, porque hoje as coisas tão de derrubar o forninho!!! Agora me deixe mandar meu agradecimento pra quem comentou e quem tá querendo dar uns tapas na Hime depois da última frase do capítulo anterior: Cni, Dredrey, Saky, Bella, Ayuno (que se tornou OneKayo :v), Lady Micheletto, Lily, Karamel, asukakazama, Haruno Esther, Uchiha Taciane, Thamyres, lunaargent, e deathgirl; essas leitoras super fiéis que não me abandonam e me deixam pensando onde foi que eu errei para pararem de comentar *3* Agora peguem o cobertozinho, o ursinho de pelúcia ou o paninho quentinho que vocês vão precisar mesmo para se confortar depois desse capítulo! *Boa Leitura*

Os lábios de Kaname eram suaves e hesitantes sobre os meus, movimentando-se de maneira cálida. Dizia-me milhares de coisas com aquele gesto, mostrava-me o quanto eu era querida e preciosa. Suas mãos seguravam minhas bochechas com uma afabilidade incrível, e a pele macia de sua palma era morna e confortável. Não, eu não estava constatando tudo isso porque eu estava me perdendo no beijo dele, mas eu estava malditamente COMPARANDO com o último que eu recebera – e aquela lembrança de Kira não era o último que eu tinha recebido.

Naquele beijo não tinha chamas e descontrole, o toque ardente de mãos calejadas pelo esforço para se tornar um grande caçador; eu não estava com a mente embaralhada, ansiando uma proximidade maior com o corpo firme dele e nenhuma das outras coisas que eu sentira da última vez que havia sido beijada.

Com toda certeza não era o beijo apaixonado que eu estava esperando.

Minha mente estava muito clara, na verdade, dando-me tempo para divagar sobre o que eu realmente sentia por Kaname, que era apenas uma admiração por sua aura madura e jeito de quem conhece muitas coisas desse mundo, além daquela beleza sobrenatural. Eu não estava apaixonada por ele, não tinha sequer um resquício de paixonite aparente, tudo que eu tive essas semanas foram expectativas para com ele; uma esperança de que ele fosse capaz de ofuscar a imagem de Zero.

Então a culpa se abateu sobre mim com aquele beijo, porque eu estava me colocando no caminho de Yuuki como eu havia dito que não faria, e como eu também era apaixonada por um cara que gostava de outra garota entendia sua angústia muito bem.

O detalhe final foi como um tapa que me trouxera para a realidade sobre o que eu estava permitindo que ele fizesse, mesmo que a maior parte do momento eu permanecera de olhos abertos e com a testa franzida, divagando sobre tudo isso.

Eu coloquei a mão sobre os ombros dele e o afastei, além de dar um passo para trás para impor ainda mais distância entre eu e aquela pessoa que acabara de falar que me amava – mesmo que eu duvidasse com cada fibra de meu ser, afinal a gente mal se conhecia! Eu ainda ostentava aquela careta estranha de quem fizera a maior merda da sua vida e culpada por ter que partir mais um coração porque eu era idiota o bastante para estar presa a um idiota que não me dava nem um pingo de valor – e o olhar de surpresa e mágoa naqueles orbes castanhos avermelhados não estava facilitando as coisas para mim.

Eu estava me sentindo uma monstra aquela noite, sinceramente.

Abri a boca para falar alguma coisa que pudesse amenizar a situação constrangedora e desconfortável, deixar claro da maneira mais suave que eu conseguisse que eu não correspondia aos seus sentimentos, mas no instante seguinte eu vi apenas um borrão passando a minha frente e o som característico de carne acertando carne.

– Como você ousou colocar essas suas mãos imundas nela? – rosnou a nova pessoa.

A próxima coisa que vi foi que Kaname estava com o tronco jogado sobre a balaustrada, uma mão segurando o queixo e os olhos, agora vermelhos intensos, fuzilavam a nova pessoa com uma postura ameaçadora que se colocara entre mim e o Líder do Dormitório – nunca tinha visto Kaname tão intimidante na vida, e eu até recuei um passo mesmo aquele olhar não sendo direcionado a mim; mas o vampiro a minha frente não vacilou nem minimamente.

Kira estava com as mãos cerradas em punhos tão apertados que as veias saltavam por debaixo da pele, e pelo que via do seu perfil ele me parecia tão assustador quanto Kaname. Os olhos semicerrados de Kira também brilhavam com aquele vermelho sangue apavorante, os lábios retesados mostravam seus dentes brancos trincados – ele mais parecia um animal feroz do que um homem.

Kaname se endireitou com uma frieza calculada, mas eu podia ver pelos seus olhos o quanto ele estava desejando arrancar o pescoço de Kira com as próprias mãos e só estava se contendo porque ainda estávamos a poucos passos de um salão lotados de humanos.

– Não sabia que obtinha o monopólio dela. – Retrucou com a voz ameaçadora.

– Ela é a minha – nada será suficiente para demonstrar como Kira enfatizara a palavra – noiva, e nunca mais ouse toca-la.

Tecnicamente eu não era noiva de Kira, havia terminado tudo com ele; mas eu não era louca de dizer aquilo logo naquele momento.

Era legal que Kira se importasse comigo e que Kaname também gostasse da minha pessoa e tal, mas eu realmente não estava apreciando o fato de eles estarem ali discutindo sobre quem tem direitos sobre mim ou a quem pertenço como se eu fosse um objeto sem opinião.

Kaname avançou um passo em direção a Kira, aquela aura intimidadora cobrindo todo o ar ao nosso redor com uma poderosa força opressora que não teve nenhum efeito sobre Kira. Aqueles dois pareciam muito perto de descer no braço ou fosse lá como esses vampiros de Sangue-Puro faziam para resolver os seus problemas (que eu desconfio que seja muito pior do que chutes e socos).

– Ela não pertence a você, Kira – rebateu. – Hime não sabe nada sobre você e não te escolheu, ela pode ter mudado de ideia.

– Então espere ela dizer as palavras. E pelo pouco que eu vi, você estava tentando enfiar a sua língua nojenta na boca relutante dela.

Kira deu uma exagerada na situação... Tecnicamente eu deixei isso acontecer por um instante para avaliar meus sentimentos por Kaname e quando eu não quis mais, ele se afastou.

Eu abri a boca para explicar isso da maneira mais suave possível, já que eles estavam tão exaltados, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Kaname me interrompeu.

– Ela vai dizer as palavras, Kira, apenas prepare-se. E ela não estava relutante.

Certamente não estava perdida nos beijos dele, tampouco.

Eu olhei de Kira para Kaname. A testosterona era quase visível no ar entre os dois. Pelo Anjo, eles estavam agindo totalmente como homens! Especialmente o Kira. Eu não ficaria surpresa se ele me derrubasse e ficasse me arrastando pelos cabelos, e isso não me parecia uma imagem nem um pouco agradável.

– Por que tenho a sensação de estar em um concurso de mijadas? – resmunguei.

Ambos me olharam ao mesmo tempo, surpresos com meu vocabulário refinado, e eu dei de ombros, porque mesmo que minha analogia tivesse sido muito tosca, eles estavam mesmo parecendo dois cães brigando para demarcarem seu território.

Virei o rosto na direção das portas francesas, um pouco nervosa com a situação em que eu me encontrava, para ter certeza que nenhum humano vira a cena que Kaname e Kira estavam fazendo ou o quão perto eles pareciam de descer no braço, e também para esconder deles o quanto eu estava querendo rir quando não estava achando aquela situação nem um pouco engraçada.

Quase tive um infarto fulminante quando vi Zero parado na entrada observando a cena, olhando tanto para Kira quanto para Kaname com um olhar tão intimidante quanto o deles, mesmo que sua íris não estivesse vermelha. Então os olhos dele encontraram os meus, tão lindos e desconcertantes como sempre foram, e eu não consegui suportar olha-los por mais de três segundos, quase como se aqueles orbes lilases atirassem novamente aquelas palavras amargas da tarde passada sobre mim.

– Porque é. – Falou Zero para mim, respondendo a minha pergunta

Eu pisquei algumas vezes, atônita por ele ter falado comigo depois do dia anterior, mas optei por ignora-lo porque ainda estava muito fula com aquele idiota.

Eu olhava para qualquer coisa menos para ele, e tentei fortificar o muro entre aquela ponte que nos ligava, porque eu não queria saber o que ele estava sentindo e vice-versa.

Mas eu era triplamente mais idiota que ele.

Mesmo com tudo que acontecera e com o que ele me dissera, meu coração batia descompassado em meu peito, pesado com a quantidade de sentimento que por mais que eu tentasse ignorar e suprimir era invocado assim que eu o via.

Era dolorosamente óbvio que meu coração rebelde ainda ansiava por ele. E, por mais que eu tivesse desejado me apaixonar por Kaname todo esse tempo ou ansiasse recuperar os sentimentos que eu tinha por Kira, a verdade era que Zero sempre estaria ali consumindo todos os meus pensamentos e com meu coração a mercê de suas mãos.

Eu era uma idiota! Dois caras lindos brigando por mim na minha frente (mesmo que eu odiasse vê-los brigando) e eu completamente tomada pela presença do rabugento que me esnobava e desprezava minha existência.

– Ah, ótimo! – murmurei para mim mesma, irritada – Chegou quem faltava para essa situação ficar ainda pior.

Mas claro que Kira e Kaname já não estavam prestando a mínima atenção para o que eu dizia, pareciam muito mais entretidos em sua disputazinha idiota sobre quem tem direito de que sobre mim, algo que eu sequer estava de acordo.

– Você está noivo, Kaname, se lembra? – indagou Kira debochadamente – Tem uma obrigação com sua estirpe, não pode abandona-la por uma humana.

– Eu já estou ciente de que Hime vai se tornar uma vampira futuramente – respondeu Kaname com aquele tom frio como gelo, e Kira me lançou um você-prometeu-que-não-contaria-a-ele olhar por cima do ombro que eu respondi com um balançar de cabeça de quem não sabia como ele descobriu porque não dissera nada, – eu não irei manchar o sangue de minha família estando com ela. E Hime não está presa a esse noivado com você, se ela desejar pode cancela-lo, assim como eu posso fazer a mesma coisa.

E foi nesse exato momento que Yuuki resolveu aparecer, atraindo a atenção de todos os que já estavam presentes ali, e eu não consegui evitar que um gemido escapasse pelos meus lábios, pois finalmente o problema havia ganhado níveis alarmantes.

Aquele lugar estava ficando superlotado de pessoas irritadas e magoadas, se tornando o pesadelo das confusões.

Kaname olhou para a nova presença com um olhar surpreendido, provavelmente se arrependendo das palavras que proferira no calor do momento e que feriram Yuuki mais do que qualquer coisa – e eu digo isso por experiência própria, pois sei o que é ser rejeitada pelo cara que você ama.

Ela fitou Kaname com uma mistura de mágoa e perplexidade, os olhos se enchendo d’água e levou uma mão aos lábios para sufocar um soluço; e vê-la daquela maneira me fez sentir ainda mais monstra do que antes, porque toda essa situação era por minha causa.

Aquilo estava pior do que novela mexicana, na minha humilde opinião, além de que o mundo não podia esperar um pouquinho para cuspir mais um pouco de drama na minha vida já muito dramática.

Quem era Maria do Bairro perto da bagunça que minha vida estava se tornando a cada dia mais?

Naquele momento eu fiquei muito segura de que a perdição do ser humano podia ser atribuída a sua curiosidade.

Se eu tivesse impedido que Kaname me beijasse ao invés de ceder à curiosidade de entender meus sentimentos, nada do que estava rolando naquele momento teria acontecido. Eu não teria magoado Kira e o feito ficar irritado com Kaname, nem atraído à criatura albina para aquele lugar por algum motivo desconhecido – ele provavelmente estava apenas esperando que os vampiros fizessem algo para ter a oportunidade de usar Bloody Rose – e nem feito Yuuki sofrer e chorar da mesma maneira que eu fizera na noite anterior.

Esfreguei a testa com um bocado de força demais, esperando que isso me ajudasse a pensar em algo para consertar a situação que eu criara, o que me parecia impossível naquele momento.

Mas então o som de palmas lentas e debochadas atraiu a atenção de todos para além da balaustrada, para a sombria floresta próxima, onde um rapaz incrivelmente bonito estava sentado sobre o galho grosso de uma árvore sorria maliciosamente para todos nós, como se achasse a situação terrivelmente divertida.

Meu coração perdeu uma batida antes de desatar em um ritmo trovejante dentro do peito, e minha respiração ficou presa na garganta. Senti meu estômago gelar e eu asfixiei com o horror preso em minha garganta, fazendo meu sangue coagular e cada músculo de meu corpo paralisar com a imagem daquela pessoa.

O rapaz de olhos dourados ardentes parecia se mesclar com a aparência horripilante daquela floresta no inverno, com suas árvores livres das folhas que outrora foram verdes e agora jaziam ressecadas no chão.

– Bravo! Que cena mais emocionante de se ver, me dá até uma pena não ter trazido uma pipoca. Poderia assisti-los a noite inteira, assim como meus doces subordinados.

As suas costas era possível apenas ver os diversos olhos vermelhos dos monstros que ele trouxera consigo brilhando de maneira demoníaca nas sombras as suas costas.

Os olhos dourados daquele monstro se direcionaram para mim, tornando-se ainda mais ardentes e cruéis do que antes, e eu não resisti à vontade de recuar um passo, apavorada.

– Olívia Yagami, já faz algum tempo que não nos vemos... Você está se tornando uma bela dor de cabeça para mim, mocinha.

Leigh Asamiya estava ali e eu ainda era apenas uma humana.

Notas finais
OH MY GOD!! Leigh finalmente apareceu para nos perturbar com sua presença… bem... Perturbadora :v E AGORA MEU POVOOO? HIME AINDA É HUMANA, O QUE ELA VAI FAZER? DEPOIS DE BEBER O SANGUE DO PAI DELA, LEIGH TÁ COM O PODER DE MAIS DE OITO MIL! SERÁ QUE ELE VAI PRECISAR SÓ DE CINCO MINUTOS PARA DESTRUIR A ACADEMIA CROSS? (DBZ na veia, baby) Parece que esse capítulo terminou cheio de dúvidas e incertezas e medos... O bicho vai pegar u.u Acho que a treta entre Kira e Kaname, a pergunta que não quer calar sobre oq Zero está fazendo ali ou a escapada de Yuuki para longe do Kuran que não sacou ainda que a Hime não quer bulhufas com ele vai ficar para outra hora :v Espero que tenham gostado deste singelo capítulo de mais um dia na vida de Olívia “Hime” Yagami :3 Quero reviews! Pfvr *-* Cara, quando uma de vocês some eu fico pensando onde foi que eu errei, então NÃO ME DEIXEEEM!!! Beijos e até a próxima, gente :*