First of Maxwell - OneShot
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Não sou conhecido, elogiado, ou qualquer outra coisa positiva na minha nova carreira de investigação policial. Aderido a um tempo, fui colocado no pior lugar para os novatos da área: Período Criminal, ou PC. Este é o lugar onde os maiores estiveram e alguns estão O que um novato faz aqui?
Este está sendo meu primeiro caso, onde eu tive que resolver porque Ádila está morta. O que foi me dito, e se notou, era que a garota suicidara-se. A um certo tempo, sua mãe voltou em estado de choque, dizendo que sonhou com sua filha sendo assassinada. Ela seria mandada para a clínica psiquiátrica, não para minha mesa se eu não fosse o novato. Mas agora ela está aqui.
– E então? – Ela falou, aflita. Era uma senhora gorda, negra e com seus cabelos quase brancos no centro.
– Então o que? – Eu falei, estava querendo não rir da cara dela, mesmo.
– Não vai fazer nada?
– Vou – Eu vou fazer minha nova secretária pagar por essa. Definitivamente vou – Onde a senhora mora mesmo?
***
Já estávamos na casa da sra. Ulzag, quando ela recomeçou a falar:
– Não sei se um moço tão jovem como você poderia fazer uma coisa dessas, um caso desse tamanho.– Eu era ruivo, no começo da carreira, estava com meu terno novo preto, enfim, muito chique para querer bater naquela senhora.
– É a impressão que se tem– "Se você estivesse no meu lugar ia ser Sherlock Holmes, não é velha?!" Eu peço para os policiais que circulavam pela casa ficassem com a senhora no carro dela ou na porta de vistoria, para que não atrapalhassem.
***
Abro a porta da casa já com minhas luvas, para a proteção das digitais. Havia três dias que ela tinha se suicidado, e o cheiro já impregnava toda a casa, o que me fez enjoar já na porta da sala. Vou logo procurando o quarto dela, que era o que tinha o pôster da Demi Lovato na parede.
Ao entrar no quarto, vejo o quanto estava bagunçado, o que vai dificultar e muito o meu trabalho mas fui logo tateando atrás do laptop da menina, evitando olhar para o banheiro onde ela estava.
***
Depois de um tempo, acho seu laptop, que estava atrás de umas blusas. Depois vou ter que hackear para entrar, para ver suas redes sociais e hackear para conseguir todos os logs das conversas dela. Todos de sua lista de amigos já são suspeitos.
***
Haviam muitos calmantes e remédios de tarja preta no banheiro, mas estranhamente nenhuma droga.
– Ela queria relaxar, só isso – Murmurei para mim mesmo
***
Minha atenção só agora recaiu sobre o corpo da Ádila. Ela era uma adolescente muito linda, tinha cabelos ruivos, já estava pálida e tinha olhos pretos. O tiro estava centrado na sua testa, com a arma na sua mão direita. Peguei a arma com a luva ainda e a coloquei em uma sacola.
Saindo de lá, fechei a porta do banheiro e vi que a porta tinha outro pôster da tal Demi Lovato. No canto inferior direito, no lugar da porta branca podia-se ver uma madeira diferente em um furo do pôster. Sem pensar mais nada rasguei o pôster, e comecei a rir na hora, porque a porta tinha uma gaveta escondida
***
A porta era bem mais grossa que as outras, percebi depois quando fui comparar. Se não fosse o descuido de não colar direito tudo, nunca eu teria achado esse compartimento secreto. Eu demoraria umas duas horas para achar a chave que abria a gaveta, mas o pé-de-cabra serviu muito mais
***
— Então quer dizer a menina escondeu cinco facas e heroína na porta do banheiro, sr. Maxwell? – Era Robert, um cara meio ignorante, a barba por fazer, com olhar e cabelos escuros. Estava na minha frente, não sei se com dúvidas da veracidade das provas, ou se achava que eu queria que o tal caso chato ficasse interessante. Das duas uma.
— Como você pode ver na sua mesa, ainda há marcas de sangue.
— Leve para a outra equipe para que veja de quem é o sangue
— É dela
— Como?
— Ela se cortava frequentemente e mandava as fotos para o ex-namorado dela.
— Como sabe disso?
E eu jogo um celular na mesa do meu chefe. Eu também o peguei na gaveta.
***
No dia seguinte resolvo assim que saio de casa ir logo me dedicar ao “Caso Ádila”. Já analisaram tudo por lá, e tanto impressões digitais nas facas quanto o sangue eram dela, o que só continuava comprovando minha teoria.
Depois de quebrar a senha do computador dela, entro no seu Facebook, que tinha a senha aberta. Na mesma hora, já vejo que um de seus amigos havia atualizado seus status de relacionamento, mas marcado logo ela.
Foram 80 comentários no post. Pura treta. Depois que eu li o caso para mim já estava encerrado. Era só pegar o réu.
Peguei os dois endereços que queria rapidamente, pois eles tinham falado sobre no bate-papo. Saí do prédio da PC atrás deles, que não eram casas nem um pouco longe de lá.
***
Bati na primeira porta. Diferente da menina que eu esperava, estava lá na minha frente a mãe dela. Olhei o relógio e eram 16:45
***
Já eram 18:00 quando a "Linda" chegou em casa. Eu apenas pedi gentilmente que eu teria que interrogar ela
— Linda, esse moço passou o dia aqui esperando você chegar
— Sério? O que aconteceu— Sim, ela fez cara de quem não entendia.
— Eu preciso interrogar você.
— Se não..?
— Vai presa, claro.
***
Tive que levá-la ao prédio da PC para interrogá-la, para ela "ter certeza que estava falando com um policial". De uma forma ou de outra, deixei ela sentada na sala de espera "acorrentada" a um policial para que não fugisse.
***
Quando eu acabei de interrogar o ex-namorado da garota, fui atrás de Robert dando o caso encerrado.
***
— Você só pode ter ficado maluco igual a mãe da Ádila!
— Tenho minhas provas, Robert.
— Comece a explicar
"Eu estava, como você, certo de que ela havia se suicidado por causa das drogas. Mas, havia apenas uma seringa, então percebi que o caso teria que ter outro rumo. A bala centralizada na cabeça da garota já é uma ótima prova de que não foi mesmo a Ádila dando um fim a própria vida. Se fosse mesmo suicídio, a bala entraria pela lateral, certo?"
"Claramente"
"E, se também, fosse suicídio, teria pólvora nas mãos dela, certo?"
"Como assim, Maxwell?"
"Eu procurei pólvora nas mãos dela, nos cabelos e nem no ouvido tinha. Eu acabei encontrando em só um lugar"
"Onde, exatamente?"
"Lembra-se do tal ex-namorado dela? Ele foi até a casa da Ádila com uma arma diferente da usada no suposto 'suicídio', mas antes ele enviou uma mensagem para sua atual, Linda...."
"Mas, isso quer dizer..."
— Que o tiro foi dado na porta do banheiro— Depois de falar jogo o celular da Linda na mesa do meu chefe.

"Como você consegue esses celulares, Maxwell?"
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