Firing Line
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Notas iniciais
Oi, princesas... Escrevi esse capítulo ainda ontem, mas resolvi postar só hoje. Tô recebendo verdadeiras ameaças querendo que Demi e Selena voltem logo kkkkkkkkkkk Vocês são um amor :B Mas tipo, elas vão voltar no próximo, eu acho. Obviamente não assim do nada, tem que dar uma provocadinha e tals. E vai ser uma provocada dupla :D Depois disso, já vou começar a dar um desfecho pra história, coisa que por sinal já tenho em mente p ser bem eletrizante e tals. Dito isso, boa leitura ^^
Demi:
Passei o dia inteiro tentando ligar pra Selena. Ela devia estar pensando as piores coisas possíveis e eu não podia permitir isso. Mal me concentrei no trabalho lembrando do que fizemos mais cedo. Eu havia tomado um banho e trocado de roupa mas é como se o cheiro dela tivesse impregnado em mim, no ambiente. Tudo que eu estava fazendo era pensando nela, por mais que não parecesse o certo, eu não tinha muita saída. Odiava ter me submeter àquela situação, mas eu não podia arriscar a vida da mulher que eu amo sabendo que seria humanamente impossível protegê-la 100% . Mas daí a deixar que ela pense que a usei... Não. Eu a amo. Amo tanto que não conseguiria explicar nem que tentasse muito. Amor não se explica, afinal. Ainda tinham cerca de três pastas de investigações pra serem analisadas, mas do jeito que eu estava, não conseguiria me concentrar. Eram 15:00 quando não aguentei mais e guardei tudo em minha gaveta. Levantei prendendo o coldre com a arma e distintivo na cintura e peguei minha bolsa. Eu vou atrás de Selena nem que ela me bote pra fora à pontapés. Coisa que eu não duvido que aconteça.— Ei ei ei mocinha, aonde você vai? — Esbarrei com Zac já na porta da minha sala.— Fazer o que eu já deveria ter feito a muito tempo. — Respondi.— Vai atrás da Selena? Finalmente! — Ele ergueu as mãos pro ar em comemoração. — Isso que dizer que você tem cérebro, afinal.— Vá se fuder, Zac. Quer dizer que eu tenho coração. E não tô aguentando mais. — Falei empurrando-o levemente pra fora e saindo também, fechando a porta atrás de mim.— Fiquei sabendo de umas coisas. — Ele falou enquanto andávamos pelo corredor.— Tipo...— Que você está pegando a Detetive Sunders. — Ele cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha quando paramos pra esperar o elevador.— Eu não estou pegando ninguém. Você ouviu quando eu disse que estou indo nesse momento atrás da Selena?— Mas você teve um rolo com ela, vai negar?— Não. Fiquei com ela sim, mas se quer saber, me arrependi muito. Por causa daquela doida Selena nunca mais vai querer saber de mim. — Olhei pro canto direito da porta do elevador impaciente. — E essa droga que não chega!— Calma aí, capitã. Vai me dizer o que aconteceu?— Você não vai querer saber.— Ah, pode crer que eu vou sim. Pronto, chegou. — Ele disse chamando minha atenção pra porta do elevador.— Você é um fofoqueiro, sabia? — Olhei-o de esguelha e ele sorriu. — Lizie pegou Selena e eu digamos... Ocupadas.— Ela pegou vocês fazendo sexo? — Ele aumentou o tom de voz fazendo com que eu tapasse sua boca rapidamente.— Filho da mãe, fala baixo! — Falei tirando a mão de sua boca. — Isso é sério!— Eu sei, desculpe. — Ele se recompôs. — Eu não disse que não era sério. Mas e aí, você está ficando mesmo com outra mulher?— Não, claro que não. Selena é a unica mulher que eu amo. Fiquei com Lizie uma vez numa boate depois que terminamos e bem... Não sei o que deu naquela louca, mas sei que Selena entendeu tudo errado e é isso que estou indo explicar pra ela.— Faz bem. — Ele disse no momento em que chegamos ao térreo e saímos do elevador. — Mas será que a Sel vai acreditar em você?— Ela tem que acreditar. Por mais que não estejamos juntas, eu a amo loucamente e não me separei dela por algo fútil. Não estou sofrendo essa barbaridade por pouca coisa, é a vida dela que está em jogo.— Eu sei.À essa altura já estávamos no estacionamento. Chegamos até meu carro, destravei as portas e me virei rapidamente pra Zac.— Me deseje sorte.— Boa sorte. Tomara que dê tudo certo. — Ele disse erguendo a mão fechada em punho e batendo levemente na minha.Segui pelo caminho conhecido e quanto mais perto eu chegava, mais nervosa eu ficava. Cogitei dar meia volta e ir pra casa umas duas vezes durante o trajeto, mas eu estava decidida. Parei meu carro atrás do de Selena que estava estacionado na calçada e desci. Ajeitei a franja insistente do meu cabelo e subi os degraus da varanda. Olhei rapidamente pro outro lado da rua procurando a segurança que deveria estar em seu posto. Não se fazem mais oficiais como antigamente. Respirei fundo algumas vezes antes de tocar a campaínha. Eu tinha a chave, mas não me sentia no direito de entrar assim. Como não houve resposta, apertei o pequeno botão novamente e ouvi passos do lado de dentro. Fechei os olhos com força tentando espantar a ansiedade e foi quando a porta se abriu revelando quem eu não esperava ver alí.— Agente Diaz? — Perguntei sem entender.— Capitã... — Ela pareceu desconcertada por alguns segundos. — O que faz aqui?— Eu ia perguntar a mesma coisa.Selena:Andy tinha sido muito gentil comigo. Ainda que parecesse desconfortável, me fez um chá e sentou-se ao meu lado até que eu parasse de chorar. Ela também era uma espécie de policial, mas não como Demetria. Andy parecia ser tímida, mas ao mesmo tempo tinha muito jeito com as coisas.
Diferente daquela capitã idiota que era arrogante, prepotente, irresponsável,desajeitada, lerda e... Linda, com o sorriso perfeito, com aquela covinha sexy no queixo, a voz rouca que me fazia arrepiar da cabeça aos pés ao menor sussurro...Sem falar no corpo, nossa... Sacudi a cabeça levemente tentando afastar os pensamentos. Ela tinha feito aquilo tudo no intuito de brincar comigo. Seria impossível de acreditar se eu não tivesse visto com meus próprios olhos aquela mulher oferecida chamando-a de amor e insinuando coisas sobre uma noite em que estiveram juntas fazendo só Deus sabe o que. Estava tudo muito claro pra mim. A campaínha havia tocado e presumi que fosse Jenny já que eu havia ligado pra ela. Andy foi atender e estava demorando um pouco.— Quem é, Andy? — Falei num tom mais alto enquanto me levantava indo em direção à cozinha.— O que você está fazendo aí dentro? Onde está Selena? — Virei-me rapidamente procurando a dona da voz. Eu não acredito que ela veio até aqui.— Capitã, ela estava muito exaltada, achei melhor ficar um pouco.- Pude ouvir Andy responder.— Quero vê-la. Saia da minha frente, Diaz. — Demi falou com a voz dura.Fechei os olhos já ouvindo os passos firmes vindo até onde eu estava. Não virei pra olhar quando ouvi o barulho parar já próximo a mim. Me limitei a apenas repousar a caneca de chá que eu segurava em cima do balcão.— Selena. — Ela chamou e como sempre senti meu corpo inteiro arrepiar. — Vá embora. — Foi o que consegui dizer. — Não até te explicar tudo, você precisa acreditar em mim. — Sua voz mudou de dura pra suplicante. — Não temos mais nada pra conversar, Demetria. — Me virei pra olhá-la e meu coração se apertou dolorosamente por ver que ela tinha os olhos cheios d'água. — Temos sim! — Ela levou uma mão até o rosto limpando rapidamente uma lágrima que ameaçava cair. — E o que vai dizer? Hã? — Cruzei os braços sobre o busto tentando controlar os batimentos acelerados em meu peito.— Que eu te amo. — Ela sussurrou olhando-me fixamente. — Por favor, acredita em mim.Senti meu corpo fraquejar e minhas pernas ficaram bambas, mas sustentei meu peso respirando fundo. Meus olhos pinicaram e cerrei os dentes.— Não ama não. — Respondi olhando pro chão. Se eu a encarasse, cederia com certeza.— Selena? — Levantei a cabeça a tempo de ver Andy surgir na porta da cozinha. — Precisa de alguma coisa? — Não, ela não precisa. — Demi respondeu de forma ríspida. — Apropósito, está dispensada por hoje, Diaz. Andy não se moveu e ficou alternando seu olhar de Demi pra mim e de novo pra Demi. Parecia lutar contra algo internamente. — Eu só queria me certificar de que estava tudo bem. — Ela respondeu.— E quem te deixou entrar mesmo? — Demi perguntou limpando mais uma lágrima que ainda caía de seu rosto enquanto Andy já abria a boca pra responder.— Eu. — Respondi por ela.
Notas finais
Então...?
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