Firing Line

15 Or I'm not responsible for my actions.


Notas iniciais
Oi negads ^^ Aí vai mais um capítulo. Quero deixar aqui desde já meus agradecimentos pelas reviews fofas e incentivadoras além das novas leitoras que me deixaram msgs tb. Obrigada, de verdade. Em momento nenhum eu pensei que alguém fosse ler essa fic. Dito isso, boa leitura ;)

Selena:

Hoje faziam 2 meses que Demi e eu estávamos namorando. Lembro de quando fizemos um mês e ela esqueceu. Demi era muito displicente com essas coisas. Também teve o dia que fomos numa boate e ela quase bateu num cara que esbarrou em mim, sem comentar que ela não admitia, mas não gostava quando eu saía sozinha. Ela se limitava a dizer que a cidade era muito perigosa e que eu poderia ligar pra ela ir me deixar e me buscar nos lugares. Eu achava tudo aquilo muito fofo, pra falar a verdade. Mas esses ultimos dias ela anda muito ocupada e já teve que sair à campo duas vezes essa semana, me deixando com o coração na mão. Eu tinha muito medo que acontecesse alguma coisa com ela numa operação dessas. Só de imaginar minha vida sem ela era como se um buraco se fizesse no meu estômago e a sensação de falta de ar já me invadia. Eu só tentava repetir pra mim mesma que ela sabia se cuidar e que voltaria inteira pra mim.

— Fala, Sel! — Miley me despertou dos meus pensamentos sentando ao meu lado. Estávamos numa mesa de concreto dentre as várias que tinham espalhadas pelo jardim do campus.

— Oi, vaca. — Sorri de volta recebendo um tapa na cabeça da minha melhor amiga.

— O que tá fazendo?

— Tentando estudar pra prova de Patologia II. Você deveria estar fazendo o mesmo, Destiny.

— Eu estava até agora pouco, Marie. Anda, larga isso aí. Vamos almoçar e depois você vai estudar na minha casa.

— Não tô com fome agora.

— Então façamos assim. Depois da ultima aula vamos direto pra minha casa e pedimos comida. Não aceito não como resposta.

— Ok, sua chata. Vamos sim.

A ultima aula era de revisão pra prova e eu fiz muitas anotações. Jenny não tinha vindo hoje, então mandei uma mensagem de texto pra ela nos encontrar na casa da Miley pra estudar.

Ao fim de mais um dia de aulas cansativas, Miley e eu nos dirigimos até sua casa no meu carro. Eu já sabia o caminho mais do que decorado, já que passava por aqui todos os dias desde que estávamos no colegial. Ao contrário da maioria dos universitários da University of California (UCLA), não éramos internas. Morávamos perto do campus, então distância não era um problema. Optei por isso quando terminei o ensino médio. Queria ficar por L.A mesmo com minha mãe e agora mais do que nunca, com Demi.

— E a sua capitã, por onde anda? — Miley perguntou depois de chegarmos à sua casa e deixarmos nossas bolsas no sofá indo direto pra cozinha ampla.

— Ela tá no departamento, eu acho. Esses dias quase não saiu de lá. — Falei meio cabisbaixa.

— Deve ter mesmo muito trabalho naquele lugar. Do jeito que as coisas estão hoje em dia...

— E é isso que me preocupa.

— Como assim, cabeção? — Ela examinava a geladeira pra ver se tinha algo que pudesse comer enquanto eu estava sentada no balcão.

— Ah velho, é tudo tão perigoso... Tenho medo. — Admiti.

— É o trabalho dela, Sel. Ela sabe se cuidar.

— Eu sei, mas ela não é de ferro. Além de ser muito afoita e uma mula de teimosa. Se der na telha dela que é preciso entrar na frente de uma bala por qualquer motivo que seja, ela vai lá e faz. Assim, sem pensar. — Falei impaciente.

— Hey... — Miley dava a volta no balcão vindo ficar ao meu lado e me abraçando de lado. — Não pensa besteira, Sel. Vai ficar tudo bem. Confia.

— Verdade, você tem razão. Anda, vamos estudar que a Jenny deve estar chegando. Enquanto a gente começa, você pede comida.

— Essa é a minha garota. — Ela me deu um beijo carinhoso na bochecha.

A tarde passou voando. Estudamos bastante e brincamos também. Quando as três estavam juntas assim, era bagunça na certa. Sempre fomos muito ligadas e eu esperava que continuasse assim sempre. Jenny era a mais calminha, sempre tinha um conselho pra dar, sempre muito carinhosa e meiga. Miley era uma doida, falava alto, gesticulava o tempo todo e era apaixonante.

Passavam das 16:00 quando meu celular tocou. Era Demi.

— Oi amor. — Atendi sorrindo.

— Oi, princesa... O que tá fazendo de bom? — A voz meio rouca dela falou do outro lado da linha.

— Tô na casa da Miley com ela e a Jenny. Temos prova na segunda e estávamos estudando até agora pouco.

— Que bom, amor. Estude mesmo. Eu saí mais cedo do departamento, tava pensando se a gente não podia fazer algo hoje...

— E onde você tá agora?

— No carro.

— Ah, então por que não dá uma passada aqui? As meninas ficariam felizes em te ver. — Olhei pra Miley que sorriu e acentiu com a cabeça.

— Ah, tá bom então. Até já, princesa.

— Até já.

Não demorou muito e a campaínha tocou.

— Deve ser sua garota, Sel. Abre lá. — Estávamos sentadas no sofá da sala comendo brigadeiro e vendo um filme qualquer na tv a cabo.

Não esperei ela falar duas vezes e fui abrir a porta dando de cara com minha namorada perfeita do sorriso perfeito, do queixo perfeito, do corpo perf... Enfim, ela era a perfeição em pessoa.

— Oi... — Ela abriu um sorriso daqueles que só ela tem. Fiquei paralisada por alguns segundos e ela pareceu perceber. — Não ganho nem um beijinho?

— Ganha quantos você quiser, vem cá. — A puxei para um beijo calmo e carinhoso seguido de um abraço apertado. — Como foi no trabalho hoje?

— Calmo. Calmo até demais, eu diria. Daí como terminei minhas coisas cedo, resolvi matar a saudade da minha princesa. — Ela me deu mais um selinho já entrando na casa.

Levei Demi pela mão até a sala onde estavam Miley e Jenny. Miley ao nos ver, levantou rapidamente vindo em nossa direção.

— Então você é a capitã Lovato... — Ela disse sorrindo. — Selena, por que não nos disse que ela era tão gata?

— Destiny, tenha modos. — Falei rindo. Demi ria também, meio sem graça.

— Oi, Demi... — Dessa vez era Jenny quem se apresentava. — Muito prazer.

— O prazer é meu. Selena fala muito de vocês. — Demi pareceu gostar das minhas amigas. Bom sinal.

— Fala, é? — Miley me deu um tapa carinhoso no braço. — Ei Demi, sinta-se em casa tá? Tem brigadeiro, refrigerante e tudo que é de gordices.

— Brigadeiro? — Os olhos de Demi brilharam. — Aonde?

— Aqui, ó. — Jenny indicou a panela que repousava na mesinha de centro.

— Adorei suas amigas, amor. — Demi disse me dando um selinho rápido e sentando no sofá com a panela de brigadeiro nas mãos.

Conversamos e rimos muito. Demi seu deu bem com minhas amigas, o que tinha me alegrado muito. Miley fez uma série de perguntas pra minha namorada sobre o trabalho dela e Demi respondeu tudo com paciência enquanto eu anotava umas ultimas coisas no meu caderno da faculdade. Demi estava tão à vontade que a essa altura já estava deitada no sofá da sala de Miley. Eu ri com a cena. Ela parecia completamente despida de qualquer formalidade ou defesa. Era só uma garota conversando com pessoas da sua idade. Sem aquela pose de capitã ou a responsabilidade de prender um traficante perigoso. Seu semblante era sereno, calmo e feliz. Por vezes ela gargalhava gostosamente e Miley a acompanhava, bem como todas nós. Eu não sabia se ria das coisas que elas falavam ou da gargalhada da Demi. Sério, era muito gostosa de se ouvir. Já passava das 20:30 quando decidimos ir embora.

— Foi um prazer, Miley. Vamos marcar qualquer coisa em breve. — Demi falou pra minha melhor amiga.

— Vou cobrar hein, capitã? — Miley por sua vez a puxou pra um abraço carinhoso. — Veja, Selena. Estou agarrando sua garota.

— Você não tem medo de morrer não, Destiny? — Fuzilei ela com os olhos e ela riu alto apertando mais Demi entre os braços que parecia se divertir. — Solta ela, vaca.

— Miley, sinto que você vai apanhar. — Jenny ria também. Miley soltou Demi e as duas estavam rindo.

— Qual é princesa... Miley é uma chata, vem cá. — Demi me puxou firme pela cintura e me beijou.

— Sei, Lovato... Sei bem. — Apertei os olhos pra ela mas acabei rindo também. — Agora vamos. Tchau meninas, a gente se vê amanhã.

Depois de me despedir de cada uma, fui com Demi até minha casa. Eu no meu carro e ela no dela, já que eu não podia deixar o meu lá.

— Que cansaço. — Demi disse ao entrar na minha casa.

— Você não quer tomar um banho? — Perguntei.

— Acho que vou querer sim. Me empresta umas roupas suas? — Ela perguntou.

— Claro, amor. Sobe lá que já te levo uma toalha limpa e roupas. — Assim ela o fez.

Alguns minutos depois subi na direção do meu quarto e entrei. Sentei na cama ouvindo o barulho do chuveiro e me repreendendo por pensar besteira.

— Amor, já trouxe sua toalha e roupas limpas.

— Ah tá bom, princesa. Coloca aqui em cima da pia. — Ouvi a voz abafada pelo som do chuveiro.

A porta do banheiro estava entreaberta e eu entrei sem fazer barulho. Coloquei as coisas na pia como ela havia pedido e me permiti dar uma olhada na silhueta embaixo do chuveiro. Não dava pra ver nada nitidamente porque o vidro do box era desfocado, só me permitindo imaginar as coisas mais maliciosas do mundo. Senti minha boca salivar ao admirar a figura desfocada de perfil. O cabelo preso num coque, os seios libertos e mesmo com a dificuldade de ver, uma coisa não poderia passar despercebida. Que bunda era aquela. Grande, empinada, generosa. Tive que me segurar pra não abrir aquela portinha de vidro e ter uma visão completa. Só me limitei a passar a língua pelos lábios já sentindo as sensações incontroláveis se apossarem de mim. Quando dei por mim já estava com uma mão apoiada na pia do banheiro enquanto a outra estava acariciando levemente meu seio direito. Uma pontada forte fez com que eu me encolhesse e colocasse a mão no meio das pernas. Apertei com uma certa força a região como que reprimindo as novas pontadas que estavam ameaçando me descontrolar. Respirei fundo e saí do banheiro antes que aquilo me dominasse por completo.

Sentei na cama tentando me acalmar e esperei Demi sair. Ela veio em minha direção já completamente vestida com um short jeans que apertava as coxas fartas e uma camiseta azul marinho de tecido fino.

— Pensei que você ia entrar no meio do meu banho e me atacar. — Ela sorriu safada se sentando no meu colo.

— Vo-você me viu? — Perguntei sentindo meu rosto ruborizar.

— Vi... — Ela acariciava meu maxilar com a ponta do dedo.

— Desculpa, Demi. É que eu entrei pra te deixar a toalha e te vi alí e... Eu não sou cega, né. Além do mais... — Comecei.

— Shh... Tudo bem, princesa. Eu gostei. — Ela me deu um selinho.

— Gostou?

— Gostei. Você é muito gostosa, eu já disse isso? — Assenti positivamente já me excitando de novo. — E te ver excitada te deixa ainda mais gostosa.

— Demi, já disse pra você não falar assim senão eu...

— Você o que, fala pra mim. — Ela aproximou a boca do meu ouvido e sussurrou.

— Senão eu não me responsabilizo pelos meus atos. — Sussurrei de olhos fechados. Senti ela morder levemente o lóbulo da minha orelha e ergui um pouco o quadril de encontro a bunda dela.

— Quem disse que eu quero que você se responsabilize? — Ela falou com a voz rouca.

Apertei suas coxas com força e ela suspirou. Eu já estava deitando-a na cama comigo por cima quando ouvi uma voz no andar de baixo.

— Selena, filha! Cheguei! — Demi respirou fundo frustrada e eu não consegui reprimir o muxoxo de irritação.

— Vamos lá. Hora de você conhecer minha mãe.

Notas finais
Fiquem à vontade. ^^