Firing Line

18 I love you, princess.


Notas iniciais
Oi negads ^^ Mais um capitulo p vcs e no próximo, adivinhem...? Iiiisso, a primeira vez!! (6'
Ainda tô ajustando umas coisas e o capítulo vai ficar meio grande, mas tipo, haverão outras então não quis gastar todas as idéias num só. Mas acho que vai ficar bom. De qualquer forma, boa leitura ;)

Demi:

Bati a porta com força e tranquei. Joguei minha bolsa de qualquer jeito no sofá da sala já me encaminhando pra cozinha. Eu estava puta de raiva. Em parte pelas coisas que Selena disse, em outra por brigar com ela. Abri a geladeira e coloquei um pouco de água no copo. Só consegui beber dois goles e atirei o objeto longe fazendo com que ele se chocasse contra a parede se espatifando no chão em cacos. Entrei no quarto e me despi. Preciso de um banho. Enquanto a água caía na minha nuca descoberta pelo coque frouxo, eu pensava em tudo. Quando dei por mim, lágrimas caíam do meu rosto se misturando com a água. Eu estava muito triste, queria Selena aqui comigo. Eu não sabia como simplesmente colocar pra fora tudo que eu estava sentindo de uma forma que ela entendesse. Me senti uma idiota por isso. Sabia planejar missões perigosas, organizar protocolos, efetuar prisões... Mas não sabia dizer pra minha namorada o quanto ela era importante pra mim.

Já deitada na cama, permiti que mais lágrimas escorressem pelo meu rosto. Ninguém estava alí pra ver, eu não precisava fazer pose de durona. Eu não me sentia durona, naquele momento. Eu estava amedrontada, insegura e desprotegida. Eu só conseguia pensar nela. Não percebi a hora em que caí no sono, muito menos o momento em que meu celular tocou. Tateei na cama até achá-lo e atendi sem olhar pro visor.

— Pronto. — Minha voz falhou pela falta de uso.

— Demi? — Eu não reconheci a voz e estranhei.

— Oi...

— Demi sou eu, Jenny. Amiga da Selena. — Me sentei imediatamente na cama acendendo a pequena lâmpada na cabeceira.

— Jenny? O que aconteceu, você está bem?

— Estou, é que... — Ela parecia nervosa. — Demi, se eu fosse você eu vinha até aqui buscar a Selena.

— Selena? Aqui aonde? Onde vocês estão, Jenny? — Aumentei o tom de voz sentindo cada célula do meu corpo reagir.

— Estamos na casa da Alyson, na Rua Watts com Sunset Strips. Demi, ela bebeu demais e tá querendo fazer besteira, tá conversando com umas pessoas que eu não conheço e quando Miley tentou levá-la embora ela se recusou.

— Tô chegando aí. Me espere na porta. — Desliguei sem esperar a resposta dela. Pulei da cama em direção ao closet e vesti uma calça jeans bem gasta de cor clara com rasgos grandes na coxa e uma camiseta branca simples com uma camisa quadriculada predominatemente azul por cima. Foi a primeira roupa que encontrei e não liguei muito pros sapatos. Coloquei um chinelo simples e saí.

Demorou cerca de 15 minutos pra eu achar na tal festa. Não sabia qual era a casa, mas pela barulheira que vinha de dentro e pelos carros estacionados em frente, não foi difícil adivinhar. Avistei Jenny na calçada aflita olhando pros lados. Estacionei meu carro em frente à casa de qualquer jeito e desci ao encontro dela. Ao me ver, a garota respirou fundo e veio até mim.

— Que merda está acontecendo, Jenny? O que vocês estão fazendo aqui? — Perguntei olhando diretamente pra ela. A raiva era evidente na minha voz.

— Demi, me desculpe. É só uma festa da faculdade e Miley ligou pra Selena que fez questão de vir mesmo a gente insistindo pra ela te ligar, mas ela parecia muito aborrecida só Deus sabe com o quê e... — Ela falou num fôlego só. Era visível seu nervosismo.

— Onde ela está? — Perguntei simplesmente.

Ela me indicou a entrada da casa e nem esperei ela me guiar. Me dirigi a passos firmes pra dentro da residência esbarrando em algumas pessoas no caminho. A casa tava uma zona. Típico de uma festa de faculdade daquelas bem barulhentas regadas a bebida, drogas e sexo sem compromisso. Eu procurava por todo lado algum indício de Selena e não obtendo sucesso na parte de dentro, saí pra área da piscina.

Não demorou muito e a figura de Miley apareceu na minha frente.

— Demi! Ainda bem, só você pra fazer ela ir pra casa. — Miley sempre tão extrovertida parecia aflita. — Ela tá no bar conversando com uns tipinhos que não gostei nem...

Deixei a outra amiga de Selena falando sozinha e fui na direção que ela me apontou. Avistei Selena sentada em um banco numa espécie de deck onde havia do outro lado do balcão um BarMan e ao lado dela um cara aparentemente bonito, mas estava falando muito perto do rosto dela pro meu gosto. Cheguei sem pedir licença e me coloquei bruscamente entre os dois apoiando uma das mãos no balcão de modo que o cara não tivesse acesso à Selena. Ela pareceu se assustar ao me ver alí mas logo se recompôs.

— O que faz aqui, Demetria? — Ela tinha a voz arrastada.

— Como 'o que faço aqui'? Vim te buscar, Selena. Anda, levanta daí. — Falei sem paciência.

— Você não me dá ordens, capitã. Aqui não é seu Batalhão. — Ela falou antes de virar de lado pra mim pra pegar mais uma dose de tequila que esperava em cima do balcão. Peguei o copinho cheio do líquido da mão dela e derramei.

— O que você pensa que está fazendo? Quem você pensa que é, sua idiota! Eu vou te matar, Demetria! — Ela se desequilibrou ao tentar descer do banco e eu a segurei firme com o braço esquerdo.

— Não vai me matar coisa nenhuma. — Falei apertando o braço ao redor dela.

— Você sempre me segura. Você não devia fazer isso, nem gostar de mim você gosta, eu nem sei por...

— Que idéia é essa, Selena? Eu não gosto de você? Tem idéia da besteira que está dizendo?

— Hey, gata... — O carinha metido a playboy estava de volta. — Se quiser você pode vir comigo pra minha casa. Prometo que você não vai se arrepender.

Ele esticou o braço na direção dela como se quisesse tocar seu rosto. Aquilo foi a gota d'água. Soltei Selena que se apoiou no balcão novamente e puxei o braço do garoto pra trás das suas costas fazendo com que ele ficasse sem ter como reagir.

— Se você sequer tentar encostar um dedo imundo que seja na minha garota outra vez, eu juro por tudo que é mais sagrado que não vão te sobrar dedos pra contar a história. — Falei no ouvido dele me controlando pra não quebrar a mão daquele desgraçado alí mesmo.

— Ai... tá me machucando... Quem é você afinal, garota? — Ele tentava se livrar da forma com que eu torcia seu braço.

Soltei o braço dele e o segurei pela gola da camisa, empurrando-o com toda a força no balcão e esmagando-o contra o mesmo.

— Sou a namorada dela, seu filho da puta! — Não consegui me refrear e acertei o rosto dele em cheio com a mão esquerda enquanto a direita ainda o segurava pela camisa.

— Demi, pára! — Selena segurou meu braço que eu já levantava pra dar outro soco no idiota que sangrava pelo nariz. — Já chega, Demi! Solta ele!

— Demi, Demi! Calma! Deixa isso pra lá, larga ele. — Era Miley, dessa vez. Ela envolveu minha cintura com as duas mãos tentando me puxar pra trás. Só então larguei o infeliz que correu que nem uma bala na direção da saída.

Selena ainda segurava meu braço esquerdo com força, não sei se pra me conter ou se pra conter ela mesma que devia estar tonta. Passei o braço pela cintura dela.

— Vamos embora daqui.

Deixei Miley em casa e pedi pra Jenny levar o carro de Selena pra casa dela, assim era mais prático de pega-lo depois. Eu estava com raiva e preocupada ao mesmo tempo. Selena não é de beber e estava alí no banco do passageiro olhando pela janela com uma expressão que eu não conseguia decifrar. Àquela altura o efeito do alcool tinha passado o suficiente pra ela conseguir andar sem cair, mas ainda assim se apoiando em algo.

— Vou te levar pra sua casa e você vai tomar um banho frio. — Olhei pra ela rapidamente enquanto dirigia.

— Não posso chegar em casa assim, minha mãe vai perceber. — A voz dela ainda era meio arrastada.

— Vou te levar pra minha casa, então. Ligue pra sua mãe e avise pra que ela não fique preocupada.

— Não vou a lugar nenhum com você, Demetria.

— E o que você quer?

— Quero estar em qualquer lugar longe de você. — Ela disse sem me olhar nos olhos.

Aquilo doeu em mim. Ela não queria estar perto de mim, não queria minha ajuda muito menos minha presença. Suspirei fundo.

— Eu durmo no sofá, então. Você fica na minha cama. — Ela ficou calada e assim permaneceu até chegarmos.

Ao chegarmos no meu apartamento, ela foi tomar banho e eu disse que ela poderia usar minha toalha e minhas roupas. Fui até a cozinha preparar um café bem forte. Ela ia precisar daqui a pouquinho. Passavam de 3 da manhã. Selena voltou vestida com um pijama meu de cor cinza.

— Fiz café pra você. — Ela pegou a caneca da minha mão sem questionar e começou a beber. — Selena, o que te deu pra sair e beber daquele jeito?

— Nós duas sabemos que você não se importa. — Ela disse tomando outro gole do café.

— Eu não me importo? Você é inacreditável. — Ri falsamente.

— Não Demetria, você não se importa.

— Selena, escuta uma coisa e escuta bem porque eu não quero ter que repetir. Se eu não me importasse com você eu não teria acordado no meio da noite depois de um dia de trabalho cansativo pra ir atrás de você. Eu não teria saído da sua casa arrasada como eu saí nem teria chorado como eu chorei. — Ela parou de beber o café e sustentou o olhar em mim. — É, eu chorei por você. Pela primeira vez na vida eu chorei por uma pessoa assim. Você não pode abrir a boca pra dizer que eu não me importo quando tudo que eu quero é te ter comigo. Eu nunca senti por ninguém o que sinto por você, as mulheres e homens com quem já fiquei não se comparam em nada com você. Eu seria capaz de qualquer coisa pra te ver bem, Selena. Ontem quando você disse que eu não era mulher pra você me doeu mais do que um tiro. Agora a pouco no carro quando você disse que não queria ficar perto de mim me estraçalhou pro dentro. Eu me importo mais com você do que com qualquer um, eu te admiro, te respeito, eu quero ser sua, inteiramente sua mas eu preciso que você confie em mim, princesa. Eu preciso de você, eu não consigo mais ficar sem você porque...

As palavras que estavam entaladas pareciam fazer todo o sentido do mundo, agora. Me aproximei de Selena que ainda tinha uma caneca na mão e me olhava vidrada. Peguei a caneca da sua mão e coloquei em cima da mesa da cozinha, enlaçando nossos dedos e levanto a mão dela até meus lábios depositando um beijo carinhoso no local. Ela fechou os olhos e colocou os braços ao redor do meu pescoço encostando nossas testas. A abracei pela cintura.

— Demi, você tá tremendo. — Selena me olhou com a expressão preocupada.

— Eu...

— Você...

— Eu te amo, Selena. — A olhei profundamente. — Eu te amo demais, princesa.

Selena abriu seu sorriso lindo apertando os olhinhos e uma lágrima escorreu timidamente pelo seu rosto.

— Eu te amo mais. Muito mais. — Ela sussurrou contra minha boca antes de me beijar carinhosamente.

Notas finais
É de vcs, essa birosca ;)