Firing Line

50 After the engagement, the unforesseen


Notas iniciais
Oi, meus amores... Espero que entendam minha demora, ainda tô me recuperando e tals. Dando ênfase hoje ao niver da nossa Dem's ♥ Que a vida dela seja repleta de coisas boas e que ela continue forte como a guerreira que é. A fic ainda tem uns dois capítulos, então... Boa leitura ^^


Demi:

Acordei com o barulho do chuveiro. Apalpei o espaço ao meu lado e deduzi que Selena havia acordado antes e já estava tomando banho. Me permiti cochilar mais alguns minutos, até que senti beijos gelados serem depositados no meu rosto e queixo. Abri os olhos encontrando minha namorada completamente vestida.

— Bom dia, preguiça. — Ela sussurrou com a respiração batendo em meu rosto. — Hora de acordar, senão você se atrasa.

— Já vou. — Eu disse me enfiando embaixo das cobertas novamente.

— Demetria. — Ela riu baixo. — Levanta logo, vou fazer café.

Bufei frustrada pelo sono que ainda se fazia presente, já que a noite tinha sido digamos... Agitada. Tomei um banho frio pra acordar e logo me vesti com a primeira roupa que achei. Uma calça jeans com alguns rasgos na coxa e uma blusa básica branca.
Desci as escadas encontrando Selena já me esperando. Selei nossos lábios demoradamente e sentei na mesa.

— Você não me dá sossego, Selena Marie. Tô toda quebrada. — Brinquei.

— Fala sério, Demetria Devonne. Até parece que você fez tudo obrigada. — Ela debochou.

Conversamos animadamente sobre muitas coisas. Selena tinha a ultima prova do semestre hoje e então estaria de férias. Eu ainda tinha uma semana de trabalho, mas depois disso também estaria livre.

— Nós vamos mesmo pro Texas nas férias? — Ela perguntou.

— Se você quiser, vamos sim. Até porque... — Comecei a falar mas logo me arrependi. Eu estava guardando a surpresa pra quando chegássemos lá.

— Prossiga. — Ela levantou uma sobrancelha.

— Não, nada. É surpresa.

— Ah não, bebê. Por favor, me diz... — Ela deu a volta na mesa ficando atrás de mim e abraçando-me pelo pescoço. — Por favor?

— Ai, tá bom. — Respondi me levantando. — Espera aqui um minutinho.

Subi as escadas em direção ao quarto deixando Selena sem entender. Abri minha bolsa e retirei o pequeno embrulho, respirando fundo.
A um bom tempo eu estava com aquilo em mente, mas eu não tinha certeza de que ela fosse aceitar. E eu continuava insegura. Era um passo muito importante e não poderia ser dado assim, sem mais nem menos. Mas a certeza do meu amor por ela falou mais alto. Eu queria passar o resto da minha vida com aquela garota e não podia mais adiar aquilo.
Desci de volta à cozinha e a encontrei colocando as louças na pia. Ela estava de costas pra mim, o que me permitiu respirar fundo mais algumas vezes pra tomar coragem.

— Sel... — Chamei fazendo-a se virar pra mim. — Vem aqui.

Ela franziu a testa parecendo confusa mas fez o que pedi. Parou em minha frente e esperou até que eu falasse.

— Demi... O que foi? — Ela perguntou depois de eu não ter esboçado nenhuma reação.

— Sel, eu... Já faz muito tempo que nos conhecemos, que estamos juntas, mesmo com os altos e baixos, com as brigas, com os ciumes, as pessoas tentando nos separar...

— Ok... — Ela me incentivou a continuar.

— Eu não tenho a menor duvida de que você é a mulher da minha vida, você foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu tinha uma vida tão vazia, tão superficial, não tinha motivos pra sorrir nem pra me sentir feliz. Eu não tinha nada a perder, mas hoje... Hoje eu não consigo imaginar minha vida sem você, quando eu saio pra trabalhar e te deixo em casa preocupada, meu unico pensamento é o de voltar o mais rápido que puder, ficar segura por você, te deixar segura, cuidar da gente.

Selena tinha os olhos marejados enquanto ouvia minhas palavras. Eu queria que ela entendesse naquele curto espaço de tempo, tudo o que eu estava sentindo e pensando.

— Demi, o que... — Ela falou com a voz embargada.

— O que eu quero dizer com tudo isso é que eu quero ficar com você pro resto da minha vida. Eu te amo, Selena. Quer ser minha mulher de verdade?

O olhar dela brilhou enquanto eu puxava a pequena caixinha de veludo ao alcance dos seus olhos. Abri a mesma revelando um par de alianças prateadas. Eram dois anéis delicados, cravejados com várias minúsculas pedrinhas de brilhantes. Selena soltou um riso e levou a mão à boca como se não acreditasse. As lágrimas corriam livremente, agora.

— Eu que-quero, eu... — Ela gaguejou. — Ai meu Deus, eu não acredito.

— Selena, eu não ouvi direito, quer fazer o favor de me responder antes que eu tenha um troço bem aqui na sua frente?

— Eu quero, claro que eu quero! — Ela disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo. — Não há nada que eu queira mais no mundo do que ser sua pra sempre, sua boba.

Sorri ainda mais largo e a abracei forte. As lágrimas dela molhavam meu ombro enquanto as minhas molhavam os dela. Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida, e ela era a razão disso.
Nos separamos pra que pudéssemos colocar nossos anéis. Deslizei a jóia pelo dedo trêmulo e o beijei em seguida. Ela fez o mesmo. Puxei-a carinhosamente pela cintura selando nosso noivado com um beijo longo.

Selena:

Eu mal conseguia me manter em pé depois daquela declaração. Por mais que eu tentasse dizer algo, não conseguia. Acho que tudo ficou muito claro depois daquele beijo que selou uma nova fase em nossas vidas.
Eu olhava a pequena jóia em meu dedo como se ela fosse desaparecer a qualquer momento. Demi estava indo me deixar na faculdade, já que de qualquer forma, ainda tínhamos obrigações.

— Não vejo a hora de ficar livre dessas provas pra gente poder viajar pro Texas e contar pra sua família. Tenho que ligar pra minha mãe, também.

— Nós vamos fazer tudo isso, não se preocupe. Apropósito... Já andei vendo algumas casas em Dallas. Afinal, quando casarmos, moraremos lá, certo?

— Certíssimo. Nem acredito que vou casar... — Suspirei.

— Eu te amo, princesa, nunca esqueça disso.

— Não mais do que eu te amo. Você é minha vida. — Respondi passando a mão carinhosamente por sua coxa.

Demi estacionou o carro bem em frente ao grande portão que dava acesso ao interior do campus.

— Nos vemos mais tarde, então? — Perguntei.

— Claro que sim. Escuta, o que acha de irmos jantar hoje à noite com suas amigas e Zac pra comemorar nosso noivado?

— Acho que eles vão adorar.

Me inclinei sobre ela e beijei-a com paixão. Meu peito ardeu com a sensação estranha pela qual fui tomada. Inconscientemente a abracei forte, enfiando minha mão pelos cabelos coloridos e lisos. Eu não conseguia soltá-la.

— Sel... Tá tudo bem? — Ela perguntou ainda abraçada a mim.

— Tá sim, eu só... — Falei finalmente desfazendo o contato. — Senti uma coisa.

— Que coisa?

— Nada importante. Anda, vai logo senão você chega tarde no trabalho.

A beijei mais uma vez e saí do veículo. Que bobeira a minha, espero não tê-la assustado com minhas paranóias.
Andei em direção ao prédio onde eu ia ter aulas e logo encontrei minhas amigas sentadas num banco de madeira. Corri ao encontro delas que só notaram minha presença quando sentei na ponta do banco esbarrando em Jenny.

— Wow, vejo que alguém aqui acordou de bom humor hoje. — Ela disse.

— Bom humor é pouco. Eu sou a garota mais feliz do mundo. — Sorri antes de erguer minha mão exibindo a aliança.

— Ca-ra-lho. — Miley arregalou os olhos e abriu a boca em sinal de perplexidade.

— Não vai me dizer que... — Jenny não completou a frase.

— Demi me pediu em casamento. Ca-sa-men-to.

O silêncio que se seguiu não durou nem 3 segundos e já estávamos nos levantando do banco e nos abraçando feito três retardadas.

— Meu Deus, que notícia boa! Meus parabéns, sua vadia! — Miley deu um tapinha na minha bunda.

Entramos na sala de aula enquanto eu contava a elas como tinha sido o pedido e todas essas coisas. A aula passou voando e eu mal prestei atenção. A prova de medicina criminalística seria no segundo tempo e forcei meu cérebro a focar nas perguntas impressas na folha. Respondi tudo de forma consciente e fiquei feliz sabendo que fui bem e provavelmente passaria fácil.

— Escuta, vocês não querem ir comigo sacar dinheiro e pagar umas coisas? — Perguntei enquanto saíamos da sala em direção ao refeitório.

— Não posso, tenho que encontrar Katie daqui a pouco pra devolver uns livros. — Jenny falou.

— Eu vou com você. — Miley se escalou.

Saímos do prédio e começamos a andar pelo campus em direção a um dos ultimos blocos do mesmo, lugar onde se faziam pagamentos. Lá haviam vários caixas eletrônicos, além da tesouraria geral da faculdade.
Andávamos distraidamente quando sem querer esbarrei em alguém.

— Droga, me desculpe, eu... — Parei de falar ao ver a pessoa juntar seus pertences no chão. — Ah, é você.

— Que é, nunca me viu? — Ashley parecia nervosa.

— Preferia não ter visto. Vem Miley. — Falei já passando por ela e puxando minha melhor amiga junto comigo.

— Ah, Gomez? — Ashley chamou fazendo-me virar a contragosto. — Eu não tive chance de dizer antes, mas... Se pensa que aquilo que sua namorada fez comigo na boate vai ficar impune, está muito enganada.

Ao ouvi-la falar daquele jeito ignorei o frio que senti no estômago e investi contra a garota, sendo segurada a tempo por Miley.

— Selena, esquece, não vale a pena. Ela só tá querendo te provocar.

— Escuta aqui, vadia. — Apontei o dedo indicador em sua direção. — A surra que você levou deve ter afetado seu cérebro. É melhor ficar longe de mim e da Demi, ou da próxima vez, não vou me dar ao trabalho de segurá-la pra não deixar que ela te mate.

Ashley pareceu nervosa e decidida ao mesmo tempo. Sorriu de lado sarcasticamente e nos deu as costas. Algo me dizia que ela não estava blefando.
Continuamos nosso caminho e entramos no prédio pela porta de vidro. Seguimos em direção ao caixa eletrênico e saquei o dinheiro necessário.

— Vem, vamo pagar logo essa conta e sair daqui. Ainda tenho que ligar pra Demi. — Falei.

Ashley:

Eu estava uma pilha de nervos. Tinha me deixado levar pela raiva e a oportunidade de vingança. Mas se quer saber, eu não me arrependia e não ia dar pra trás agora. E depois da minha conversa nada amigável com Selena, resolvi que aquilo tinha que ser feito.
Andei apressadamente pela área do campus enquanto discava os numeros no celular.

— Pode falar. — A voz grossa e já conhecida por mim atendeu.

— As coisas saíram como planejado. Até melhor, eu diria. Já fiz o que me pediu, observei tudo dentro do prédio e vocês vão conseguir entrar sem problemas.

— Ótimo. Já estamos do lado de fora.

— Ah, e mais uma coisa. Tem um bônus pra você, lá dentro.

— Do que está falando?

— Sua isca. Selena está lá dentro. Eu nem precisei fazer nada pra atraí-la, ela simplesmente tinha algo pra fazer no prédio. Esse é o momento.

Uma risada alta rompeu da garganta do homem. Eu não tinha espaço pra pensar nas consequências. A merda estava feita.

— Eu não poderia ter tido notícia melhor. Bom trabalho, lindinha. Deixe comigo, agora.

— Ok. Tchau, Brian. — Desliguei.

Apressei o passo dando uma ultima olhada pra trás. Haviam muitos alunos naquele local, fora o fato de que Brian usaria o bloco vizinho pra entrar. Neste haviam várias salas de aula, a maioria direcionada para o curso de Direito.
Só tive tempo de andar mais alguns metros antes de ouvir um tiro. Em seguida uma gritaria se instalou e então mais uma sequência de tiros. Eu precisava sair dalí antes que sobrasse pra mim.

Notas finais
E aí? ^^