Fireworks
1 Capítulo Único - Fireworks
Notas iniciais
Deixando de lado o moço jeitoso, a história foi lida pela Valéria antes, então se tiver algo ruim a culpa é dela que não me avisou.
Nat moça do campo, eu te desejo muito dinheiro nessa vida para você conquistar tudo o que sonha, porque é caro viajar para a Ásia ♥
Beijos
As festividades do Hanabi Taikai já haviam começado. Barraquinhas de jogos e comidas estavam espalhadas por toda a vila. Não havia uma pessoa que não estivesse comendo, bebendo ou se divertindo com máscaras e bombinhas até que a atração principal iniciasse.
Os fogos de artifício iriam iluminar o céu por vinte minutos sem interrupção.
No meio da multidão que se divertia, Erza segurava o algodão doce com uma mão e a outra carregava um enorme lontra de pelúcia que Lucy ganhou capturando um peixe usando uma peneira de papel.
Haviam pandas, leões, pinguim e até mesmo macaquinhos. Mas Lucy escolheu uma lontra. Erza não quis perguntar o porque. Talvez não estivesse preparada para a resposta.
Faltava quinze minutos para o inicio da queima de fogos e Erza acompanhou seus amigos para um local especial que conseguiram arrumar. Mas na verdade seus planos eram outros. Ela estava com dificuldades de escapar do grupo. A lontra de Lucy em seu colo a olhava como se soubesse o que ela planejava. Assim que estourou a primeira luz brilhante no céu, e uma cascata de cores iluminou a noite, causando alvoroço em todos, a ruiva deixou a lontra sentada em seu lugar e arrastou-se vagarosamente e silenciosamente para longe do grupo. Ela correu, conforme conseguia. Usava uma Yukata vermelha com destaque para as garças pintadas a mão no tecido. Erza segurou a yukata para conseguir caminhar mais rápido. Subiu alguns lances de escada morro rocha acima, para alcançar o topo, onde havia uma árvore antiga.
Ao chegar no topo, ela passou as mãos pela yukata para desamassar e ajeitou os fios de cabelo que se soltaram do coque.
Antes de aproximar-se da árvore, Erza piscou os olhos, retomando o ar para seus pulmões. Estava agitada e suas mãos suavam. Ela fechou os olhos e respirou fundo. Ao abrir, o céu estava ainda mais iluminado por diversas cores e pirotecnia. Caminhou a passos lentos até a árvore, onde Jellal a aguardava.
Ele sorriu ao vê-la se aproximar. De repente, o ar fugiu. Erza apertou os lábios e conseguiu chegar até ele, que estendeu a mão para segurá-la.
– Demorou. – disse, enquanto a direcionava para o lado em que os fogos ainda queimavam no céu. – Quase perdeu todo o show.
– Está tudo bem. Eu vejo fogos no céu todos os anos. Não é bem uma novidade.
– Então porque combinou comigo aqui em cima? – enquanto ele observava o céu, Erza analisou o traje elegante e tradicional que Jellal vestia. Seu coração sobressaltou, sentindo a mão dele escorregar por suas costas.
– Assim poderíamos ficar a sós e... bem, ninguém nos veria.
– Entendo. – ele ainda olhava para os fogos de artifício, mas Erza não conseguia fazer o mesmo. Quando finalmente as estrelas do céu eram as únicas a brilharem novamente, Jellal a fitou, parecendo satisfeito com o show pirotécnico que presenciara.
Nesse momento, Erza desviou seu olhar, e agora o céu parecia ser o ponto mais confortável para observar. Os minutos em silêncio que se seguiram foram os mais longos da vida dos dois.
Ele decidiu que era o momento para quebrar o gelo, quando perguntou se estava tudo bem.
– Sim, sim. Está tudo bem. Logo precisarei retornar.
– Mas já? Acabou de chegar.
– É. Ou vão acabar descobrindo que a lontra ficou sozinha.
– Lontra? – Perguntou confuso.
– A lontra da Lucy.. digo, não ela, mas a que ela ganhou. – Erza balançou a cabeça. – Esquece. Eu vou embora.
– Espera. – Jellal apertou as mãos em volta da cintura de Erza. Eles ficaram um de frente para o outro. – Eu poderia estar enganado, mas vou chutar que você tem vergonha de mim. Vergonha do que as pessoas vão pensar aos nos verem juntos.
– Que ideia idiota. – ela queria empurrá-lo para longe, mas o contato das mãos dele sobre sua yukata parecia um imã impossível de retirar. – Isso não tem nada a ver.
– Tudo bem, então vou descer com você.
– Não. – ela sobressaltou-se. – Não é o momento.
– Viu só? – Jellal deu um passo para frente, fazendo Erza dar um passo para trás, mas ainda assim ele não a soltou. – Você tem vergonha de mim.
– Não tenho. – jurou mentalmente. – Eu só preciso de um tempo.
– Acho que já tivemos muito tempo para pensar, resolver e aceitar. – Ele deu outro passo, mas dessa vez impediu que Erza escapasse. Segurou-a conforme ela deixou. Foi um pouco cansativo, mas não desistiu. Finalmente, quando a ruiva parecia ter desistido de escapar. Eles se olharam. Erza queria poder arremessá-lo rocha abaixo. Mas seu coração a agredia, desejando que o beijasse.
O desejo era mútuo então permitiu ser beijada. E um alívio tomou conta de seu corpo. Jellal a segurou, como se o peso dela tivesse sido trocado por uma pena. Quando faltou ar, separaram-se, mas apenas os lábios.
– Viu só? Eu não mordo. – ele riu, abraçando-a carinhosamente.
Erza não disse nada, apenas relaxou nos braços de Jellal. Esquecendo-se de tudo e todos lá embaixo. Afinal, naquele momento, nada era mais importante que seu coração aliviado.
Fale com o autor