Firewhisky and Cigarettes

1 Firewhisky and Cigarettes


Notas iniciais
Oie gente!!! ;D Tudo bem com vocês? Bom, esses dias sem Nyah me deixaram inspirada, então resolvi finalmente colocar em prática umas ideias antigas. Sou super Scorose, mas sempre achei que Scorpius e Dominique teriam muita química. Espero que gostem! ♥

FIREWHISKY AND CIGARETTES

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A garota fumou seu último cigarro, sentindo-se incrivelmente entediada. Ao seu lado, a garrafa de Whisky de Fogo estava quase vazia, o que era extremamente inconveniente, afinal ela se encontrava longe da completa embriaguez que almejava. Suspirou, observando a noite estrelada pela janela. Deveria estar em uma festa estúpida em Hogsmeade, no entanto, optara por se esconder na Torre de Astronomia, bebendo sozinha e brindando à sua existência miserável. Revirou os olhos azuis para o próprio comentário melodramático. Ela era Dominique Weasley e Dominique Weasley não perdia tempo com tolices emocionais.

Pelo menos era disso o que ela tentava se convencer, afinal se realmente não se importasse como adorava dizer por aí, não estaria ali, tentando afogar suas mágoas em álcool e nicotina. Se Filch a encontrasse estaria completamente ferrada, mas nem a possibilidade de uma detenção eterna era suficiente para desviar sua atenção do maldito Malfoy. Merlin, havia momentos em que ela deseja matá-lo lenta e dolorosamente! Aquele filho da puta estava acabando com ela.

Bebeu outro gole de Whisky, tentando se concentrar em qualquer outra coisa. Como se fosse possível! O desgraçado havia se esgueirado por sua pele e se infiltrado em sua corrente sanguínea, estava nela de uma forma sufocante, presente em cada pedaço de seu corpo. O corpo que havia sido dele um milhão de vezes.

Era para ser apenas sexo e Dominique sabia disso. Na verdade, fora ideia dela. Em um fim de semana chuvoso e entediante a ideia promíscua surgiu em sua mente maquiavélica e a moça não conseguiu resistir. Eles eram dois sonserinos racionais, independentes e de espírito livre. Estavam longe dos tolos que se apaixonavam ou desejavam compromisso. Queriam apenas sexo. Sexo casual, descompromissado e selvagem. Havia pessoas que diriam que Dominique Weasley e Scorpius Malfoy eram frios como gelo, talvez fosse verdade, mas quando seus corpos nus se encontravam se tornavam fogo e pólvora. A combinação não poderia ser mais explosiva.

Era para ser apenas sexo, é verdade, entretanto, a relação se tornou algo mais. Algo extremamente complicado e irracional. Da noite para o dia começaram a precisar um do outro de uma forma doentia, teriam crises patéticas de ciúmes, com gritos e choro. As brigas eram intensas, uma troca de ofensas exaltada, com objetos voando e se espatifando nas paredes, mas sempre terminavam na cama. Nunca admitiram que estavam em um relacionamento e quase ninguém fora das silenciosas masmorras da Sonserina saberia sobre o que acontecia entre eles. Era melhor assim, além disso, ambos amavam manter aquele segredo sujo e depravado.

Ainda assim, de alguma forma, os dois tinham consciência de que aquilo não iria acabar bem. Talvez fosse esse o problema de se juntar fogo e pólvora, explosões sempre deixam feridos. Foram meses de sexo, brigas, Whisky de Fogo e cigarros compartilhados. Meses em que seus corpos pálidos, tatuados e jovens se uniram formando um só. Meses em um relacionamento tão intenso quanto tóxico, até Scorpius pôr um fim definitivo a tudo aquilo.

Dominique fingiu não se importar, porque dissimular era o que fazia melhor, mas era óbvio que se importava. Talvez fosse por isso que odiasse tanto o rapaz. Ele havia entrado em sua vida, despertado sentimentos que ela nunca quis sentir e partido a porra de seu coração. Partir um coração de pedra exigia muito esforço, o Malfoy, no entanto, havia conseguido.

Agora ela estava jogada em um canto escuro da Torre de Astronomia, se embebedando e destruindo lentamente os próprios pulmões, enquanto Scorpius se divertia em uma festa ao lado de sua nova namorada. Uma vadia tão Weasley quanto ela. Rose. O filho da puta havia tido o desplante de começar a namorar sua prima! Dominique sentia que podia usar todas as maldições imperdoáveis contra ele e ainda seria pouco. Uma parte da loira também sentia vontade de desfigurar o rosto da prima. Entendia que a menina era provavelmente a única inocente em toda aquela história, mas seu lado racional desaparecia completamente quando o Malfoy estava envolvido. O patife havia feito aquilo com ela.

Suspirou, antes de virar o restante do conteúdo da garrafa. Patética, Dominique, você se tornou patética, pensou irritada. Amor não era nada além de veneno para alma, algo que matava e dilacerava lentamente e ela era boa demais para se deixar acabar de tal forma. Estava na hora de sufocar aquele maldito sentimento, antes que ele a sufocasse.

Notas finais
Eu amei muito escrever essa história e realmente espero que vocês também tenham gostado. Se quiserem me contem o que acharam! ;D Beijinhos... Thaís
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!