Notas iniciais
heeeey!
Bem esse cap saiu um tanto que "pequeno" mas ele é necessário, e eu PROMETO, a partir do próximo grandes emoções aguardam Fireproof AÊÊÊÊÊ URUL finalmente né? masok.
p.s. a partir do próximo que vcs tb vão entender uns detalhez desse cap ;)
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Bem, obrigada à todos aqueles que comentam :3 amo vc, sério. E aos fantasminhas, bem, apareçam meus amores, só um "li" já vai me deixar MUITO feliz >
vejo vcs lá em baixo Õ/

P.O. V Luana


Já fazia quase dois meses desde que eu voltei.


O advogado da família Martine veio à minha procura na semana em que eu cheguei. Ele me perguntou o que eu faria e disse ele a mesma coisa de quando decidi que precisava de um tempo: que trancasse a maldita herança; Só a usaria em caso de extrema emergência. Porque a verdade é que eu não ligo para porcaria de herança nenhuma, simplesmente porque o motivo dela ser minha agora é exatamente o mesmo que me fez ir embora. Mesmo assim ele me aconselhou à abrir uma conta com uma parcela do dinheiro, e eu concordei apenas para ele me deixar em paz. Quanto aos bens materiais, disse que deixasse-os na casa, que quando eu conseguisse, eu iria até lá e avaliaria tudo.

Ao ir embora, além de tentar reorganizar meus pensamentos, eu também desejava que o peso carregado pelo meu sobrenome se dissolvesse, já que, se “Martine” não fosse um nome conhecido, eu tenho a plena consciência que o acidente até poderia sair no jornal local, mas não passaria disso. Se meus avós não tivessem investido em não sei quem a não sei quantos anos atrás, simplesmente ninguém se importaria. A não ser Harry.


Nesse meio tempo eu estou morando com ele, já que não conseguiria voltar para casa que antes eu chamava de “minha” agora, mas não pretendo viver para sempre com Harry; Quando as coisas se ajeitarem eu vou procurar um lugar para mim, só que por enquanto não suporto a ideia de ficar sozinha.

Para ajudar nas despesas e também para manter minha mente ocupada, arranjei um emprego na biblioteca da cidade. Sempre adorei livros e agora passava metade de meus dias rodeada por eles. O trabalho na biblioteca não era muito cansativo, raramente alguém entrava ali para pesquisar algo, a maioria entrava para pedir informações ou usar o banheiro, então era muito comum me encontrar no balcão da recepção com algum exemplar.



Saí do trabalho mais cedo hoje, a bibliotecária disse que estava um lindo dia e que era para eu aproveita-lo. Realmente estava, e eu não vi mau nenhum em fazer o que ela disse.

O Sol brilhava impotente no céu azul, havia algumas poucas nuvens ao seu redor. Minha mãe adorava dias assim. Ela dizia que nesses dias devíamos sentar e refletir sobre tudo, sobre nossa vida. Segundo ela, o Sol brilhava querendo se mostrar para nós, com toda sua beleza e poder, e as nuvens estavam ali, tímidas, ao seu lado, preocupadas se iríamos nos machucar com o calor.

A ideologia de minha mãe era que devíamos averiguar todos os “Sóis” e todas as “Nuvens” da nossa vida. Ver quem realmente se importava conosco ou quem só queria se impor em nossa vida.



– Meu amor! Venha ver que dia lindo!- Minha mãe me chamou na varanda de casa.

– Bonito dia mamãe! – Lhe respondi nos alto dos meus 12 anos e ela me abraçou.

– Quando o céu está assim meu amor, é porque precisamos pensar.

– Pensar? Como assim?

– Sabe filha, pensar sobre tudo. O Sol... Vê como ele brilha? – Assenti encarando os olhos de minha mãe, que tinha a mesma cor azul dos meus – é porque ele quer se exibir para nós. E as nuvens, tímidas, cuidando de nós para não nos queimarmos com o calor do Sol. Em dias assim devemos encarar os céu e decidir que é o “Sol” e a “Nuvem” em nossa vida meu amor. Ou apenas sentar e pensar.

– E no que você está pensando mamãe?

– Que eu sou a mulher mais sortuda em ter você como filha – Ela deu um sorriso singelo – Te amo mais do que tudo, nunca se esqueça ok? – Ela perguntou preocupada e eu assenti solenemente e assim passamos a tarde sentadas na varanda... Pensando.



Na época eu não entendi a preocupação da minha mãe, mas hoje eu compreendo: Ela se preocupava porque se um dia ela não estivesse mais aqui para poder dizer, ela queria que eu lembrasse.


Mas como eu poderia esquecer?



Quando percebi para onde estava indo já estava parada em frente às lápides deles. Eles foram enterrados um ao lado do outro, como sempre disseram que queriam. Meu coração doía ao ver o nome deles entalhados nessas lápides.


– Oi mãe, oi pai. – Sentei-me em frente às lápides com as pernas cruzadas – Sinto falta de vocês... – Sussurrei.


Ali estava silencioso, mas eu sentia como se eles estivessem ali comigo de novo. Não era como se minha mãe estivesse me abraçando ou como se meu pai estivesse bagunçando meu cabelo como ele adorava, era mais como se fosse apenas a lembrança deles... A lembrança que ainda estava viva dentro de mim.


Uma lágrima silenciosa escorreu pelo meu rosto e eu fiquei o resto da tarde ali sentada.


Pensando.

Notas finais
weeel, como disse na minha outra fic, as postagens agora são semanais ok? Mas eu posso postar antes, mas as vezes também pode acontecer de eu me atrasar um poukin :s Ah, por enquanto as postagens são nas sextas, mas talvez quando as aulas começarem eu vá precisar mudar...qualquer coisa aviso ;)
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De novo, mal posso esperar para o próximo cap RÇRÇRÇ eu ia escrever logo tudo, BUT ia ficar giganorme além do que eu gosto de deixar vcs curiosos RÇRÇRÇ
brincadeira, amo vcs :3
bjkas e até o próximo.