Fireproof
10 Analogy
Notas iniciais
Bem, minhas desculpas já devem estar cansando vocês, mas mesmo assim não posso deixar de dá-las: Nessas três semanas tive simulado direto, um atrás do outro, e passo o dia todo na escola, estudando, por isso não deu para sentar e escrever um novo cap.
Ah, e falando em caps, bem gente, eu realmente gostaria de voltar naquela de postar toda sexta feira, mas neh, vocês já estão carecas de saber que tenho simulado aos sábados, então estava aqui pensando: Domingo!
É, agora sai novo cap todo o domingo, ou de quinze em quinze dias, vai depender mais da escola do que qualquer outras coisa.
Acho que já enrolei vocês demais, aproveitem o cap, passei a noite escrevendo ele com mt amor *-* haha nos vemos lá em baixo :3
p.s. eu já digitei esse cap aqui umas quatro vezes, mas SEMPRE acontecia algo e eu tinha que redigitar tudo. Quase desisti, mas por vocês eu resolvi tentar de novo.
P.O.V Harry
Com o tempo, eu acabei percebendo que nossas vidas são compostas por diversos desafios e fases. Podemos comparar a um jogo de videogame, onde precisamos superar o obstáculo de cada fase para conseguir seguir em frente. A analogia se enquadra bem, já que, como no jogo, a cada fase que você supera na vida, os desafios aumentam e vão se tornando mais complicados de superar.
Esse era meu maior medo, afinal, eu e Luana já havíamos superado diversos desafios, juntos ou não, e, se a tendência é que eles aumentem e se tornem mais difíceis... Bem, não posso ficar focando meus pensamentos nisso. Não podemos prever o futuro. Além do mais, estou mais ocupado tentando fazer com que Luana entenda que ela não agiu de modo egoísta, em momento algum.
Mas sempre fui um desastre com as palavras.
- Luana, eu vou precisar repetir quantas vezes mais para você entender que não agiu de forma egoísta? — Ela me olhou com aqueles olhos azuis e eu percebi que não seria necessária mais nenhuma vez sequer.
- Sabe Haz, eu tenho que parar de ficar remoendo essas coisas, afinal já passou. Não dá para mudar o que aconteceu, ou como eu agi, e por isso não vou mais ficar chorando e lamentando pelos cantos como uma garotinha sensível e assutada. Às vezes precisamos quebrar a cara para dizer "oi" à realidade, e eu já estou cansada de quebrar a minha — Lu falou como um determinação renovada e eu assenti, por mais que nunca, por um minuto sequer, tenha passado pela minha cabeça que ela fosse fraca. Pelo contrário, sinto muito orgulho dela por ter passado por toda essa situação sem desmoronar, como a maioria das pessoas teria feito — Ah, e você já ligou para o seu pai Haz?
- Sim, mas creio que você ainda não se decidiu sobre o envolvimento ou não da Larissa, e como tinha prometido, só te darei a resposta quando você estiver cem por cento segura — Respondi ela fez uma careta, para logo depois suspirar.
- Harry, se há duas coisas sobre as quais estou segura, é sobre nós — Dito isso ela me lançou um sorriso e eu retribuí de bom grado — E sobre querer descobrir tudo o puder sobre aquele incêndio. De resto, bem, ninguém nunca pode estar totalmente seguro sobre algo, ou pode?
No momento em que ela disse isso, a campainha tocou, então eu lhe roubei um beijo antes de ir atender a porta, já ciente de quem provavelmente era.
- Boa tarde senhor — Larissa falou tentando imitar algum sotaque que deve ter ouvido enquanto estava em Madrid. Pelo menos foi o que eu presumi, já que não consegui identificar de onde seria o leve acentuamento desnecessário das vogais.
- Belíssimo fim de dia milady — Lari riu e revirou os olhos quando eu estiquei meu braço igual àqueles cavalheiros da época do romantismo quando levavam as damas para passear em seus jardins – Por favor, queira me acompanhar.
- Harry você é muito bobo – Ela ainda ria quando chegamos à sala – E onde está minha boneca de porcelana preferida? – Lu sorriu ao ouvir o antigo apelido da infância. Ela o ganhou por conta dos cabelos castanhos escuros na altura na cintura, a pele branca e os olhos azuis profundos.
Depois de mais uma abraço demorado por parte das duas, sentamos em meu sofá bege e conversamos sobre o que aconteceu em nossas vidas nesse meio tempo: Larissa nos contou sobre sua experiência como modelo, todos os lugares que visitou e as pessoas que conheceu, falou, inclusive, sobre onde tinha ouvido aquele sotaque que imitara quando chegou.
- Pois eu achei muito charmoso – Luana comentou quando Lari disse que achava o sotaque do estagiário estranho e eu fiz uma careta.
Depois que as meninas pararam de fazer piadinhas sobre mim, Lu contou sobre o tempo em que esteve na casa de sua tia e quando tentei segurar sua mão para reconforta-la ela apenas fez carinho nos meu dedos e me lançou um sorriso, e em seu olhar eu pude notar a silenciosa convicção de manter-se com a cabeça erguida e suspirei. Conhecia Lu muito bem para saber que ela iria até o fim com isso. Só não sabia se era boa coisa.
Ela também contou à Larissa sobre a viajem de Dona Madalena para ver a filha e o genro na França e Lari ficou animada, dizendo que estava orgulhosa de Luana e depois perguntou como reatamos.
- Sabe Lari, é um pouco complicado de explicar, mas vou tomar as palavras de Madalena como as minhas: nós nunca estivemos de fato, separados. Entende? – Luana fez uma careta. Ela odiava ter de explicar coisas que nem ela mesma entendia.
- Claro que entendo. E mais, concordo com essa frase. Sabe, é com se vocês dois estivessem desde o início, ok, isso vai parecer loucura, mas é como se vocês fossem predestinados um ao outro – Lari respondeu com as voz embargada e eu só pude rir. Sentimental como era, qualquer coisa relacionada a amor mexia com ela.
Luana, claro, ficou com as bochechas vermelhas, porém assentiu e eu fiz carinho em seu rosto. Foi o suficiente para Larissa gritar um grande “awwwn”.
Então a conversa voltou para o rumo original e uma vez que só faltava eu, contei à elas sobre a faculdade de pediatria e o trabalho de meio período na cafeteria perto no campus. Nada de muito interessante comparado ao que elas passaram, mas ai meu pai resolveu deixar a casa para mim quando atingi a idade para tal coisa, no começo desse ano, e aceitou uma oferta de emprego em outra cidade. Minha mãe vem me visitar às vezes, mas para ela é complicado, afinal não é sempre que dá para ir de uma cidade à outra.
E dessa vez, foi Luana quem me confortou.
- Luana, já sabe o que vai fazer em seu aniversário? – Quando Larissa perguntou isso, Lu fez uma cara de tremenda confusão e eu só pude rir enquanto Lari revirava os olhos – Isso é bem sua cara mesmo Luana. Daqui a duas semanas a lerdeza em pessoas completa dezoito anos.
- Ah sim, é verdade. Eu me lembrava da data, mas por outro motivo, mas bem, agora você me pegou. Porém, antes que as engrenagens nessa sua cabecinha comecem a funcionar quero deixar bem claro que não quero nada escandaloso. Só um bolo com vocês dois está de bom tamanho – Lari fez um bico e eu fiquei quieto dessa vez. Por mais que ela queria manter a cabeça erguida com essa situação, o marco de dois anos do incidente não é algo muito fácil de se aplicar essa filosofia.
- Bem, você quem sabe Lu. Mas opiniões mudam, e espero que a sua também. Entendo que é difícil para você, mas o melhor meio de superar tudo isso é encarando o passado.
E lá estava a vida com mais uma de suas lições, e essa, eu já havia decorado: o tempo. E Larissa estava certa.
Com o tempo, nada é previsível. Você não pode esperar algo com cem por cento de certeza, afinal, circunstâncias mudam, e às vezes drasticamente.
Notas finais
Bem, me desculpem pelo tempo sem att. Dessa vez eu exagerei, mas do fundo do coração, espero que você não me abandonem hein?
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Uma perguntinha: Alguém aqui já leu a maldição do tigre? *u* gente que negócio perfeito!! Eu estou completamente viciada (e prova disso é meu twitter estar todo inspirado num certo tigre negro de olhos dourados ♥)
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Nos vemos nas reviews (espero) o/
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