Fire meet Gasoline
38 Rosas Vermelhas
Notas iniciais
P.O.V Ares
Eu abri á porta do carro para Victoria. Ela me olhou confusa estranhando meu ato,mas ignorou e entrou no carro. Fechei á porta e depois fui para o lado do motorista e entrei no carro. Victória puxou seu celular para olhar uma mensagem e sorriu. Confesso que fiquei um pouco enciumado e queria saber quem estava falando com ela. Queria saber quem conseguia a fazer sorrir sem esforço algum,enquanto eu penava para não levar um coice. Victória guardou o celular.
—Então, para onde vamos? — Perguntou com curiosidade.
— É uma surpresa! — Digo sorrindo largamente.
— Você vai me dizer onde vamos jantar? — Pergunta novamente,me encarando.
— Não! — Neguei calmo.
— Dá última vez que me levou para sair,tivemos Hope. — Comentou pensativa.
— E nessa noite teremos o próximo. — Digo brincando.
— Nos seus sonhos Ares. Nos seus sonhos! — Disse Victória séria.
—Hey! Foi só uma brincadeira. – Digo erguendo ás mãos em sinal de rendição.
—Eu sei! — Disse Victória dando um risinho fraco. Acho que por hora era a único riso que arrancaria dela.
Victória ligou o rádio e tocava uma música instrumental. Ela deixou só para me irritar,mas hoje eu não ia por tudo a perder. Ignorei aquela música clássica insuportável. Por,sorte demorou uns trinta minutos e chegamos. Quando parei o carro pude notar que Victória estava boquiaberta.
— Nossa eu esperava um barzinho de estrada! — Diz surpresa. — Pelo jeito você evoluiu um pouco Ares. — Debochou.
Ignorando seu comentário,eu pedi que Victória entrasse na minha frente e me esperasse na recepção. Eu tinha escolhido um restaurante elegante e simples ao mesmo tempo. Eu sabia que Victória não iria ficar impressionada com grandiosidade e sim com simplicidade. Fui até um senhor de idade que vendia flores em frente ao restaurante.
— Me vê um buque de rosas vermelhas. — Pedi pegando dracmas. — Pode ficar com o troco Afrodite. –Digo e o senhor riu.
Logo o senhor de idade foi coberto por uma nuvem rosa,que se dissipou e mostrou Afrodite sem o disfarce de senhor. — Você me descobriu,bobinho! — Disse Afrodite rindo.
— O que você está fazendo? — Pergunto cruzando os braços.
— Vendo se você não estraga as coisas! — Disse dando de ombros.
— Eu posso fazer as coisas sozinho! — Digo inconformado.
—Está bem! — Ela concordou. — Mas,eu vou observar querido ou esqueceu que sou a deusa do amor. — Ela diz e me entrega o buquê. –Vai logo,não a deixe esperando. — Me apressou.
Eu saio dali rapidamente e entro no restaurante.Victória esperava impaciente na recepção. Quando eu retirei o buquê de rosas de traz das costas,ela me olhou surpresa. Ela olhou para mim com um misto de surpresa e encantamento.
— Vocês reservaram um mesa? — Pergunta a recepcionista.
—Claro! — Digo.
Ela nos acompanha até a mesa reservada e depois nos dá o cardápio. Logo,eu chamei o garçom e nos pedimos.Enquanto a comida não vinha eu resolvi puxar assunto.
— Gostou do lugar? — Perguntei á Victória.
—Eu gostei... – Disse olhando o buquê de rosas perdida em pensamentos.
— Algum problema? — Perguntei nervoso.
—Não! -Ela negou despertando. — È só que ...
— Só que? — Incentivei.
— Pode parecer clichê,mas foi a primeira vez que um homem me deu flores. — Comentou sorrindo. Aquele sorriso tão bonito...
— Finalmente,você sorriu para mim. — Comentei sem perceber e ela riu.
Nossos pratos chegaram e nós começamos a jantar.
— Ares ,lembra a primeira vez que nos vimos? — Pergunta prendendo o riso.
— Lembro. –Afirmei prendendo o riso também. –Você morria de medo de mim,naquela época. –Comentei rindo abertamente.
—Quê? -Disse incrédula. — Eu não tinha medo de você! — Ela negou. — Eu só te evitava por que você era grosso e ignorante. — Victória diz cruzando os braços.
— Eu sei. Eu pegava muito no seu pé, construtora. — Debochei.
Victória riu por causa do apelido. — Você era um insuportável troglodita! – Debochou também.
— E pensar que nos dias de hoje temos uma filha! — Disse Victória.
— Você é a mulher mais incrível que conheci. — Digo com sinceridade.
— Sabe Ares eu não sei como me apaixonei com você. — Disse Victória pensativa. — É como se uma força maior quisesse nós dois juntos. — Diz sorrindo. — Vamos sair daqui. — Ela pede.
— E para onde quer ir? — Perguntei para ela.
— Hum que tal Nova Orleans. — Victória diz pensativa.
— Nunca pensei que gostasse de Jazz. – Comento surpreso.
— Vamos deixa de ser chato! — Diz Victória. Ela pega o buquê.
— Garçom a conta! — Pedi.
Depois de pagar, eu e Victória saímos do restaurante e fomos para um beco abandonado. Eu nos transportei para Nova Orleans. Victória assim que captou o som do jazz me puxou mas antes de entrar no bar ela tirou uma rosa do buquê. Os espinhos das rosas machucou suas mãos e saíram um pouco de sangue.
— Me dá as rosas eu as mando com magica até o nosso templo ou... — Ela me interrompe .
— Ares você não vê? Essa rosa simboliza o nosso amor. Ela é bela e delicada.Seus espinhos são a única coisa que podem a defender. Elas perfumam e machucam,assim como nosso amor. Nosso amor tem sua delicadeza e sua defesa natural. Porém ele também,embeleza e perfuma e também machuca com seus espinhos a nós mesmos, por que nós mesmo estamos ameaçando o nosso amor. – Disse Victória sorrindo.
— Eu entendo!-Confirmei á ela que alargou o sorriso.
— Eu percebi o esforço que você está fazendo para me reconquistar e mesmo com medo Ares,eu vou tentar arriscar mais uma vez. — Victória fala se aproximando.
— Isso significa que você e eu voltamos? — Pergunto com esperanças.
—Sim! — Confirma. — Depois que tudo isso acabar,eu quero recomeçar com você e Hope! — Diz Victória pondo os braços ao redor de meu pescoço. Eu abraço sua cintura.
— Eu amo você! — Digo sincero.
— Eu também amo você! — Diz Victória me beijando.
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