Fire meet Gasoline

13 Capítulo 13 - I still get jealous


Notas iniciais
Oi amores, então, vim postar rapidinho, to caindo de sono, mas não ia falhar com vocês, não novamente. Ficou um lixo esse capítulo, porran, eu amei escrever ele, porque o Beck está mais... Bom, não vou estragar a surpresa, isso não pode. Bom, a musiquinha desse capítulozinho é Jealous do amor da minha adolescência orkuteira Niley, não brincadeira, eu era Nelena, brincadeira, eu era Niley e Nelena, a música é do não mais JB, Nick Jonas http://www.vagalume.com.br/nick-jonas/jealous-traducao.html. Bom, espero que gostem desse capítulo. Boa leitura.

Beck lançava um olhar constante pelo salão cheio, estava tão cheio, mas ela não estava ali. Ele olhava a porta, encarando com ansiedade o momento que ela entraria por aquela porta. Havia recebido uma mensagem de Moose, que ele estava a caminho com a amiga morena de Beck.

Beck não havia contado ao amigo sobre o relacionamento que havia tido com Jade, principalmente porque Jade havia finalmente demonstrado um interesse genuíno em outro homem, ele não tinha direito de ter ciúmes ou impedir isso, e como Moose também havia admitido ter gostado de Jay, Beck achou melhor apenas deixar que os dois se conhecessem. E não queria que o amigo pensasse que estava sendo desleal por gostar da ex-namorada do amigo.

Mas Tori e Cat já haviam terminado a música. As apresentações da noite já estavam acabando e seu melhor amigo não havia aparecido. E pelos olhares sugestivos que os dois trocaram durante todo o dia, e a maneira incisiva com que Jade tentou seduzi-lo, da forma que ela não havia feito com ele.

O Aladim barato não entendia aquela sensação horrível que dominava seu peito e seu estômago, ele nunca havia entendido realmente o ciúme até aquele momento. Não daquela forma, nunca havia sentido ciúmes de olhares ou da simples ideia de tocar nela. Ele experimentava o ciúme da maneira que nunca havia feito.

Seus amigos já estavam indo embora, não sobrara ninguém no lugar além de Beck. Ele ainda encarava a porta esperando pela morena mais linda e sexy que ele conhecera. Mas sabia que ela não viria, assim como o seu melhor amigo não viria. Encheu a caixa de mensagens de Moose, mandou tantas mensagens que seu dedo amorteceu, e seu peito se comprimiu quando nenhuma resposta foi mandada. Moose não fazia coisas assim.

Ele tinha certeza de duas coisas: Jade ainda o amava, não amava? Ela provava isso a cada dia, mesmo sem intensão. E Jade provavelmente estava em um carro trocando beijos quentes com seu melhor amigo de infância. Beck se arrependeu duramente por não ter avisado ao amigo sobre a natureza do relacionamento que ele tivera com a morena. Quando entrou no carro, Beck fez o caminho mais longo para casa, e sabia que isso só o faria sofrer.

Sofrer? Por que sofrer? Porque ele fez o caminho que passava na frente das duas casas de Jade, e imaginar Moose e Jade em uma delas fazia seu peito arder em um misto de raiva e ciúme. E a pior parte era que Beck sabia que não poderia sentir ciúme, ele havia feito coisas mais ousadas, e ela relevou tudo pela amizade. Ele deveria aceitar, não é?

Mas era simplesmente impossível não pensar. Podia ver flashes na sua mente de Jade acariciando o rosto de Moose como fazia com ele tempos atrás. E Beck se sentiu mal ao perceber que não lembrava de muito mais sobre o relacionamento deles.

Não lembrava claramente dos beijos dela. Nem da forma como ela se apoiava sobre o cotovelo para observa-lo fingir que dormia. Não lembrava do toque da sua pele na dela, ou do toque dos lábios. E isso o frustrou. Estava perdendo o que sentia por ela? Ou só havia passado tempo demais sem experimentar tudo isso.

Jade separou seus lábios do de Moose com dificuldade. O loiro beijava bem. Para um canadense. Eles estavam no carro, em frente a casa dela. E estava esquentando. Ao menos Moose estava pronto para o ataque, ela apenas tentou acompanhar o ritmo dele.

— Você quer entrar? – ela perguntou com um sorriso, um sorriso nem um pouco inocente.

— Seus pais... – ele começou, a voz rouca e incrivelmente sexy, do jeito que ela adorava. Parecida com a de Beck quando acordava.

— Minha mãe tá na Itália, ao menos tava da ultima vez que falou comigo. E meu pai não mora aqui. – Jade riu levemente. – Vamos, não seja medroso. – ela falou passando a mão levemente sobre os músculos tencionados dele.

— Tudo bem, então. – Moose respondeu com um sorriso enorme e os dois saíram do carro.

Jade raciocinou e percebeu exatamente o que estava acontecendo, e não seria a primeira, e provavelmente nem a ultima vez que isso iria ser feito. Ela estava tentando apagar suas lembranças de Beck em alguém que era em muitos sentidos diferente dele.

Beck tinha poucos músculos, o suficiente ao menos, enquanto Moose era apenas músculos. Aquele nunca havia gostado de assistir “A Tessourada” com ela, Moose havia topado na primeira oportunidade, o que a deixou extremamente feliz. Os beijos eram diferentes assim como a sensação da pele deles contra a dela.

Ela estava fazendo isso para esquecer de seu ex, mas tudo a fazia pensar nele. Sentiu o celular de Moose vibrar sem parar no bolso dele quando eles subiam as escadas, eles não iriam se separar naquele momento por uma ligação. Ele a prensava contra a parede sem nenhum cuidado ou carinho. Beck nunca agiria dessa forma.

E ele novamente estava povoando seus pensamentos que Moose deveria fazê-la esquecer. Ela o guiou até o quarto. O mesmo quarto onde havia feito amor com Beck. O mesmo quarto para o qual levava Beck quase todos os dias. Agora tinha um outro cara ali, um cara que não era Beck e nunca iria ser. Nunca ia chegar perto de Beck.

Desamar era mais complicado na prática do que na teoria.

Beck viu a luz da casa de Jade acender no quarto. Moose havia respondido sua mensagem, ele estava no hotel, estava cansado e iria dormir rapidamente. Beck sorriu ao saber que seus pensamentos eram infundados, seu amigo não faria isso, ele nunca iria para cama com uma garota que mal conhecia, ele não havia ido para a cama nem com sua namorada de longa data.

Namorada a qual ainda o esperava ansiosamente em Toronto, e a qual Moose fazia juras de amor eterno. Da ultima vez que Beck foi para lá, descobriu que eles planejavam se inscrever e estudar na mesma universidade, além de morarem juntos em um flat.

Beck seguiu para o RV. O peito muito mais aliviado, o ciúme havia passado quando soube que não havia mais chances de algo mais ocorrer. Moose voltaria para o Canadá na manhã seguinte, e Jade voltaria a ser apenas sua Jade.

Mas deu meia volta quando chegou no portão de sua casa. Tinha que perguntar uma coisa para Jade e não faria esta simples pergunta por mensagens. Ele sabia que provavelmente Jade recuaria e não o responderia. E ela sempre odiou mandar mensagens. Parou o carro do outro lado da rua e escalou a parede da casa de Julie – como sempre fazia nas noites em família – e parou na janela. Fez a batida secreta deles – dois dedos, duas batidas rápidas, um intervalo de um segundo, três batidas lentas.

Percebeu uma movimentação. Deveria ser Jade, mas não. Ele viu Moose levantando, a mão sobre a cueca usando a mesma tática de quando Julie o pegava no quarto com Jade e a ereção estava aparente. E após ver a cara de alivio dele, viu uma Jade levantando tensa.

Ele tentou não olhar para as pernas dela, ou para os seios dela que estavam mais para fora do que dentro da camisa. Ela usava apenas uma regata preta e uma calcinha que Beck sempre adorou – e adorou muito mais tirá-la. Ele tentou não pensar no quão sexy ela era despretensiosamente.

Jade vestiu um moletom por cima, e Beck viu que ela chegava perto da janela. Moose vestiu a roupa rapidamente, e Beck descia da parede tão rápido quanto. Mas não pode evitar de encontrar Jade no final. Ela parou em frente a ele, com os braços cruzados sobre o peito. A boca ainda vermelha indicava que eles estavam se beijando ferozmente.

— O que você tá fazendo aqui? – ela perguntou mais grossa do que esperava ou desejava, porém escondendo o alivio de ter sido interrompida em algo que poderia se revelar como um grande erro em segundos.

— Eu só vim checar se você estava bem, você não apareceu hoje, achei que estava doente. Mas pelo que eu vejo você está ótima. – ele a encarou derrotado, havia sido um idiota em acreditar que ela não faria isso com Moose se tivesse a chance.

E ele não culpava o amigo. Ele lembrava bem o quão sexy Jade é. Ela é linda e tem um corpo que Beck acredita ser o mais belo, nenhuma coelhinha tem tanta sedução quando Jay.

E ele não culpava Jade de maneira alguma. Eles haviam terminado, ela havia sido madura, por que ele não conseguia ser? Beck inflou o peito e fechou os olhos. Controlou sua raiva e seu ciúme e desviou o olhar daquelas pernas torneadas a mostra.

— Ei, buddy. – Moose apareceu animado no jardim. A reunião completa.

— E ai? – Beck se limitou a responder, e então com um olhar insatisfeito disse – Espero que você conte a Nathaly sobre isso quando voltar para casa. – O olhar de pânico naqueles olhos do amigo fez com que a raiva de Beck diminuísse apenas um pouco.

— Nathaly? – Jade exclamou irritada.

— Sim, a namorada do Moose.

— Sua namorada?

— Minha namorada. – ele assumiu em silêncio.

— Eu realmente espero que essa palavra tenha outro significado no país estranho que gerou os dois. – a morena ameaçou, ela poderia ser muitas coisas, mas nunca beijaria um cara que tem namorada, isso é baixo demais, inclusive para ela.

— Infelizmente não. – Beck disse calmo encarando a ex. – Tem o mesmo significado. Mas é claro que pegar a ex-namorada do melhor amigo é algo que tem outro significado no Canadá.

— Ex-namorada? – ele olhou de Jade para Beck algumas vezes e viu o sorriso que eles trocaram – Vocês namoravam?

— Sim, e acho que você deveria lembrar isso de quando eu fui para o Canadá e você roubou a foto dela para que eu não ficasse igual um idiota saudoso.

A mão de Jade seguiu para a boca de modo a esconder o sorriso que ela dava. Não queria que Beck visse que ela sorriu ao saber disso, nem que Moose visse essas coisas.

— Eu não sabia.

— Mas tudo bem, fico feliz que você esteja seguindo em frente. – ele disse encarando Jade com os olhos frios.

— Eu também. – ela sorriu. – Pode levar seu amigo embora. – ela falou para Beck. – Traidores não são os meus preferidos. É melhor ir antes que eu soque a cara dele.

Jade se sentiu uma idiota naquela noite. Não queria ter feito o que fez, mas fez no impulso daquele momento perigoso, ela poderia ter se manchado naquele momento para sempre. Ela ficou morrendo de raiva de si por ter beijado um babaca tão sem vergonha, e ficou com mais raiva dele, pois era ele quem tinha namorada. Ela não tinha ninguém a quem ser fiel, ele sim.

Beck dirigia o carro até o hotel onde o amigo estava hospedado. Nenhum deles falava nada, o silêncio era tão denso que Beck temeu acabar com a amizade por conta dele. Ele não conseguia nem olhar na cara daquele que havia sido um dia o seu melhor amigo.

— Desculpe por eu ter ido para a cama com sua ex. – Moose disse antes de abrir a porta do carro e saltar para fora. – Mas a gente só se beijou, ok?

Como se essa fosse a desculpa perfeita para o que aconteceu. Beck pouco se importava se havia sido apenas um beijo ou se eles haviam feito o kamasutra (o que ele fizeram com a Jay), era uma traição sem limites, porque por mais que Moose negasse, ele sabia que Jade era o amor da vida de Beck.

E naquele momento, Beck se arrependeu mais do que nunca de tudo que fez no ultimo ano, se arrependeu de ter terminado, de ter sido um idiota, de tentar beijar Tori, e de ter um encontro com ela. A culpa não era de ninguém além de sua. Mas o ciúme ainda dominava seu corpo.

Dominava seu corpo de uma forma tão drástica que Beck arrancou quando o amigo saia do carro, o que fez ele cair. E não se importou com isso. Gritou que o pegava às 8 e seguiu para casa. Não iria de modo nenhum pegar o seu amigo no aeroporto, e provavelmente Moose sabia disso.

“Ciúmes é uma coisa horrível. Desculpa por todas as vezes que te fiz sentir isso.” – Beck mandou para Jade antes de dormir. Era apenas a verdade sobre o que sentia. Ela não respondeu, mas Beck sabia que ela havia lido e havia sorrido. Não era isso que importava?

I turn my cheek, music up and I'm puffing my chest

I'm getting ready to face you can call me obsessed

It's not your fault that they hover I mean no disrespect

It's my right to be hellish I still get jealous

Notas finais
E ai amores? Curtiram um pouco? Pelo menos um pouquinho? Eu to morrendo de sono, se tiver um erro, me avisem. Bom, outro recadinho da tia Bee, postei uma fic sobre os pais dos nossos personagens amados, explicando a ausência deles: https://fanfiction.com.br/historia/689051/Mothers_Fathers/, bom, só tem o capítulo do tio Leonard, mas o próximo já é da Pam, quem quiser me ajudar a pensar sobre essa fic, me mandem uma MP com um número de 1 a 15 para me ajudar a montar a ordem da fic. Ajuda? Bom, é isso, obrigada por serem tão legais com a tia Bee. E pessoal, quem não sabe, eu sou uma futura professora, e sou do Paraná, e amanhã dia 29 faz um ano que o governo humilhou e bateu em professores sem motivo, eu não quero nenhuma revolução por isso, só não quero que esqueçam. Então se quiserem ler uma reportagem: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/05/para-jamais-esquecer-de-beto-richa-e-do-29-de-abril.html esse é um dia trágico, eu tive professores que apanharam de cassetetes, tiveram gás de pimenta impiedosamente jogado nos olhos, além das bombas de efeito moral (imoral) e as balas de borrachas, muitos professores se machucaram, inclusive os da universidade. Por uma maior valorização dos professores Beijos