Fire Starter
24 Never Been Hurt
You set fire to ashes. You fight through the darkness and brought me back to life. You me back to life. Run through fire for you, like I've never been burn.
Suspirei revirando a minha bolsa e procurando a pequena caixinha de metal que vivia ali dentro. Nós estávamos consideravelmente longe da casa do lago dos meus pais e, se não tivesse sido burra ao ponto de ligar para o meu tio em Londres e questionar sobre a situação a casa, Jason não estaria nesse momento dentro de um avião indo em direção a Chicago.
Se não tivesse pessoas inocentes e se ele não fosse tão bom, eu derrubaria aquele avião quando ele atravessasse a fronteira aérea dos Estados Unidos.
– Achei — comemorei abrindo a caixinha e tirando um cigarro dali. O cheiro de Percy estava impregnado deliciosamente em mim, pelo simples fato de usar o seu casaco sobre o meu vestido.
Ele me encarou e então encarou o cigarro em minhas mãos enquanto entrava em uma batalha com as minhas coisas para achar meu isqueiro. Revirei meus olhos, ele estava ali a um minuto atrás!
– Desde quando fuma? — ele questionou e então olhei para ele, vendo o seu semblante sério encarar a estrada quase mórbida. Fora naquela estrada que eu havia pulado do carro.
– Hm... A uns quatro anos, mas a um não tem sido com frequência — murmurei tirando as coisas da minha bolsa e vendo lá no fundo o esqueiro cinza. Peguei ele sem pestanejar e joguei as coisas na minha bolsa novamente. — Ultimamente, eu só fumo quando meus problemas não tem solução.
Abri a janela do carro e senti a brisa fria da noite bater contra o meu rosto e jogar meus cabelos para trás. Coloquei o cigarro entre os meus lábios e acendi ele, sentindo os olhos do Percy fixos em mim.
– Que problemas você tem agora?
– Jason, o irmão da Thalia e o meu ex-namorado que não sabe que é meu ex-namorado, está a esse momento em direção a Chicago e ele simplesmente não pode sonhar que eu estou em Chicago. — falei sentindo o efeito da primeira tragada de nicotina no meu organismo. — Se ele descobre que estou aqui... Ele vai surtar e vai estragar a minha vida, vai querer me levar para Londres e se não for, ele vai ficar aqui.
– Todas as suas coisas estão no seu apartamento e acho que ele ficará lá — Percy disse pegando o cigarro dos meus lábios e levando em direção aos dele. — O que fez?
– Tranquei meu closet... Tem muita coisa lá, não há nada mais que eu possa fazer se não isso. — abri um sorriso para ele, pegando meu cigarro novamente. — Não sabia que você fumava.
– Não fumo — ele sorriu me olhando rapidamente. — Foi a minha primeira vez.
– Na primeira vez que fumei, eu me engasguei legal — gargalhei deixando ele pegar o cigarro uma outra vez. — Só não fique drogado, tudo bem? Não quero passar por outro acidente de carro.
– Não irei, não sou muito fã de drogas — ele disse me devolvendo o cigarro — Mas o efeito é rápido.
Concordei com a cabeça, levando o cigarro aos meus lábios mais uma vez. Ele tirou o cigarro dos meus lábios e levou aos dele, com um sorriso incrível embelezando ainda mais a sua face moldada pelos deuses.
Pisquei e peguei o cigarro novamente, vendo que seria a última tragada. Não estava no estado alucinante, mas estava longe o suficiente dos meus problemas, havíamos atravessado o limite territorial de Chigaco e, em uma hora, estaríamos na casa do lago.
– Fique lúcida — ele pediu quando me viu pegar a caixinha de metal no meu colo, me encarando com um sorriso adorável enquanto eu ainda tinha o cigarro nos lábios. — Quero que você se lembre dessa noite amanhã.
– Eu iria apenas guardar — falei jogando o fim do cigarro pela janela. — E eu também quero me lembrar desta noite amanhã.
❤
Inspirei o ar limpo, sem qualquer resquício de carbono e um aroma deliciosos de altos pinheiros, alguns outros tipos de arvores e flores. Havia o que? Dez anos que não visitava esse lugar?
Não me recordava, mas muito tempo que não visitava a casa do lago. Antes da morte dos meus pais, eu sabia que eles tinham um caseiro, deixando a casa protegida e sempre limpa, mas após a morte deles não soube de mais nada, não só por causa dos acontecimentos que me envolviam, apenas não queria me envolver mais.
– Tudo bem? — Percy perguntou acariciando o meu rosto. Respirei fundo e concordei, dando um sorriso fraco para ele. — Vem, vamos entrar.
Mais uma vez eu concordei com a cabeça, entrelaçando meus dedos nos dele o deixando ele me puxar para dentro da casa de madeira. Ela parecia maior do que antes, mas talvez apenas fosse a minha memória falha.
Ela tinha várias pilastras de madeira, enormes janelas de vidros e dois andares, tendo um andar a mais para quem apenas a olhasse por fora, porém, era apenas o sótão. Minha mãe dizia que não precisava deixar a casa do lago parecendo uma mansão de cidade, era apenas uma casa do lago, mas, mesmo assim, ela havia deixado o contraste da madeira mais escura com a madeira mais cara e o vidro impecável. Eu queria ter a criatividade dela para construir algo, mas nem a minha vida eu havia conseguido construir corretamente, quem dirá uma obra arquitetônica.
– Sabe — Percy se colocou na minha frente, um metro antes das escadas que davam para a porta de entrada. — Esse seu olhar é incrível! Você fica olhando de um lado para o outro, com os olhos brilhando e então, parece ficar pensando no que poderia mudar e no que iria manter.
– Nunca mudaria nada nesta casa — encarei os detalhes feitos na madeira. — Minha mãe planejou cada centímetro dela, ela organizou toda a obra e a deixou ao seu gosto... Eu devia ter uns três ou quatro anos quando a casa ficou pronta. Eu me recordo dos olhos dela brilhando de admiração e alegria ao ver o resultado.
– Sua mãe devia ser incrível — ele me puxou para perto dele.
– Ela era a pessoa mais incrível do mundo — suspirei pegando as chaves no bolso do casado que estava no meu corpo. Ali, como um chaveiro, tinha uma coruja feita de mogno. — Pega as malas?
– Pego sim — ele deu um beijo na minha testa e se afastou, indo em direção ao carro. Fechei alguns botões do casaco e subi as escadas relutante, sentindo o meu batimento cardíaco acelerar e os meus olhos marejarem.
Os Dare iriam pagar por toda a felicidade e vida que me tiraram. E, isso não iria demorar.
Passei meu dedo pela maçaneta, respirando fundo e não deixando as lágrimas caírem. Procurei a chave correta e a coloquei na porta, dando suas devidas voltas e ouvindo o barulho dela sendo destravada. O cheiro logo me invadiu e, obrigatoriamente, eu levantei meu queixo e entrei na casa, ouvindo o barulho do meu salto contra a madeira e vendo a casa bem cuidada.
Estava idêntica, tudo no mesmo lugar, tirando algumas coisas que, provavelmente, meu tio havia trocado. Sorri ao ver o porta-retrato sobre uma estante com alguns livros na sala, e inconscientemente me aproximei dali, pegando o quadro e encarando a foto de uma família feliz.
Era a foto mais linda do mundo! Eu e os meus pais, na frente do castelo da Disney, em Orlando, durante a queima de fogos de artifício. Minha mãe, especificadamente, estava incrível usando jeans justos, uma blusa social rosa bebê com alguns botões abertos, saltos e a tiara da Minnie Mouse, enquanto meu pai usava roupas comuns e tinha na mão vários balões de ar de todas as princesas que eu havia, praticamente, chorado para ele comprar.
Lembrar da cena me fez soltar uma risada fraca e os meus olhos caíram na Annabeth Chase de oito anos. Eu me lembro que naquela época eu tinha a mania de querer me vestir igual a minha mãe, então usava uma calça jeans e uma blusa rosa, porém não usava salto, e sim uma sapatilha com a mesma tiara que a minha mãe usava
A mesma tinha um grande e brilhante sorriso, me abraçando e com os seus fios cor de chocolate se misturando com os meus dourados. Meu pai estava do meu outro lado, também sorrindo e abraçando a minha mãe. Ambos estavam ajoelhados para ficarem da minha altura.
– Foi no meu aniversário de oito anos... Me lembro de como aquele dia havia sido incrível — murmurei sentindo os lábios do Percy no meu pescoço. — Eu quase chorei por causa desses balões, três dias depois não me importava mais com ele.
– É parecida com a sua mãe — ele murmurou. — Tem o mesmo sorriso, o mesmo olhar e quase a mesma aparência, mas tem os fios do seu pai e também alguns traços dele...
– Eu era mais apegada na minha mãe, mas adorava que meu pai me contasse histórias antes de dormir — puxei meus lábios para o lado, colocando o porta-retrato no luga e me virando para Percy. Mesmo com vinte centímetros a mais do salto, eu ainda ficava em desvantagem perto dele. — Acho que temos um propósito aqui não? Se eu não me engano... Tenho que te dar um presente.
Ele me beijou, deixando meu corpo colado ao dele e as suas mãos fixas nas minhas costas. Passei meus braços pelo seu pescoço e correspondi o beijo, sentindo toda aquela tristeza e melancolia se esvair de mim. Era essa a reação de estar com ele.
Deixei ele retirar o casaco do meu corpo e o deixar cair no chão, em um baque surdo. Comecei a abrir a sua camisa com os dedos trêmulos, me livrando dos meus saltos com os meus próprios pés.
Quando abri o último botão da sua camisa, joguei a mesma no chão, junto com a sua gravata borboleta, sentindo seus lábios no meu pescoço e as suas mãos descerem as alças do meu vestido vermelho. Mordisquei o lóbulo da sua orelha, sentindo seus lábios chuparem o meu pescoço e um arrepio percorrer a minha coluna, com os seus dedos livrando meus braços da alça do meu vestido e deixando meus seios nus.
Ele me pegou no colo e depois me jogou no sofá, deitando sobre mim e tomando meus lábios para ele. Afundei meus dedos nos seus fios sedosos e correspondi o seu beijo, fazendo um nó com as nossas pernas e ignorando a falta de ar.
– Faz dessa noite inesquecível? — pedi acariciando seu rosto com os polegares. As suas ficaram indecisas por um segundo então ele sorriu e concordou, deixando um leve beijo no meu queixo e voltando a descer eles pelo meu pescoço, até a minha clavícula e os meus seios. Eu me permiti sentir tudo, sem aquele sentimento de provocar a Rachel, apenas o sentimento de ter o nossos corpos se transformando em apenas um.
Senti seus lábios nos meus seios, suas mãos deslizando pelo meu corpo e tocando de forma carinhosa. Me recordei de quando disse que nós não eramos assim, não fazíamos nada de maneira doce, pois tínhamos o costume de ser brutos. Mas, as vezes, o açúcar é necessário.
Unhei as suas costas, sentindo ele deslizar o meu vestido pelo meu corpo, me deixando apenas de calcinha. O beijei novamente, sentindo o calor subir pelo meu corpo e, com dificuldade, nos virei no sofá, deixando cada perna minha de um lado do seu corpo e abrindo o melhor sorriso travesso que já dera já minha vida, fazendo Percy rir.
Dei um beijo no canto dos seus lábios, deixando uma trilha de outros como esse pelo seu maxilar, mordendo o seu lóbulo novamente e indo em direção ao seu pescoço, onde deixei várias mordidas e chupões. Continuei beijando todo o seu peitoral, até chegar no cós da sua calça e encará-lo de maneira marota.
Abri a sua calça rapidamente e a deslizei pela sua perna, fazendo o mesmo com a sua cueca boxer e então agarrei seu membro com a mão. Dei um beijo na ponta dele, dando vários outros pela sua extensão e então abocanhando ele, fazendo rápidos movimentos de vai-e-vem, sentindo aos poucos ele crescer e começar a pulsar.
Percy não me deixou continuar, ele nos virou no sofá, fazendo ambos caírem do mesmo e a gargalhada foi inevitável, mas por sorte eu cai sobre ele e o mesmo não se machucou, a quadra era curta. O beijei, sentindo ele nos virar no chão e ficar mais uma vez sobre mim, aprofundando nosso beijo, encaixando nossos lábios.
Suas mãos deslizaram pelo meu corpo e ele rasgou a minha calcinha, me penetrando com dois dedos e puxando meu lábio inferior com os dentes. O beijei mais uma vez, apertando seus ombros e sentindo os seus dedos apertarem o meu clitóris.
Mordi seu lábio com força demais para abafar o gemido, então senti o sangue dele escorrer pelo seu lábio e cair nos meus lábios, se misturando no nosso beijo sem nenhum de nós dois se importar com isso.
Então ele retirou seu dedo de dentro de mim e o substuir pelo seu membro, começando com estocadas lentas, fortes e depois dando lugar as mais rápidas e mas fortes. Abracei seu quadril com as minhas pernas sentindo ele ir mais fundo ainda e deixando a loucura da noite levar nos dois.

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