Fire Starter

6 Locked Out Of Heaven.


Cause your sex takes me to Paradise. Cause you make me feel like. I've been locked out of heaven.

Me arrastei pela sala, sem força alguma para levantar ainda mais os meus pés descalços e pouco me importando se meu barulho desnecessário iria acordar Nico e Thalia que dormiam no sofá — a calcinha no abajur e o sutiã na televisão entregava que a noite deles havia sido tão boa quanto a minha.

Olhei para a minha cama bem arrumada e depois para a porta do banheiro, decidindo para qual dos dois lados iria. Já se passava das dez da manhã e eu não podia dormir, no máximo um banho bem gelado para relaxar os músculos das minhas pernas — Percy havia feito um bom estrago músculos.

Retirei a camiseta do Jason e a joguei no canto do banheiro, fazendo o mesmo com minha calcinha e o meu sutiã enquanto a banheira enchia. Joguei os sais de banho e vi a espuma convidativa se formar em alguns minutos, desliguei o registro e me afundei lá dentro, ficando até meus dedos começarem a enrugar.

– Annie? — Thalia me chamou e eu levantei a cabeça para encará-la. Sua cara não era das melhores — Você vai querer me matar.

Prendi meu ar já sabendo do que se tratava e afundei meu corpo dolorido na banheira uma última vez, levantando quando o ar me faltou e saindo da mesma.

– Seja quem for que estiver ai, manda esperar — murmurei passando a toalha lentamente pelo meu corpo.

Minhas costas doíam devido as várias vezes que a mesma foi chocada contra a parede com brutalidade. Minhas pernas devido as investidas brutas do moreno e os meus braços devido ao peso dele em cima do mesmo. Eu estava um lixo.

– Não tem ninguém aqui — ela disse e eu a encarei, percebendo que a mesma usava apenas uma blusa de moletom — É sobre... Quer saber? Deixa quieto.

Ela saiu andando e o máximo que eu fiz foi terminar de me secar, com tranquilidade e lerdeza. Nunca, nunca mesmo, um homem me deixou nesse estado.

Me lembrei de como meu corpo deveria estar por fora, com as marcas de chupões e mordidas no meu pescoço e no meu seio. Minhas costas deve estar vermelha ou roxa. Minha perna...

"Corri" para o meu closet e deixei a toalha cair quando parei em frente ao espelho maior, vendo meu corpo inteiro. Havia marcas roxas por todo o meu corpo, o desenho perfeito das suas mãos na minha coxa inteira, as manchas roxas e azuis nos dois lados do meu pescoço e em nos meus dois seios. Me virei de costas e puxei meu cabelo, vendo os hematomas roxos e os arranhões por toda extensão das minhas costas. Até a minha bunda tinha a marca dos dedos do Percy em um roxo quase preto.

Se o Edward Cullen havia deixado de transar com a Isabella Swan em Amanhecer por algumas marcas de dedos dos ombros e nos braços, Percy Jackson deveria ser preso por agressão durante transa.

– Ele transou com você ou te espancou? — Thalia disse atravessando meu closet apenas com uma calça preta rasgada e com um sutiã roxo.

– Transou — suspirei dando ombros e indo a procura das minhas lingeries, ainda não havia me acostumado com o meu novo closet.

Assim que encontrei tentei memorizar a gaveta e vesti a peça verde clara, indo atrás de uma legging preta e de uma blusa de manga longa da mesma cor, que acabava logo abaixo da minha bunda e era toda solta, daquelas que se bater um vento, voa.

– Não parece — respondeu fechando os botões da minha camiseta social preta transparente — Você está horrível.

– Obrigada por me lembrar — resmunguei olhando para as minhas diferentes echarpes. Separei a rosa bebê e a deixei em cima da poltrona, iria colocar ela apenas depois que terminasse minha maquiagem.

– Achei que transar com ele te daria uma dose de animo, não que te deixaria um cú de chata — a morena falou pegando a minha escova e começando a passá-la pelo meu cabelo, sempre fazia isso quando eu estava um lixo — Mas me conta, como foi?

– Na parede, doloroso e fui eu quem provocou isso — dei de ombros, abrindo a gaveta com bases, pós, corretivos e outras coisas para a preparação da pele, tudo do meu tom e consequentemente, o da Thalia também — Porém, o moreno tem uma ótima estocada... Repetiria a dose de ontem mais um milhão de vezes.

– Claro que repetiria, você é uma puta que não aceita seus limites — ela revirou os olhos, revirei os meus também e a encarei pelo reflexo. Ela sorriu e pegou o secador preso no gancho — Está preparada para encarar ele depois do que fez?

– Lógico, foi ele quem "começou" — fiz aspas com os dedos, colocando em seguida o pincel de base no seu devido lugar e pegando o de pó.

Após anos juntas, Thalia e eu havíamos aprendido a nós arrumar enquanto uma de nós duas secavamos o cabelo da outra. Era isso que amigas faziam, além de xingar e discutir.

– Então não foi você? — ela disse passando os dedos para tirar os nós que o jato quente do secador formava em meus fios. Neguei com a cabeça, sorrindo docilmente — Que filho da puta.

Não respondi, me preocupei mais em terminar de cobrir os chupões do meu pescoço com a maquiagem, mesmo sabendo que iria colocar o echarpe rosa por cima. Assim que finalizei, parti para a sombra que havia separado.

– O que vamos fazer hoje? É domingo e eu não tenho nenhum plano em mente.

– Sei lá, Annie, estou com fome e sinceramente? Morrendo de vontade de transar loucamente como você e o Percy fizeram essa noite — ela disse desligando o secador. Fechei meus olhos para espalhar a sombra branca e depois passando a rosa forte por cima, fazendo o degradê.

– Não transou com o Nico? — arqueei a sobrancelha, lembrando das peças íntimas espalhadas pela sala.

– Sim... Mas ele é baunilha demais — ela se arrepiou e eu ri — Não dê risada! Eu esperava algo mais... Selvagem dele.

Encarei ela pelo reflexo e arqueei minha sobrancelha, não acreditando no que estava ouvindo da boca da morena. Seus olhos eletrizantes mostravam que ela não mentira.

Nico era tão baunilha assim?

– Provoca ele então... Isso funcionou com o Percy, apesar de que ele não estava sendo nem um pouco baunilha e que eu queria mais — respondi pegando o batom vermelho coral e espalhando ele pelos meus lábios — Ainda não me respondeu o que vamos fazer hoje.

– Você eu não sei, mas eu vou ir atrás do Nico e pedi uma transa selvagem — ela disse enquanto usava o meu delineador — Vai descer comigo?

– O que acha? — sorri me levantando e indo atrás do meu peep toe rosa escuro. Ela sorriu de volta, procurando algo na minha gaveta de batons.

Calcei os sapatos e voltei a me encarar no espelho gigante, colocando o meu colar de lua minguante e a echarpe rosa bebê. Eu estava uma mistura de rosas que até me surpreendi.

Coloquei um brinco longo de prata e pulseiras do mesmo material. Coloquei vários anéis e um anel de unha, adoro esses anéis.

Thalia correu para colocar seu sapato e eu fiquei tentando colocar uma ordem na sala, pelo menos as roupas íntimas dela não estavam mais espalhadas por todo canto e o máximo que tive que fazer foi arrumar as almofadas do sofá e colocar os potinhos de comida japonesa no lixo.

– Vamos? — ela chamou arrumando a meia dúzia de colares que havia colocado.

– Claro — respondi pegando meu celular e me lembrando que já fazia quase dois dias que não abria as mensagens e via as ligações perdidas. Tratei de fazer isso no elevador, se resumia em mensagens da minha tia perguntando como estava, em ligações perdidas do Jason e a ligação que havia perdido da Silena... Oh! Eu me esqueci da Silena.

– Viu fantasma?

– Não, mas estou prestes a me dar com um monstro chamado Silena Beauregard Nervosa — encarei ela com os olhos arregalados. A mesma riu e arqueou a sobrancelha — O que?

– Ela queria apenas falar com você sobre a festa da Vogue que terá no final do mês, segundo a morena, é a maior e melhor festa de todos os tempos — Thalia disse e eu sabia por que Silena havia me procurado para isso. Ela iria cobrir a festa com a revista dela e eu era uma socialite conhecida em Londres — Deveria ir, a revista da Rachel já foi negada três vezes.

Deixei a resposta no ar, sabendo que eu iria apenas para provocar a ruiva por ter conseguido meu lugar lá dentro e ela não.

Depois da manchete falando sobre o último ensaio fotográfico da Vogue — falando muito mal, por sinal — era meio óbvio que ela não iria conseguir um lugar lá dentro.

O barulho do meu salto e do salto da Thalia contra o piso do corredor ecoava fora de ordem, até parar em frente a porta do apartamento dos meninos e a garota louca por sexo ao meu lado tocar a campainha. Percy atendeu coçando os olhos e apenas de calça de moletom, novamente.

– Bom dia — festejei dando um beijo na bochecha dele, ele se surpreendeu e depois olhou para a Thalia, que deu um aceno e entrou sem convite. Ele deu espaço para que eu entrasse e agradeci com um sorriso.

– O que já estão fazendo acordadas tão cedo? — ele resmungou me encarando. Me sentei ao lado de Thalia e encarei as minhas unhas, sabendo que ele estava encenando, pois viu quando eu sai.

– Thalia quer ver ser tira uma transa selvagem do Nico e eu não quero passar o dia sozinha, de novo — revirei meus olhos, por que ontem a morena me deixou na mão e passou o dia inteiro fora.

Ele coçou os olhos novamente e se jogou ao meu lado, bocejando e depois soltando um suspiro. Ele pensava que a Thalia não sabia de nada, mas, coitado, só pensava mesmo.

– Aonde o Nico está?

– No banho, eu acho — Percy deu de ombros, cobrindo os olhos com o braço.

– Obrigada — Thalia disse e se levantou, caminhando e rebolando até o quarto de Nico e entrando lá. Mordi meu lábio com um sorriso sapeca quando ela fechou e trancou a porta do quarto do moreno.

Me virei para Percy, ainda sorrindo e esperei ele me encarar. Não aconteceu, ele devia ter dormido de novo e eu bufei, me jogando para trás.

– Garota, você é insaciável! — ele disse por fim.

– Vai dizer que não gosta? — arqueei minha sobrancelha, encarando ele pelo quanto do olho.

– Gosto.

– Ótimo, por que depois dessa noite eu, definitivamente, estou proibida de entrar no céu — me aproximei do ouvido dele — Você me levou ao paraíso.

Ele arqueou uma das sobrancelhas e virou o rosto para mim, com nossos lábios a centímetros de distância e seu olhar intercalando entre meus lábios e os meus olhos. Ele queria me beijar, eu queria ser beijada, mas o barulho da porta sendo destrancada nos tirou do pequeno transe e eu voltei a me sentar corretamente no sofá, fingindo mexer no meu celular.

Luke entrou com a aparência cansada, olheiras grandes e uma mala pequena na mão. De fato, ele havia ido para Las Vegas, pois se tivesse ido a Paris, teria acabado de chegar lá devido a hora que saiu daqui.

– Bom dia — cantarolei vendo ele se jogar na poltrona. O loiro soltou um suspiro cansado e me encarou quase dormindo — Como foi as coisas em Las Vegas? Se divertiu bastante no Cassino?

– Se eu tivesse tido tempo de sair de dentro de um escritório com cheiro de sexo e álcool, teria — ele deu de ombro — Mas não, meu pai parece gostar de brincar com a minha cara...

– Qual era o problema dessa vez? — Percy perguntou virando o rosto para Luke.

– Não consegui descobrir — ele franziu o nariz — Aqui esta com cheiro de sexo!

– Nico — Percy deu de ombros, com naturalidade. É claro que a mentira mais óbvia seria Nico, ele era o único solteiro dessa casa.

Luke me encarou e franziu o cenho, com um sorriso malicioso dançando nos seus lábios. Arqueei minha sobrancelha e neguei com a cabeça, rindo, pois a gemidos de Thalia começavam a ficar alto demais e seus gritos eram baseados em: "Isso!" e em "Vai!".

Os dois me acompanharam na risada.

– Quem está no quarto com ele?

– Minha adorável prima — dei de ombros, mandando uma mensagem para a Silena e pedindo para que ela arrumasse o convite da festa da Vogue para mim.

– Foi trocada?

– Nico nunca fez meu tipo, eu prefiro os com cara de santo — respondi encarando ele pelo canto do olho — Era apenas amizade colorida e sinceramente? Nico não sabe ser selvagem.

– Então a loirinha gosta de sexo selvagem?

– Daqueles que me fazem esquecer como se anda — disse com um sorriso enquanto ele pegava a mala e bagunçava ainda mais os fios loiros — Deveria dormir, sua aparência está péssima... Desse jeito nunca vai arranjar uma transa aceitável e selvagem sabia? É capaz de dormir durante o sexo.

– Podem parar de falar nisso? Obrigado — Percy disse meio irritado. Luke riu e eu bufei.

– A Rachel tem te deixado na mão, Jackson? — o loiro arqueou a sobrancelha e recebeu em troca um dedo do meio do Percy.

Depois de arregalar os olhos e bufar, Luke saiu andando pelo corredor e ao passar em frente ao quadro do Nico fez uma careta e passou a andar mais rápido até seus aposentos, que por sorte, não ficava ao lado do quarto do Percy.

Mordi meu lábio, pensando em como eu iria conseguir fazer com que Percy transasse comigo novamente sendo que o Luke estava aqui. Com o Nico era simples, o vagabundo estava sempre saindo para as baladas da vida e só voltava quando o Sol estava alto.

– Posso te pedir um favor? — me virei para o Percy, prendendo o ar. Ele me encarou com a suspeita no olhar e depois concordou... De certo eu estava com o olhar tão pidão que ele não cedeu — Lembra que eu falei da tatuagem? Das fases da lua na minha espinha?

– Lembro — ele falou relaxando um pouco. Nosso tom era baixo, apenas nós dois conseguíamos ouvir.

– Pode me acompanhar até o estúdio...? — mordi meu lábio — É que eu tenho medo e ainda estou bem apreensiva, mas você me passa segurança e conforto.

Seus olhos atingiram um brilho, como se ouvir aquilo fizesse bem a ele. De fato, estar com Percy me fazia sentir protegida e eu conseguia ser eu mesma ao seu lado... Eu sentia que se contasse o meu segredo a ele, teria um aliado.

– Quando você marcou?

– Para amanhã de manhã, as nove e pouquinho... — enrolei meus dedos — Estará ocupado? Ontem quando cheguei estava com um monte de papelada sobre a mesa...

– Não, não tenho nada para amanhã de tarde — ele disse e eu soltei o ar, que nem sabia que prendia. Ele sorriu — Posso te pedir um favor também?

Pisquei, tentando ler seu rosto a procura de alguma emoção que o entregasse, mas nada, ele era bom escondendo a mesmas. Automaticamente um monte de dúvidas e perguntas surgiram na minha cabeça, me deixando assustada e apreensiva com o que ele queria que eu fizesse por ele.

– Lógico, qualquer coisa — sorri. Ou melhor, tentei.

– O que aconteceu ontem... Tudo aquilo e o G.U.Y, não vai mais se repetir, pode ser? — ele não estava falando que não iria mais acontecer e sim perguntando se podia ou não acabar. Mordi meu lábio inferior, com os olhos cheios d'água e com um certo medo no olhar.

Não era totalmente falso. Não era totalmente verdadeiro, eu achava que iria conseguir tirar proveito dele, eu queria poder tirar proveito e visitar o lugar no qual ele me levou na noite passada.

Proibida de entrar no céu...

– Se você quiser — perdi minha respiração, para a voz não sair embriagada e para as lágrimas não caírem. Isso me lembrava tento o passado.

– Eu não quero, mas eu... Eu... — a frase se perdeu no ar.

Tinha haver com a Rachel, talvez ele estivesse tentando me dizer que a amava, que não iria mais transar com a amiga dela por respeito. Mas isso era injustiça, pois a Rachel não o amava, o Luke não era amigo dele, eram ambos falsos e mentirosos.

Se eu me achava horrível por estar sendo falsa com ele em algumas horas, o que deveria achar da Rachel e do Luke? Que eram sempre falsos com ele.

– Você a ama? — franzi o cenho. Dependendo da sua resposta, acho que era hora da verdade, mesmo eu não o conhecendo cem porcento.

Eu não conhecia ele, mas poderia passar a conhecer. Nico havia me dito que Percy era a pessoa mais leal aos amigos que ele conhecia, que as vezes tinha recaída com outras mulheres por a Rachel ser o que é.

Encarei ele novamente, vendo seus olhos presos em um ponto fixo do teto. Olhei também para onde ele olhava, vendo apenas o gesso branco que ali tinha e depois deixando meu olhar cair sobre ele. Sua postura, sua tensão, sua falsa felicidade ao lado da Rachel. Não, ele não a amava.

– Por que estão juntos? Deixou bem claro que não dão certo...

– Não damos, mas a Rachel parecia me preencher, me fazia esquecer as lacunas e as partes quebradas do meu coração... Não me dou bem com ela por que ela é fútil, mimada e preconceituosa... Você sabe como eu odeio pessoas assim, mas desde que ela perdeu o bebê e entrou em depressão, vi que não podia abandoná-la e a pedi em casamento. Não sou feliz com ela, hoje ela não tem mais a depressão e não pode ter filhos.

– Acredita que seja verdade? — arqueei minha sobrancelha. Havia puxado o prontuário médico da Rachel a dois dias atrás, nada de útero pois ela havia removido a dois anos, mas nenhum sinal de bebê perdido.

– Não, mas o pai dela me olha e no seu olhar vejo a acusação da perda do útero dela... Ela estava junto a mim no carro.

– O que acha de subir comigo para o meu apartamento para conversar? Quero te contar algumas coisas sobre o meu passado — ele estranhou, porém concordou.

Notas finais
Cá estou eu haha, bem estou com uma ideia para FS e só colocarei ela em pratica dependendo do decorrer da fanfic, mas ela é boa, principalmente para vocês leitores ^^ Outra coisa: fiz um blog para Fire Starter! Yes, lá iriei postar spolliers e tudo mais, ainda não comecei, por isso coloquei o link ali em cima ^^ Acessem: http://yes-lolla-blog.tumblr.com/ Hey Agatha! E Fantasminha, esse capítulo é seu... Sorry por ele não ter nada muito PAM! Beijos ^^