I wish that I could wake up with amnesia. Forget about the stupid little things. Like the way it felt the fall asleep next to you. And the memories I never can escape. 'Cause I'm not a fine at all.

Eu realmente não queria voltar para Chicago, mas a Chloe se juntou com o Jason e em menos de dez horas conseguiram argumentos suficientes para me trazer de volta a cidade que eu tanto odeio.

Caso contrário, eu estaria em um voo tranquilo em direção a Londres, onde eu iria recomeçar a minha vida novamente, pela terceira vez, se não me engano. É como se toda vez em que eu piso em Chicago eu dou um passo para o passado.

Chloe ficou mais nervosa ainda quando parei o meu carro em frente ao grande portão da mansão dos pais do Percy, eu sabia que ele estaria aqui hoje, eu tinha pedido para ele por meio de uma mensagem para aparecer aqui, eu tinha um presente para ele e para os pais dele.

– Sebastian? É a Annabeth Chase — sorri ao ouvir a voz do governanta da casa através da campainha. — Eu trouxe uns presentes do Canadá para a Sally.

– Ah, Srta. Chase, que bom que voltou, vou abrir o portão para você, só um segundo — sua voz ela tranquila, mas eu sabia que ele sorria em quanto falava comigo. Ele parecia me adorar.

– Respira fundo, Chloe, a Sally é um amor, ela vai te amar — sorri para ela, arrumando meu óculos de sol e vendo o grande portão de abrir.

Eu queria estar apresentável para a Sally, hoje era aniversário dela segundo a Chloe, e eu queria estar bonita para o Percy. Então eu fiquei cerca de meia hora dentro do cubículo do banheiro do avião me arrumando quando percebi que estávamos quase chegando e bem, fiquei um grande tempo da minha manhã escolhendo a roupa que iria colocar, afinal nos chegamos em Chicago quase que na hora do almoço.

Eu fui pratica e simples, coloquei uma saia cintura alta cheia de flores, a saia era curta e deixava quase que a minha coxa inteira exposta, mas eu realmente não me importava com isso. Também coloquei uma blusa branca, cropped, soltinha com alcinhas finas e feita de cetim, ela terminava exatamente onde a cintura da saia se prendia no meu corpo e era básica. Por fim coloquei um salto nude de quinze centímetros e os colares que sempre viviam no meu pescoço, deixei minha maquiagem leve já que era dia e me achei bem assim.

Chloe havia reclamado do tamanho do meu short quando me viu, mas eu me limitei a ignorá-la. Daqui algum tempo eu teria que mudar o meu guarda-roupa inteiro, isso me doía, mesmo que pouco.

– Eu acho que vou desmaiar — Chloe apertou a minha mão assim que apareceu do meu lado, me olhando nervosa. Ela estava bem mais simples do que eu, usando um vestido longo com um cinto fininho na sua cintura e um colete de renda branca, como ela estava mais grávida do que eu, havia colocado uma rasteirinha e deixado seu longo cabelo com reflexos vermelhos soltos, caindo com leves ondulações. Margo estava agarrada ao pescoço do pai, assustada.

– Respira fundo, tudo bem? Vai dar tudo certo! — dei meu melhor sorriso e então ela concordou. Soltei as minhas mãos das delas e joguei minha franja para trás, tirando meu outro presente para a Sally do carro.

Não existia nenhuma movimentação na casa e assim que toquei a campainha da porta, Sebastian abriu e deu um largo sorriso. Ninguém acreditava que ele já tinha seus cinquenta e poucos anos, ele era um senhor adorável e de ótima aparência.

– Olha, Srta., a Sra. Jackson...

– Ainda insisto para ele me chamar de Sally — a mesma revirou os olhos, passando por Sebastian e me abraçando sem olhar em volta. Ainda meio assustada eu correspondi seu abraço apertado, havia sido tão poucas as vezes que eu havia visto ela e já a adorava. — Fico feliz em ver que você voltou, todos ficaram preocupados com o seu sumisso repentino...

– Foi por uma boa causa, eu juro! — sorri melhor sentindo seus dedos tirarem alguns fios do meu rosto. — Sally, eu gostaria de te apresentar algumas pessoas...

– Oh! Claro — ela abriu um sorriso maior. — Mas antes, entrem, vamos fazer as devidas apresentações lá dentro. Percy saiu com Posêidon e com o Criasor, não disseram onde foram, mas voltam antes do almoço.

– Ah. — foi tudo o que consegui dizer antes de ser puxada para dentro da casa dela, sabendo que Chloe me seguia.

Nós acabamos na sala de estar, onde eu me sentei ao lado da Chloe e senti minha mão ser apertada por ela, respirei fundo e coloquei meu óculos de sol na cabeça, piscando algumas vezes para a minha visão se acostumar.

Sally logo apareceu com uma mulher alta, com cabelos avermelhados e olhos azuis como o céu. Ela tinha um bebê nos braços e o olhava com amor e compaixão.

– Essa é Ártemis, a esposa do Criasor e bem, esse é o Daniel, o bebê deles e o meu neto adotivo — Sally sorriu olhando para o bebê. Então os olhos dela caíram nos de Chloe e ela franziu o cenho, se sentando calmamente.

– Eu começo, por favor... É uma longa história. — pedi vendo que Chloe não tinha condições de explicar. Margo se encolheu no colo do Mason e Ártemis se sentou ao lado da Sally, me olhando com desconfiança. — Você sabe o que aconteceu a quase nove anos atrás, não sabe? Você sabe que os pais da Rachel sequestraram o Percy e a Chloe e, após vocês pagarem o resgate, apenas entregaram um deles, não sabe?

– Sei, Annabeth, eu sofri demais com isso — ela disse abaixando o olhar, sem perder a compostura. — Onde quer chegar?

– Desde que o Percy terminou comigo, Sally, eu fiquei desolada, perdida e com uma seria vontade de esquecer tudo. Mas não podia ter uma amnésia assim do nada, e não sabia como ter uma... Então eu tentei me manter ocupada, fiz eventos como o memorial e tratei de ir atrás de pistas sobre casos não resolvidos, como o caso dos meus pais que não eram. Eu contratei um detetive e coloquei ele atrás de qualquer pista sobre Chloe Jackson, qualquer coisa e, com a ajuda do Nico, eu consegui fazer um retrato de como ela seria hoje. Esse detetive achou ela, viva e descobriu que a morte dela havia sido uma mentira, mas o que o Percy havia contado não.

– O que quer dizer?

– Que eu estou aqui, mamãe, viva e morrendo de saudades de você — Chloe disse com a voz embriagada, com os olhos cheios d'água e um pequeno sorriso. — Eu quero te ver desde o dia em que fui mandada para o Canadá, sendo criada e vigiada para não ter nenhum contato com você ou com alguém de Chicago, caso contrário seria um massacre...

Um barulho chamou a atenção de todos, virei a minha cabeça rapidamente vendo Posêidon e seus dois filhos pasmos na porta e, no chão, algumas caixas de presente. O olhar de Posêidon estava preso em Chloe, assim como o de Criasor, mas o de Percy estava preso nos meus e eu senti tudo, todos os meus hormônios e cada átomo do meu corpo, explodir em fogos de artifício. Eu quis chorar.

– Continue — Sally pediu, quase chorando também. Virei minha cabeça para frente e respirei fundo, passando a ponta do dedo indicador na minha tatuagem.

– Bem, entre me ver longe de vocês o resto da minha vida e ver todos que amo morrer, eu optei pela primeira opção e passei o restante da minha adolescência em um colégio interno em Vancouver. — Chloe respirou fundo e começou a falar com mais tranquilidade. — Conheci Mason na faculdade, eu estava entrando e ele fazendo seu último ano... Ele não foi o meu primeiro amor, longe disso — ela olhou para Percy e deu um sorriso. — Raramente tinha noticia de vocês, mas eu segui a minha vida, tive e a Margo e me formei em culinária ano passado. Eu soube do noivado do Percy com a Rachel, quis poder estar aqui para socá-lo, mas não podia e bem, eu soube do que aconteceu com os pais da Annabeth e fiquei surpresa quando ela foi atrás de mim, no começo da semana.

– É, não podia privar vocês de ter ela de novo, os Dare estão presos e vão ficar lá por muito tempo, eu espero — disse brincando com o meu anel. — E o massacre já aconteceu, eles explodiram a Chase Memorial, tiraram mais de cento e cinquenta vidas e deixaram vários feridos apenas para terem poder... A Chloe é o meu presente para vocês, ela ainda tem os pais dela, eu não. Se eu tivesse tido a opção dela, acredite, eu tinha feito a mesma escolha.

– Não sei qual das duas abraçar primeiro — Sally disse com algumas lágrimas de felicidade caindo nas suas bochechas. Balancei a minha cabeça e indiquei a Chloe, dando um leve sorriso.

Sally se levantou e caminhou até a Chloe, que repetiu o gesto da mãe e então ambas se abraçaram, caindo em lágrimas. Eu pisquei para não chorar e vi pelo conto dos olhos Margo estender os bracinhos dela para mim. Eu a peguei, fazendo Mason suspirar e me lançar um olhar de advertência.

– Você gosta do perigo — ele suspiro alongando os braços. — Se eu não tivesse te segurado ontem...

– Eu teria dado com a cara no chão, já me disse isso quando viu meus saltos.

– Deveria seguir minhas ordens, sou médico.

– E metido — ri abraçando Margo e deixando ela brincar com os meus colares.

Chloe ficou abraçada com Sally por um longo tempo e depois fez o mesmo com Posêidon, que a tirou do chão. Percy foi mais rápido e Criasor também, mas a conversa deles durou até Sebastian anunciar que o almoço estava pronto.

Mason tomou Margo dos meus braços e a mesma resmungou, se debatendo nos braços do pai até ele colocar ela no chão e a mesma agarrar a minha mão com força, ignorando a mãe ou a avó.

Sally saiu na frente, conversando com Chloe, pedindo para que a filha contasse tudo o que ela havia perdido. Posêidon agarrou Mason e começou a querer saber tudo sobre ele, puxando ele na mesma direção que Sally, enquanto Criasor levava as caixas, sendo seguido pela esposa que levava o bebê.

Eu queria poder ir também, mas a Margo havia encontrado um porta retrato com a foto da mãe e estava encarando ele, enquanto segurava a minha mão com uma das suas mãozinhas e com a outra agarrava a boneca que havia lhe dado de presente. Ela estava nas pontas dos pés, dando passinhos para frente e para trás tentando enchegar melhor a foto.

– Titia, é a mamãe não é? — ela por fim perguntou, desistindo de ficar na ponta do pé e levantando a sua cabeça para me ver.

– Sim, ela era menor nessa foto — respondi para ela, sentindo o olhar de Percy queimar nas minhas costas — Vamos, você não comeu nada no avião.

– Não gosto de pássaros grandes — ela disse depois de pensar um pouco, soltando um suspiro que me fez rir.

– É, eu percebi, querida. — peguei ela no colo, ignorando Percy e indo na direção do jardim. Ouvi os passos dele atrás de mim, mas ignorei ele e continuei a caminhar com a Margo nos meus braços.

Ela brincava de balançar os braços da boneca, falando coisas desconexas e que as vezes tirava um riso meu. Quando ela viu o tamanho do jardim e encontrou a mãe, se inclinou para descer do meu colo, então saiu correndo na direção da mãe, gritando pra ela.

Suspirei e caminhei na direção deles, meio perdida e sem saber o que fazer. Sally pediu que eu me sentasse ao lado da Chloe e assim eu fiz, tentando entrar na conversa das duas. Ártemis se sentou ao lado do marido e do bebê, fez bico e ergueu o queixo, indiferente a tudo.

O almoço foi servido assim que todos estavam sentados, para o meu azar eles servirão frutos do mar, o prato preferido de Sally e infelizmente a última coisa que eu queria ver no momento. A única que se safou foi Ártemis, ela estava em uma dieta pós parto.

Eu comi o mínimo possível, dando preferência as saladas do que aos frutos, mas mesmo assim o cheiro fez meu estômago embrulhar e eu tinha que me controlar para não vomitar.

– Então, Annie, está tão quietinha — Posêidon chamou a minha atenção, me fazendo levantar a cabeça rapidamente, levando o guardanapo de pano aos meus lábios para limpá-los. — O que pretende fazer a partir de agora? Digo, vai continuar a ser socialite?

– Hm... Acho que não, bem, eu volto para Londres semana que vem, é definitivo isso, lá eu vou comprar a minha primeira casa e vou reabrir a Chase Memorial, como havia planejado quando entrei na faculdade — dei meu melhor sorriso, olhando para ele. — Então, eu provavelmente vou deixar a vida de socialite de lado.

– Por que não faz isso aqui, em Chicago? — Criasor questionou.

– Não quero, eu adoro Londres e não tinhas nem planos de voltar para Chicago a quatro anos atrás... O que me fez mudar de ideia foi a hipoteca dos imóveis dos meus pais.

– O que pretende fazer com elas, afinal, querida? — Sally sorriu e eu soltei um suspiro.

– Vou vender todas — falei fazendo Percy se engasgar — Eu não pretendo voltar tão cedo para os Estados Unidos, quer dizer, eu voltarei, mas não para ficar um longo tempo... Eu quero esquecer na verdade, fingir que tive amnésia e esquecer tudo. Já que não vou poder esquecer todas as coisas estúpidas que já fiz, vou me livrar das memórias que me apegam a elas.

Notas finais
Eita gente, o que estão achando da Annie hein? E podem se acostumar com letras de música do 5 Seconds Of Summer nos meus capítulos porque eu amo eles demais. É a única boyband que conquistou o coração de gelo dessa autora aqui. Falando neles e falando em autora eu estou com uma One chamada Amnesia (♥), só que ainda não postei ela, pretendo postá-la nesse fim de semana, vocês vão ler? É super Percabeth e é baseada em 5SOS! Bem FS está entrando na reta final, estamos finalmente chegando ao fim do tunel dessa temporada e bem, temos cerca de 20 a 30 capítulos ainda, mais saibam que sem os 700 comentários não irá existir FS2, já que ainda estou me decidindo o nome da segunda season. ENFIM, VOCÊS PRECISAM VOLTAR A COMENTAR URGENTEMENTE, SACARAM?! Beijos meus babies ♥