Fire

1 Antes de tudo...


Notas iniciais

Bom espero que gostem, é a primeira vez que escrevo uma história desse estilo.

E recomendo que escutem a música nightmare - Avenged Sevenfold durante a leitura: http://www.youtube.com/watch?v=94bGzWyHbu0

14 anos antes...

O menino de quatro anos escondia-se no armário brincando de esconde-esconde com os pais, mas havia um homem na casa. Talvez fosse brincar com a criança também. Era isso que ele pensava, então riu baixinho pensando que ninguém ia achá-lo. Um silêncio atormentador na casa, mas o menino continuava tranqüilo esperando quem o achasse. Um grito... Berros... E sua mãe aparece pelas frestas do armário lutando com seu agressor. Ela já estava muito machucada com as facadas que havia levado. A mãe da criança continuava se debatendo com as facadas fortes contra seu peito. O agressor ria com a cena, gargalhava. A mulher parou de se debater e virou o rosto. Com a visão diretamente no rosto do menino, ele nunca iria esquecer aquela cena, as lágrimas saiam pelos seus olhos, mas algo dizia para ele não fazer barulho.Assim que o homem acabou de gargalhar ele saiu, fazendo barulho, revirando tudo.
Foram os minutos mais longos da vida do menino e ele continuava olhando para os olhos da mãe esfaqueada e sangrando pelo chão da casa. Era um silêncio atormentador. O menino não sabia o que fazia, mas ele simplesmente não conseguia se mover.
O pai da criança apareceu, perguntando pela mulher. Assim que a viu no chão estendida gritou horrorizado, já estava chorando. E gritou pelo menino que olhava a cena, sem dizer nada. Passos no corredor, o agressor estava de volta, o pai não estava ouvindo, pois estava chorando.

-PAI ATRÁS DE VOCÊ! – gritou a criança. O pai olhou para ela assustado e o agressor lhe deu uma facada nas costas. Ele gritou e se virou dando socos no homem, mas de nada adiantava diante a faca do agressor, uma facada no peito e ele caiu ao lado da mulher. E outra facada, mais outra, e outra, e assim sucessivamente. O menino abriu a porta do armário e o agressor não parecia ver ele, continuava rindo com as facadas. A criança saiu correndo, resvalou no piso liso da sala. Ouvindo novamente os mesmos passos e a gargalhada monstruosa, levantou e saiu porta a fora de casa. Pegou sua bicicleta e foi pedalando sem olhar para trás momento nenhum. Não sabia onde estava quando parou, não sabia por quanto tempo tinha pedalado.

O menino parou um estante, sentado na calçada. Não estava chorando, apenas sentia raiva, muita raiva. Ele era um pecador... Não. Todos eram pecadores, todos tinham que morrer... Todos tinham que ser purificados. Todos...