Fios do Destino

10 Sentiments Partagés


Notas iniciais
Queria agradecer a todos que favoritaram e estão acompanhando e comentando sempre tão empolgados, vocês realmente são incríveis! Millah, eu sou uma pessoa não tão velha com uma memoria da Dory, mesmo assim aqui fica meu agradecimento do fundo do coração pela sua recomendação... Obrigada por tudo! Realmente foi algo que me pegou de surpresa. Engraçado que esse capítulo se desenvolveu com base de uma cena... Eu não estava bem no dia, lembro que eu chorei - sim eu sou um trouxa, desculpa - e passei três dias pensando nela Eu sabia o que fazer, mas tinha duas linhas a serem tomadas. Eu poderia seguir o rumo mais fácil? Talvez, mas acho que e nove capítulos vocês já notaram que não gosto do que é "fácil" e relacionamentos são tudo, menos "fáceis" Talvez vocês me odeiem? Talvez... Mas inconscientemente eu dediquei o cap. 10 a líder do chalé 10. Posso não deixar vocês indecisos, assim como também não estou, mas quem sabem posso fazer vocês se apaixonarem por uma filha de Afrodite. Leiam até o fim, com calma e não se esqueçam das notas finais! Boa leitura a todos!

"Mas me diga se ela te beija

Como eu costumava te beijar?

Você sente o mesmo

Quando ela chama o seu nome?

Dentro de você, lá no fundo

Você deve saber que eu sinto sua falta

Mas o que eu posso dizer

Regras devem ser obedecidas"

~***~

Mark já havia feito a sua parte em separar os dois irmãos, porém a adrenalina ainda fazia suas mãos tremerem mesmo que em uma intensidade menor, eram apenas seus instintos, já passara por aquilo algumas vezes, mas desta vez não o conseguia controlar. Thalia e os outros que ficaram para trás após o instrutor liberar a turma ainda trocavam palavras, mas a loira se resumia em agir de forma automática e um zumbido terrível ainda incomodava seus sentidos. Agachou-se onde deixará suas coisas e lá pegou uma de suas camisas, voltou até Silena que agora estava sem a garotinha em seus braços e lhe estendeu a peça.

—Pegue… — disse chamando-lhe a atenção, mas sem lhe dirigir o olhar diretamente, ainda estava atordoada. — mantenha pressionado contra o ferimento daquela... Daquela estúpida. — continuou quase que trincando os dentes, mas abrandando o olhar ao ver a interação entre a líder do chalé 5 e a irmã mais nova.

A filha de Afrodite poderia ter sorrido ou feito alguma brincadeirinha como era do seu feitio, porém a garota estava igualmente irritada com a guerreira. La Rue tinha as suas tendências à inconsequência como uma legítima filha de Ares, porém isso ultrapassava muitas vezes o limite do suportável.

Annabeth permaneceu ainda por alguns instantes no mesmo local, parada e com os olhos cinzentos analisando o pequeno grupo mais afastado, parando apenas quando Silena juntou-se aos demais… Estava incomodada, sabia que não deveria se sentir daquela forma, não era nenhum pouco racional, mas um gosto amargo e um vazio lhe preenchiam de forma terrível ao ver as três ali, juntas, seu orgulho nunca deixaria admitir para quem quer que fosse, mas as duas semideusas pareciam tão íntimas, tão completas, que isso lhe sufocava e as três ali conversando e brincando pareciam uma... Família feliz.

—Vamos… — não precisou se virar para saber que a voz confortadora vinha de sua amiga.

Desviou os olhos e pegou suas coisas que Thalia havia feito questão de apanhar por ela enquanto estava em seu torpor. Agradeceu pela filha de Zeus não perguntar nada, bem sabia que cedo ou tarde ela lhe bombardearia e não seria nada fácil desviar o assunto ou esconder a verdade. Rendeu-se momentaneamente ao conforto do meio abraço que a morena lhe oferecera.

~***~

Silena e a pequena Lucy fizeram companhia para Clarisse por algum tempo na enfermaria, tanto para distraí-la como para ter certeza de que ficaria longe de encrenca, mesmo tendo alguma certeza de que a mesma conseguia ter ainda alguma disciplina graças aos seus atuais encontros com o centauro Quíron. Após algum tempo e depois que um dos filhos de Apolo analisou os seus ferimentos as garotas se retiraram, Beauregard prometera que levaria Lucy com segurança — o que a filha de Ares duvidava um pouco, mas sua irmãzinha sempre dava uma de anjinho quando se tratava da filha de Afrodite.

Deitou-se, mas estava completamente inquieta, a camisa da loira ainda estava em suas mãos, não deixou que o atrapalhado curandeiro a levasse, viu o pobre rapaz tremer apenas com o olhar que lhe lançou na menor menção de lhe tirar a camiseta ensanguentada. Suspirou pesadamente levando o tecido até o rosto, podia sentir ainda claramente o perfume da garota loira… Sentiu-se idiota no mesmo instante, a forma estúpida como havia tratado Annabeth, aquele sentimento irracional que lhe consumia ao ver a filha de Zeus em seu encalço lhe impedindo de fazer qualquer aproximação furtiva dentre tantos outros problemas que rondavam sua cabeça.

—Não posso deixar isso me consumir... – sussurrou com o olhar um tanto perdido para o teto.

Não conseguiria ficar ali parada, mesmo que estivesse exausta, ficar parada só lhe faria pensar ainda mais e pensar não era um de seus predicados, todavia não poderia continuar com as atividades mais pesadas graças ao estúpido do seu irmão Sherman e se bem conhecia Mark ele lhe deixaria fora da disputa na torre de escalada no dia seguinte. Bufou irritada, levantou-se mesmo com o incômodo onde recebera os chutes, ocuparia a mente nem que fosse com as atividades mais chatas do seu chalé.

—La Rue, não seja teimosa, você precisa descansar. – insistiu Will já cansado da teimosia da semideusa.

—Não me encha o resto de paciência, Solace. – bufou lançando outro olhar ameaçador ao garoto.

Will jogou as mãos pra cima e respirou profundamente dando-se por vencido, não adiantava, filhos de Ares sempre eram os pacientes mais problemáticos.

~***~

O dia arrastou-se da forma mais enfadonha possível, revisou o cronograma que havia elaborado para a semana, pelo menos com isso ela não teria que se incomodar pelos próximos dias. Reuniu seus irmãos juntamente com Mark no final do dia para mais uma vez se direcionarem ao pavilhão onde faziam as refeições, a essa hora tochas ardiam em volta das colunas de mármore e um fogo central queimava em um braseiro de bronze do tamanho de uma banheira. Mais uma vez teve que prender sua mente em qualquer assunto que estavam discutindo na mesa e evitava olhar para a mesa do chalé 1, mais uma vez ocupada por Thalia e Annabeth… Conversavam de forma comedida como se estivessem em uma bolha… Nem mesmo com o cabeça de alga a loira agia daquela forma e ele era seu melhor amigo, mas a filha de Zeus parecia merecer sua atenção de forma especial.

Levantou-se juntamente com os outros campistas de seu chalé para fazer o mesmo que os outros — a oferta aos seus respectivos pais — atirou ao fogo a fatia mais suculenta de pernil e disse em tom baixo:

—Ares. — pode sentir um pouco daquele aroma inebriante que era destinado aos olimpianos.

Voltou-se novamente para os seus companheiros de mesa de forma mecânica, como sempre seus irmãos faziam bagunça ou implicavam uns com os outros enquanto tentavam comer, mas estava dispersa demais para participar ou para manda-los calar a boca.

Não demorou muito e todos estavam reunidos nas arquibancadas do anfiteatro, vários semideuses agrupados com suas bandeiras para o alto, anúncios feitos, coroa de louros foram distribuídas pelos jogos disputados no dia como de costume, mais barulho e conversas paralelas até que as cantorias entusiasmadas eram entoadas por Quíron e pelos filhos de Apolo. Em pé em frente à fogueira, havia meia dúzia de campistas com violões e liras, à medida que a energia dos participantes aumentava, as chamas mudavam de cor... Vermelhas, laranjas e douradas. Clarisse tentava se concentrar no crepitar alto das chamas, mas os olhos verdes sempre caíam nas duas campistas que se encontravam bem próximas a ela.

Os sorrisos, as pequenas brincadeiras, os olhares cúmplices, os toques delicados, aquilo estava corroendo a filha do deus da guerra de uma forma terrível… O pico da sua raiva foi atingido ao ver Thalia entrelaçar seus dedos ao de Annabeth enquanto a loira descansava a cabeça em seu ombro. Levantou-se antes que pudesse fazer alguma bobagem, seu humor já não era dos melhores e continuar ali não seria muito inteligente da sua parte, chamou a atenção de algumas poucas pessoas, pois era comum compartilharem aquele momento até pouco antes do toque de recolhida, Annabeth lhe acompanhou com os olhos, mas a raiva e o orgulho lhe impediram de retribuir o olhar da garota, também havia chamado a atenção de alguém em especial, mas tudo o que desejava era passar em seu chalé enquanto estava vazio e ficar um pouco sozinha no lugar onde conseguia ter alguma paz.

~***~

Aquela guerreira estupida ainda continuava a lhe ignorar apesar do seu aviso na aula de combate, conseguia sentir o quanto a amiga estava transtornada e isso só podia ter um motivo, Annabeth Chase… Analisou ao seu redor e não tardou para saber quais motivos estavam lhe causando inquietação, colocou-se em estado de alerta quando a semideusa se pôs de pé, porém lhe seguiu apenas com os olhos ao ver que ao invés de partir para cima da filha de Zeus – como normalmente faria em outras ocasiões — ela simplesmente se dirigia para a trilha que levava aos chalés. Clarisse crescera... Estava mudada...

Queria poder falar com a garota assim que a mesma se retirou do local, queria poder lhe confortar, mas também sabia que precisava do seu espaço, sabia onde lhe encontrar, Clarisse poderia se esconder em qualquer lugar que fosse dentro do acampamento que ela descobriria. Cresceram juntas, dividiram durante muito tempo mais que segredos, ela conhecia bem aquela garota emburrada, briguenta e ranzinza… Sabia onde encontrá-la, só havia um lugar onde a mesma se isolava quando estava tomada pela solidão, tristeza ou confusão, pois se tratava do mesmo local que também lhe trazia algum conforto.

“Já fazia alguns meses que prestara a atenção na campista que chegou ao acampamento, em sua maioria tentavam evitar ela, em partes por ser filha de Ares, em partes porque rapidamente não só construíra a fama como também se mostrara dura, arredia e impetuosa... Mesmo assim, qualidades tão atípicas de sua personalidade atraíra o seu olhar.

Passou a acompanha-la de longe, como uma admiradora, logo ela filha de Afrodite, a quem o destino deveria se incumbir de presentear-lhe com olhares, suspiros, gracejos e corações partidos. A estranha era quase sempre sozinha se não fosse pela companhia do irmão mais velho, dedicada em se mostrar que era boa no que fazia, seus olhares se cruzavam algumas vezes, contudo a outra sempre se desviava.

Notou que aquele coração tão jovem também possuía seus segredos, mesmo que confusos, mesmo que existisse uma casca quase que impenetrável, “quase”. Procurou se aproximar, aos poucos para não assustar, queria poder passar mais tempo perto dela, mesmo que seus olhos se voltassem para outros horizontes... Mesmo que se afastasse para quem sabe não se machucar.

O tempo se encarregara de fazer o seu papel, ela não tinha mais 11 anos e aos poucos os olhares foram retribuídos, assim como os quase que imperceptíveis sorrisos, mas queria tocar-lhe onde alguém já havia se instalado sem qualquer permissão. Ela percebera os olhares, as trocas de farpa, sabia que havia uma linha muito tênue entre o ódio e o... Amor. Captou a confusão da guerreira, agora ela conseguia enxergar com clareza, mas poderia ela fazer algo?

Saiu decidida da enfermaria naquele final de tarde onde a própria filha da guerra havia lhe levado após se machucar, sabia onde encontra-la, podia sentir, bastava seguir o seu coração e seu coração nunca falhava. Pode constatar que estava certa assim que chegou a praia... Ela estava lá novamente, dividindo as suas inquietações com o mar.

—Fico feliz que tenha melhorado. – disse sentindo a presença da garota morena de olhos azuis.

Sentou-se ao seu lado, também estava confusa. Voltou os olhos azuis para o mar que se mesclava com o vermelho do crepúsculo era tão lindo, parecia à junção de Ares e Afrodite. Segurou a mão da garota ao seu lado, ela não se afastou, tampouco lhe tratou com indiferença, os olhos verdes carregavam tantos sentimentos confusos que poderia facilmente sufocar com aquilo.

—Obrigada por me ajudar. – disse sem se desviar do intenso olhar.

Aproximou-se devagar, tocou-lhe os lábios com os seus de forma terna, descobrindo a sensação que há algum tempo permeava apenas sua mente. Era a forma que encontrara para selar o compromisso de que sempre estaria ao seu lado.”

~***~

O vento frio acariciava seu rosto como um bom e conhecido amigo e lhe afagava os cabelos escuros presos em um rabo de cavalo. Uma de suas mãos repousava no bolso do casaco leve em tom vermelho sangue em busca de algum calor enquanto a outra mão se ocupava já com a segunda latinha de cerveja… Se tinha uma coisa que devia agradecer aos filhos de Hermes era a eficiência em suas barganhas, os Stoll poderiam conseguir qualquer coisa que desejassem de fora do acampamento, desde que lhes fosse oferecido um valor justo. Os olhos verdes estavam atentos ao mar, algo ali conseguia lhe trazer alguma paz — mesmo que não tivesse qualquer ideia do por que — e por vezes chegava a pensar se para Jackson também era assim. Esvaziou a segunda lata quando percebeu que já não estava mais sozinha ali e que somente uma pessoa no acampamento fora ela iria aquele lugar tarde da noite.

—Veio conferir o resultado da sua brincadeira, filha de Afrodite? — a voz era a mais contida possível, mas o tom era pesado e amargurado.

Silena aproximou-se com cautela, não por medo, apenas não queria piorar todo aquele turbilhão de sentimentos. Olhou por alguns instantes para o mar, o local de onde viera sua mãe, tentando buscar alguma paz e discernimento para poder prosseguir, não seria uma conversa fácil. Sentou-se ao lado da morena que abriu mais uma lata, porém desta vez ofereceu-lhe sem lhe direcionar o olhar, pegou-a e tomou pequenos goles enquanto seus olhos azuis se distraiam com o quebrar das ondas.

—Não deveria ter feito isso. — a voz de Clarisse ainda era dura. — só tornou a conexão ainda mais forte… Acha que é fácil pra mim?! — cerrou os punhos ao mesmo tempo em que fechou os olhos tentando manter a respiração o mais controlada possível. — Eu gostava quando os meus sentimentos se resumiam em ódio, raiva, desprezo! — completou entredentes. — Tudo seria mais fácil se tivesse sido por você. — confessou sentindo todas suas barreiras desabando mesmo que tentasse inutilmente se manter firme.

—Não diga isso. — Silena tomou coragem e segurou em sua mão, entrelaçando seus dedos aos da filha de Ares, podia sentir o tremor causado por todo aquele conflito. — Clarisse… — chamou em tom baixo, mas a morena não lhe atendeu. Deixou a lata meio enterrada na areia para forçar o contato visual, segurou no queixo da mais alta e encarou toda a confusão de sentimentos que transpareciam nos olhos verdes. — o que reside em seu coração é o sentimento mais puro e genuíno que pode existir… Não diga uma tolice dessas novamente.

—Faça isso parar… — sua voz saiu quase como um sussurro, seus olhos se fecharam com o toque delicado e tão bem conhecido. — por Afrodite… Arranque isso de mim, eu não consigo mais suportar.

—Sabe que não posso. — o tom quase que suplicante da filha de Ares fez seu próprio peito doer. — já tentamos Clarisse, já tentamos de todas as formas… Mas a ligação que possuem é mais forte que tudo. — fechou os olhos ao sentir La Rue encostar a testa na sua, a respiração próxima e levemente carregada pelo álcool. — Não me tente filha de Ares, eu não quero lhe machucar ainda mais.

—Não me faça implorar… — sussurrou deslizando o nariz contra o da garota. – sabe que não sou desse tipo.

Como em sã consciência ela poderia resistir aquilo? Nem mesmo que tivesse forças o suficiente ela sabia que sempre seria fraca quando se tratava de Clarisse La Rue. Não conseguia e não queria lhe ver daquela forma, mas também tinha plena consciência de que qualquer conforto vindo de sua parte machucaria mais a filha de Ares do que ela mesma… Mas vê-la vulnerável não era algo que conseguia simplesmente ignorar.

Tomou-lhe o rosto com as duas mãos como se fosse uma peça rara e delicada para logo em seguida beijar a filha do deus da guerra com paixão e desejo, Clarisse correspondeu com a mesma intensidade, uma de suas mãos foi até a nuca da garota enquanto a outra repousava sobre a cintura de forma possessiva. A morena de olhos azuis apartou momentaneamente o beijo apenas para trocar de posição e sentar sob o quadril da semideusa.

Silena tinha o olhar sedutor e um sorriso lascivo nos lábios, as mãos decididas da guerreira repousaram por dentro da sua camiseta, lhe acariciando a cintura, as costas e subindo até os seios.

—Não comece aquilo que não vai terminar… — advertiu com a voz falha ao sentir a boca atrevida lhe explorar o pescoço, mesmo que suas mãos lhe traísse instigando ainda mais a outra a continuar.

—E quem disse que não vou terminar?! — rebateu com um sorriso malicioso contra a pele macia e de aroma doce.

—O toque de recolher… Não temos tempo… — disse com a voz arrastada enquanto movia lentamente o quadril contra o de Clarisse. — as Harpias.

—Temos que sair daqui. — comentou a líder do chalé 5 com um sorriso safado muito bem característico, do tipo que Silena adorava. — eu sei o quanto você gosta de fazer isso de forma bem lenta. — concluiu marcando o pescoço da filha de Afrodite.

~***~

Deixaram a praia logo em seguida, a maioria dos campistas já havia se recolhido aquele horário, porém não estavam realmente incomodadas se seriam vistas por terceiros ou não. Entraram no chalé de Afrodite e a conselheira guiou a amiga e amante até o pequeno quarto, não se importando se acordaria algum de seus irmãos. Os lábios macios de Beauregard tomaram os seus enquanto as mãos hábeis da filha de Ares se livrava de sua camiseta para logo em seguira retirara a própria.

—Senti sua falta. — gemeu a morena de olhos azuis se agarrando aos cabelos castanhos enquanto recebia beijos quentes como fogo em seu colo e nos ombros.

Puxou La Rue novamente para um beijo demorado, cheio de saudade. Diferente do beijo que dera na comemoração quando estava com Clarisse e Annabeth, a última vez que tocará a guerreira fazia meses, antes da guerreira sair em missão para pegar o velocino de ouro. Clarisse apartou o beijo ao sentir um gosto peculiar em sua boca… Levou a ponta dos dedos até a marca das lágrimas para depois cobrir os rastros com pequenos beijos.

—Sabemos que não podemos ter esperanças… — afirmou Silena em tom fraco enquanto suas mãos retirava seu próprio sutiã e tentava se concentrar nas peças de roupa da mais alta. — mas eu não consigo resistir quando se trata de você.

Clarisse tentou beija-la novamente, mas a conselheira do chalé 10 lhe empurrou contra a cama. Os belos olhos azuis se prendiam aos seus enquanto a filha de Afrodite se demorava ao retirar tortuosamente o short e a peça íntima… Fazia de proposito, adorava a forma luxuriosa que a outra lhe olhava.

Caminhou devagar até a morena, sem nunca desviar os olhos, sentou sobre o seu quadril novamente, puxou Clarisse pelo colar de contas de cerâmica do acampamento e lhe beijou com urgência. Levou uma das mãos de La Rue até a sua intimidade, precisava senti-la com urgência, estava com muita saudade para poder reprimir sua vontade e a líder do chalé 5 não deixaria aquele quarto até o outro dia se dependesse dela. As duas gemeram com o contato prematuro, a filha de Ares fechou os olhos respirando de forma desregulada, a dor no peito começara a lhe invadir.

—Plus fort. – a ordem em francês sussurrada ao seu ouvido lhe fez gemer de forma baixa.

Silena rebolava contra os seus dedos, queria estar totalmente entregue a morena, mas seu peito doía com força e as memórias da noite com Annabeth lhe tomaram os sentidos de forma arrebatadora.

—Olhe pra mim. — sussurrou Beauregard ao sentir a semideusa lhe apertar ainda mais contra o seu corpo.

Encarou os olhos azuis com dificuldade, Silena gemeu se entregando ao toque que tantas vezes havia lhe possuído, mas tudo o que conseguia pensar era nos olhos cinzentos tempestuosos da filha de Atena.

~***~

Xxx No Próximo Capítulo xxX

“-Então porque só me procurou agora?! — insistiu Annabeth em tom irritado, queria se afastar do toque da semideusa, mas não conseguia se desvencilhar não sabia se pela dor ou se pelo simples fato de que estar perto da garota era algo levemente sufocante. — afinal você já teve de mim o que queria, não é mesmo?!

—Cale a boca garota! — a voz saía entredentes, Clarisse respirava com dificuldade, desviou os olhos e contou de forma pausada até dez. — não abuse do meu autocontrole, Chase… Ele é bem menor do que você pensa.

—ENTÃO ME RESPONDA O PORQUÊ?! — suas mãos forçaram o rosto da filha de Ares sem qualquer delicadeza.”

Notas finais
Pontos que gosto de esclarecer pra quem não conhece a série – eu não sou das maiores conhecedoras, mas vou aprendendo um pouco com o tempo também. Por que eu coloquei o nome do capítulo em francês? O francês é a “língua do amor”, ou seja, por mais que semideuses tenham dificuldade para ler qualquer outra coisa já que suas mentes são conectadas ao grego antigo os filhos de Afrodite tanto entendem como falam francês fluentemente. Vamos a proposta que eu já vinha falando. Estava pensando em escrever uma fic curta contando um pouco não só da infância da Clarisse – como ela chegou no acampamento, conheceu a Silena e a Lucy – como os sentimento dela com os personagens mais próximos. Claro se vocês quiserem... Eu poderia incluir isso em Fios do Destino? Posso, mas isso também pode fazer uma quebra de ritmo – o que eu não desejo. A passagem da Silena ficou muito rápida e não foi de muito agrado então por isso que eu prendi vocês até agora, precisava chegar nesse cap. pra fazer a proposta. Enfim, fica na mão de vocês como preferem. E então empolgados para o próximo?! Ou querem só me matar mesmo?! Vamos enfim entrar na sequencia de caps. que eu mais gosto. Vejo vocês nos comentários!!!