Fins e Recomeços
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Silêncio. Encheu os pulmões de ar e gritou, com toda a força que ainda tinha. Então, começou a chorar, desesperada. Soluçava alto, se debatia, queria que imagem fosse embora. Mas, ela não ia. Passou muito tempo assim. Tempo demais, até se cansar, e adormecer.
XXX
Sasuke estava com as mãos na mesa e a cabeça baixa. Sabia o que iria enfrentar, mesmo assim doía. E não podia demonstrar, afinal era um Uchiha. Orgulhoso. Levantou os olhos e viu Naruto. O olhava com... pena. Odiou aquilo.
_ O que está olhando, baka. – disse no alto de sua arrogância. – Não preciso de sua piedade.
_ Não é pena, Sasuke. Estou preocupado com você. Somos amigos, você pode...
_ Contar com você? O que você pode fazer? Nada, como sempre! – e voltou a abaixar a cabeça.
Injusto. Como sempre. Palavras de ódio, rancor acumulado. A eterna sensação de sempre estar sendo manipulado por alguém, entrar no jogo, para virá-lo contra seus inimigos, e no fim descobrir que não importa o que fizesse, seus “inimigos” já tinham adiantado todos os seus passos, criado estratégias, e qualquer que fosse sua escolha, Sasuke sempre agiria de acordo com o plano deles.
Naruto não podia entender. Mas, entendia. Sabia o que era ser usado. “Ou faz o que mandamos, ou soltamos o Raposa em cima de vocês! E não se esqueçam que o Nove Caldas e o mais forte!” Claro que não usavam essas palavras, afinal existe a diplomacia. Contudo, era assim que se sentia.
Mais uma vez a Vila da Folha era a mais forte e próspera de todo o mundo Shinobi, e era isso que importava. Só isso importava. Pelo menos para algumas pessoas influentes, que se preocupavam mais com 90% do próprio beneficio do que da maioria.
Mas, dessa vez, Naruto não guardou silêncio.
XXX
Sai ficou ao longe, observando Sakura. Talvez estivesse presa em algum genjutsu. Mas, rapidamente percebeu que não. Afinal, quem fica preso nesse tipo de técnica ilusória, fica paralisado, o que, obviamente não era o caso. Então, o que estava causando tanta dor à sua amiga?
Sai logo descobriria que certas coisas doem mais que jutsus. Ou, talvez, já soubesse.
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